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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

Ponta Grossa contará com um show musical de tributo a Elis Regina nesse mês de Novembro
 

Maíra Orso

 

O espetáculo “AGORA ELA É UMA ESTRELA” será executado pelo cantor Flávio Fanucchi e o músico Fabrício Cunha em releituras dos grandes sucessos de Elis Regina. As interpretações serão as originais em arranjos feitos especialmente para o show. Elis Regina Carvalho Costa nasceu em Porto Alegre, no dia 17 de março de 1945 e morreu em 19 de janeiro de 1982. A cantora brasileira ficou conhecida por voz, musicalidade e presença de palco. Elis é considerada, por muitos críticos, a melhor cantora popular do Brasil, entre os anos 60 e início dos anos 80.

A cantora foi uma das primeiras grande artistas a surgir nos festivais de música na década de 1960 e descolava-se da estética da Bossa Nova pela extensão vocal e pela dramaticidade. Elis cantou muitos gêneros: da MPB, passando pela bossa nova, samba, rock e jazz. Ela faleceu no auge da carreira, aos 36 anos de idade.

A cantora Elis Regina foi bastante relembrada no contexto das eleições que o Brasil acabou de passar. Suas letras e interpretação são relembradas por remeterem à liberdade de expressão. É o caso da música “Nossos Pais”, de Belchior, que ficou conhecida pela interpretação da cantora.

A letra é a crítica de um indíviduo acerca do período militar brasileiro. Relata a indignação diante da opressão das pessoas que fizeram oposição ao regime. A música também traz um sentimento de paixão pela vida, pelo direito de viver, pelas amizades e pelo amor. E descreve as expectativas quanto ao futuro de uma geração.

 

A editora da UEPG lançou mais uma obra, “Sistema Único de Assistência Social: a proteção e o atendimento à família.”

Ingrid Petroski
 

“Sistema Único de Assistência Social: a proteção e o atendimento à família” é uma obra técnico-científica. Por isso, o livro pode interessar mais aos pesquisadores e aos acadêmicos ao trazer fundamentação teórica e pontos específicos da atividade do serviço social.

Escrita pela professora do Departamento de Serviço Social da UEPG, Cristiane Gonçalves de Souza, a obra foi lançada pela Editora da Universidade. A editora tem como foco ser um espaço editorial com um catálogo de títulos de cunho acadêmico e científico, como o Sistema Único de Assistência Social.

A obra se divide em três capítulos e contém 185 páginas. O primeiro capítulo trabalha a desigualdade social e o capitalismo. Para isso, a autora reúne dados e embasamento teórico para criticar a constituição e o papel da assistência social.

O segundo capítulo traça uma linha do tempo brasileira acerca da assistência social. Destaca conceitos e as peculiaridades das famílias. Outro ponto discutido é como formas de atender essas famílias.

O último capítulo funciona como um possível manual de como agir na proteção social da família. Apresenta ainda reflexões para novas abordagens e o papel das dimensões políticas, éticas e técnicas.

Apesar de ser uma obra técnica, o título também pode interessar a quem defende as políticas públicas. Uma leitura interessante para quem pretende compreender o papel do Estado na garantia de proteção sócio-assistencial.

 

46º Festival Nacional de Teatro teve participação especial de Letícia Sabatella
 

Millena Lopata

O 46º FENATA (Festival Nacional de Teatro), teve como abertura a peça “A vida em Vermelho” e contou com a participação especial de Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto. O Musical envolve os dois maiores ícones culturais do século XX: a cantora Francesa Edith Piaf e o poeta dramaturgo alemão Bertolda Brecht que foram interpretados por Sabatella e Fernando.

O evento que reúne pesquisadores, artistas e todos que apreciam a magia do teatro, proporciona o debate público e amplia as discussões sobre a relação artística teatral e seus desdobramentos sócio políticos culturais. Além disso, auxilia na formação baseada em valores humanistas.

Em comparação com os demais anos, em 2018 o FENATA aconteceu em lugares mais abertos, diferentes, como Calçadão e Parque Ambiental com apresentações como teatro de rua, Mostra Campos Gerais e a Vaca Lelê “deixe seu sonho voar”, foram algumas das peças exibidas nessa edição.

O festival Nacional de Teatro começou no dia 9 e se encerrou no último dia 14 com a peça “O julgamento de Sócrates, que foi protagonizada pelo autor Tonico Pereira.

 
 

Ponta Grossa contará com um show musical de tributo a Elis Regina nesse mês de Novembro.


O espetáculo “AGORA ELA É UMA ESTRELA” será executado pelo cantor FlávioFanucchi e o músico Fabrício Cunha em releituras dos grandes sucessos de Elis Regina.
As interpretações serão as originais em arranjos feitos especialm ente para o show.E li s Regina Carvalho Costa nasceu em Porto Alegre, no dia 17 de março  de  1945 emorreu em  19 de janeiro  de  1982 . A  cantora   brasileira ficou conhecida por voz,musicalidade e presença de palco. Elis é considerada, por muitos críticos, a melhorcantora popular do Brasil, entre os anos 60 e início dos anos 80.
A cantora foi uma das primeiras grande artistas a surgir nos festivais de músicana  décad a de 1960  e descolava-se da estética da  Bossa Nova  pela extensão vocal e peladramaticidade.Elis cantou muitos gêneros: da  MPB , passando pela  bossa nova ,  samba ,  rock  e  jazz .
Ela faleceu no auge da carreira, aos 36 anos de idade.A cantora Elis Regina foi basta nte relembrada no contexto das eleições que o Brasilacabou de passar. Suas letras e interpretação são relembradas por remeterem à liberdadede expressão. É o caso da música “Nossos Pais”, de Belchior, que ficou conhecida pelainterpretação da cantora.
A letra é a crítica de um indíviduo acerca do período militar brasilei ro. Relata a ind ignação diante da opressão das pessoas que fizeram oposição ao regime. A músicatambém traz um sentimento de paixão pela vida, pelo direito de viver, pelas amizades epelo amor. E descreve as expectativas quanto ao futuro de uma geração.

 

 

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Crítica de Ponta #49
Edição produzida pela turma A
 

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Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 

Adega de amora em Ponta Grossa

Camila Zanardini

  

A amora-preta in natura deve ser consumida logo após a colheita, pois a fruta é muito sensível e já começa a fermentar oito horas após a colheita. Por isso o mês de novembro é a oportunidade para consumir amoras frescas e orgânicas. também estar em contato com o campo. O local fica a menos de quarenta min do centro de Ponta Grossa. A adega está aberta há 10 anos na cidade e pertence a família Dewulf, a fazenda tem 50 hectares de amora-preta, que é matéria-prima para a fabricação de licor, vinho, geleia, cerveja, aguardente e calda que está disponível a venda no local.

Você pode comprar as amoras frescas ou se preferir congeladas. O local possui um restaurante em que a amora está presente em diversas sobremesas como a waffle com sorvete e calda de amora e entre outros doces a base de amora.

Em meio a plantação de amoras e de lavanda tem um campo de mini golfe esporte originário da Escócia na Europa. O campo tem 18 buracos compreende uma área de 10 mil metros quadrado. O jogo acontece em meio a paisagem da plantação de amoras e lavanda. O custo por pessoa é de R$12,00 por pessoa com equipamento incluso, dura cerca de duas horas.

Um espaço com estilo europeu, arquitetura rústica, com comidas típicas belgas e espanhola, porém para chegar a adega somente é possível por meio de automóveis, não há transporte público pois fica próximo ao Buraco do Padre. Mas a experiência de comer uma fruta fresca vale a pena se programar.

 
Ponta Grossa Oferece foodtruck de comida japonesa
 
Saori Honorato
 
        

Sushi na rua? Essa novidade surgiu poucos meses atrás em Ponta Grossa e é uma versão

de foodtruck. O trailer serve pratos tradicionais da culinária oriental como sushi, sashimi e temaki.

O sushi do foodtruck é muito saboroso, bem montado e todos os sabores harmonizam. O

peixe é fresco e apresenta um bom aspecto.

Um destaque do cardápio é o uramaki de patê de salmão, que traz todo o sabor do peixe de

uma maneira mais leve, e o toque de molho tarê em cima do sushi deixa a apresentação do

prato ainda mais bonita.

Para quem não gosta de peixe cru, a parte de sobremesas do cardápio também oferece

opções mais palatáveis ao gosto ocidental como rolinhos de chocolate com a massa

crocante e também o hot roll, versão frita do sushi.

Como é comum no fast food, o preparo é rápido, cerca de 6 minutos para o pedido ficar

pronto. A decoração japonesa do carrinho enfeita a rua Balduíno Taques e dá um ar oriental a

paisagem. Em uma noite com um clima agradável é uma boa opção de comida rápida na cidade.

Mas o fato de ser a céu aberto dificulta a ida ao restaurante se tiver muito frio ou chovendo.

O grande fluxo de pessoas na rua pode ser um incômodo se você pretende ficar muito

tempo no local.

O preço não é barato como costumamos pagar em comida de rua, mas também não é caro
como nos restaurantes japoneses. Um temaki fica em torno de 16 reais, e uma porção pequena de sushi, de 6 a 9 reais. Se o bolso está apertado, não é um lugar para ir encher a barriga, mas é uma opção boa, acessível e rápida para saborear a culinária japonesa.

O trailer fica localizado na rua Balduíno Taques, próximo ao Posto Contorno e fica aberto

segunda-feira à sábado das 18h00 às 23:30.

 
Praça Por do Sol é uma boa opção de lazer ao fim da tarde
Marina Daun

     

A praça Pôr do Sol é ótima quando você quer relaxar e apenas observar o horizonte e belas paisagens da cidade ou tomar um chimarrão com os amigos, mas logo é possível perceber que não foi pensada para crianças ou para a prática de esportes, embora haja uma quadra de vôlei de areia. A praça não é própria para soltar as crianças e deixá-las livres para correr, ou jogar bola, justamente por ficar bem próxima a uma rua movimentada.

Localizada na Rua Visconde de Nácar atrás do Hotel Vila Velha, parte da praça possui uma grade de proteção, por conta do arroio, mas a pista de caminhada não está totalmente protegida pela grade. O que pode ser um problema de segurança.

Outro fator bem peculiar é que a Praça Pôr do Sol não possui grama, apenas pedrinhas britas e em algumas partes o mato toma conta. Apesar de bem iluminado, o local é cercado por mato e pouca vizinhança, o que pode dar uma sensação de insegurança aos visitantes.

Sendo assim, indico a Praça Pôr do Sol, para uma reunião de amigos no fim de uma tarde, e não para passear com crianças e levá-las para brincar, uma vez que não é totalmente adequada a isso.

"As meninas" é uma da sobras que serão cobradas no vestibular da UEPG

Fernanda Wolf


As meninas’ de Lygia Fagundes Telles foi lançado em 1973, mas o livro mesmo se passa no ano de 1969 em um pensionato de freiras. O romance gira em torno de três meninas diferentes entre si e peculiares. As três são amigas. Lorena, é rica e descrita como a mais intelectual, e sofre pelo amor não correspondido de um homem casado. Lia, ou Lião para suas amigas, faz parte da esquerda armada e luta pela liberdade de seu namorado preso. Ana Clara, descrita como modelo e mais bela entre as amigas, possui vício em drogas, ambição em ser rica, e gravita em torno de um noivo que ela não ama, mas que é rico, e em torno também de seu amante traficante.

A trama se passa no período de dois dias, mas esse tempo não é facilmente percebido pela leitura. Nem mesmo o seu espaço, São Paulo, é propriamente dito. Apenas alguns poucos fatos são expostos para a localização de espaço e tempo. A leitura transita entre a primeira pessoa e a terceira pessoa, algumas vezes até se misturando em uma mesma frase. A linguagem também muda de acordo com a personagem. Lorena pensa de forma mais apaixonada e sonhadora, e possui linguagem mais clara. Lia possui uma fala informal e rápida. Ana Clara é totalmente desconexa misturando realidade e paranoia. Geralmente, mesmo quando elas estão juntas, elas acabam estando solitárias e o livro se cria em volta de suas solidões.

A construção de personagens é ao mesmo tempo tão simples e tão rica na criação de personalidade que uma hora o tempo verbal e a linguagem acabam não confundindo, e você leitor cria empatia pelas personagens. Tem que levar em consideração que as meninas são jovens em torno de seus vinte anos no início da universidade, por isso mesmo muitas vezes elas soam confusas e não se conhecem muito bem. Nem mesmo o narrador as conhece mais do que elas próprias.

A escolha do livro para o vestibular de verão foi certeira, tanto pelo contexto político e as construções sociais da época de 60/70, quanto pela proximidade com a idade dos vestibulandos. Acredito que criar essa aproximação com os estudantes é importante para criar vínculos com a literatura.

 
 

 

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Crítica de Ponta

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Ponta Grossa não oferece muitos locais para prática de atividades físicas

Ingrid Petroski



O Complexo Ambiental Gov. Manoel Ribas, popularmente conhecido como “Parque Ambiental” atrai praticantes de exercícios físicos. O parque localiza-se no centro, ao lado do Terminal Central, porém é sobrecarregado pela carência de outros espaços na região. Para esportes coletivos há uma arena de futebol society, equipamentos para tênis de mesa, uma quadra de basquete e duas de vôlei. Porém não existe uma organização de quem utiliza as quadras, quem chega primeiro tem preferência. Apenas o espaço é disponibilizado, os equipamentos, como bolas, não.

Para atividades esportivas de condicionamento físico individuais estão disponíveis barras de exercícios, equipamentos de ginástica, pista com 1 quilômetro de extensão para a prática de caminhada, entretanto, a pista é estreita e pessoas que não estão se exercitando caminhma no mesmo local. Também há uma pequena pista de skate, utilizada na maioriadas vezes, por jovens. Nenhum desses espaços possui cobertura, todos são ao ar livre.


Há quem pratique outros exercícios em meio à grama e as árvores, como andar de patins e dança, em que a população deve levar seu próprio equipamento. Durante o horário de almoço, encontram-se pessoas praticando alguma atividade física durante o intervalo do trabalho. Os momentos com maior fluxo de esportistas são no começo da noite e nos finais de semana.

Faltam espaços e equipamentos esportivos no Parque Ambiental para dar conta de atender à população. Além do local ter precariedades seja pelo desgaste ou falta de manutenção.

 

No último sábado, dia 05, aconteceu o III Colóquio sobre Currículo Educacional e Diversidades na Universidade Estadual de Ponta Grossa


Enaira Schoemberger
 

A discussão tocou assuntos como a resignação de sexo para a comunidade trans e cotas para transexuais em universidades públicas. Teve ainda o debate sobre a legalização da prostituição, assunto abordado no livro de Amara Moira, “E se eu fosse puta?”.

Infelizmente, a professora não conseguiu trazer a edição do livro. Mas estava disponível para o público “Vidas Trans, A Coragem de Existir”. A obra traz depoimentos de quatro pessoas trans. Além de Amara, Márcia Rocha, T. Brant e João W. Nery. Este um dos precursores, no Brasil, da luta pelos direitos trans, falecido há duas semanas.

 

Os relatos mostram as dificuldades e os preconceitos enfrentados pelos quatro. A partir de suas experiências é possível perceber, no espaço aberto e crescente no campo literário, que a luta dos LGBTQ+ vem conquistando, sim, reconhecimento na sociedade brasileira.
 

O livro toca quatro aspectos diferentes da vida trans. Um olhar sobre a minoria pela minoria. Desde a “saída do armário”, até o relacionamento com suas famílias, colegas e estudos, o livro traduz diferentes olhares sobre as dificuldades e sabores da vida de uma pessoa assumida como trans. 

O prefácio é assinado pela pesquisadora Jaqueline Gomes de Jesus e por Laerte, cartunista e chargista brasileira.

 

 


 

 

Mostra de biologia acontece todos os anos na UEPG

Millena Lopata

   

A 12ºmostra de biologia, acontece todos os anos na Universidade Estadual de Ponta Grossa e é organizado pelos alunos do terceiro ano do curso de Ciências biológicas, enquanto os alunos do primeiro e segundo ano realizam estandes com a apresentação. Já os estudantes do quarto ano, expõem os temas dos trabalhos de conclusão de curso (TCC).

A mostra tem como objetivo central aproximar os alunos do ensino básico, fundamental e médio do conhecimento científico produzido na universidade. Além disso, proporciona à comunidade de Ponta Grossa conhecer mais o espaço da UEPG e conhecer os espaços da uepg e os trabalhos desenvolvidos. E essa proximidade pode influenciar nas escolhas futuras dos estudantes, em relação a área que desejam seguir.

Como são os acadêmicos que pensam desde o planejamento até execução das atividades, isso gera uma liberdade para desenvolver suas competências, aprender com os erros e experimentar novas atividades.

 
 

No dia 31 de outubro, na Universidade Estadual de Ponta Grossa, aconteceu o lançamento do livro “Contos Fantásticos de Avós Extraordinários”

 

Ana Flávia Aranna


O livro conta com ilustrações do ponta-grossense Vilson Gonçalves, professor do Departamento de Artes da UEPG.  A obra reúne contos de literatura fantástica. As narrativas trazem  elementos do universo imaginário.
Mencionadas no título, histórias entre avós e netos mostram as peculiaridades dessas relações e contraste entre as gerações. Os contos se passam em diferentes locais, na terra e até mesmo no espaço.  O livro foi lançado pela Editora Draco em parceria com Instituto Pegaí Leitura Grátis. E não tem fins comerciais.


“Contos Fantásticos” é o sétimo livro de Ana Lúcia Merege, que já tem um longo percurso pela literatura infantil.No lançamento, a autora destacou, entretanto, que a obra foi pensada para leitores de diferentes idades.

Embarque nessa leitura cheia de fantasia e contos extradiordinários, mas familiares. Histórias de avós de todos os estilos, dos carrancudos aos amorosos. E não faltam netos travessos.

 

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Edição produzida pela turma A
 

 

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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

Munchen Fest volta ao seu local de origem

 

Millena Lopata

 

A primeira Munchen Fest teve seu início no Parque Ambiental em 1990, com a ideia de promover a festa da cerveja original, que era produzida na cidade. A partir da segunda edição, foi transferida para o Centro de Eventos de Ponta Grossa, que foi construído especialmente para abrigar a festa e eventos de grande porte. A partir deste ano, a Prefeitura Municipal decidiu mudar a tradicional festa do “chope escuro” para seu local de origem, o Parque Ambiental.

Em 2018, o evento acontece de 15 a 18 de novembro, com a programação toda voltada para as bandas locais e regionais, com foco em preservar a cultura germânica e seus grupos folclóricos , bebidas e as comidas típicas.

Mas por outro lado, observamos uma estrutura que não é das melhores para receber uma festa com esse porte. Se perdem os shows nacionais de rock, sertanejo e pop que eram bem procurados pela população, assim podendo ocorrer um esvaziamento desse público que iria por conta desse tipo de atração.

O prefeito Marcelo Rangel, em um de seus pronunciamentos, afirmou que o (Parque Ambiental) pode ser acessado a pé, de táxi, ônibus ou carro de aplicativo”. Mas a questão é que o centro de eventos também pode ser acessado da mesma forma, além de possuir um estacionamento mais amplo e que não interfere, por exemplo, na entrada e na saída dos ônibus, já que que o Parque Ambiental fica em frente ao terminal central da cidade.

 

Clube de leituras A obra Olhos D’água reúne contos e conquistou o terceiro lugar no prêmio Jabuti em 2015.

Priscilla Pires

Lançado em 2014, Olhos d’agua retrata experiências de vida de mulheres negras de diferentes idades. Conceição Ernesto traz 15 contos de denúncia à violência urbana, à pobreza e à desigualdade social.

Ao lembrar-se da cor dos olhos da mãe, a autora redescobre as próprias memórias. Narra ainda outras histórias de mães, filhas, avós e amantes. Palavras que retratam a dor em forma de poesia.

Conceição não economiza na profundidade da escrita ao tratar temas como discriminação racial, de gênero e de classe. E ainda a fome, a miséria e a violência.

As obras da autora mesclam o lirismo e a crítica contrastados em temas fortes e polêmicos.

Entre os mais marcantes estão Ponciá Vicêncio (2003), Becos de memória (2006), Poemas da recordação e outros movimentos (2008) e Insubmissas lágrimas de mulheres (2011).

Livros que combinam poemas, sentimentos e narrativas potentes.

 

Grupo de Alimentação Inclusiva traz diversidade na culinária de Ponta Grossa

Renato Valenga

 


Cerca de 95% das alergias alimentares estão ligadas ao consumo de alimentos como o leite, ovo, e trigo. Pensando na alimentação inclusiva, o Grupo Luau Terra produz alimentos veganos e livres de contato com alimentos que causam as principais alergias.
O Luau Terra começou com a união de duas famílias que têm filhas alérgicas. Hoje, eles trabalham com os conceitos de economia solidária, sistema de organização que prega a autogestão, o cooperativismo e o trabalho justo.Os alimentos frescos atraem o paladar. A mistura de ingredientes - como o alho poró e o palmito ou o champignon com tomate - trazem um contraste interessante para os recheios das tortas. O pão sem glúten também é uma aposta que cai muito bem com patê de grão de bico também produzido pelo Luau.
O grupo tem um cardápio diverso. Entre os alimentos estão os bolos doces com cacau, tortas de palmito, alho poró e legumes e pães sem glúten, além de Gersal e sal de ervas. A variedade do cardápio é ampla e atrai os consumidores que buscam uma alimentação saudável e consumo consciente. Apesar do atendimento limitado, sem espaço físico para comercialização, o Luau Terra atende encomendas de diversos públicos através das redes sociais.

 

 

 
 
 

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Edição produzida pela turma A
 

 

 

 
Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.
 

Felipe Teodoro estreia com "Onde os pássaros cantam doentes"

Saori Honorato

Onde os pássaros cantam doentes é o livro de estreia de escritor ponta-grossense Felipe Teodoro. O compilado de 25 poemas trazem Ponta Grossa de maneira crua e realista e aborda temas como a vida de pessoas em situação de rua, o uso de drogas, a prostituição e a opressão policial.

Em vez de exaltar as belezas da cidade, o poeta oferece uma visão contrária e exalta o que ela tem de pior, a realidade crua e fria das ruas abandonadas. A visão pessimista que o poeta tem da cidade reflete sua angústia pessoal de uma sociedade conservadora e preconceituosa. Em seu livro, ele fala daquelas pessoas que “não refletem nas vitrines das lojas & templos sagrados”, as figuras invisíveis por quais passamos diariamente nas ruas da cidade sem notar.

O objetivo de sua escrita melancólica é clara: mostrar a vida dos excluídos e nos aproximar da dor do outro. O livro com certeza não será uma leitura fácil, mas o incômodo que os poemas suscitam nos leitores é necessária e obriga a percepção de uma realidade problemática que é constantemente ignorada. O livro Onde os pássaros cantam doentes será lançado pela Editora Fractal em evento no dia 7 de novembro, no Phono Pub.

 

Mário Sérgio de Melo lança "Coice de Mula"

Jessica Gradin

O professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa e membro da Academia de Letras dos Campos Gerais, Mário Sérgio de Melo, lançou na sexta-feira do dia 26 o seu oitavo livro, “Coice de mula” da Editora Estúdio Texto.
O destaque da obra está no nome do livro, “Coice de mula”, pois Não é um título que parece muito apropriado para poesia, mas revela que o livro contém certos poemas de impacto. O título é o nome de um poema que fala da percepção das pessoas sobre questões que se multiplicam após o impeachment. A proposta é deixar que o leitor reflita e conduza por si mesmo quais são as razões que poderiam estar subjacentes à obra.
O livro não tem um tema único, reúne poemas líricos e engajados, principalmente com relação ao momento social e político atual do Brasil.
Doutor em Geologia Sedimentar pela USP (Universidade de São Paulo) e com pós-doutorado em Geoprocessamento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mário Sérgio de Melo tem outras obras como Memórias Amazônicas, Gestação Cosmopolita, Poemecos, Poemas em Tempos de Penas e Sementes de Pirilampos.
Mário Sérgio de Melo nasceu em Votorantim, no estado de São Paulo, em 09 de março de 1952. É geólogo pelo Instituto de Geociências da USP e foi pesquisador do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas. É também é professor de geologia, solos e meio ambiente na UEPG.

 

"Terra e água" de Solange Leminski

Julio César Prado

A artista plástica paranaense Solange Leminski apresenta no seu mais recente trabalho, onze obras com tinta a óleo sobre tela, que remetem a observação de elementos da natureza, algo recorrente na sua carreira.
Solange Leminski usa como referência as belezas naturais dos campos gerais. Ao longo de vinte e cinco anos de carreira, a artista sempre trabalhou com as temáticas ambientais no Paraná.
Com o nome ‘Terra e Água’, a nova exposição da artista apresenta aspectos da arte abstrata, com traços que dão a sensação de movimento e suavidade.
Nesta exposição, a artista trabalha com o uso de cores claras como o azul e o branco para representar o deslocamento da água e cores mais escuras como o marrom e o preto que representam grutas, cavernas e o solo.
A exposição da artista Solange Leminski segue aberta ao público até o próximo sábado, no hall Conservatório Maestro Paulino,das 8h ao 12h, na rua Frederico Vagner, em Olarias. A entrada é gratuita.

 

"Amálgamas do sensível" reúne oito acadêmicas

Fernanda Wolf

Oito acadêmicas da UEPG trazem um debate sobre questões femininas em forma de arte. A exposição “Amálgamas do Sensível” faz parte de uma pesquisa chamada Processos Poéticos que procura trazer o objeto junto a um texto para explicar as técnicas e processos utilizados na produção artística.
As obras trazem reflexões diferentes sobre o corpo da mulher e suas atuações na sociedade. As artistas trazem diferentes estilos artísticos. Há vídeo, quadros, esculturas e fotografias. Dá para perceber e sentir muita delicadeza na representação feminina, e ao mesmo tempo muita força. Há representação do corpo real feminino, representação do parto, fragilidades, memórias familiares e também memória de mulheres torturadas durante a ditadura militar.
A visita à galeria é indicada para todos os públicos. A exposição acontece na Galeria de Arte da PROEX/UEPG e está aberta até 24 de novembro. A Proex funciona de segunda a sexta das 8h às 17h30. A entrada é franca.

 
EVENTOS NÃO-ARTÍSTICOS

Centro Cultural de Castrolanda recebe exposição sobre leite

Camila Zanardini

Com o tema Produção Leiteira em Castrolanda: Vida e Tradição, por meio da exposição o museu conta sobre a produção leiteira que faz parte da identidade da colônia holandesa, desde sua fundação em 1951 e que deu a cidade de Castro o título de Capital Nacional do Leite. A mostra tem por finalidade demonstrar as transformações pela qual passou a produção leiteira, em Castrolanda, ao logo dos anos.
“É muito importante para o Parque Histórico receber uma exposição do Centro Cultural Castrolanda, para ilustrar um pouco da história dessa comunidade irmã. Ações como esta ajudam a fortalecer os laços entre as instituições”, afirma Felipe Pedroso, coordenador cultural e historiador do Parque Histórico.
O ingresso para visitar o Parque Histórico é R$16,00.

 

Ponta Grossa e região comemoram cultura alemã

Marina Santos

As comemorações da cultura alemã acontecem em Ponta Grossa há cerca de 30 anos com a Munchen Fest, a festa nacional do chopp escuro. Em todo esse tempo em que marca as festividades de Ponta Grossa, a festa é conhecida pelos shows nacionais que traz para a cidade, o clássico desfile dos blocos na Avenida Vicente Machado e o concurso de Rainha da festa.
Este é o primeiro ano que a festividade acontecerá sem shows e em um local público, o Parque Ambiental, seguindo uma lógica parecida com a Oktober Fest de Blumenau, Santa Catarina.Diferente dos demais anos, em 2018 não terá venda de ingresso para a Munchen Fest.
Castro também traz em sua cultura a tradição alemã, mas diferente de Ponta Grossa, não fará uma festa apenas com atrações típicas da tradição. A Festa do Chopp trará como principal atração dupla Lucca e Mateus, diferente de Ponta Grossa, que apenas terá bandinhas tradicionais alemãs.
Tanto a Munchen Fest quanto a festa tradicional alemã de Castro, são conhecidas como festas do Chopp e por isso são tão populares entre os moradores da região.
A Munchen Fest acontecerá de 15 a 18 de novembro, mas as inscrições para o concurso de Rainha da festa encerram dia 6 de novembro às 18 horas. Em Castro a festa acontecerá no dia 3 de novembro no clube dos alemães e terá início às 22 horas, os ingressos estão à venda a partir de 25 reais.

 

Grupo pratica esgrima histórica

Rodrigo Charneski

Já imaginou como seria reviver os combates de armadura e espada dos cavaleiros medievais? Neste domingo, dia 2 de novembro, a equipe curitibana de esgrima histórica, Ordem do Grifo de Fogo oferece um workshop da modalidade espada e escudo. O esporte busca simular o combate medieval.
Os participantes usam armadura e armas de metal sem ponta ou fio, para garantir a segurança. O workshop será no barracão ao lado do buffet Janine, em Uvaranas às 14 horas. O custo é de 30 reais
Para aqueles que se interessarem, o grupo Pendragon oferece treinos de Swordplay, outra modalidade de lutas com espadas. Os treinos acontecem nos domingos às 14 horas na praça do Monteiro Lobato.

 

Excursão sai de PG para Festival Resistência Pirata

Gabriel Clarindo

A excursão Resistência Pirata sai de ponta grossa na sexta feira 02, para a cidade de Mauá da Serra, lá acontece o Festival Resistência Pirata. O festival visa fortalecer o cenário de música autoral no Estado, entre as atrações estão bandas como Stolen Byrds, Rede Mess.
O valor de 230 reais inclui a viagem e o ingresso do festival. Ainda há vagas. Mais informações em 999273642.

Veja como aproveitar o horário de verão

Amanda Santos

No horário de verão os relógios adiantam uma hora, para aproveitar melhor a luz do sol, embora sacrifique o nascimento do dia. A ideia original é de Benjamin Franklin no século 18, mas passou a ser adotada somente no início do século 20, durante a Guerra e se espalhou pelo mundo.
No Brasil, a medida de adiantar o relógio como forma de economizar energia durante os picos de horário, aproveitando o solstício, foi introduzida em 1932. Aqui em Ponta Grossa é comum com a chegada do horário de verão que as pessoas vão aos parques para aproveitar esse restinho de dia com luz do sol.
Se você for nas maiorias das praças daqui é comum encontrar pessoas tomando mate, praticando esportes, fazendo piqueniques ou simplesmente conversando com os amigos. No Parque Ambiental é bem comum ver as pessoas aproveitando o momento para convívio social.
A prática de esportes é a mais evidente, muitas pessoas vão ao parque para ficar “em forma” para o verão e as praias, enquanto outras simplesmente se sentem mais dispostas para praticar exercícios durante o calorzinho. Famílias saem nos espaços públicos também para tirar crianças e animais domésticos para passear e quebrar a rotina.
Embora algumas pessoas reclamem do atraso que isso provoca no relógio biológico, o horário de verão é bastante esperado pela maior parte da população, que não vê a hora de ter um tempo extra após o trabalho para fazer suas atividades num período diurno. Portanto, não esqueçam de adiantar os seus relógios no próximo domingo, assim vocês aproveitam o melhor que o verão pode proporcionar ao ar livre.

 

No dia de finados, túmulo de Corina Portugal é disputado

Lorena Panassolo

O túmulo de Corina Portugal é o mais procurado do cemitério São José, principalmente em finados. Com pedidos de ajuda e mensagens de agradecimento, a jovem carioca é considerada milagreira na região dos Campos Gerais.
A sepultura mais colorida do cemitério São José carrega várias placas de agradecimento, e é na época de finados que os pedidos aumentam. Várias flores enfeitam o local, mas é o retrato da carioca que se destaca em meio ao que a população deixa no local. O túmulo não é difícil de achar, justamente pés cores chamativas. Caso tenha dúvida, ao chegar no local há uma senhora que vende flores, que pode explicar onde fica.
Acusada de falsa traição pelo marido, em 1889, Corina Portugal foi assassinada brutalmente, com 32 facadas pelo esposo, o farmacêutico Alfredo Marques de Campos. Homem violento, gastava dinheiro com mulheres, bebidas e jogos, brigava com a esposa e a acusava de traição. A história, parece recente, vemos na mídia diariamente relatos parecidos e isso fez com que Corina se tornasse uma espécie de santa para a região dos Campos Gerais. São inúmeras as mulheres que vão até seu túmulo para pedir ajudar, fazer promessas, agradecer e rezar. PÉ: O corpo está no Cemitério São José, no centro da cidade. O local fica aberto de domingo a domingo das 7 às 18h.

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Edição produzida pela turma B
 






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