Problemas de acessibilidade e falta de serviços básicos figuram como dificuldades enfrentadas diariamente pela população
Situação semelhante é encontrada no Terminal Nova Rússia, em que a falta de limpeza dos banheiros, ausência de bancos e de cobertura no embarque comprometem as condições de conforto dos usuários do transporte público. Em Oficinas, não há acessibilidade para deficientes visuais e faltam sinalizações básicas, como faixa de pedestres pintada e localização de sanitários.
“O sentimento é de isolamento, não tem locomoção, os banheiros não tem estrutura, muitas rampas para acesso ao ônibus não funcionam, muitas vezes tenho que descer da cadeira para conseguir entrar no ônibus, é um transtorno”, diz o cadeirante Marcelo de Souza, 34 anos.
“Para algumas pessoas é impossível ir para o piso superior em uma rampa, idosos tem dificuldade de locomoção e não conseguem se movimentar dentro do Terminal, além da falta de ônibus nas linhas, o que ocasiona tumulto para entrar nos veículos”, aponta o aposentado e mestre de obras José de Lima Filho, 85 anos.
Dos terminais de ônibus de Ponta Grossa, o do bairro de Uvaranas é um dos que melhor atende as questões de acessibilidade. Com estrutura plana e rampas de acesso que ligam os pontos de embarque, circular pelo terminal não é problema para a deficiente visual Roseli de Jesus Borges, 54 anos. "O terminal de Uvaranas é bom porque os outros são piores. No terminal central uma amiga minha já caiu em uma das valetas laterais", relata a funcionária pública.
Dentro do terminal, faixas no chão alertam onde os passageiros devem aguardar o ônibus e dois porteiros auxiliam os usuários. Por outro lado, os banheiros são pequenos e o compartimento reservado a pessoas com necessidades especiais encontra-se inutilizável.
Em seu entorno, as calçadas já estão desgastadas e as duas rampas que levam até a entrada possuem danificações. A estudante Bruna Paliano, 23, lembra que falta uma rampa que ligue a rotatória com a calçada do terminal, visto o grande fluxo de pessoas que passam por ali.
O fiscal de trânsito do local, Jardel Antônio da Silva conta que algumas ações são tomadas para garantir acessibilidade. "Os motoristas são orientados a parar nas faixas dentro do terminal. Já pessoas com algum tipo de deficiência não precisam passar pela catraca, o acesso é pela lateral", afirma o motorista, que acredita que essas atitudes contribuem para maior acessibilidade no terminal.