O município registra 19 casos suspeitos desde agosto de 2021

 

Após uma temporada de chuvas intensas, a dengue preocupa autoridades, profissionais da saúde e moradores da cidade. O Boletim Epidemiológico de Dengue do Paraná, divulgado no dia 30 de novembro, informa 19 notificações de casos suspeitos de dengue no município desde agosto, quando iniciou o período epidemiológico 2021/22.
Com as chuvas, os focos do mosquito aumentam devido ao acúmulo de água parada em locais ao ar livre. Segundo a Prefeitura de Ponta Grossa, os casos estão controlados, mas a campanha de prevenção da doença, por meio de agentes comunitários que devem vistoriar locais e informar a população, se intensificará neste final de ano para evitar a propagação do mosquito transmissor pelo município.

 

Foco de dengue 3 Carlos Solek

Foto: Carlos Solek


Prevenção

O infectologista Isaías Cantoia Luiz, especialista em saúde pública, explica que as altas temperaturas e as chuvas de verão são favoráveis para o surgimento do mosquito aedes aegypti, vetor da doença. “Muitas pessoas têm calhas e piscinas que não são limpas, caixas d’água sem cobertura, o que deve ser evitado, já que é suficiente para que o mosquito se reproduza”, reforça.
Isaías alerta que o mosquito circula na região, já que cidades da região como Castro, Telêmaco Borba e Sengés possuem casos confirmados. “É importante que todos os moradores da região evitem a formação de criadouros do aedes”, ressalta.


Sintomas

 A universitária Rafaela Fernanda Oliveira, 19, contraiu dengue em 2019. Ela apresentou sintomas graves e teve que ser hospitalizada por quatro dias. “A semana em que contrai a dengue foi terrível, tive fortes dores de cabeça, febre e náuseas. Nunca me senti tão mal a ponto de ser internada”, conta.
De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue pode causar febre alta, dores intensas, dores de cabeça, mal-estar e manchas vermelhas no corpo do infectado. Os estágios da doença podem levar a internação e até a morte. Além disso, o mosquito pode transmitir outras doenças como febre amarela, zika vírus e chikungunya.

 

Este texto faz parte da edição 220 do Foca Livre, jornal-laboratório produzido por alunos do segundo ano de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). 

 

Ficha Técnica
Repórter: Carlos Solek
Edição do Foca Livre: Carlos Eduardo Mendes
Edição do Periódico: Evelyn Paes
Supervisão de Produção: Muriel Amaral, Cândida de Oliveira, Jeferson Bertolini
Supervisão de Publicação: Marcos Zibordi e Maurício Liesen