A acessibilidade garante que todos tenham independência para exercer seus direitos. Uma das medidas para isso seria a mobilidade igualitária.

É direito de todo o cidadão ter condição para utilizar com segurança e autonomia qualquer ambiente público. No entanto, a falta de estrutura em Ponta Grossa dificulta a circulação e locomoção das pessoas. A acessibilidade nas ruas e edifícios da cidade é um problema constante para idosos, gestantes, obesos e pessoas com deficiência.

 

Segundo dados da Cartilha do Censo de 2010, cerca de 23,9% da população tem algum tipo de deficiência, sendo a cegueira a doença com maior ocorrência com 18,6%. Em segundo lugar está a deficiência motora, acomete 7% da população. Seguida da deficiência auditiva, em 5,10%. Com a pouca manutenção disponibilizada, o risco de acidentes envolvendo quedas aumenta.

De acordo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionada em 2015, entende-se por acessibilidade a “possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida”.

A Secretária de Planejamento e Secretária de Obras da cidade que são responsáveis pela manutenção da estrutura pública não se manifestaram até o fechamento desta reportagem. O auxílio é prestado por organizações não governamentais, que funcionam como orientação para as pessoas com deficiência, como a Associação dos Deficientes Físicos de Ponta Grossa (ADFPG), União dos deficientes Visuais de Ponta Grossa (UNIDEV), entre outras.

Existem várias leis e normas que tentam promover a acessibilidade para as pessoas em diferentes condições, como a LEI Nº 13.146, de 6 de julho de 2015, Capítulo X, Art. 46. que garante acesso ao transporte urbano para todas as pessoas com mobilidade reduzida, por meio de identificação e de eliminação de todos os obstáculos e barreiras.

O problema é quando elas não são cumpridas. Alguns exemplos são os ônibus que ainda não contêm os elevadores para cadeirantes e prédios públicos sem rampas. “Nós estamos atrasados com relação à acessibilidade, se compararmos o tamanho do município a necessidade é maior do que os recursos que se tem hoje”, afirma o diretor da UNIDEV, José Paulo Souza.

As entidades procuram fazer intervenções para inclusão das pessoas com necessidades especiais em diferentes espaços. O time de basquete para cadeirante, Fantasma Unidev, e o Grupo de Teatro para Deficientes Visuais - que é o único do país - são algumas das atividades desenvolvidas. Entretanto, a falta de recurso afeta as realizações, comenta José Paulo.

 

Salvar