Cruzamento, perto de uma associação de deficientes, em rua movimentada no bairro de Uvaranas ainda não possui um redutor de velocidade

A Associação Pontagrossense de Emancipação para Deficientes (APEDEF) protocolou, há um ano, um pedido de instalação de uma faixa elevada no cruzamento da Avenida Carlos Cavalcanti com a Rua Xavier de Souza. A solicitação foi encaminhada a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT).

O pedido da APEDEF visa a dar segurança aos associados e demais pessoas que transitam pelo local. Vale lembrar que a sede da entidade fica neste cruzamento de trânsito intenso, em Uvaranas.

Além da travessia elevada, foi feito, também, um pedido de pintura de faixa de pedestre e a mudança de ponto de ônibus para um local mais próximo da Associação.

Na época em que o pedido foi protocolado, o Departamento de Engenharia de Tráfego da AMTT realizou uma visita o local para avaliar a situação. A expectativa é que o retorno fosse dado imediatamente, o que não aconteceu. A única solicitação atendida foi a mudança de um ponto de ônibus.

A preocupação com a segurança, explica Alexandro de Paula - presidente da APEDEF - se deve ao fato de que aquele trecho da Carlos Cavalcanti é movimentado, com carros que passam em alta velocidade, não havendo um redutor.

Até o momento, nenhum associado sofreu algum acidente, mas o presidente ressalta que as condições locais de trânsito exigem maior cautela por parte dos pedestres.

Em relação ao outro pedido de colocação de uma faixa de pedestre, o diretor do Departamento de Engenharia de Tráfego da AMTT, Samuel Augusto Turek, explica que não é possível atendê-lo , porque não há espaço no canteiro central para o pedestre aguardar até que possa realizar a travessia da segunda faixa.

“Naquele trecho nós temos uma calçada tão pequena com um corredorzinho que divide as duas pistas, onde não cabe nem uma rampa de acesso para o cadeirante parar e conseguir atravessar. Então, ali, a opção seria um sinaleiro de pedestre com a faixa elevada”, explica Turek.

 

Falta de recursos é um dos impedimentos para a instalação da travessia

Outro problema para a instalação da faixa elevada é, segundo o Engenheiro de Tráfego da AMTT, Gary Dvorecky, a falta de verba para a implantação. Outra questão é sua dependência em relação à Secretária de Obras.

Porém, Gary explica que já existe um processo de licitação, que deve ser concluída no prazo de três meses, para a contratação de empresas que serão as responsáveis pela obra.

A partir dessa contratação, uma nova avaliação será feita para ver de que maneira as instalações de travessias elevadas e lombadas serão implantadas na cidade. Segundo Gary, as escolas municipais, em locais de grande movimento, terão prioridade.

O diretor do Departamento de Engenharia de Tráfego da AMTT, Samuel Turek afirma que, assim que a contratação da empresa for feita, o cruzamento da Avenida Carlos Cavalcanti com a rua da APEDEF será um dos primeiros pontos de discussão com o prefeito Marcelo Rangel.

 

Arquivo Comunitário
28-07-2015 - Pessoas com deficiência motora sofrem com a falta de acesso em locais de Ponta Grossa
30-10-2014 - Falta de acessibilidade e calçadas irregulares prejudicam pontagrossenses