Desde os anos 90 o cenário político brasileiro recebe cada vez mais a presença das candidaturas coletivas. Nas eleições de 2020 foram mais de 250 bancadas que concorriam ao cargo de vereador em todo Brasil. No Paraná, 13 bancadas coletivas foram candidatas. Porém, apenas o mandato coletivo “Josi Mais Coletivo”, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), registrado no nome de Josi Kieras, foi eleito, na cidade de Ponta Grossa.


Mesmo não sendo um fenômeno recente, apenas nas eleições de 2016 e 2020 que as bancadas coletivas tiveram uma presença expressiva. Em 2016 as candidaturas no Brasil todo não passavam de 13 registros no site do Tribunal Superior Eleitoral. Uma das explicações para essas candidaturas terem crescido nos últimos anos é a falta de representatividade no espectro político brasileiro. No entanto, um dos maiores desafios para essas bancadas é o reconhecimento perante a lei, e até da população em torno desse tipo de fazer política.


Na prática, as bancadas coletivas são um acordo informal entre os membros do mandato coletivo que tomam as decisões a partir do alinhamento e ideologia do partido. Não há leis que asseguram a existência jurídica desses grupos, e apenas o membro registrado no TSE têm direito a voz e voto na Câmara de Vereadores. As bancadas coletivas também prometem uma maior pluralidade, soma de esforços, debates amplos e democráticos. No entanto, é difícil garantir até onde o alinhamento político de um partido impede as divergências inexoráveis em qualquer discussão política aflorem levando a um racha do grupo.


O que se vê até agora é que a opção por mandatos coletivos tem crescido no Brasil e não apresentam maiores problemas ao sistema político. O próximo desafio é ganhar a legitimidade dos eleitores a partir da máxima de que duas cabeças pensam melhor que uma.

 

Confira a crítica em vídeo produzida por David Candido:

 

 

Ficha técnica:

Repórter: David Candido.
Edição: David Candido.
Professores Responsáveis: Angela Aguiar, Jeferson Bertolini e Manoel Moabis.