Confira o comentário em video de Vitor Almeida, e logo em seguida a versão em texto.

 

Durante o ano passado, o setor do turismo, por conta da Covid-19, causou 300 milhões de reais de prejuízo para Ponta Grossa. A pandemia atinge diretamente quem depende do público massivo para se manter. Eventos tradicionais da cidade como a Munchen Fest, a Feira Paraná e os Jogos Estudantis Municipais foram suspensos.

Já em 2021, mesmo com processo de vacinação em andamento, a perspectiva de que essas atividades voltem ao normal ainda é muito distante. Segundo estimativa produzida pela newsletter Expresso Ponta Grossa, no ritmo atual de vacinação, o município só conseguirá vacinar a população necessária em junho de 2024. Até lá, quantos milhões de prejuízo terá o turismo da cidade?

Por mais que haja aqueles que julgam apenas a abertura do comércio e atividades regulares como fundamental para a manutenção da renda, a prevenção contra a Covid-19 também se configura como medida de sobrevivência, tendo em vista as mais de 500 mortes no município. Vale lembrar, que mesmo em períodos de maior flexibilização, os eventos continuaram sem data de retorno. Só as atividades complementares ao turismo, como a rede hoteleira, bares e restaurantes,  conseguem desfrutar de algumas alternativas como as entregas em domicílio e diminuição na capacidade de recebimento do público  para se manterem abertas.

De fato, o que todos querem é que a vida volte ao normal. Por mais alto que seja o prejuízo do turismo, não é possível mensurar o preço de uma vida, e em Ponta Grossa já se foram muitas. Precisamos aumentar o ritmo de vacinação, pois são essas pessoas que garantem o turismo de forma rentável.

Ficha Técnica

Repórter: Vitor Almeida

Edição: Vitor Almeida

Publicação: Teodoro Anjos

Supervisão: Muriel Amaral

 

 

Profissionais de medicina, enfermagem, psicologia, assistência social e farmácia de outras áreas, homens e mulheres, de diferentes idades são profissionais que mais do que nunca se tornaram essenciais. Ao longo da pandemia, aprendemos a compará-los a super-heróis ou a heroínas, porém, por trás dessas atuações, existem pessoas que, depois de mais de um ano de trabalho intenso, também apresentam muito cansaço, adoecimento físico e psicológico. A situação se agrava com a obrigação de lidar todos os dias com perdas de pacientes, conhecidos, amigos e familiares.

Pesquisa realizada pela Associação Médica Brasileira (AMB) mostra que 92% dos médicos têm algum sintoma relacionado ao esgotamento emocional por conta da pandemia. Essa síndrome, também conhecida como síndrome de Burnout, é um estado de tensão emocional e estresse crônico causado pelas condições de trabalho. Mudanças bruscas de humor, dificuldade de concentração, lapsos de memória, insônia e ansiedade são alguns dos sinais apresentados por pessoas que estão em esgotamento neste momento.

O cenário que estamos vivendo hoje explica e agrava ainda mais a crise de saúde no Brasil. O país tem mais de 400 mil mortes por causa da doença, grande parte dessas vítimas passam pelas mãos dos profissionais de saúde quando são atendidos, porque alguns morrem antes de serem internados. No pior momento da pandemia no Brasil faltam leitos, recursos, medicamentos, vacinas e principalmente um governo eficaz.

É preciso enxergar a situação desses seres humanos que, como nós, também são vulneráveis. É preciso, então, auxiliá-los, seja de forma direta, com atendimento (psicológico) adequado, ou de forma indireta para evitar a piora do cenário atual da pandemia. Além de atitudes individuais é necessário cobrar das autoridades pela diminuição da pressão sobre esses profissionais. A defesa pela vacinação em massa é um importante caminho para evitar o agravamento da pandemia e o estresse gerado sobre os profissionais da área de saúde.

Ficha técnica:

Repórter: Emanuelle Salatini

Professor responsável: Muriel Emídio Pessoa do Amaral;

 

De acordo com os dados do sistema de registro nacional migratório, o Sismigra, em dezembro de 2020, 2.151 imigrantes registraram residência no Brasil. O número é 1,5% maior se comparado com o mesmo período de 2019. O aumento migratório também foi percebido pelo trabalho desenvolvido pela Cáritas em Ponta Grossa. Em 2019, a instituição realizou 430 atendimentos, enquanto que no ano passado, 1.024 pessoas receberam assistência entre regularização de documentos e entregas de cestas básicas.

É possível pensar que a pandemia aumentou a vulnerabilidade dessa população. Segundo a Cáritas, grande parte dos estrangeiros realizavam atividades com remuneração diária. Com o risco da infecção pela covid-19, a fonte de renda das famílias acabou diminuindo e foi necessário recorrer ao auxílio emergencial. Pelos dados da caixa econômica federal, cerca de 11 mil estrangeiros receberam o benefício no Paraná em 2020.

Se a fonte de renda diminuiu, a falta de trabalho também é outro indicativo importante para perceber a vulnerabilidade a que os imigrantes estão submetidos. De acordo com a última divulgação do ibge, o número de desempregados no brasil ultrapassa 14 milhões de pessoas. Além disso, o país se encontra em uma das suas piores fases da pandemia, com média móvel de mais de três mil mortes diárias e com a vacinação seguindo a passos lentos. 

A situação de instabilidade aos imigrantes é um indicativo social importante do país. A insegurança política, econômica e de saúde fazem com que a situação do imigrante que tenta se restabelecer e buscar uma vida melhor aqui fique ainda mais difícil.

Ficha técnica:

Repórter: Manu Benicio

Edição e publicação: Manu Benicio

Professor responsável: Muriel Emídio Pessoa do Amaral

 

Mesmo depois de um ano de pandemia no Brasil, a batalha contra o Coronavírus ainda é um importante desafio. A média diária de óbitos continua batendo recordes, e isso é apenas um dos vários problemas que o Brasil enfrenta neste momento. Além do controle das mortes e novos casos de covid 19, outro embate direto que o país tem que encarar é a omissão dos governantes.


Neste período de um ano de pandemia, tivemos momentos em que o governo federal tentou alterar a forma de divulgação de novos casos e mortes pela covid 19, algo que dificultou a divulgação da gravidade da doença. Também houve o desestímulo de autoridades quanto às medidas de prevenção. Houve ainda momentos em que o governo federal buscou desautorizar prefeitos e governadores que adotaram medidas mais restritivas para controlar a doença.

Vale lembrar que a omissão de dados sobre doenças que assombram e já assombraram a sociedade já fizeram parte da história brasileira. Em 1974, durante o regime militar, o governo ditatorial tentou esconder uma contaminação em massa de Meningite. Só para se ter uma ideia do tamanho do problema, Hospital Emílio Ribas em São Paulo chegou a registrar a internação de 1.200 pacientes infectados, naquele momento o hospital tinha capacidade para 300 leitos.

Hoje, depois um ano dos primeiros casos de Covid-19, a história se repete. Enquanto o governo federal ainda questiona a aplicação de medidas como lockdown, toque de recolher, uso de máscaras ou distanciamento social, os hospitais estão lotados e nossos profissionais de saúde exaustos. Isso nos mostra que em períodos de crise sanitária, o Brasil sempre possui um inimigo a mais para combater: o vírus e a desinformação.

 

Ficha técnica:

Repórter: Germano Busato;

Edição: Germano Busato;

Publicação: André Ribeiro;

Professor responsável: Muriel Emídio Pessoa do Amaral.

Confira o comentário em vídeo de Laísa Braga, e logo em seguida a versão em texto.

Criada em janeiro de 2019 por ex-atletas do basquete ponta-grossense, a Associação do Memorial do Basquete de Ponta Grossa (AMBPG) é uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo maior construir um museu do basquete para contar a história do esporte na cidade. Em andamento, o projeto já conta com mais de 1.000 fotos catalogadas, além de registros em jornais antigos, revistas, troféus e medalhas, muitas delas doadas pelos associados e outras pessoas ligadas ao esporte no município.
O projeto ainda segue na fase de captação de recursos. Em abril de 2020, a Associação protocolou o projeto para buscar apoio na Lei de Incentivo à Cultura - conhecida por Lei Rouanet - voltada ao fomento da cultura no Brasil. O projeto foi aprovado em Brasília, e a AMBPG recebeu cerca de R$40 mil reais para investir na criação do acervo. A meta estipulada pela Associação é de pelo menos R$200 mil reais para dar sequência ao sonho.
Mais que resgatar a história do basquete ponta-grossense, que não possui somente conquistas, mas também lançou diversos atletas por todo o estado e país, também guardará a história do esporte brasileiro. Se o projeto sair do papel, Ponta Grossa terá o primeiro museu voltado somente ao basquete no Brasil.
Tamanha responsabilidade já está nas mãos da Associação, que recebeu diretamente da família de Mayr Facci, o ‘Mão-de-gato’ todo o acervo de conquistas do ex-jogador da Seleção Brasileira de basquete, falecido em 2015. Além de uma placa comemorativa do 2º Campeonato Mundial de Basquete Masculino, doada pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB).
Ponta Grossa conta com alguns espaços de memória como o Museu Campos Gerais, o Museu de Arqueologia e a Casa da Memória Paraná e com a criação do Museu do Basquete, a cidade ganha mais um ponto turístico que poderá atrair visitantes e amantes do basquete no Brasil.

Ficha Técnica
Repórter: Laísa Braga
Publicação: Larissa Hofbauer
Supervisão: Muriel Amaral

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