Confira a crítica audiovisual de Maria Fernanda de Lima:

 

         Conforme os dados divulgados pela IQVIA, empresa americana de consultoria farmacêutica, as vendas de Ivermectina e Hidroxicloroquina mais que dobraram em 2020. Esses remédios não possuem nenhuma eficácia comprovada contra o Coronavírus e são contraindicados pela OMS e pela Anvisa no uso de prevenção a doença. Apesar disso, a ivermectina apresentou um aumento de 557% nas vendas em farmácias brasileiras e a hidroxicloroquina uma alta de 113%.

          Pesquisas do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná, CRF-PR, e relato de farmacêuticos confirmam que a busca por esses medicamentos se tornou intensa nos últimos meses. O aumento nas vendas levanta uma importante questão sobre a importância da orientação dos farmacêuticos na hora de disponibilizar os medicamentos. Como confirmou a presidente do CRF do Paraná, Mirian Ramos Fiorentin, em muitas localidades, principalmente naquelas mais remotas e carentes, as farmácias são o único suporte de saúde com o qual a população conta. Esse cenário se acentuou ainda mais com a pandemia, já que o acesso à consulta médica, que para muitos já era difícil, se tornou ainda mais restrito. Hoje os médicos se sentem sobrecarregados de pacientes que necessitam de atendimento e não conseguem dar assistência a todos.

          A farmácia não é apenas um estabelecimento comercial, mas um local que vende substâncias controladas e outras que mesmo não exigindo receita, podem causar efeitos adversos nos pacientes quando consumidas de maneira errada. Por isso, é essencial que os profissionais farmacêuticos estejam a todo momento estudando e procurando se atualizar através de fontes confiáveis sobre as pesquisas e avanços que estão sendo realizados. Só assim eles poderão ser uma boa fonte de orientação e informação à população que os buscam para tirar suas dúvidas.

 

Ficha Técnica

Repórter: Maria Fernanda de Lima

Publicação: Larissa Hofbauer e Manu Benicio

Supervisão: Manoel Moabis

Confira a crítica audiovisual de Daniela Valenga:

 

 

Por conta da pandemia da Covid-19, os cinemas foram fechados e os fãs precisaram encontrar alternativas para manter o entretenimento. Em Ponta Grossa, uma das opções é o cinema Drive In, que esteve aberto em alguns momentos. Nesse modelo muito popular nos anos 80 nos Estados Unidos, as pessoas assistem filmes dentro dos seus carros, evitando aglomerações. Mas a alternativa que realmente ganhou destaque é acompanhar filmes e séries de forma online. Uma das opções são os serviços de streaming audiovisual que, por um valor mensal, oferecem séries, filmes e programas de tv com vídeo sob demanda, ou seja, para assistir quando quiser.

Você pode não reconhecer o termo streaming, mas uma pesquisa divulgada em 2020 indica que 74% dos brasileiros assistem vídeos, programas, séries ou filmes pela Internet. Esse tipo de serviço começou a se tornar popular no Brasil a partir de 2011, quando a Netflix, streaming mais popular ao redor do mundo, chegou ao país. Nos últimos anos, vários serviços estrangeiros também chegaram ao Brasil, como Amazon Prime Video, HBO Go e Disney Plus. Também foram lançadas plataformas nacionais, como Globoplay, Playplus e Darkflix.

Outra novidade mais recente dos serviços de streaming, impulsionada principalmente pelo fechamento dos cinemas durante a pandemia da Covid-19, é o lançamento de filmes de forma simultânea na tela do cinema e para aluguel nos serviços de streaming. A Warner Bros, por exemplo, anunciou que todos os filmes lançados no cinema em 2021 estarão disponíveis no mesmo dia para aluguel via streaming HBO Max, que chegará ao Brasil em junho deste ano. O consumidor terá que pagar um valor a mais para acessar esses lançamentos. A lógica é semelhante a de quando alugávamos fitas cassetes e DVDs em locadoras de vídeos.

Mas quanto isso custa para o consumidor? Uma assinatura de serviço de streaming audiovisual no Brasil varia entre 10 a 50 reais, dependendo de qual plataforma e quantas pessoas terão acesso ao conteúdo. O aluguel de Raya e o Último Dragão, filme lançado simultaneamente no cinema e streaming no dia 04 de março, tem o custo de R$69. Vale lembrar que o consumidor não tem acesso a uma cópia física e infinita do produto, mas tem o acesso enquanto manter a assinatura.

Se o valor para consumir filmes e séries legalmente está caro, o consumidor procura outra maneira de ter acesso a esses produtos, de forma ilegal, ou como são popularmente chamados, filmes e séries piratas. Dados do Google Trends mostram que, nos primeiros meses da pandemia e isolamento social, a busca por “filmes grátis” teve um salto de 49% no Brasil. Enquanto que, “séries grátis” nunca foi mais pesquisado em nosso país do que em março e abril de 2020. Apesar de ser uma prática ilegal, a pirataria também possibilita a democratização dos produtos culturais, ao possibilitar que consumidores que não podem pagar por um produto, tenham acesso. E no período que estamos vivendo, no qual as recomendações são de isolamento social, assistir séries e filmes é mais do que nunca um momento de lazer que todos devem ter acesso.

 

Ficha Técnica

Repórter: Daniela Valenga

Publicação: Kauana Neitzel e Mirella Mello

Supervisão: Manoel Moabis

 

O Partido do Governador do Paraná Ratinho Junior, o Partido Social Democrático, PSD, elegeu 38 vereadores e conquistou 4 prefeituras na região dos Campos Gerais nas eleições de 2020. Só em relação aos vereadores, isto representa um aumento de 56% em relação aos eleitos em 2016 na região. Outro partido que demonstrou um crescimento nas cidades dos Campos Gerais foi o Partido Social Liberal, o PSL, partido pelo qual o presidente da República, Jair Bolsonaro, foi eleito. Em 2016, o PSL elegeu 2 vereadores para as câmaras municipais da região. Em 2020, foram 18 eleitos pelo partido. Tanto PSD como PSL representam grupos conservadores e com especto político de direita. O resultado das eleições nos Campos Gerais indica, em alguma medida, a posição política de seus eleitores.

Em contrapartida, partidos ligados à esquerda também elegeram candidatos nos Campos Gerais. O Partido Socialismo e Liberdade, PSOL, elegeu pela primeira vez uma candidatura no estado do Paraná, com uma mandato coletivo na Câmara Municipal de Ponta Grossa. O Partido dos Trabalhadores, PT, teve 3 candidatos eleitos para câmaras municipais da região e um candidato que irá ocupar a prefeitura de São João do Triunfo. Mas ainda é cedo para indicar um movimento de crescimento na Esquerda na região.

O que é possível observar nos resultados das eleções 2020 na região é uma predominância dos partidos que estão ligados ao centro-direita e direita, além de candidatos que se definem como conservadores nos costumes e liberais na economia. O resultado também indicam um caminho mais fácil para a reeleição do governador Ratinho Júnior, uma vez que o seu partido foi o que mais cresceu na região e no estado

 

Confira a crítica em vídeo produzida por Daniela Valenga:

Ficha Técnica:

Repórter: Daniela Valenga

Edição: Daniela Valenga

Supervisão: Manoel Moabis, Angela Aguiar e Jefferson Bertolini

Alguma vez você já pagou para trabalhar? Esta é a realidade que muitos músicos ponta-grossenses sofreram ao longo da pandemia. Como se já não bastasse a dificuldade de conseguir sobreviver da música em meio a um ano extremamente difícil para a classe artística, alguns estabelecimentos da cidade cobraram valores que chegam a 400 reais para ceder seus espaços para os músicos realizarem lives. Antes da pandemia, os músicos ajudavam a atrair público para os bares e restaurantes, e quando os músicos mais precisam de ajuda dos estabelecimentos, são explorados de maneira lamentável. 

Com a reabertura dos estabelecimentos no mês junho, a maioria voltou a trabalhar nos barzinhos e restaurantes, porém, de acordo com o sambista Allan Luttierre, a renda atual dos músicos ainda está muito longe de ser aquilo que ganhavam antes da pandemia. Com o aumento no número de casos no final de novembro e início de dezembro, os músicos temem um novo fechamento dos estabelecimentos. 

No começo de setembro Ponta Grossa recebeu um auxílio do Governo Federal de mais de 2 milhões de reais que seriam distribuídos para a classe artística da cidade, e, obviamente, os músicos estão inclusos nessa classe. Com isso, 261 agentes culturais começaram a receber no começo de dezembro um auxílio de 600 reais por mês. No entanto, a demora de 8 meses de pandemia para que esse valor chegasse aos músicos causou dívidas que, muito provavelmente, 600 reais por mês não irão pagar tão cedo. 

Afinal, qual o plano da Prefeitura para os músicos independentes que não tem ligação com os eventos culturais da cidade e, portanto, não podem participar dos editais de fomento da Fundação Municipal de Cultura? Existe algum plano para a classe musical independente sobreviver da música sem precisar pagar para fazer lives? Os bares e restaurantes abertos ajudam, mas a classe musical diz precisar da volta dos shows, nos quais os cachês são maiores. E é óbvio que com o aumento recente dos casos de Covid-19, a volta de shows fica cada vez mais distante. A questão é: Qual será o destino dos músicos ponta-grossenses nos próximos meses a não ser depender do auxílio de 600 reais?

Confira a crítica audiovisual de Marcus Benedetti:

Ficha técnica

Repórter: Marcus Benedetti

Edição: Marcus Benedetti

Supervisão: Angela Aguiar, Jefferson Bertolini e Manoel Moabis

Em 2020, Ponta Grossa enfrentou a maior estiagem desde 1993. A falta de chuvas foi um problema não apenas na cidade, mas no estado todo. O volume da Represa de Alagados diminuiu com a queda na Vazão do Rio Pitangui. 

 

Os dados de chuvas mensais registrados neste ano foram menores do que a média histórica de chuva, por conta do fenômeno La Nina, que afeta toda a região Sul. Esse fenômeno leva à diminuição da temperatura do oceano, quando as águas do pacífico ficam mais frias e isso dificulta a evaporação, assim diminui as chuvas, deixando o volume bastante baixo. 

 

Por conta da pandemia e a necessidade de quarentena, a população permaneceu por mais tempo em casa e assim houve aumento por volta de 3% na média do consumo de água.  Isso indica que o problema da falta de água não deve ser encarado apenas na perspectiva do uso doméstico.  O setor do agronegócio e da indústria são os que mais utilizam o recurso no país, o que implica na necessidade de um planejamento e medidas que evitem o desperdício por parte desses setores. Esse cuidado não deve acontecer apenas nos períodos de estiagem, mas de forma permanente. 

 

Confira a crítica audiovisual de Mirella Mello:

 

Ficha técnica:

Repórter: Mirella Mello

Vídeo: Mirella Mello

Edição: Manu Benicio

Supervisão: Angela Aguiar, Jeferson Bertolini e Manoel Moabis.

 

Subcategorias