Comitê tem como objetivo orientar e informar a população local a respeito dos conflitos recentes na Palestina 

 

O Comitê Pontagrossense de Solidariedade à Palestina será reativado, após a retomada dos conflitos no Oriente Médio. “O objetivo é informar e formar a opinião pública de uma forma adequada e correspondente aos fatos”, explica o professor Fábio Bacila Sahd, integrante do Comitê.

Bacila é historiador e doutor pela Universidade de São Paulo (USP). Para compreender a situação, o professor afirma que é necessário desconstruir a imagem formada pelo conflito, o qual não é insolúvel e tampouco uma guerra. O historiador avalia que a Palestina representa um dos últimos episódios da história do colonialismo no mundo. “As mesmas metáforas usadas para colonização da América e da Ásia foram usadas na Palestina”, afirma Sahd. O território que hoje abriga a Palestina foi colonizado por europeus judaicos no final do século XIX. E, como no Brasil, o território já era ocupado por outro povo, que foi desapropriado e expulso das moradias com a criação do estado de Israel em 1948.

 

Menina exibe cartaz na Caminhada da Paz, em Ponta Grossa, em 2014. Foto: Comitê de Solidariedade à Palestina/Arquivo 

 

Na avaliação de Bacila, a violência da implantação de Israel criou consequências que, desde então, afetam os palestinos. Em maio de 2021, os ataques israelitas se tornaram mais frequentes e, com as agressões, integrantes do Comitê Pontagrossense de Solidariedade à Palestina decidiram reativar o movimento para informar e discutir o problema na Cidade. Após seis anos, o grupo deve se reunir nos próximos dias para planejar ações de solidariedade aos palestinos. Fábio Sahd informa que devem ser realizadas iniciativas diversas, como debates em emissora locais, diálogos em espaços públicos com repercussão em redes sociais, conversas com representantes de movimentos sociais, palestras e encontros virtuais.

O advogado e defensor dos Direitos Humanos, Leandro Dias, vai coordenar a reativação do comitê. Dias afirma que a luta pela igualdade, justiça e liberdade do estado da Palestina os motiva a retomada de trabalhos. “Estamos falando do quinto exército mais poderoso do mundo contra seguramente um dos exércitos mais fracos do planeta”, lembra o advogado, ao avaliar a desigualdade do conflito. “Reativar o Comitê Pontagrossense de Solidariedade a Palestina é fundamental na luta pelos direitos humanos”, explica Leandro Dias.

Gislaine Indejejczak, que também é advogada, destaca a importância do Comitê na Cidade. “A mídia hegemônica fala em guerra, mas não é guerra quando o uso de armas é desproporcional e um só lado é exterminado”, avalia. “Em cada canto do mundo é importante ter pessoas para denunciar o que acontece na Palestina e, por isso, precisamos do comitê em Ponta Grossa”, conclui. O Comitê Pontagrossense de Solidariedade à Palestina mantém uma fanpage com informações em redes sociais redes sociais.

 

Ficha-técnica: 

Repórter: Maria Luiza Pontaldi 

Supervisão: Sérgio Luiz Gadini

Publicação: Laísa Braga