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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Por que a população de Ponta Grossa não tem um Mercado Municipal?

     O Mercado Municipal de Ponta Grossa, inaugurado no fim da década de 60, que durante anos foi um dos principais pontos de comércio da cidade e atraía um grande número de pessoas, além de estabilizar comerciantes, parou de funcionar há cerca de 10 anos. Desde então o prédio foi abandonado. O local foi tomado pelos matos que cresceram e pelos lixos que foram depositados nele. 
     Comerciantes que compraram lojas dentro do espaço do mercado não obtiveram respostas concretas sobre o estabelecimento, partindo pra iniciativa de abrir negócio em outro lugar. 
     Em contrato, firmado pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa e a empresa Tekla Engenharia, a entrega das obras para revitalização do ambiente do Mercado Municipal estava prevista para outubro do ano passado. A obra previa espaços para café, vendas de carnes, lojas de roupas, produtos coloniais e gastronomia em geral. A previsão do contrato era o esperado pelos moradores há anos. No entanto, a obra não foi entregue. Na verdade, ela nem começou.
     Neste ano, a empresa noticiou que alguns problemas observados impossibilitaram a reforma. Por conta disso, uma empresa especializada está responsabilizada pela demolição do atual prédio. 
     A demolição total do antigo Mercadão está prevista pro fim de junho de 2019 e a entrega do novo Mercado Municipal, ainda para este ano. O espaço deve contemplar salas para cinema, praça de alimentação e espaço para lojas, além de manter as raízes do Mercadão de PG.
     Como é possível que em mais de 10 anos a Prefeitura de Ponta Grossa não tenha tomado atitudes para revitalizar um espaço, que é a marca de várias cidades, como um Mercado Municipal?

 
Bruna Kosmenko
 
 

Desafios de uma opção gastronômica oriental em PG

     O mês de junho é marcado pela chegada dos imigrantes japoneses no Brasil no ano de 1908. A culinária é representativa no país e em Ponta Grossa não fica de fora. Um dos estabelecimentos que oferece a gastronomia japonesa na cidade é o Sennin Sushi. Inaugurado no fim de março de 2019 em novo endereço, a casa oferece rodízios na terça e quinta-feira à noite. 
     De entrada a casa oferece um sunomono especial, uma espécie de salada de pepino agridoce, que abre o rodízio. Os quatro tipos de sushis incluídos na refeição tem um sabor agradável, principalmente o Filadélfia - bolinho de arroz recheado com salmão cru e cream cheese - que é confortante para quem já comeu algo da culinária japonesa. 
     O molho de limão oferecido, assim como o shoyu, complementa os sabores e combina com o peixe cru. Já no prato quente, o tempurá (legumes fritos com uma massa fina) deixa a desejar: é gorduroso e não traz o sabor esperado. O tempurá poderia ter mais molho tarê, que tem um gosto adocicado e amenizaria a gordura. 
     O destaque do rodízio fica ao sashimi flambado, uma fatia de peixe cru parcialmente cozido, que explode na boca e mostra que existe uma cuidadosa técnica na preparação. O valor do rodízio por pessoa é de R$ 65,00 mais 10% da taxa de atendimento. O cliente pode repetir todos os pratos do rodízio, quantas vezes desejar. 
     Para o padrão socioeconômico de Ponta Grossa, o valor de R$71,50 não é acessível, considerando que são apenas 8 pratos de variedade no cardápio sendo caro já que a variedade culinária não é grande. 
Com dois espaços de escolha (um com mesas e outro com almofadas para sentar no chão, como é tradição em países orientais), o restaurante é acolhedor. O atendimento demorado atrapalha a experiência do rodízio, que pressupõe um serviço frequente durante a refeição.

SERVIÇO
Sennin Sushi
Valor: R$65,00 + 10% de taxa atendimento
Endereço: Rua Barão do Cerro Azul, 920- Centro - Ponta Grossa 
 

Ane Rafaely Rebelato

 
Por meio de um Disco Riscado o rock de PG vive
    
    O novo álbum da banda ponta-grossense Cadillac Dinossauros, o “Disco Riscado”, mantém a origem hard rock da banda com novas músicas cheias de energia, uma especialidade do grupo, com um toque de sensibilidade e reflexão. A primeira música é “No Porão” e cumpre a função de colocar os ânimos pra cima no começo do álbum. Em seguida há “Dionny Dublê”, com um ritmo animado, que narra o papel de um dublê de maneira cômica.
    Diferente do álbum anterior da banda, lançado em 2017, que se chama PRETOBRANCO, o Disco Riscado é uma combinação literalmente mais colorida e animada, característica que fica evidente no show de lançamento do disco (realizado dia 25/05), com transições orgânicas entre as músicas.
    A partir da faixa “Já estive pior” aparecem outros significados do álbum, pois sobreviver não se trata somente de aguentar as dificuldades, também é evoluir. A música que atrai holofotes é “Quebra-cabeças”, a sexta faixa das 12 que compõem o álbum, fascinando através da letra e pelo solo de guitarra que se destaca.
    Outra qualidade autêntica que impressionou tanto ao escutar pelos fones de ouvido quanto durante o show ao vivo de lançamento foram as músicas “Aquela Fita” e “Corre”, onde as linhas de baixo misturadas com uma letra construída por gírias comuns da cidade criaram um rock vibrante, especialmente para quem é ponta-grossense.

Serviço:
Disco Riscado. Cadillac Dinossauros, 2019.
O álbum está disponível nas plataformas de streaming.

MEMBROS DA BANDA
Davi Barros (guitarra e voz), Hugo Alex (baixo) e Billy Joy (bateria)

FICHA TÉNICA
Capa do álbum: Ricardo Humberto
Engenharia de Som:  Paulo Bueno
Técnico de Gravação: Diogo Shiroma
Edição: Diogo Shiroma
Mixagem: Paulo Bueno
Master: Paulo Bueno
Vídeo: Bruno da Guarda
Fotos: Nicolas Pedrozo Salazar

 
Gustavo Camargo
Dos campos Australianos para os pés das pessoas no mundo 
 
    A bota Ugg é uma opção de conforto e estilo quando o inverno chega. Usadas para aquecer os pés as botinas estão sempre em tendência no inverno. A origem do calçado é da década de 1930  a invenção vem dos criadores de ovelhas na Austrália. As botas foram criadas especialmente para proteger os pés contra os insetos e outros bichos venenosos no continente. Hoje são usadas no mundo todo. 
    O calçado original é de couro e forrado por dentro com lã de carneiro, mas a variação sintéticas feita de algodão é bastante usada. É um sapato unissex, confortável e leve que não deixa os pés gelados. A bota tem vários estilos, do cano baixo ao cano alto. As cores principais são marrom, caramelo, cinza e branco, mas é possível encontrar outras cores. 
    Uma curiosidade do calçado é que ele foi criado para usar no verão, pois o continente australiano tem um clima temperado. Nos anos 1970 a moda das botas Ugg foi adotado pela cena surf norte-americana e britânica. Embora a adaptação ao frio ocidental seja feita, as botas são usadas por celebridades que ajudam na divulgação. Uma bota versátil, que apresenta características pelo conforto aos pés. Os preços variam de $100,00 a $400,00 reais em plataformas de compra online.
    
Serviço: 
Botas Ugg
Origem: Australiana
Marca Fundada em: 1978
Sede: Goleta, Estados Unidos
Fundador: Brian Smith
Organização: Deckers Outdoor Corporation 
 Rafael Santos
No teatro também se canta e dança
 
     O teatro não engloba somente a encenação, pois também atinge áreas como dança, música e integra as diversas artes. É a partir da ideia de reunir as artes que o Centro de Estudos Cênicos Integrado (CECI) trabalha com os alunos para a 12° Mostra CECI em Cena.
     O objetivo da Mostra é reunir o teatro, o sapateado e o canto na releitura de clássicos da dramaturgia. Ao acompanhar o ensaio da obra 'O Médico a Força', deJean-Baptiste Poquelin Molière, a atuação dos personagens traduz a ideia de mescla entre interpretar, cantar e dançar, além de deixar a obra dinâmica, com movimento e integração.
   A fundadora do CECI, Heloísa Frehse Pereira, explica que mesmo trabalhando com a dramaturgia, especificamente, nunca deixou de admirar as artes em geral. E da admiração surgiu a ideia de juntar tudo com base no teatro. Para conseguir umfeedback da convergência das artes, Pereira convidou ex-alunos da escola, que já apresentaram alguma das peças teatrais, para opinar sobre a forma inovadora ao Centro de interpretação.
      O grupo CECI foi fundado há cinco anos e já participou de eventos como o Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (Fenata), organizado pela UEPG, e de outras iniciativas.
 
Serviço:
Apresentação: a partir do dia 15 de junho até 10 de julho
Local: No Centro de Estudos Cênicos Integrado - Ponta Grossa

 
Maria Fernanda Laravia
 
Experiências e paisagens paranistas na pintura de Zunir de Andrade
 
     Doze quadros de pintura a óleo estampam a exposição do artista plástico Zunir Andrade, no Centro de Música da Cidade de Ponta Grossa. Os quadros, de pintura à óleo clássica, são realistas, procuram retratar espaços e paisagens por onde Zunir passou – a experiência no cangaço, visitas ao litoral paranaense e espaços de Ponta Grossa.
     Zunir Andrade é paulista, nascido em Itararé, mas mora em Ponta Grossa desde 1996. O pintor trabalhou no Banco do Brasil e tornou-se artista plástico após a aposentadoria. Nas pinturas, destaca-se o gosto por paisagens paranistas.
     As primeiras quatro obras da exposição – disponíveis no hall de entrada do Centro de Música – são de ambientes rurais. Na sequência, quatro quadros ilustram praias. Por fim, a pintura de um local conhecido na área urbana de Ponta Grossa – a torre da Sanepar, empresa de abastecimento d’água do município – e outros dois quadros que mostram mesas de refeição no interior de casas. Em uma delas, inclusive, chama atenção, ao fundo, o escudo do Operário Ferroviário Esporte Clube, clube de futebol de Ponta Grossa.
     A exposição é de fácil acesso e compreensão. Os quadros chamam atenção pela simplicidade da vida retratada. Apesar de apenas dois quadros estarem com moldura e destoarem dos demais, que estão em tela bruta, a disposição das obras revela um conjunto harmônico e atrativo aos olhos de visitantes.
     Por conta dos vidros azuis que revestem o Centro de Música, as cores das pinturas são afetadas e ficam mais azuladas. Outro ponto a ser destacado é que, além da assinatura nos quadros, não há o nome da exposição e nenhum tipo de descrição – a exposição pode, inclusive, passar despercebida, aparentando serem quadros fixos do próprio local.

Serviço:
Exposição de Pintura a Óleo: Maio em Cor – Artista Zunir de Andrade
Até 14 de junho, das 8h às 12h e das 13h às 22h no Centro de Música
Rua Frederico Wagner, 150 – Olarias, Ponta Grossa/PR
Raylane Martins
 
Uma adaptação (fílmica) sem sucesso
 
     Na trama do filme Cemitério Maldito, uma família se muda para uma casa no interior dos Estados Unidos e descobre que o cemitério de animais usado pela cidade faz parte do terreno. Quando Church, gato da família, morre e é enterrado em uma área proibida do local, eles descobrem que o cemitério tem o poder de trazer os mortos de volta à vida - mas nunca do mesmo jeito que antes. O filme é uma adaptação de “O Cemitério”, 1980, de Stephen King, mas a adaptação não chega à altura da gravação anterior. A história também foi contada em livro.
     As cenas ocorrem rapidamente e, por isso, o desenvolvimento fica confuso para acompanhar, principalmente para quem conhece agora a versão atual, sem contato anterior com o que estreou na década de 1980.
     As atuações não convencem: um filme de terror não tem necessidade de ter sustos para ser bom. Uma história ou um clima de tensão podem convencer mais do que sustos nos espectadores. Cemitério Maldito conta uma história incoerente, tornando banais as ações dos personagens. Em contrapartida, a maquiagem utilizada é de qualidade e chama atenão.
     Church, o gato da família, é o personagem forte do elenco, pois todos os miados, sibiladas ou mesmo a estranha presença de tela foram feitas com gatos reais, ao invés de computação ou animatrônicos - ao ponto de roubar a cena todas as vezes em que aparece.
     Por ser inspirado em uma obra do Stephen King, sempre se espera uma trama e roteiro amarrados, mas não é o caso do filme em cartaz. O drama dos acontecimentos influencia as atitudes dos personagens e não consegue segurar a obra. Os momentos que tentam assustar o público são meros recortes de câmera, algo que parece não assustar ninguém.
     Apesar da história não convencer, o filme é válido para amantes de figurino e maquiagem e também para aqueles que têm medo de filmes de terror, pois a história não traumatiza a quem assiste.

Serviço
Filme: Cemitério Maldito
Ano: 2019
Duração: 2 horas
Data de lançamento: 9 de maio de 2019 (Brasil)
Direção: Kevin Kolsch, Dennis Widmyer
Orçamento: 21 milhões USD
Produção: Lorenzo di Bonaventura, Steven Schneider, Mark Vahradian
Cartaz: Palladium Ponta Grossa 

 
Milena Oliveira
Livro destaca trabalho da Incubadora de Empreendimentos Solidários na UEPG
     Lançado em abril de 2019, “Percursos e experiências da Incubadora de Empreendimentos Solidários” apresenta os resultados de pesquisas e experiências da Incubadora na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). São 12 capítulos que pretendem relatar a vivência dos próprios participantes no programa de Extensão.
     A Incubadora de Empreendimentos Solidários (IEsol), criada em 2005 com o objetivo de divulgar a economia solidária nos Campos Gerais. Durante os 13 anos de existência, o programa contribui com trabalhadores de vários ramos, como artesanato, alimentos, reciclagem, agricultura camponesa, além de apoio a movimentos sociais.
     O programa já incubou 28 grupos em diferentes formas, como artesanato, assentamentos ou acampamentos de Trabalhadores Rurais Sem Terra, Grupos de Catadores Recicláveis, Comunidade Rural Tradicional, Quilombolas, Prestadores de Serviço e Redes Populares.
A Economia Solidária (Ecosol) é vista como um contraponto ao capitalismo. A partir do desemprego, baixos salários e exclusão social, fez-se necessária uma reação por parte dos trabalhadores que, segundo o livro, “se encantam com a solidariedade, cooperação, respeito às diferenças, autonomia e autogestão”.
     Com o objetivo de difundir os trabalhos da Incubadora no que se refere à economia solidária, o livro é completo e apresenta relatos dos participantes e também conceitos sobre o tema. O último capítulo traz fotos que retratam o processo de incubação. Apesar disso, o título não resume os objetivos do livro, fazendo com que o leitor tenha que ler alguns capítulos para entender do que trata a obra.
     A publicação foi lançada pela Editora Estúdio Texto e organizada por Adriano da Costa Valadão, Francisco Salau Brasil, Luiz Alexandre Gonçalves Cunha, Manuela Salau Brasil, Peterson Alexandre Marino e Reidy Rolim de Moura. O livro tem 263 páginas e pode ser adquirido gratuitamente na sede da Icubadora, Rua Cel. Bitencourt, 625, Centro.

Serviço: 
Título: Percursos e experiências da Incubadora de Empreendimentos Solidários
Organizadores: Adriano da Costa Valadão, Francisco Salau Brasil, Luiz Alexandre Gonçalves Cunha, Manuela Salau Brasil, Peterson Alexandre Marino e Reidy Rolim de Moura.
Cidade: Ponta Grossa
Editora: Estúdio Texto
Ano: 2019
Páginas: 263
Thailan de Pauli Jaros
Serviço público ou divulgação no jornalismo político?
     Política para o Jornalismo sempre foi assunto primordial, se não uma das principais editorias trabalhadas por repórteres. Se observar em cada redação jornalística existente, talvez colegas diriam que a cobertura da política é uma das atividades que dá suporte e densidade ao conjunto de todas as outras matérias. Pode-se dizer ainda que, por meio da política, é possível ter uma visão esclarecedora e, porque não, cidadã de parte do que acontece em lugares que a maioria das pessoas não tem acesso.
     No jornalismo regional, dois sites conhecidos trabalham com política em Ponta Grossa. O Blog da Mareli e o Blog do Johnny são dois portais que fornecem um conteúdo de notícias especializadas e com apelo social.
     Mareli Martins revela uma abrangência e pluralidade no que diz respeito ao caráter regional e nacional das notícias veiculadas no blog. A jornalista seleciona pautas de interesse de alguns grupos e de interesses gerais, como a cobertura das manifestações de Maio/19 sobre o corte de recursos destinados à educação, ou ainda como o STF causou revolta ao tornar constitucional o sacrifício de animais em “cultos religiosos”.
      O blog da Mareli é um site independente e ela garante que não tem financiamento de terceiros na cobertura e divulgação das matérias. Por ser mulher, Mareli representa uma força em um setor tradicionalmente de maioria masculina. Por isso, é uma referência no que se refere ao jornalismo político regional.
     O blog do Johnny é uma outra plataforma especializada, mas que indica um aspecto mais comercial do que jornalístico, pois na página é visível a publicidade de diversos anunciantes. Além disso, a cobertura é restrita ao Estado e tem uma ampla publicação personalizada sobre políticos que representam o Paraná ou que possuem alguma relação com o governo local.

Serviço:
Blog da Mareli: https://marelimartins.com.br/
Blog do Johnny: http://www.blogdojohnny.com.br/
Francielle D. Ampolini
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG