Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

Variações do panetone no sabor e no bolso


    É nessa época do ano que a consumidor costuma afrouxar o bolso e estender suas despesas. São gastos com presentes, enfeites de natal, ceia e o clássico panetone, que hoje é encontrado de diversos sabores e preços. 
    O panetone é tradição do Natal brasileiro. Antes de chegar dezembro, é visto nos mercados muitas caixas do pão doce, e que em sua forma tradicional, é recheado com frutas secas cristalizadas. O panetone não se resume apenas ao seu formato e sabor clássico. Gourmetizados, recheados com cremes, e coberturas capaz de agradar todos os gostos possíveis. Uma variação mais simples e conhecida do bolo de frutas, o chocotone, que, ao invés de frutas leva chocolate. Existem também sabores que devem ser servidos gelados e até salgados.
    Junto com essa variedade de opções, os preços também variam muito. A média de um panetone hoje em dia está entre R$15 e R$20. Existem mais simples que chegam na casa dos 10 reais, mas também os mais caros que ultrapassam valores de R$100 reais. 
    Acontece que em tempos de crise, onde o trabalhador brasileiro precisa comportar seus gastos rotineiros mais as despesas de natal dentro do valor de um salário mínimo, 998 reais, um panetone simples representa mais de 1% deste valor. Falando assim não parece muita coisa, mas não se pode descartar que a realidade de várias famílias no Brasil é de sobreviver com apenas um salário mínimo no mês, para mais de quatro pessoas. 
    Neste contexto com a variedade de ofertas a industria perde espaço para receitas economicamente viåveis e produção caseira. A opção de cozinhar o próprio bolo de frutas permite sair do sabor tradicional de panetones de marcas especializadas em chocolatest por um preço que comporta no bolso do trabalhador. 

Serviço:
Marcas convencionais variam entre: R$8,90/ R$12,90
Marcas especializadas em chocolate variam entre: R$30,99/ R$59
Os panettones de fabricação caseira variam entre: R$5,99/ R$95 

Maria Fernanda Laravia 

 

 
Calor do verão brasileiro não consegue derreter neve nos filmes de Natal 
 
      Dezembro começa e a neve já cai nas vitrines das lojas brasileiras e nos filmes natalinos. O frio é incluído como uma das tradições de Natal, que remete ao clima europeu e norte-americano nesta época do ano. Mas no Brasil o calor costuma prevalecer, em inegável clima de verão.
      Os flocos de neve já se tornaram parte da cultura do natal brasileiro, embora poucas pessoas tenham visto a verdadeira neve durante o inverno tropical, as árvores de Natal são enfeitadas com algodão, os espetáculos teatrais ambientados com nevascas e os filmes lançados na estação quente trazem o branco da neve e o frio como cenário.
      As produções cinematográficas presentes na plataforma de streaming “Netflix”, quando pesquisado pela palavra-chave “Natal”, trazem a neve como um elemento essencial do clichê natalino, assim como a aparição do Papai-Noel, milagres românticos e alguma relação com o nascimento de Jesus.
      Da mesma forma, o único filme que remete à época de Natal em cartaz nos cinemas de Ponta Grossa também tem a neve como elemento característico da cultura natalina. “Uma segunda chance para amar” é uma comédia romântica com alguns clichês natalinos, como a magia da época, o movimento comercial, Papai-Noel, a ceia com a família e um final nada surpreendente. O filme, inspirado nas músicas do cantor britânico George Michael, se passa na Inglaterra e, por isso, também conta com a neve como parte do cenário.
     É curioso pensar que grande parte das produções natalinas que ajudam na propagação da cultura do Natal brasileiro sejam “enlatados” que chegam dos Estados Unidos e da Europa. O Brasil comemora a data no início do verão, mas assim mesmo o Papai-Noel com toucas e roupas pesadas, a neve nas vitrines e o ambiente são pensados como se fosse inverno. Talvez, com um milagre de Natal, o Papai-Noel consiga trazer o Pólo Norte para um país tropical.

Serviço
Filme: Uma Segunda chance para amar
Em cartaz: Cinematográfica Araújo ( shopping Palladium); Lumiére (shopping Total)
Endereço: R. Ermelino de Leão, 703 - Uvaranas, Ponta Grossa - PR (shopping Palladium); Av. Dom Pedro II, 350 - Nova Rússia, Ponta Grossa - PR (shopping Total).


Thailan de Pauli Jaros

 

Um equilíbrio de vozes entre Misa Criolla e Navidad Nuestra

      Ao encerrar o calendário de compromissos de 2019, o Coro Cidade de Ponta Grossa e o Coro em Cores apresentaram em concerto as sinfonias Misa Criolla e Navidad Nuestra, como parte das apresentações do 5º Festival de Ópera do Paraná.
       As composições são do argentino Ariel Ramírez, produzidas na década de 1960. Cada uma das sinfonias é dividida em sessões, possui ritmos particulares e texto em língua espanhola. Missa Crioulla é uma obra religiosa, uma missa cantada com cinco partes litúrgicas. O concerto possui ritmos e formas musicais que remetem a diferentes culturas da Argentina. Navidad Nuestra é uma cantata de natal, também com cinco canções.
      Uma das apresentações, em Ponta Grossa, aconteceu em 1º de dezembro, gratuita e aberta ao público, na Igreja São José. Logo após a celebração dominical, os cerca de 100 cantores ocuparam os degraus do altar regidos pela mestre Carla Irene Roggenkamp.  Mais da metade dos bancos da igreja foram ocupados para assistir ao grupo.
     O concerto surpreendeu e conquistou o público pela sincronia dos músicos e pelo equilibro do coro com os cantores solo. Destaque também para a habilidade do pianista Eudes Junior Stockler, desde os ritmos lentos aos mais acelerados. No desempenho solto e na expressão dos cantores, fica visível que houve ensaio e a preparação destaca a performance.
     O único ponto negativo foi no sistema acústico da própria igreja, por ser grande e alta ao perfil do espetáculo. Ao fundo do local, era difícil a compreensão do som dos microfones dos solistas, com áudio aparentemente abafado. Por vezes, a segunda voz feita pelo coro se sobressaia e tomava o lugar da primeira voz.
      Os artistas estiveram também na Igreja Luterana Bom Pastor e na Igreja do Rosário apresentando a Misa Criolla e a cantata Navidad Nuestra. Em 2020, o Coro em Cores completa 10 anos em Ponta Grossa.

 

Serviço:
Coro Cidade de Ponta Grossa - Fundação Municipal de Cultura de Ponta Grossa - 3220-1000 Ramal 2085 
Coro Em Cores - Universidade Estadual de Ponta Grossa e Conservatório Musical Maestro Paulino - 3220-1000 Ramal 2297

Raylane Martins
‘Mais uma Mulher’ na música em Ponta Grossa
 
    Com uma mistura de música contemporânea, Indie Rock, canto lírico e referências da banda inglesa Florence The Machine, a cantora e compositora MUM (Mais um Mulher) ganha espaço no cenário musical de Ponta Grossa.
    A artista Gabriela de paula, vocalista da MUM, lançou o primeiro trabalho em 2019 com o Ep chamado Nebulosa. O álbum conta com quatro músicas atorais: Reciclo,  Reborn (letra escrita em inglês), Quem é Você e Eu Vou. As letras são misturas de relatos das fases mais ‘Nebulosas’ da cantora. Com composições e um som Indie, MUM mostra que Ponta Grossa também é fabrica de artistas. 
    Embora Gabriela ganhou força na música em 2019, a artista já produz canções independentes desde 2017. Uma característica de MUM é a performance ao vivo, onde, com o próprio corpo e duas bailarinas, a apresentação mostra uma composição de dança e música, ao mesmo tempo que fala da diversidade de corpos e que é possível quebrar padrões de beleza. 
    Um dos shows realizados em 2019 a artista  e as dançarinas encenaram uma coreografia onde duas mulheres daçam juntas. A performance causou diversas opiniões e a artista foi criticada pelo público conservador da cidade. 
    MUM recebeu diversos comentários de ódio. De acordo com manifestações da cantora nas redes sociais não preocupam. Mostrou a importância do trabalho da artista em uma cidade conservadora como Ponta Grossa. Para quem curte artistas independentes, MUM destaca-se por cantar e escrever as próprias músicas e defende a diversidade de corpos, questionando a gordofobia e os padrões  de beleza. 


Serviço
Gabriela de Paula (Cantora)
Rafael Arcoverde (Guitarra)
Walace Matheus (Baixo) 
Lorena Smiguel (Synth)
Aline Garabeli (Teclado)
Wlader Better (Bateria)

Link do EP Nebulosa: https://www.youtube.com/channel/UCrKfsB8wL6ixfpnqMUGZGWQ 


Por Rafael Santos 

 
O que justifica uma cobertura midiática em jornais de Ponta Grossa?
 
   Qual o impacto que uma cobertura midiática mal feita pode ter? Quais são os limites do jornalismo? O que deve ser noticiado e o que não deve? Como não ferir os princípios éticos? Essas perguntas básicas deveriam ser refeitas diariamente pelos jornalistas a cada nova produção.
    No dia 28//11, um rapaz de 22 anos ameaçou pular de um prédio, na região central de Ponta Grossa. A situação foi contornada pelo Corpo de Bombeiros e o apoio da Polícia Militar, que deram assistência ao jovem. A mídia televisiva da cidade optou por não divulgar o acontecimento, mas os dois portais de informação online de Ponta Grossa acreditaram que havia interesse público no fato. O portal ARede noticiou em manchete (“Rapaz do CEEBJA é pessoa tranquila e tem esquizofrenia”), enquanto o Diário dos Campos optou pela seguinte edição: “Bombeiros tentam evitar tentativa de suicídio no Centro de PG”.
     O desenvolver da primeira matéria indica uma exposição desnecessária da vida particular do sujeito, descrita por pessoas que o conhecem, mas que não são identificadas como fontes. Já a segunda matéria apresenta um apenas parágrafo noticiando o acontecimento em tempo real, sem nenhuma profundidade. Duas matérias diferentes sobre o mesmo assunto e nenhuma delas com relevância para justificar a publicação. A necessidade de cliques e visualizações imediatas parece comprometer o trabalho jornalístico. Enquanto isso, os comentários das publicações revelam ataques ao jovem, brigas entre os sujeitos e uma estranha disputa para ver quem está certo.
     Quando o jornalismo está preocupado com a espetacularização acaba por deixar lacunas, dá abertura para que pessoas ataquem, julguem e se sintam 'especialistas' no assunto noticiado. Valério Bonfim debate o problema no site Observatório da Imprensa. "O Caso da Eloá é um dos exemplos de uma má cobertura midiática e suas consequências. Até quando vamos participar desse “shownalismo” (expressão já utilizada por diversos autores da área)?
                                                              
Serviço:
Link da matéria ARede: https://d.arede.info/ponta-grossa/304854/rapaz-do-ceebja-e-pessoa-tranquila-e-tem-esquizofrenia
Link da matéria Diário dos Campos: https://www.diariodoscampos.com.br/noticia/bombeiros-tentam-evitar-tentativa-de-suicidio-no-centro-de-pg
Link texto “A espetacularização da mídia”: http://observatoriodaimprensa.com.br/feitos-desfeitas/a-espetacularizacao-da-midia/

Ane Rafaely Rebelato

Decoração natalina exclui bairros da cidade

        Enfeitar as ruas, casas e praças para o Natal tornou-se comum em todos os lugares. A cidade de Ponta Grossa segue a tradição dos enfeites natalinos e em 2019 começou a receber a decoração no dia 12 de novembro. O que chama a atenção é o valor gasto pela Prefeitura de PG em decoração. Neste ano, o edital para a instalação dos enfeites foi de R$ 376,6 mil. O investimento inicial da decoração contempla apenas o centro da cidade, entre a Rua Balduíno Taques, a avenida Vicente Machado e o Parque Ambiental.
      Em 2019, a Prefeitura também optou pela iluminação de alta tecnologia no Parque Linear, bairro de Oficinas. A decoração denominada “Bosque Encantado” apresenta uma performance que sincroniza som e luz, com roteiro desenvolvido para o Natal da cidade. O bosque é composto por 40 árvores LED, que medem 5 e 6 metros de altura, iluminadas por cerca 210 mil lâmpadas. O espaço é de 3.400m² e exigiu sete toneladas de equipamentos para sincronizar som e luz. Segundo o portal da transparência da prefeitura de PG, a licitação para a decoração foi de cerca R$ 480 mil. 
       Apesar de a Prefeitura descentralizar as decorações, a maioria dos bairros da cidade ainda não possui enfeites natalinos. Dos quatro maiores bairros de PG (Centro, Uvaranas, Nova Rússia e Oficinas), apenas possuem decoração: Centro e Oficinas, o último foi decorado somente em 2019. Com os investimentos feitos pela Prefeitura, outros bairros poderiam ser contemplados.  Ao optar por centralizar os locais de visitação para o Natal, a administração da cidade esquece o comércio localizado nos bairros. 
 
Serviço: Decoração de Natal / Bosque de Luz 
Data: até dia 26/12/2019 (exceto dia 24)
Local: Balduíno Taques, avenida Vicente Machado e o Parque Ambiental - Centro de Ponta Grossa / Parque Linear, próximo a Grande Árvore.
Horário: 4 apresentações diárias: às 19h, 20h, 21h e às 21h45.

Mariana Santos

Uma vida sem luxos é uma vida simples?

        Viver com menos roupas, menos objetos, menos móveis... Tomar um banho rápido, usar menos energia e consumir menos. Esse é o estilo de vida Minimalista, que traz à tona aos interessados uma ideia de simplicidade, de ter uma vida mais sustentável e equilibrada consigo e com o ambiente. Mais do que isso, o minimalismo, provoca uma reflexão aos hábitos das pessoas que estão condicionadas ao consumo inconsciente. Ao promover o despertar de um capitalismo desenfreado, esse estilo de vida traz aos adeptos uma percepção de que uma vida sem luxos é o caminho para driblar a indústria do comércio, que induz ao consumo pelas propagandas e por promoções atrativas.
       O Minimalismo promove também uma liberdade financeira, já que, por defender o necessário para viver, tudo aquilo que não é essencial, não precisa ser comprado. Cabe aqui dizer que, esse movimento não diz que não se deve comprar mais nada do que gostamos, mas ensina dinamizar até que ponto as vontades são satisfeitas, compra-se por que realmente se gosta, ou pela indução a comprar?
      Existem muitas vertentes e abordagens do Minimalismo. Por ter sido um movimento artístico e cultural no século XX, desde então, carrega uma tendência que foi absorvida por várias áreas, como a arquitetura, o design, a propaganda e até a música. O Minimalismo também tem a característica de ter o excesso de elementos reduzidos, bem como a simplicidade na elaboração dos materiais, como menos cores, menos letras, uma decoração não tão chamativa e, no caso da arquitetura, um projeto com o necessário, sem muita composição.
      Para saber mais sobre esse estilo de vida, existe um documentário na Netflix, titulado “Minimalism”, produzido em 2016, pelos diretores Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, em que os próprios narram experiências ao descobrir o Minimalismo e como a vida de cada um mudou depois de aderirem ao movimento. Alguns exemplos de trabalhos que têm como pauta o consumo consciente são os blogs Slowly, e o MePoupe! no Youtube.                        

Francielle  Ampolini
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG
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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
Tudo de saudável na medida de um pote
 
Uma alternativa saudável e acessível é a premissa do instagram @adoronopote. Gerenciada pela Deborah Oliveira, formada em gastronomia, o espaço fornece opções diferentes de saladas de segunda a sexta-feira. Além de postar as fotos referentes à opção do dia no perfil, ela também divulga pelo Whatsapp. A iniciativa da proposta de uma alimentação saudável foi ao notar que as pessoas não tinham tempo para preparar as próprias refeições naturais.
A salada comprada pelo repórter do Crítica de Ponta tinha vinagrete de ervas, macarrão tipo penne, cracóvia de frango de Prundentópolis, vegetais no vapor (como brócolis e cenoura), uvas passas, folhas da estação (como alface e rúcula) e mix de castanhas. Além disso, croutouns (pequenos pedaços de pão assados ou fritos) acompanhavam o pedido. De modo geral, os sabores combinam bem, além da agradável apresentação do produto. O vinagrete em especial garante um toque diferenciado no paladar, quando combinado com as outras verduras e legumes. Um único ponto destoante no pedido diz respeito às uvas passas, que se perdem no sabor doce.
Embalada em potes convencionais, as saladas possuem conteúdos frescos fornecidos por pequenos produtores familiares na hora da montagem. O preço é (fixo) R$ 12,00 para todas as opções e o pr4oduto deve ser retirado no endereço que é repassado durante o pedido.
 
Serviço:
Instagram: @adoronopote
Whatsapp: (42) 98816-9382
Valor: R$ 12,00


Por João Pedro Teixeira

 
 
Um coração em meio a loucura no mês da saúde mental em PG

Lançado em abril de 2016, o filme 'Nise, o coração da loucura' foi exibido no Projeto Cinemas e Temas em parceria com a Exposição Saúde Mental em Cena II, por causa do mês da saúde mental. A obra conta a história de Nise da Silveira, uma médica psiquiatra que volta a trabalhar em um hospital psiquiátrico do subúrbio do Rio de Janeiro, depois de sair da prisão. Nise percebe que o hospital não trata os pacientes com amor, mas com procedimentos que causavam dor, como o eletrochoque ou a lobotomia e, por isso, sugere uma nova forma de tratamento para pacientes que sofrem com esquizofrenia.
Ao sugerir o método aos outros médicos, Nise é deixada de lado, pois os colegas discordam da proposta. A médica assume o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde inicia uma nova forma de cuidar dos pacientes, com amor e arte, desfazendo de intervenções violentas e incentivando o convívio com animais domésticos. O filme mostra que um tratamento digno e sutil gera melhores efeitos do que a brutalidade.
O filme constrói uma linguagem clássica e poética, traçando um retrato sentimental, não somente de Nise, personagem principal, mas também dos funcionários que a ajudam a desenvolver o método. A produção mostra cenas fortes de violência que chocam pessoas que não imaginam o que acontecia em clínicas psiquiatras. As cenas do longa foram filmadas no Instituto Nise da Silveira, antigo Hospital Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro.

Serviço:

Filme: Nise, o coração da loucura
Data de lançamento: 2016
Direção: Roberto Berliner
Gênero: Drama
Duração: 108 minutos
Disponível na Netflix

Por Fabiana Manganotti
Música típica alemã abrasileirada 
 
A partir de 2018, houve uma reformulação da München Fest (festa de tradição alemã, criada em 1989) em Ponta Grossa, buscando deixar o evento mais parecido com uma festa típica alemã, com gastronomia e músicas germânicas.
A mudança incluiu os shows, que antes eram de gêneros variados, como sertanejo, rock e pop. Artistas nacionais eram contratados para se apresentar na München a preços elevados ao padrão econômico da Prefeitura de PG.
E desde 2018, apenas bandas que tocam música tradicional alemã são responsáveis pelo som da festa, como a banda Tureck. No domingo, 24/11, aconteceu a abertura da 30ª München Fest, no parque ambiental.
A música folclórica alemã tem um ritmo alegre e se caracteriza por tocar em festivais que celebram a cultura germânica no Brasil, os músicos usam roupas coloridas, geralmente suspensório e chapéu, e a letra pode ser cantada em alemão ou português, ou até mesmo misturando os dois idiomas. A letra de algumas músicas, como por exemplo, a que diz “lava bem a sua marreca” lembram marchinhas de carnaval, que são divertidas.
A 30ª München Fest acontece dos dias 5 a 8 de dezembro e três bandas irão se apresentar, em nota a prefeitura afirmou que nos próximos dias irá divulgar os nomes.

Serviço:
30ª München fest – de 5 a 8 de dezembro/2019.
Local: Parque Ambiental de PG

Por Veridiane Parize
 
Nem vermelho, nem verde e amarelo. Apenas transparente!

A Lei Complementar 132 de 2009 alterou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no que se refere a transparência e acesso à informação sobre gastos financeiros do poder público, e determina que a informação dos gastos seja atualidade em tempo real.
Dez anos depois da lei, ainda é difícil para a população acompanhar e fiscalizar os dados dos portais de transparência - sem contar que ainda existe uma carência de veículos investigativos sobre política em Ponta Grossa.
A página do Facebook “PG Transparente”, criada em agosto de 2019, surge como um canal acessível nas redes sociais para coletar, interpretar e divulgar os dados sobre o dinheiro público. A produção do conteúdo da página é feita por um jornalista que usa informações de bases de dados abertas para produzir as pautas. Os dados são checados e comprovados com documentos.
As postagens geralmente são acompanhadas de imagens que resumem o conteúdo da publicação e facilitam no entendimento das informações. Muitas publicações trazem fac-similes de notas fiscais, decretos, processos judiciais, entre outros documentos, nas publicações.
A PG Transparente também fica atenta às falas e projetos de lei dos vereadores, além de compartilhar na página as transmissões ao vivo da Câmara de Municipal da cidade. Não são publicadas entrevistas ou declarações que não estejam documentadas em atas.
Como as matérias envolvem base de dados, as pautas não precisam necessariamente de um gancho factual. Mesmo assim, muitos temas da agenda pública da cidade foram pauta das publicações, como é o caso dos gastos com o Natal, alguns projetos de lei polêmicos em votação na Câmara e outras ações e procedimentos do Judiciário.
A mídia local geralmente é pautada pelas postagens da “PG Transparente”, embora a página não seja citada como fonte das informações, segundo relato dos organizadores da página.


Serviço:
PG Transparente
Para sugestões ou denúncias, é possível entrar em contato com a equipe da PG Transparente pela página do Facebook ou pelo número 42 98442 8602

Por Patrícia Guedes
Público universitário é alvo dos "lounge" de narguile em PG


O uso do Narguile se tornou moda entre os jovens de Ponta Grossa. A primeira loja específica a ofertar o produto abriu em meados de 2010 na cidade e hoje já são mais de 10 estabelecimentos no ramo. No entorno do campus central da Universidade Estadual de Ponta Grossa facilmente se encontra um lounge, cada um com algum atrativo específico.
O nicho de mercado que ampliou são os 'lounges' de narguile. Lounges são locais onde os consumidores vão para apreciar sem ter a necessidade de comprar um narguie. Assim como qualquer local de entretenimento, os lounges estão se reinventando, tem locais que são baladas com música ao vivo, showa e djs. Outros locais são bares com áreas para fumar narguile.
E para chamar o público, cada local faz alguma promoção durante a semana, chama bandas, "faz um pagode", como o dono de um dos locais informou. O narguile não tem a barreira geográfica ou etária como nos primeiros anos em Ponta Grossa. Históricamente, o narguile vem de culturas orientais e foi difundido noa anos 1990 para o resto do mundo.
Os lounges são lugares proibidos para menores de idade, onde o consumo de narguile e de bebidas também é permitido aos menores de 18 anos. Segundo a OMS, o produto tem efeitos nocivos ao usuário, como problemas respiratórios e também no trato digestório. A partir da constatação, surgiu uma regulamentação para o uso e venda do produto. Entretanto, ainda não há evidências de que narguile causa depend~encia física.
Em média uma sessão de narguile - como é chamado o período de uso nos lounges - varia entre 15 a 35 reais, dependendo da marca escolhida. Em dias de promoção, pode sair por até 10 reais e cada sessão dura em média uma hora.

Serviço:
Preço local de uma sessão (cerca de 60 minutos): R$15 a R$35,00


Por Guilherme Bronosky
 
 
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG
 
 
 







Crítica de Ponta

 

 

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

 







Cookies são especialidade em café no Centro de Ponta Grossa





Macadâmia, banana, chocolate com limão e ao leite são algumas das opções que os clientes podem encontrar no café Duckbill, no Centro de Ponta Grossa. Os cookies tradicionais custam R$ 9,50 e são assados no dia. Os biscoitos que não são vendidos no dia anterior ficam em um local separado no balcão e podem ser comprados por R$ 5 cada.



O café tem outras opções de lanche feitas com cookies. Como o ice cookies, que é uma bola de sorvete de creme com cookies, chantilly e cobertura de chocolate. Ao tentar quebrar um pedaço do biscoito com a colher, devido a taça ser rasa, o sorvete acaba transbordando. Outra possibilidade é o sanduíche de cookies, que é um biscoito cortado ao meio e recheado com doce de leite ou Nutella. Para quem gosta do doce é uma boa opção, porque o lanche possui bastante recheio.



Há várias opções de bebidas como o café expresso, capuccino, soda italiana e chá gelado. Outra opção é o frozen, que é uma raspadinha de gelo com essência de frutas. Por ser um sabor artificial, a bebida fica bastante doce. O frozen de maracujá não tinha sabor característico da fruta, ficando mais parecido com o gosto do pêssego. Pão de queijo, sanduíches e algumas opções de salgados assados. A maioria dos nomes dos produtos são em inglês, o que pode dificultar o entendimento do cardápio pelo cliente.



    O espaço não é grande, na entrada do estabelecimento há apenas duas mesas e, no segundo andar, há cinco mesas e um balcão que acomoda quatro pessoas. O café permite a entrada de animais de estimação, o que pode ser perigoso para a saúde dos cães. Porque, como a maioria das opções possui chocolate, se o pedaço de alguma comida cair no chão e um animal ingerir, pode acabar passando mal.


 



Serviço:

Endereço: Rua Dr. Paula Xavier, nº 1275, Centro de Ponta Grossa.

Horário de funcionamento: terça-feira à sábado das 9h às 19h30. Segunda-feira, domingo e feriados das 15h às 19h30.



Hellen Scheidt






Parasita, além de uma ficção, é a representação da vida



Os dados de desemprego no Paraná divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não mostram entusiasmo na ocupação dos trabalhadores, pois reduziu apenas 0,1% na taxa de desemprego, no terceiro trimestre de 2019. O perfil dos desempregados do estado se torna mais preocupante: dos 545 mil desempregados, 32,2% são jovens entre 18 e 24 anos.



Parasita é um filme sul coreano que conquistou a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2019. A obra, dirigida por Bong Joon Ho, diretor também de Okja e O Expresso do Amanhã, apresenta uma crítica sobre a diferença de classes. Parasita é uma mistura de gêneros, que tenta mostrar a realidade de uma família desempregada que faz de tudo por dinheiro. A trama consegue misturar drama, comédia e suspense, sem deixar o enredo confuso ou sem ritmo.



O filme conta a história de Ki Woo, um jovem pobre e desempregado que mora com a família em um porão. Ele percebe a chance de mudar de vida junto com a família quando recebe a oferta de um emprego como tutor particular da filha de uma família rica. Acontece que o núcleo pobre tem um viés trapaceiro, por mais que os integrantes não tenham como premissa a maldade. Eles têm como base de roteiro, a ideia de ganhar dinheiro fácil para sair da base da pirâmide.



O roteiro revela um choque de realidades entre as duas famílias e justifica o título do filme. O diretor associa diretamente o título à ideia de criaturas que vivem às custas de outras. Na relação parasitária não existe sentimentos de culpa, mas apenas um instinto de sobrevivência. O tema já foi explorado algumas vezes no cinema e mostra como os ricos se alimentam dos pobres. Em Parasita a crítica social indica que os pobres também têm fome.





Foto: Divulgação



Serviço:

Título: Parasita (기생충)

Ano de produção: 2019

Dirigido por: Bong Jong Ho

Duração: 132 minutos

Gênero: Comédia, drama, suspense

País de origem: Coreia do Sul



Arieta de Almeida





Um Garimpo preserva o disco vinil em Ponta Grossa





O Disco de Vinil, também conhecido como LP (Long Play), foi um tipo de mídia analógica criado em 1948 no Estados Unidos e em 1958 no Brasil. O vinil era usado para gravar e reproduzir músicas através de um toca disco que fez sucesso entre os cantores e bandas da época.



A partir dos anos 90, a procura e venda por discos de vinil diminuíram drasticamente com a chegada dos CDs que garantiam maior capacidade, melhora no som, além de um tamanho menor e mais prático que os LPs. Em contrapartida, no início dos anos 2000 o vinil voltou a fazer sucesso e, em 2014 nos EUA, foram vendidos 9,2 milhões de LPs no país com músicas dos artistas renomados do momento.



Já em 2017 clássicos dos anos 1940, 50 e 60 foram os mais vendidos. Artistas e grupos como Elvis, Beattles, Michael Jackson e Queen, que começaram a carreira há muito tempo, venderam as primeiras músicas em discos de vinil e continuam até de hoje fazendo sucesso.



A loja de antiguidades em Ponta Grossa, Garimpo 1926, mantém viva a cultura de músicas antigas desde 2017 com um acervo de LPs de artistas das épocas passadas. A ideia de criar a loja surgiu de um grupo de empreendedores da cidade para transformar o espaço construído em 1926, em um local de lazer e cultura para a população. O casarão possui vinis, livros, café e outros itens de decoração vintage, como bicicletas, vitrolas, máquina de escrever, entre outros.





Criado nos anos 40 o disco de vinil reaparece no meio musical | Foto: Divulgação



Serviço:

A loja Garimpo 1926 está localizada na rua XV de setembro, 931 – Uvaranas, Ponta Grossa

Telefone: (42) 3025-2600

Página no Facebook: Garimpo 1926

Horário de funcionamento: de terça a sexta das 13h às 20h e sábado das 13h às 19h.



Natália Barbosa





Campanha de natal na TV ocupa espaço como assunto relevante em PG





Campanhas de arrecadação de brinquedos tomam conta da mídia local na época que antecede o natal. A campanha Natal RPC, conforme analisado nos últimos seis dias, ocupa de 11 a 15 minutos da programação do jornal diário. O espaço varia entre reportagens sobre os brinquedos arrecadados, sobre entidades que doaram, o aplicativo desenvolvido especialmente para a arrecadação e entrevistas com pessoas que fizeram doações.



O tempo dedicado para a divulgação da campanha é considerado longo para um programa jornalístico. Os 11 a 15 minutos poderiam ser investido em matérias que retratam, por exemplo, a situação precária que muitas famílias carentes vivem em Ponta Grossa e outros problemas, como nos bairros, que merecem ser mostrados pela reportagem.



Acredita-se que a campanha poderia sim ser incentivada, mas através de alguma matéria produzida sobre a realidade daquelas pessoas que precisam receber ajuda e não entrevistas enaltecendo aqueles que contribuíram, fazendo algum tipo de doação. Não se deve criar um sensacionalismo em cima da realidade das pessoas, mas mostrar o porquê e o quanto necessitam de ajuda. Considera-se que assim poderia ser uma maneira até mais humanizada de incentivar a campanha para o natal.



Dedicar 25% do tempo do jornal para campanha institucional é dar prioridade para o auto marketing e deixar o jornalismo em segundo plano.



Nadine Sansana





A ausência de espaços de lazer em PG



A ausência de espaços de lazer em Ponta Grossa é um problema crônico da cidade. A cidade se divide em 16 bairros: Boa Vista, Cará- Cará, Centro, Chapada, Colônia Dona Luiza, Contorno, Estrela, Jardim Carvalho, Neves, Nova Rússia, Oficinas, Olarias, Órfãs, Piriquitos, Ronda e Uvaranas. E possui uma enorme extensão, de 11km em seu eixo maior.



Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento da Prefeitura de Ponta Grossa (PMPG) existem na cidade 83 praças cadastradas, 69 delas podem ser consideradas como espaços livres voltadas ao lazer da população. As demais apenas fazem parte de espaços de circulação. Se contar as áreas verdes, também consideradas espaços de socialização e lazer com 70% de vegetação, Ponta Grossa possui um total de 229 espaços livres em todo o município. O total representa somente 4,4 km², ou seja, apenas 2,5% do espaço urbano de Ponta Grossa.



Para quem visita a cidade, é fácil pensar que aqui as áreas de lazer e espaços de convivência são fartos, principalmente pela ilusão causada no eixo central, movimentado com bares, lanchonetes, academias, restaurantes, parques e shoppings.



Porém, é muito distante da realidade dos moradores que não possuem, próximo a sua casa, opções de espaços para convívio  e precisam deslocar-se dos bairros para encontrar alguma opção de lazer no centro.





Na imagem acima: Distribuição dos espaços livres no município de Ponta Grossa - Fonte: Queiroz (2015)




Hygor Leonardo





Experiência de garçom em exposição em Ponta Grossa





A exposição “Retratos da boemia em Ponta Grossa”, da autoria de Higor Gabriel de Almeida, apresenta 15 quadros sobre a vida do artista, quando trabalhou como garçom em um bar da cidade, durante quatro anos, período em que cursou Artes Visuais na UEPG.



Os quadros possuem cores fortes como vermelho, amarelo, laranja e azul, todas em contraste marcante. São pinturas que você consegue identificar o desenho da obra, mesmo que algumas tenham riscos e linhas traçados. Os quadros foram produzidos com tinta acrílica, nanquim (corante preto originário da China), tinta látex e giz pastel oleoso. A técnica mista é conhecida pelo uso de vários tipos de tinta.



A técnica varia de acordo com a pesquisa de cada artista, desde estilos a períodos da história da arte. Higor experimentou a influência do expressionismo, impressionismo e foi, aos poucos, aperfeiçoando a própria pintura. Ainda que os quadros chamam atenção pela técnica e pelas cores, o artista poderia aperfeiçoar a expressão, pois algumas obras reproduzem pinturas de perfis comuns, de rostos femininos, similares entre os artistas contemporâneos, o que não expressa uma novidade.



A exposição de Higor foi escolhida pelo edital da Prefeitura de Ponta Grossa e foi exibida no Conservatório Musical Maestro Paulino, durante o mês de novembro. A partir do mês de dezembro será exposta em bares e restaurantes da cidade. Os 15 quadros foram criados no período de dois meses.



Gabriella de Barros





Teatros natalinos de PG não fogem da mesmice





Com a chegada do mês de Dezembro começam as preparações para a chegada do natal, data cristã comemorada no dia 25 e muitas religiões pregam crenças diferentes mas, para o cristianismo, a data é marcada pelo nascimento de Jesus. Para os cristãos, é o maior motivo para comemorar o Natal. Além da decoração e enfeites que marcam a época, é comum assistir teatros em escolas, igrejas e comunidades.



Quando se trata de teatro natalino, uma das primeiras coisas que vem à memória são as cantatas, espetáculos geralmente feitos por crianças que cantam músicas conhecidas sobre a magia do natal ou sobre o nascimento do menino Jesus.



Os grupos ensaiam durante dias para retratar da melhor forma o que, para eles, é o principal sentido do natal. No entanto, é preciso estar preparado e ser criativo para não cair na mesmice de sempre. Por se tratar de uma época que aspira bondade, generosidade e solidariedade, os teatros de natal deveriam trazer uma lição para as crianças que participam ou assistem e não somente retratar uma passagem bíblica.



Pela cultura religiosa existente na região, alguns tetros natalinos se limitam em representar praticamente as mesmas cenas dos anos anteriores. Seria possível inovar na forma de fazer o teatro que, para muitos, é a época mais esperada do ano. É importante ressaltar que o natal é um momento celebrado por diversas religiões e a magia poderia representar as diversas crenças e formas de comemorar.



Serviço:

Site: www.pontagrossa.pr.gov.br/cultura

Coro Cidade de Ponta Grossa e Coro em Cores: Missa Crioula e Navidad Nuestra

Data: 01 de dezembro – 20h

Local: Igreja São José

Entrada: Gratuito

Cantata de Natal com as Meninas Cantoras (Maestrina - Priscila Oliveira e Preparadora Vocal - Andresa Lino)

Data: 03 de dezembro – 20h

Local: Casa Velha Eventosh

Entrada: Gratuito

Vila cultural do papai noel - Parque ambiental de PG



Thaiz Rubik






Em tempos digitais, resiste em PG o hábito de frequentar banca de jornal

 

O desenvolvimento da tecnologia, ao longo dos anos, proporcionou ao povo praticidade em diversas esferas sociais cotidianas. No jornalismo, isso não foi diferente. Com o passar dos tempos, o jornal impresso, o radiojornalismo e o telejornalismo se unificaram em recursos modernos, que caracterizam a era da comunicação em multimídia.

 

Hoje, basta ter um aparelho celular em mãos, conectado à internet, para obter acesso à notícias locais, nacionais e internacionais, tudo isso em tempo real. Em virtude disso, hábitos que antes eram frequentes, caíram em desuso entre as gerações atuais. O costume de ler jornal impresso resiste entre o público tradicional, que mantém o hábito de ir à banca mais próxima e comprar a edição do dia. No centro de Ponta Grossa, funcionam cinco bancas de jornais: duas na Praça Barão do Rio Branco, duas na Praça Barão de Guaraúna e a outra na Praça Marechal Floriano Peixoto.

 

A Banca Ponto Azul, localizada na esquina da Rua Saldanha Marinho com a Rua Augusto Ribas, existe há mais de 30 décadas e é uma das mais tradicionais da cidade. O proprietário João Conceição dos Santos acompanhou a queda no número de vendas dos jornais impressos ao longo dos anos. Segundo ele, a média de venda de jornais ao longo da semana gira em torno de 10 a 20 exemplares ao dia, sendo nos domingos os dias de maior circulação de leitores. O maior movimento da banca se dá com venda de revistas, gibis e o comércio de conveniências.

 

Muito se fala sobre o fim do jornalismo impresso, por ser considerado um formato ultrapassado diante dos novos recursos disponíveis em nossa época. Em certos aspectos, a tradição resiste e se manifesta, ainda que em poucos indivíduos em relação a outras épocas, com o costume de comprar jornais nas bancas.



Em tempos onde a profissão é considerada - pelo atual governo, confirme Medida Provisória 905/2019 - um ofício sem necessidade de formação para o exercício, entre tantos outros ataques, há que se respeitar uma tradição rica em história e conhecimento, que agrega valor aos próprios leitores.

 

Serviço

Bancas: duas na Praça Barão do Rio Branco - na esquina da Avenida Bonifácio Vilela com a Rua do Rosário, e na esquina da Rua Saldanha Marinho com a Rua Augusto Ribas; duas na Praça Barão de Guaraúna, na Avenida Vicente Machado; e na Praça Marechal Floriano Peixoto, na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, em frente ao Clube Ponta Lagoa.



Cícero Goytacaz


 










Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG

 

 

































 



















































Parasita, além de uma ficção, é a representação da vida



Os dados de desemprego no Paraná divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não mostram entusiasmo na ocupação dos trabalhadores, pois reduziu apenas 0,1% na taxa de desemprego, no terceiro trimestre de 2019. O perfil dos desempregados do estado se torna mais preocupante: dos 545 mil desempregados, 32,2% são jovens entre 18 e 24 anos.



Parasita é um filme sul coreano que conquistou a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2019. A obra, dirigida por Bong Joon Ho, diretor também de Okja e O Expresso do Amanhã, apresenta uma crítica sobre a diferença de classes. Parasita é uma mistura de gêneros, que tenta mostrar a realidade de uma família desempregada que faz de tudo por dinheiro. A trama consegue misturar drama, comédia e suspense, sem deixar o enredo confuso ou sem ritmo.



O filme conta a história de Ki Woo, um jovem pobre e desempregado que mora com a família em um porão. Ele percebe a chance de mudar de vida junto com a família quando recebe a oferta de um emprego como tutor particular da filha de uma família rica. Acontece que o núcleo pobre tem um viés trapaceiro, por mais que os integrantes não tenham como premissa a maldade. Eles têm como base de roteiro, a ideia de ganhar dinheiro fácil para sair da base da pirâmide.



O roteiro revela um choque de realidades entre as duas famílias e justifica o título do filme. O diretor associa diretamente o título à ideia de criaturas que vivem às custas de outras. Na relação parasitária não existe sentimentos de culpa, mas apenas um instinto de sobrevivência. O tema já foi explorado algumas vezes no cinema e mostra como os ricos se alimentam dos pobres. Em Parasita a crítica social indica que os pobres também têm fome.





Foto: Divulgação



Serviço:

Título: Parasita (기생충)

Ano de produção: 2019

Dirigido por: Bong Jong Ho

Duração: 132 minutos

Gênero: Comédia, drama, suspense

País de origem: Coreia do Sul



Arieta de Almeida


































Um Garimpo preserva o disco vinil em Ponta Grossa





O Disco de Vinil, também conhecido como LP (Long Play), foi um tipo de mídia analógica criado em 1948 no Estados Unidos e em 1958 no Brasil. O vinil era usado para gravar e reproduzir músicas através de um toca disco que fez sucesso entre os cantores e bandas da época.



A partir dos anos 90, a procura e venda por discos de vinil diminuíram drasticamente com a chegada dos CDs que garantiam maior capacidade, melhora no som, além de um tamanho menor e mais prático que os LPs. Em contrapartida, no início dos anos 2000 o vinil voltou a fazer sucesso e, em 2014 nos EUA, foram vendidos 9,2 milhões de LPs no país com músicas dos artistas renomados do momento.



Já em 2017 clássicos dos anos 1940, 50 e 60 foram os mais vendidos. Artistas e grupos como Elvis, Beattles, Michael Jackson e Queen, que começaram a carreira há muito tempo, venderam as primeiras músicas em discos de vinil e continuam até de hoje fazendo sucesso.



A loja de antiguidades em Ponta Grossa, Garimpo 1926, mantém viva a cultura de músicas antigas desde 2017 com um acervo de LPs de artistas das épocas passadas. A ideia de criar a loja surgiu de um grupo de empreendedores da cidade para transformar o espaço construído em 1926, em um local de lazer e cultura para a população. O casarão possui vinis, livros, café e outros itens de decoração vintage, como bicicletas, vitrolas, máquina de escrever, entre outros.





Criado nos anos 40 o disco de vinil reaparece no meio musical | Foto: Divulgação



Serviço:

A loja Garimpo 1926 está localizada na rua XV de setembro, 931 – Uvaranas, Ponta Grossa

Telefone: (42) 3025-2600

Página no Facebook: Garimpo 1926

Horário de funcionamento: de terça a sexta das 13h às 20h e sábado das 13h às 19h.



Natália Barbosa


































Campanha de natal na TV ocupa espaço como assunto relevante em PG





Campanhas de arrecadação de brinquedos tomam conta da mídia local na época que antecede o natal. A campanha Natal RPC, conforme analisado nos últimos seis dias, ocupa de 11 a 15 minutos da programação do jornal diário. O espaço varia entre reportagens sobre os brinquedos arrecadados, sobre entidades que doaram, o aplicativo desenvolvido especialmente para a arrecadação e entrevistas com pessoas que fizeram doações.



O tempo dedicado para a divulgação da campanha é considerado longo para um programa jornalístico. Os 11 a 15 minutos poderiam ser investido em matérias que retratam, por exemplo, a situação precária que muitas famílias carentes vivem em Ponta Grossa e outros problemas, como nos bairros, que merecem ser mostrados pela reportagem.



Acredita-se que a campanha poderia sim ser incentivada, mas através de alguma matéria produzida sobre a realidade daquelas pessoas que precisam receber ajuda e não entrevistas enaltecendo aqueles que contribuíram, fazendo algum tipo de doação. Não se deve criar um sensacionalismo em cima da realidade das pessoas, mas mostrar o porquê e o quanto necessitam de ajuda. Considera-se que assim poderia ser uma maneira até mais humanizada de incentivar a campanha para o natal.



Dedicar 25% do tempo do jornal para campanha institucional é dar prioridade para o auto marketing e deixar o jornalismo em segundo plano.



Nadine Sansana


































A ausência de espaços de lazer em PG



A ausência de espaços de lazer em Ponta Grossa é um problema crônico da cidade. A cidade se divide em 16 bairros: Boa Vista, Cará- Cará, Centro, Chapada, Colônia Dona Luiza, Contorno, Estrela, Jardim Carvalho, Neves, Nova Rússia, Oficinas, Olarias, Órfãs, Piriquitos, Ronda e Uvaranas. E possui uma enorme extensão, de 11km em seu eixo maior.



Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento da Prefeitura de Ponta Grossa (PMPG) existem na cidade 83 praças cadastradas, 69 delas podem ser consideradas como espaços livres voltadas ao lazer da população. As demais apenas fazem parte de espaços de circulação. Se contar as áreas verdes, também consideradas espaços de socialização e lazer com 70% de vegetação, Ponta Grossa possui um total de 229 espaços livres em todo o município. O total representa somente 4,4 km², ou seja, apenas 2,5% do espaço urbano de Ponta Grossa.



Para quem visita a cidade, é fácil pensar que aqui as áreas de lazer e espaços de convivência são fartos, principalmente pela ilusão causada no eixo central, movimentado com bares, lanchonetes, academias, restaurantes, parques e shoppings.



Porém, é muito distante da realidade dos moradores que não possuem, próximo a sua casa, opções de espaços para convívio  e precisam deslocar-se dos bairros para encontrar alguma opção de lazer no centro.





Na imagem acima: Distribuição dos espaços livres no município de Ponta Grossa - Fonte: Queiroz (2015)




Hygor Leonardo


































Experiência de garçom em exposição em Ponta Grossa





A exposição “Retratos da boemia em Ponta Grossa”, da autoria de Higor Gabriel de Almeida, apresenta 15 quadros sobre a vida do artista, quando trabalhou como garçom em um bar da cidade, durante quatro anos, período em que cursou Artes Visuais na UEPG.



Os quadros possuem cores fortes como vermelho, amarelo, laranja e azul, todas em contraste marcante. São pinturas que você consegue identificar o desenho da obra, mesmo que algumas tenham riscos e linhas traçados. Os quadros foram produzidos com tinta acrílica, nanquim (corante preto originário da China), tinta látex e giz pastel oleoso. A técnica mista é conhecida pelo uso de vários tipos de tinta.



A técnica varia de acordo com a pesquisa de cada artista, desde estilos a períodos da história da arte. Higor experimentou a influência do expressionismo, impressionismo e foi, aos poucos, aperfeiçoando a própria pintura. Ainda que os quadros chamam atenção pela técnica e pelas cores, o artista poderia aperfeiçoar a expressão, pois algumas obras reproduzem pinturas de perfis comuns, de rostos femininos, similares entre os artistas contemporâneos, o que não expressa uma novidade.



A exposição de Higor foi escolhida pelo edital da Prefeitura de Ponta Grossa e foi exibida no Conservatório Musical Maestro Paulino, durante o mês de novembro. A partir do mês de dezembro será exposta em bares e restaurantes da cidade. Os 15 quadros foram criados no período de dois meses.



Gabriella de Barros


































Teatros natalinos de PG não fogem da mesmice





Com a chegada do mês de Dezembro começam as preparações para a chegada do natal, data cristã comemorada no dia 25 e muitas religiões pregam crenças diferentes mas, para o cristianismo, a data é marcada pelo nascimento de Jesus. Para os cristãos, é o maior motivo para comemorar o Natal. Além da decoração e enfeites que marcam a época, é comum assistir teatros em escolas, igrejas e comunidades.



Quando se trata de teatro natalino, uma das primeiras coisas que vem à memória são as cantatas, espetáculos geralmente feitos por crianças que cantam músicas conhecidas sobre a magia do natal ou sobre o nascimento do menino Jesus.



Os grupos ensaiam durante dias para retratar da melhor forma o que, para eles, é o principal sentido do natal. No entanto, é preciso estar preparado e ser criativo para não cair na mesmice de sempre. Por se tratar de uma época que aspira bondade, generosidade e solidariedade, os teatros de natal deveriam trazer uma lição para as crianças que participam ou assistem e não somente retratar uma passagem bíblica.



Pela cultura religiosa existente na região, alguns tetros natalinos se limitam em representar praticamente as mesmas cenas dos anos anteriores. Seria possível inovar na forma de fazer o teatro que, para muitos, é a época mais esperada do ano. É importante ressaltar que o natal é um momento celebrado por diversas religiões e a magia poderia representar as diversas crenças e formas de comemorar.



Serviço:

Site: www.pontagrossa.pr.gov.br/cultura

Coro Cidade de Ponta Grossa e Coro em Cores: Missa Crioula e Navidad Nuestra

Data: 01 de dezembro – 20h

Local: Igreja São José

Entrada: Gratuito

Cantata de Natal com as Meninas Cantoras (Maestrina - Priscila Oliveira e Preparadora Vocal - Andresa Lino)

Data: 03 de dezembro – 20h

Local: Casa Velha Eventosh

Entrada: Gratuito

Vila cultural do papai noel - Parque ambiental de PG



Thaiz Rubik


































Em tempos digitais, resiste em PG o hábito de frequentar banca de jornal

 

O desenvolvimento da tecnologia, ao longo dos anos, proporcionou ao povo praticidade em diversas esferas sociais cotidianas. No jornalismo, isso não foi diferente. Com o passar dos tempos, o jornal impresso, o radiojornalismo e o telejornalismo se unificaram em recursos modernos, que caracterizam a era da comunicação em multimídia.

 

Hoje, basta ter um aparelho celular em mãos, conectado à internet, para obter acesso à notícias locais, nacionais e internacionais, tudo isso em tempo real. Em virtude disso, hábitos que antes eram frequentes, caíram em desuso entre as gerações atuais. O costume de ler jornal impresso resiste entre o público tradicional, que mantém o hábito de ir à banca mais próxima e comprar a edição do dia. No centro de Ponta Grossa, funcionam cinco bancas de jornais: duas na Praça Barão do Rio Branco, duas na Praça Barão de Guaraúna e a outra na Praça Marechal Floriano Peixoto.

 

A Banca Ponto Azul, localizada na esquina da Rua Saldanha Marinho com a Rua Augusto Ribas, existe há mais de 30 décadas e é uma das mais tradicionais da cidade. O proprietário João Conceição dos Santos acompanhou a queda no número de vendas dos jornais impressos ao longo dos anos. Segundo ele, a média de venda de jornais ao longo da semana gira em torno de 10 a 20 exemplares ao dia, sendo nos domingos os dias de maior circulação de leitores. O maior movimento da banca se dá com venda de revistas, gibis e o comércio de conveniências.

 

Muito se fala sobre o fim do jornalismo impresso, por ser considerado um formato ultrapassado diante dos novos recursos disponíveis em nossa época. Em certos aspectos, a tradição resiste e se manifesta, ainda que em poucos indivíduos em relação a outras épocas, com o costume de comprar jornais nas bancas.



Em tempos onde a profissão é considerada - pelo atual governo, confirme Medida Provisória 905/2019 - um ofício sem necessidade de formação para o exercício, entre tantos outros ataques, há que se respeitar uma tradição rica em história e conhecimento, que agrega valor aos próprios leitores.

 

Serviço

Bancas: duas na Praça Barão do Rio Branco - na esquina da Avenida Bonifácio Vilela com a Rua do Rosário, e na esquina da Rua Saldanha Marinho com a Rua Augusto Ribas; duas na Praça Barão de Guaraúna, na Avenida Vicente Machado; e na Praça Marechal Floriano Peixoto, na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, em frente ao Clube Ponta Lagoa.



Cícero Goytacaz


 





























Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG

 

 

 

 











































































































 

 



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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

A tradicional pizza agora em formato de cone 

A pizza é um dos alimentos mais populares do mundo e cada dia ganha novas formas de consumo. Em Ponta Grossa, o estabelecimento Ferconni oferece a pizza em formato de cone há três anos e é o único da cidade. A ideia surgiu após os donos do estabelecimento experimentarem a pizza cone no Rio de Janeiro. Há quatro meses, o local serve também as pizzas tradicionais, mas o sucesso é o diferente formato do alimento.     

A escolhida do cardápio variado foi a de frango cremoso. Para quem gosta da combinação frango e queijo é uma boa pedida. A pizza possui recheio em todo o cone com o total de quatro ingredientes: frango, queijo, molho de tomate e orégano. O tamanho do cone é médio e a massa é seca, diferente da massa da pizza tradicional. A combinação da textura do recheio e massa permite um sabor agradável na mistura dos elementos.   

O estabelecimento possui 22 sabores salgados de pizza cone e 12 doces, estes variados no tamanho normal e mini cone. As pizzas cone custam R$14 reais todos os sabores entre salgadas e doces e o mini cone custa R$8. As pizzas tradicionais custam de R$33 a R$68 reais dependendo do tamanho e sabor. 

O ambiente é agradável e a decoração é feita com fotos e ilustrações de pizzas e das cores vermelha e verde, que representam o estabelecimento. O local possui apenas três mesas, três poltronas e uma televisão para os clientes. Apesar de ser no centro da cidade, o estabelecimento fica atrás de um muro e um outdoor , o que impede melhor visualização do local. 


 

Serviço: Atendimento Ferconni 

Local: Avenida Bonifácio Vilela, 780- Centro, Ponta Grossa/PR 

Horário: Segunda a sábado, das 18h às 23h 

Pedidos: (42) 98826-8806 ou ifood.com.br  

Preços: Pizza cone R$14,00 todos os sabores 

               Mini cone R$8,00 

               Pizza tradicional - varia de R$33 ,00 a R$68,00.


 

Mariana Santos


 

 

 

   

Ponta Grossa: um lugar para todos?


 

Na língua Iorubá, Ago significa licença para entrar, licença para movimento ... E saravá é um termo usado como saudação entre praticantes de cultos afro-brasileiros, como Umbanda e Candomblé. Além de uma dessas duas palavras, como uma resistência para manifestar uma força quase esquecida, o documentário “Ago, minha cidade tem saravá”, produzido por Juliana Gelbcke, Felipe Soares e Guilherme Marcondes traz, a partir dos adeptos próprios da Umbanda e do Candomblé, com os seguintes resultados e a vida de quem precisa ocultar sua fé, por motivo de preconceito que é reproduzido socialmente pela má interpretação de dogmas desconhecidos.

O roteiro, com poucas narrações e muitas entrevistas, apresenta um formato leve e interessante para quem assiste. Os relacionamentos, sequência, pais e mães de santo, os adeptos das religiões, ajudaram a construir uma narrativa informal, simples e aproximada. Os cultos e algumas entrevistas foram filmados em terreiros em Ponta Grossa, onde eles se reúnem para celebrar e manifestar uma fé. Os terreiros costumam ter todos os seus brancos, a mesma cor que os fiéis usam enquanto estão no local. 

 O branco, para o candomblé e a umbanda, carrega uma idéia de paz e serenidade. Apesar de trazer uma perspectiva positiva e o nome dos praticantes de religião afro-brasileira, o documento traz uma reflexão sobre os simpatizantes e os moradores da cidade, que ajuda esporadicamente alguns sofridos de ataques e vandalismo em terreiros. Ponta Grossa, por mais que seja uma cidade que pulsa, rica em diversidade, como mostra o vídeo, ainda é uma cidade conservadora e com raízes que negam a cultura que eram dominantes no passado. Ainda é um lugar que provoca a invisibilidade desses e de outros grupos, que persistem e resistem a manifestos seus credos, valores e opiniões para defender uma democracia, que ainda registram problemas.


 

O documentário foi selecionado pelo edital de apoio a projetos de cinema, fotografia e vídeo do Fundo Municipal de Política Cultural e Fundação Municipal de Cultura de Ponta Grossa e foi exibido no dia 7 de novembro, no Museu Campos Gerais (centro de PG). O documentário está disponível no youtube.


 

Francielle Ampolini



 



 

Livro discute o histórico de perseguição das mulheres

Silvia Federici é escritora, professora, militante feminista, italiana nascida em 1942. A escritora se dedica a contar a história das mulheres desde o feudalismo, concluindo que o controle do corpo feminino por meio da violência é uma das bases do capitalismo e que isso não vai acabar enquanto as relações econômicas seguirem as mesmas. 

No livro Mulheres e caça às bruxas a autora fala sobre a apropriação do corpo feminino pelo sistema e sobre as possibilidades de resistência. Federici analisa as perseguições às bruxas na Europa dos séculos XVI e XVII, apresenta informações sobre a violência sistêmica contra as mulheres hoje e denuncia como se deram. Para combater a atual onda de violência contra as mulheres, é preciso entender causas imediatas, conhecer origens e desvendar de que maneira à opressão histórica somam-se as recentes perversas formas de exploração. 

Quando se lê o texto de Federici se tem a sensação de estar lendo uma nova história do mundo, muito diferente do que se estuda na escola. A história contada nos livros é escrita por vencedores, escondendo uma vasta quantidade de vozes caladas e oprimidas. A autora expressa que nunca existiram bruxas, elas são uma criação, as mulheres rotuladas como bruxas são mulheres que buscam maior poder social: as feministas. 

A resistência é coletiva e atual. Como afima a atriz Emma Watson “somos as netas das bruxas que vocês não conseguiam queimar”. As perseguições ainda existem e pode se ver com frequencia com inúmeros casos de feminicídio em Ponta Grossa, são mulheres que morrem apenas por serem mulheres. 


 

SERVIÇO

Livro: Mulheres e caça às bruxas

Autora: Silvia Federici

Editora: Boitempo

Preço: R$37,00



 

Quanto da realidade cabe em uma nota jornalística?


 

Em dois anos na cidade de Ponta Grossa já ocorreram dois casos de assédio contra mulheres no Estádio Germano Krüger. Dois casos que repercutiram na mídia local. Sabe-se que as mulheres estão sujeitas a sofrer assédio em vários lugares e nos estádios isso é ocorrente. No começo de novembro de 2019, mais uma jornalista foi ofendida enquanto cobria uma disputa entre dois times. 

A mídia local pautou os dois casos em breves notas. O portal de notícia aRede fez uma pequena cobertura do primeiro caso que ocorreu em abril de 2018 e acompanhou as providências que a jornalista tomou após sofrer o assédio no estádio. No segundo caso, apenas uma nota de repúdio foi postada pela assessoria do Operário Ferroviário. O portal de notícias Diário dos Campos republicou notas de assessoria dos dois casos. 

O quanto da realidade cabe em uma nota jornalística? É o que se pode perguntar diante de um fato com repercussão social. O que faltou nas notas foi como o clube e o estádio tomam previdências para que casos como esse não ocorram mais. Que políticas o clube possuí para punir casos de assédio? E que auxílios são oferecidos para essas mulheres? Fica o questionamento. O Operário criou a campanha, ‘Operário é para todos’ em 2018 a fim de combater comportamentos discriminatórios durante os jogos, mas, mesmo assim, casos como estes de assédio, ainda acontecem, e pior, muitos não são denunciados. O jornalismo ponta-grossense não pode fechar os  olhos para o desrespeito contra as mulheres e deixar de exercer o papel de fiscalizador desses direitos. 

Serviço 


 

Sites: https://www.diariodoscampos.com.br/noticia/operario-ferroviario-repudia-desrespeito-contra-fotografa


 

https://www.diariodoscampos.com.br/noticia/jornalista-do-operario-e-vitima-assedio-no-emilio-gomes


 

https://d.arede.info/ponta-grossa/302191/operario-emite-nota-de-repudio-por-assedio


 

https://d.arede.info/esporte/207927/assessora-do-operario-e-vitima-da-truculencia-de-torcedores




Por Rafael Santos
 

Natureza e lazer. Qual o valor para ter acesso a esses espaços? 

Na região dos Campos Gerais existe uma variedade de espaços na hora de conciliar lazer e natureza. A cachoeira é uma das opções para quem gosta de passar o dia ou final de semana fora de casa. A Mariquinha, Rio São Jorge, Capão da Onça e Buraco do Padre são atrações naturais da região. Os moradores próximos e de outras cidades e estados vão às cachoeiras para fugir do ritmo da vida cotidiana. 

Existem prazeres interessantes que esses espaços oferecem para as pessoas, como deitar na grama e relaxar ouvindo uma música e até mergulhar nos rios e receber uma “massagem” nas costas da água que caí. Porém, são necessárias algumas condições. Nas cachoeiras citadas, é pedido um valor de entrada que varia de R$ 15, 00 a R$ 50, 00, dependendo da estadia e pernoite. O preço a ser pago restringe uma quantidade considerada de pessoas que não podem pagar pelo ingresso e consequentemente não terão acesso a esses espaços. 

Outra barreira é o deslocamento até as cachoeiras. Todas são por estradas (de terra e rodovias), portanto é necessário o uso de automóveis ou bicicletas. Não existe linhas de ônibus que realizam o trajeto da cidade para os bairros. Para chegar até a cachoeira do Rio São Jorge, os proprietários da reserva privada se moveram para construir a sinalização e uma parte da rodovia.

Apesar da população apreciar os espaços, nem todos têm a oportunidade de desfruta-los. Por que a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, juntamente com os proprietários dos espaços, não efetiva políticas para melhorar a infraestrutura e mobilidade até às cachoeiras?  

Serviço
Cachoeira do Rio São Jorge

Endereço: . O acesso ao Cannyon do Rio São Jorge é feito pela Avenida Carlos Cavalcanti.
Preço: R$15,00 para passar o dia e para acampar ou almoçar R$35,00

Matheus Rolim

 
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG

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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Refeições To Go 
Por Leticia Gomes

Para quem não sabe cozinhar ou trabalha e não tem tempo, a To Go Ponta Grossa é uma solução. O mercado de congelados oferece um cardápio extenso, com frutas e legumes, sorvetes, picolés, paletas, açaí, salgados, sobremesas, massas e refeições completas. 

A To Go funciona como um mercado de atacado, ou seja, os produtos são vendidos num valor mais barato que em varejo. 

Nos alimentos que precisam de cozimento, no rótulo das embalagens tem instruções de como fazer o preparo, tanto no forno quanto no microondas. Um dos produtos que a To Go oferece é o escondidinho de carne moída, que tem o valor de R$12,90, no varejo, em uma embalagem de 500g. No mercado, o mesmo escondidinho é vendido a R$18,99. 

Além da diferença no preço, o escondidinho da To Go parece que foi feito em casa, ao contrário dos produtos de algumas marcas vendidas no mercado, que têm gosto de alimento industrializado. A To Go também oferece uma seleção de produtos fit e lowcarb, com sopas detox, sobremesas zero açúcar e refeições completas de baixa caloria.

Em Ponta Grossa, o To Go funciona em três localidades: no centro, na Rua Santos Dumont, na Nova Rússia, na Avenida Dom Pedro II e em Uvaranas, na Av. General Carlos Cavalcanti.

Serviço:
Endereço: Av. General Carlos Cavalcanti, 1288C
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 17h.
 

 

                   Um percurso pela história de PG no cemitério central

Por Luiz Zak

Criado em 1890 por moradores ilustres da época e por vereadores, o Cemitério Municipal São José ajuda a contar um pouco da história da cidade pelos seus túmulos. 
Visitar o São José não é apenas uma visita a pessoas ilustres que dão nome às ruas de Ponta Grossa ou a conhecidos que se foram, é viajar pela história política, econômica, cultural e social dos antigos moradores de Ponta Grossa.  
Idealizado para ficar fora do centro da cidade, o São José era o lugar onde enterravam os barões da época, como o Barão de Guaraúna. Hoje conhecido como nome de praça, foi um importante latifundiário, hospedando Dom Pedro I em sua casa quando o imperador passou pelos Campos Gerais. 
No cemitério também está enterrada Corina Portugal, em um túmulo rosa no meio do São José. Considerada santa pelos ponta-grossenses, são atribuídos a ela diversos milagres, principalmente às mulheres vítimas de violência. Placas de agradecimento e registros de ex-votos fazem do túmulo de Corina um lugar de devoção. 
Corina foi assassinada pelo marido em 1889 com 32 golpes de punhal. O juiz do caso, Vicente Machado, considerou a vítima culpada pela morte por tê-la acusado de trair o marido, o que foi comprovado anos mais tarde ser uma notícia falsa para livrar o assassino da cadeia.
Quem passa por fora do cemitério vê a grandiosidade do mausoléu maçônico de arquitetura européia, demonstração da presença desta organização na cidade. A ligação com etnias estrangeiras, presente nos túmulos por meio da arquitetura e de inscrições em diferentes idiomas, evidenciam a riqueza desse local e sua diversidade cultural.
A fé é um elemento muito presente no lugar, representada comumente pela cruz, às vezes acompanhada da estrela, símbolo da esperança. As lápides, mausoléus ou gavetas em sua maioria têm a representação de Jesus Cristo a caminho do calvário ou na cruz. Segundo os dogmas católicos, a imagem representa o fim dos pecados e o arrependimento. 
No túmulo do Coronel Manoel Ribas a figura da fé é a que mais se destaca no cemitério. No mausoléu da família a representação da Virgem Maria intercedendo pelos mortos em busca da vida eterna destaca-se de longe.
O cemitério não é marcado apenas pela sua grandiosidade como patrimônio e memória de personagens que viveram na cidade, mas também pelas práticas dos seus frequentadores. Garrafas de vinhos espalhadas e velas escuras revelam que, além de um espaço de devoção aos mortos, o lugar é usado para encontros e rituais.

 
Serviço:
O Cemitério Municipal São José está localizado na Rua Professor Colares, no centro de Ponta Grossa. Aberto das 7 às 18 horas.
 

 

                     O quanto os olhares podem dizer sobre uma pessoa?

Por Guilherme Bronosky

“O segredo dos seus olhos”, filme de Juan José Campanella e vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010, foi o primeiro filme na Mostra de Cinema Argentino exibida na Mansão Vila Hilda, em Ponta Grossa.

A história do filme trata de um promotor de justiça da Argentina que fica obcecado por um caso específico e, após a sua aposentadoria, deseja escrever um livro sobre o tema. O filme acontece em dois momentos da história argentina: no período entre o último mandato de Isabelita Perón e a instalação do Processo de Reorganização Nacional, que nada mais é do que a ditadura militar de 1976; e o segundo momento nos anos 1990, vinte anos depois do caso.

O caso que marcou Espósito é de um estupro seguido de assassinato, a cena acontece nos primeiros minutos do filme e dá a sensação de que o filme continuaria com violência e cenas fortes até o final. Mas não é isso que acontece. Entre as cenas do caso e de todos os envolvidos, Espósito lida com o colega de trabalho alcoólatra, a chefe por quem guarda sentimentos amorosos e o viúvo da vítima.

Espósito tem problemas com o chefe de polícia, que logo após descobrir o corpo da vítima, já acusa dois operários que estavam trabalhando no mesmo prédio em que ela foi encontrada, porém Espósito não acredito e acaba brigando com o chefe de polícia. E assim ele começa a investigar o crime por conta própria. Durante a investigação, Espósito encontra fotos da moça em sua cidade natal, e nelas ele observa um homem que em todas as fotos olhava para ela, e assim ele começa a investigar Isidoro.

Isidoro é capturado após uma série de investigações e também discussões sobre ‘la pasion’ dos homens, que no caso de Isidoro era o Racing, um time de futebol argentino. Mesmo capturado e condenado, o homem é solto para trabalhar como infiltrado do movimento de esquerda contra a ditadura, ele foi solto justamente pelo desafeto do Espósito, o chefe de polícia.

Espósito se vê na necessidade de sair de Buenos Aires após o assassinato de seu amigo Sandovál. Após 25 anos, Espósito volta e se reencontra com Irene Hastings, sua chefe, com quem compartilhava sentimentos. No reencontro nostálgico do casal, um álbum de foto carregando a história dos dois e da repartição onde eles trabalhavam aparece, e nesse álbum uma foto chama atenção. Uma imagem que também carrega um olhar, agora o olhar de Espósito para Irene, pode-se dizer que é um olhar mais romântico, mais sincero e muito menos obcecado. Isso é um ponto positivo para a fotografia do filme, que é impressionante.

Apesar do filme prender a atenção, ele falha em conexões entre os acontecimentos e algumas lacunas são deixadas. Não dá para entender se foi a intenção do diretor deixar essas lacunas que seriam completadas pelos acontecimentos históricos da Argentina ou pela criatividade do espectador. Para um estrangeiro, o filme é mais difícil de se entender e seguir os fatos, mas de qualquer forma trata-se de uma obra original, com cenas e histórias marcantes.
 

Folhas de vida, amores e preconceito
Por Patrícia Guedes

Lançado pela Companhia das letras em 2017, o livro “O Clube dos Jardineiros de Fumaça” é o terceiro livro da escritora contemporânea Carol Bensimon e foi vencedor do prêmio Jabuti de 2018 na categoria de Romance.

O livro conta a história do gaúcho Arthur, um professor de história que muda completamente de vida quando sua mãe é diagnosticada com câncer no útero. Para ajudar no tratamento da mãe, Arthur resolve começar a plantar maconha. No entanto, ele é denunciado, perde seu emprego e também qualquer oportunidade futura na carreira.

Depois da morte da mãe, Arthur deixa Porto Alegre para recomeçar sua vida na Califórnia, mais especificamente no condado de Mendocino, onde as terras são baratas e férteis para as idéias utópicas do brasileiro. Aos poucos, ele vai se envolvendo com os personagens e as histórias do local. É nesse momento que ele conhecerá o Clube dos Jardineiros de Fumaça.

A autora consegue abordar inúmeros temas na construção dos personagens, desde relacionamentos poliamor e uso de aplicativos, até o movimento hippie da contracultura americana da década de 1960.  

A ambientação do livro também é digna de elogios. A autora conta em detalhes e sensibilidade as características dos locais e dos personagens, além de trazer uma visão sobre o mundo feminino. É impossível não se envolver com as mulheres que aparecem ao longo da história - como a aposentada Sylvia e a australiana Tamara. 

Embora tenha um protagonista fixo, a trama é contada em terceira pessoa e não se demora exclusivamente na história de Arthur. Em capítulos curtos e não numerados, Carol Bensimon consegue contar histórias fictícias, baseadas em pessoas reais, o que dá à narrativa uma linguagem prazerosa e moderna.

A autora traz no livro uma importante pesquisa e coleta de informações, e não deixa de tratar discussões relevantes que contrastam com o tema da maconha medicinal, como a transformação da maconha em mais um braço do capitalismo e o consumo da planta no mercado ilegal.

Bensimon escolhe um tratamento interessante para o tema, pois na obra não há lados ou defesas, apenas a verdade por trás dos mitos, preconceitos e paixões que envolvem a discussão sobre a legalização da maconha. 

 
Serviço:
O próximo encontro do Clube de leitura Penguin - Companhia das Letras será realizado dia 23 de novembro, às 10h, na Av. Vicente Machado, n° 779 (Verbo livraria). O livro a ser debatido é Carta a D. do escritor André Gorz.
Mais informações pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Reparo do Desejo
 
Por Veridiane Parize

A peça “Processo de Conscerto do Desejo” foi apresentada por Matheus Nachtergaele no encerramento do 47º Festival Nacional de Teatro (Fenata). Acompanhado pelos músicos Luã Belik no vilão e Rafael Belo no violino, Matheus recita poesias escritas por sua mãe, Maria Cecília, que morreu em 1968.

O monólogo retrata momentos pesados, em que as poesias falam de tristeza, como quando ele encena uma mãe segurando o filho recém-nascido e ela recita tudo o que o bebê faz e todos os dias se repetem, ficando exaustivos.

Quando o espetáculo fica com um clima muito melancólico, Matheus anima o público com piadas irônicas e músicas, como no final em que ele faz toda a plateia levantar e dançar uns com os outros, como numa valsa alegre. Os músicos têm papel importante, pois o ator relembra e canta músicas que a mãe gostava.

O título da peça se refere a conserto com “s” e se confunde com concerto com “c”, como se o artista quisesse restaurar o desejo por meio de um espetáculo musical. Maria Cecília se suicidou quando Matheus tinha apenas três meses de idade. As poesias que deixou permitiram que o ator conhecesse a mãe, mesmo sem ter lembranças próprias dela, e realizasse uma homenagem por meio do teatro.
 
Produzido pela Turma C - Jornalismo UEPG