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CRÍTICA DE PONTA

Produzido pelos alunos do 3º ano do curso de jornalismo da UEPG, o crítica de ponta traz o melhor da cultural da cidade de Ponta Grossa para você.

 

 

 

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Os vencedores são os ‘excluídos’ na mensagem de Luca

 

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 Alberto, Luca e Giulia vencem a Copa Portorosso | Foto: Divulgação 

Produzido pela Pixar, a animação Luca foi lançada pela Disney em 2021 e, como o título pode sugerir, narra a história do protagonista Luca, uma criatura marinha que mora com os pais e a avó. Luca é curioso com o mundo dos humanos na superfície e tal curiosidade será fundamental para que tudo aconteça na história.

Os chamados “monstros marinhos” se transformam em humanos quando saem da água e, intimidado pela mãe, Luca não se sente confortável quando se viu como humano pela primeira vez. Com a influência de Alberto, um monstro marinho que costumeiramente vive na superfície, Luca abre os olhos para o mundo dos humanos e sonha com a liberdade de conhecê-lo.

O filme traz a inclusão como tônica. O medo de arriscar em novas experiências ronda Luca e, com isso, Alberto lhe ensina a enfrentar as situações com um pequeno mantra: “Silenzio, Bruno”, onde “Bruno” seria a pessoa que, inconscientemente, o impede de fazer o que se quer. 

Viver na sombra do medo é comum para qualquer pessoa que seja ‘diferente’ ou, como os três protagonistas se nomeiam, os ‘excluídos’. A luta para quem é diferente do imposto ‘normal’ não é presente apenas na ficção. Trazer esse debate à tona é necessário para que a vida em sociedade melhore.

Um exemplo em Ponta Grossa é a comunidade LGBTQIA+ que não cessa esforços por direitos e poder, simplesmente, existir sem que a própria existência seja motivo de agressão e violência. Durante o mês de junho, realizam a Parada LGBTQIA+ que, mesmo com a pandemia, não deixa de acontecer, mas em transmissões online.

Cada gesto numa performance drag é um pequeno “Silenzio, Bruno” que, assim como em Luca, movimenta a comunidade rumo à dignidade que merece. Em uma cidade conservadora, buscar (e conquistar) espaço é um desafio para qualquer pessoa que não se sinta pleiteada pelo rótulo de ‘normal’.

Por Cássio Murilo

Serviço:

Filme: Luca

Direção: Enrico Casarosa

Produção: Andrea Warren

Ano: 2021 

Duração: 1h 41min


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Estantes do Pegaí - Leitura Grátis são opção para leitores durante a pandemia

Com as bibliotecas fechadas, leitores recorrem às estantes do projeto de incentivo à leitura. Desde março do ano passado, as bibliotecas públicas e escolares estão fechadas em Ponta Grossa. A medida faz parte da prevenção ao coronavírus. Com isso, os leitores têm dificuldades para encontrar literatura disponível para empréstimo e manter o hábito da leitura.

Atualmente, a única opção disponível são as estantes do projeto Pegaí – Leitura Grátis. Distribuídas em vários pontos da cidade, elas oferecem oportunidade de empréstimo sem burocracia. Basta verificar os livros disponíveis, escolher o que lhe agrada e iniciar a leitura. É preciso lembrar de devolver o livro após a leitura, e isso pode ser feito em qualquer estante do projeto.

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Arte: Divulgação Projeto Pegaí-Leitura Grátis

O Instituto Pegaí – Leitura Grátis é um projeto ponta-grossense que tem como lema “aproximar livros sem leitores de leitores sem livros”. As estantes estão distribuídas em pontos estratégicos de circulação de pessoas e podem ser encontradas desde supermercados, bancos, lojas de departamentos a repartições públicas. Para emprestar um livro, basta escolher aquele que agrada e ler.

Os livros disponibilizados pelo projeto são oriundos de doações, aquisições ou mesmo publicações patrocinadas pelo Instituto. A renda para compras e impressão dos volumes é obtida através de doações em espécie ou de notas fiscais ao programa Nota Paraná.

Em tempos de pandemia, é importante destacar que todos os livros passam por quarentena e são higienizados antes de ser disponibilizados para novo empréstimo. Os livros que passaram por esse processo ganham uma cinta com o selo de quarentena, indicando que está livre do vírus da covid-19.

Por Éder Carlos

Serviço:

O projeto ‘Pegaí – Leitura Grátis’ tem estantes na rede de supermercados Tozetto, na Agência do INSS, na  Agência do Trabalhador entre outros lugares em Ponta Grossa.


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Banda Pontagrossense Krafka lança primeiro trabalho musical

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Capa do EP, com representação ao ‘Âmbar’| Arte: Bernardo Del Monaco 

Com uma mistura do gênero Indie com o Rock, a banda Krafka lança o primeiro EP (Gravação Estendida, do termo em inglês "Extended Play") em Ponta Grossa. O EP chamado ‘Âmbar’ é composto por cinco músicas: O novo sempre vem, Sem ter medo de mudar, Se eu te chamar pra ver o sol, Prisma e Paz. As composições das letras musicais são simples, com frases curtas, mas que são compensadas pelo forte trabalho do instrumental. Com isso, é impossível escutar ‘Âmbar’ sem perceber o forte som da guitarra e da bateria.

O EP foi lançado oficialmente nas plataformas digitais no dia 7 de março deste ano, mas a banda atua desde 2019 na cidade. O nome do EP, ‘Âmbar’, faz relação a uma resina formada há 30 milhões de anos por um pinheiro. O âmbar é conhecido desde o início da humanidade, pois já na Idade da Pedra era objeto de adoração. Além disso, ele também expressa propriedades sobrenaturais, como na mitologia romana.

No EP vem a perspectiva de se permitir a mudança, saber que ela é algo que nem sempre vai ser fácil e muitas vezes, dificilmente aceita por aqueles que nos rodeiam, mas que seja algo para a evolução do "ser" como um todo, que faça com que esse se sinta sendo ele mesmo.

‘Âmbar’ também faz referência ao livro ‘‘A Metamorfose’’, de Franz Kafka. No livro, Gregor Samsa, um rapaz que larga todas as suas vontades e desejos para sustentar a sua família é transformado do dia para a noite em um inseto e precisa conciliar as dificuldades da vida cotidiana com sua nova forma física. 

Percebe-se que tudo é muito pensado nesta produção. As letras das músicas que se ligam com o nome do EP, as imagens usadas que também são relacionadas ao ‘Âmbar’, assim como as referências à história da banda e a produção do clipe “O Novo Sempre Vem” com diversas imagens representativas.

O EP representa a mudança, não só como a de Gregor Samsa, que teve que se adequar ao seu novo modo de viver, mas também como representação da vida das pessoas que também precisam se adaptar às mudanças.

Por Evelyn Paes

Serviço:

Link do EP “Âmbar” (Youtube): https://www.youtube.com/watch?v=1I1AphSC-iA

Banda: Krafka;

Vocal e Bateria: Matheus Vaz;

Guitarra: Lucas Maciel (guitarrista);

Baixo e backing vocal: Marlon Vinicius;

Bateria: Gustavo Vaz. 


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Café rápido, urbano e brasileiro

 

O café está presente todos os dias na vida do brasileiro. Pelas manhãs, no trabalho, nas madrugadas e principalmente nas várias cafeterias espalhadas pelas cidades. A agitação do dia exige um café rápido, bom e bem brasileiro. Com estabelecimentos em todo o Brasil e até na Europa, a franquia The Cofffee possui essas características.

São 22 produtos disponíveis no estabelecimento que variam de cafés tradicionais, cafés gourmetizados e acompanhamento de algum lanchinho doce ou o tradicional pão de queijo. Os preços variam de R$ 3,00 a 8,00, claro os mais baratos são os tradicionais. Sem balconista e com atendimento feito por tablet, a cafeteria mostra inovação ao não aceitar dinheiro, somente cartão de crédito ou débito. A retirada do pedido é feita somente no balcão, sem entregas por delivery.

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The Coffee oferece bebidas rápidas, de valores padrões, acompanhamento de lanches e doces | Foto: Leonardo Duarte.

Em uma situação excepcional um repórter do Crítica de Ponta necessitou sair de casa para fins particulares e comprou um café no estabelecimento. A bebida quente Urban Chocolat, feita à base de chocolate, junto ao frio de inverno se torna um clássico para se aquecer.

Um dos motivos de a franquia não ter um espaço nos estabelecimentos para os clientes acomodarem-se é exatamente pelo contexto de movimentação urbana que nomeia as bebidas. Um problema para os que apreciam e conversam ao tomar café. Para os que estão sempre nas correrias e precisam de café para acalmar e relaxar, essa é a cafeteria ideal.

Por Leonardo Duarte

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 Arte: Leonardo Duarte.

Serviço:

Bebidas tradicionais: R$3,90/R$6,10

Bebidas Gourmet: R$7,00/R$10,00

Bakery/Sweets: R$4,00/R$7,50

Pagamento: somente cartão de crédito ou débito

Endereço: Rua Quinze de Novembro, 354 - Ponta Grossa - Paraná

Atendimento: 8h às 19h de segunda a sábado (fechado aos domingos)


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Entre a adaptablidade e o Stress do Ensino Remoto

 

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 Durante o ensino remoto, é comum computadores e celulares serem compartilhados por irmãos durante o período letivo | Foto: Larissa Godoi/Foca Livre.

 Durante a pandemia mais de 1 milhão de alunos da rede pública de ensino do Estado do Paraná passaram pela experiência de estudar através do ensino remoto, prática adotada pelo Governo do Estado como uma das medidas de enfrentamento à pandemia. Atualmente, mais de um ano e três meses após o início desta modalidade de ensino, e com modelo híbrido onde o estudante reveza os dias letivos entre aulas presenciais e remotas, já em utilização no Estado, é possível se debruçar sobre as praticidades e críticas geradas pelo modelo de aulas remotas.

Dificuldade de assimilação do conteúdo, falta de interação durante os momentos de aula, dificuldades técnicas, além da evasão escolar, são os maiores obstáculos enfrentados durante a implementação do modelo remoto. Um artigo da Revista Babel de junho de 2020 apresenta um pouco sobre o cenário do ensino remoto após os primeiros meses de sua  implementação e as principais dificuldades geradas no modelo. A desconcentração é outro agravante do processo, uma vez que em casa, os alunos, aqueles que não realizam outros afazeres enquanto “assistem” a aula, são constantemente pegos distraídos, seja por barulhos, interações ou simples desconcentrações durante explicações e exercícios de aprendizagem. 

O tempo em frente a tela do computador é outro ponto de debate sobre o modelo remoto. Estudantes de período integral passam, só entre os períodos de aula, em média, 8 horas em frente ao computador ou celular. 

Há de se considerar ainda o tempo fora do horário de aulas destinado à execução de trabalhos e atividades acadêmicas. Neste cenário, estudantes e professores precisam constantemente se adaptar às especificidades de cada encontro e ficam sobrecarregados por uma rotina massiva, de atividades repetitivas, que geram estresse acumulado e desinteresse na realização de atividades e no próprio consumo das aulas via plataformas como Google Meet e Zoom.

Segundo dados do estudo “Enfrentamento da cultura do fracasso escolar” de janeiro de 2021, o Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef) estima que aproximadamente 4,1 milhões de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos tiveram dificuldades de acesso ao ensino remoto em 2020 e cerca de 1,3 milhão abandonou a escola.

 

Por João Gabriel Vieira

 

Serviço: 

A modalidade de ensino remoto foi autorizada no Paraná no dia de abril de 2020. O documento pode ser acessado aqui 

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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

 

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 Famílias paranaenses (também) vivem em poço de desigualdade social

 

De acordo com a Pesquisa Orçamentária Familiar (POF), divulgada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18,1% do total de 3.961.208 famílias paranaenses vivem com dois a três salários mínimos por mês. Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do IBGE mostra que houve um aumento de 8,4% na renda das pessoas mais ricas, com queda de 30% nos ganhos das classes mais pobres.

 

Os dados podem ser relacionados com a crítica apresentada no filme O Poço, que retrata as desigualdades enfrentadas por quem está abaixo nas camadas sociais.

A obra, datada de 2019, parece sintonizar com o cenário que enfrentamos atualmente: miséria para alguns e fartura para outros. A clara crítica ao sistema de classes sociais é abordada de forma dura do início ao fim do filme. De acordo com a sinopse, na plataforma de streaming Netflix: “na prisão, a comida é distribuída de cima para baixo. Quem está nos andares de cima come à vontade. Quem está embaixo fica com fome. Um prato cheio para uma rebelião”.

 

O Poço é o nome dado a uma espécie de prisão vertical em que as pessoas são separadas em andares, em alusão à estrutura socioeconômica dividida em esferas sociais do sistema capitalista. Em cada andar duas pessoas precisam sobreviver durante um mês, até que sejam realocadas para outro nível aleatório. Existem 333 níveis ao todo. Quanto mais baixo o nível, mais difícil se torna a chegada de comida.

 

As pessoas que estão na prisão retratada no filme recebem comida por meio de uma plataforma que desce uma vez ao dia a cada andar. O preparo do banquete é feito no nível zero, embora haja comida para alimentar a todos, quem está nos níveis acima não costumam se importar com quem está abaixo. “Óbvio”, como diz o personagem Trimagasi, que, ao menos no caso ilustrado, a arte imita a vida.

 

Por Ana Moraes

 

Serviço:

Filme: O poço

Ano de produção: Espanha, 2019

Direção: Galder Gaztelu-Urrutia

Gênero: Ficção científica, Terror

Duração: 1h 34 min

Disponível: Netflix e Topflix

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 Crítica de Ponta - #100                        

 O longa-metragem é do gênero Ficção científica / Terror e está disponível para acesso na Netflix

 

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Experiências e relatos de mulheres sobre a covid-19 viram livro

Lançado pela Editora CRV neste ano, o livro “Vivências de mulheres no tempo e espaço da pandemia de Covid-19: Perspectivas transnacionais”, é da autoria de Georgiane Garabely Heil Vázquez, Joseli Maria Silva e Karina Janz Woitowicz. A obra foi apresentada durante o primeiro dia do “7º Colóquio Mulher e Sociedade - Direitos humanos em tempos de pandemia” por Vázquez e Janz, realizado entre os dias 28 e 30 de Junho. O livro reúne experiências de mulheres das Américas, Espanha, Portugal e França com os relatos do primeiro semestre de 2020. Contendo relatos em português e na maioria espanhol, aborda temas como cuidados, corpo, trabalho e políticas públicas.

Na primeira parte da chamada “Cuidado e Corpo”, o livro contém cinco textos com abordagens teóricas, relatos de experiências e análises sobre o espaço privado, cuidado, sexo, prazer e maternidade. A segunda parte do livro chamada “Cuidado e Trabalho” tem oito textos que tratam da desigualdade de gênero no mundo do trabalho durante a pandemia, focando no espaço doméstico. Já na terceira e última parte “Cuidado e Políticas Públicas” há cinco textos com análises e discussões a respeito do papel do Estado e da atuação dos grupos organizados sobre políticas de acesso a serviços e direitos na pandemia.

O livro objetiva levar relatos essenciais no momento para mais pessoas de forma gratuita. As mulheres pesquisadoras propõem uma reflexão crítica sobre o momento atual em que o mundo se encontra ao discutir as desigualdades socioculturais e as questões de gênero. O Brasil precisa de discussões e livros como esse para que a população fique atenta a quem coloca no poder, para que direitos sejam respeitados e para que 500 mil famílias não percam as pessoas que amam.

 

Por Ana Paula Almeida



Editora: EDITORA CRV (Curitiba/PR)

Ano: 2021

Páginas: 378

Site: https://www.editoracrv.com.br/produtos/detalhes/35859-vivencias-de-mulheres-no-tempo-e-espaco-da-pandemia-de-covid-19-brperspectivas-transnacionais

Vivências de mulheres no tempo e espaço da pandemia de Covid-19 foi lançado no 7º Colóquio Mulher e Sociedade (Junho/2021)

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(M)UM talento musical de Ponta Grossa

 

Emudecer! Este é o título do recente trabalho musical da cantora e compositora paranaense Gabriela Cordeiro de Paula. No novo projeto, a cantora faz uma parceria com a drag Lilo. Também conhecida pelo nome artístico MUM, que vem da abreviação “Mais Uma Mulher”, a vocalista ganhou destaque em Ponta Grossa pelas produções musicais próprias que questionam as ‘normalidades’ sociais de comportamento. A cantora se apresenta como “a tríplice da mãe, da lua e da mulher”.

 

Em 2019, MUM lançou seu primeiro EP chamado “Nebulosa”, que conta com quatro músicas autorais: Eu vou, Quem é você, Reborn e Reciclo. O EP traz letras que misturam os idiomas português e inglês e que apresentam um tom melancólico e obscuro. Com potência na voz, MUM mostra seu talento com fortes vocais nas canções, que combinam com o clima de melancolia das melodias.

 

Embora o EP tenha sido lançado em 2019, foi em 2017 que MUM iniciou no cenário musical independente, incentivada por Rafael Arcoverde, seu atual guitarrista, e começou a produzir e investir em trabalhos autorais. Também em 2019, a cantora lançou a música “Um corpo é um corpo”, onde defende a diversidade de corpos e critica os padrões de beleza com versos como: “A beleza não precisa machucar. O corpo gordo é obra prima, é lar”. 

 

Por Deborah Kuki

Serviço:

“Emudecer”

Gabriela Cordeiro de Paula (MUM) e Willian Cabral (Lilo)

Disponivel em: https://youtu.be/3U0fPIEet5k

Lilo e MUM para a capa do single “Emudecer”, lançado em 18 de junho.

Fonte: Facebook da cantora MUM.

Chamada: Cantoras Lilo e MUM lançam single em Ponta Grossa

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Retrospectiva ‘Say Hai' traz influência das raízes japonesa em obras

A exposição virtual “Say Hai, Retrospectiva”, da artista Sandra Hiromoto, apresenta 18 obras que foram pintadas entre os anos de 2012, à 2017, como uma forma de representar as próprias vivências no resgate, percurso de memória e trajetória do olhar sobre o Japão contemporâneo.

Os quadros apresentam a exploração das cores, com predomínio do vermelho, azul e várias tonalidades de marrom, a obra é vibrante, mas não interfere na identificação dos desenhos e colagens. As criações contribuem para que o espectador possa transitar pelas memórias da artista. Algumas das pinturas foram elaboradas a partir da apropriação de gravuras tradicionais japonesas, o que fizeram com que Hiromoto se conectasse com as raízes reafirmando a identidade.

O que contribuiu para a artista desenvolver pinturas nesse estilo é a técnica e a formação acadêmica, que passa pelo desenho industrial, o marketing, por poéticas no ensino da arte, além de pesquisas em práticas de intervenções urbanas e instalações baseadas na técnica da pintura. Todo esse ensino permitiu com que ela atribuísse nas produções além da influência japonesa, trazer o lado mais moderno do país.

Enquanto acessam a exposição virtual da artista plástica Sandra Hiromoto, os espectadores podem apreciar a música Human Kind, da musicista Fernanda Takai, que contribui para uma experiência à exposição.

Sandra Yoshie Yamakawa Hiromoto nasceu em 04 de março de 1968, na cidade de Assis Chateaubriand no Paraná, graduada em Desenho Industrial em 1990, fez a primeira visita ao Japão em 1989 para um intercâmbio na Universidade de Okayama. Em 1993 concluiu a Pós Graduação em Marketing e Gerenciamento de Empresas na Funesp, e em 2004 concluiu a Pós Graduação em Poéticas no Ensino da Arte Contemporânea na Universidade Tuiuti do Paraná. Foi editora de artes visuais do Jornal Memai, integrante do Núcleo de Artes e Tecnologias da Faculdade de Arte do Paraná. É professora de pintura e poética contemporâneas no Centro Europeu, em Curitiba-PR.

Com a pandemia em função da Covid-19, muitas das exposições que aconteciam presencialmente, foi substituída pela virtual.  A mostra de Sandra pode ser acessada através do site da PROEX, em uma parceria com a DAC Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais, que além de “Say Hai, Retrospectiva” disponibilizaram outras exibições virtuais a fim de possibilitar com que o público tenha contato com as mais variadas formas de expressões artísticas. 

Por Larissa Godoi

Serviço:

Exposição: “Say Hai, Retrospectiva”

Autoria/Produção: Sandra Hiromoto

Local: PROEX UEPG -  https://www2.uepg.br/proex/

Site da artista: https://www.sandrahiromoto.com.br/

Artista plástica Sandra Hiromoto com a obra do conjunto “Say Hai” em 2015

Fonte: Disponível no portal da PROEX

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Portal D’Ponta News aposta na periodicidade e na interação com internautas

 

O portal de notícias D’Ponta News é um produto do grupo D’Ponta Mídias e Consultoria e começou sua atividade em 2019. Nele, é possível ter acesso a reportagens em texto e em vídeo. Logo abaixo do logo do portal, estão disponíveis as editorias: Agronegócio, Brasil, Campos Gerais, Coronavírus, Paraná, Política, Ponta Grossa, Saúde, Vídeos e Vinhos e Viagens. 

 

 As notícias de destaque são apresentadas no topo da página com três fotos grandes, uma delas maior que as outras duas. As notícias antigas ou “menos relevantes” se encontram na parte inferior da página. O portal também apresenta a seção “Crônicas dos Campos Gerais”, onde se encontram textos escritos por diferentes pessoas. 

 

O D’Ponta News conta com cinco colunistas: Patrícia Ecave, Ricardo Weg, Sara Pavarini, Matheus Schlosser Basso e Marilyn Schlosser. O portal também está presente nas redes sociais, como por exemplo no Twitter e no Instagram. A publicação de notícias é diária e o portal é atualizado até mesmo no domingo.

 

O portal D’Ponta News se destaca no que se propõe: atualizar o internauta com notícias em tempo real, na maioria dos casos sobre Ponta Grossa e Região. A equipe do portal aparenta prezar pela interação com seus leitores, pois apresentam número para contato no rodapé da página e também disponibilizam um link para entrar no grupo deles no Whatsapp. 

 

Por Levi de Brito

Serviço:

Portal D’Ponta news 

https://dpontanews.com.br/vinhos-viagens/

Editora: D’Ponta news e Consultoria

A foto que ilustra a logo do portal é do fotógrafo Clebert Gustavo

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A popularização da culinária japonesa no delivery em PG

 

            A culinária japonesa já está ambientada ao Brasil, seja ela de forma tradicional, ou mais “acessível” para diferentes gostos e também novos consumidores. Além disso, muito por conta da pandemia, os aplicativos de serviço de delivery como o ifood têm se tornado cada vez mais presentes no cotidiano dos usuários.

            Juntando duas tendências, os restaurantes de comida japonesa buscam plataformas para oferecer diferentes opções aos clientes, como combinados, combos, temakis, pratos quentes e até mesmo sushi no copo (sim, no copo). Por outro lado, a exigência do consumidor se torna ainda maior nesse ramo culinário, que além do sabor, é muito avaliado pela beleza, montagem e qualidade, como frescor dos produtos e até mesmo a embalagem.

Os aplicativos de delivery possibilitam a sessão de avaliações, onde os clientes podem tirar as próprias conclusões entre vários elogios e uma quantidade considerável de críticas, que variam entre reclamações de atraso na entrega, aparência e cheiro ruim, sushis desmontados e bagunçados, entre outras. A estratégia do espaço ofertado para opiniões dos consumidores é um dos responsáveis pelo sucesso da plataforma, pois traz engajamento e cria diferentes níveis entre os restaurantes.

Embora o aplicativo torne o procedimento de busca e realização dos pedidos mais rápidos e com algumas promoções através de cupons (principalmente para novos usuários), a culinária japonesa normalmente possui um preço mais elevado, que varia de R$36 a R$280, por exemplo. Enquanto isso, também no próprio app, hambúrgueres giram em torno de R$25, com tamanhos maiores para quem procura “encher a barriga”.

 

Por Gabriel Ryden

 

Serviço: Informações do aplicativo Ifood

Sushi Top / 1 Real a Peça: combinados variam de R$23 até R$50.

S.A Casa do Sushi Ponta Grossa: combinados variam de R$40 até R$120.

Neo Tokyo Sushi Delivery: combinados variam de R$36 até R$280.

Fonte: Aplicativo Ifood.

 

Legenda: O aplicativo possibilita que o cliente avalie os restaurantes e também compartilhe sua experiência para auxiliar futuros consumidores.

 

 

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

Variações do panetone no sabor e no bolso


    É nessa época do ano que a consumidor costuma afrouxar o bolso e estender suas despesas. São gastos com presentes, enfeites de natal, ceia e o clássico panetone, que hoje é encontrado de diversos sabores e preços. 
    O panetone é tradição do Natal brasileiro. Antes de chegar dezembro, é visto nos mercados muitas caixas do pão doce, e que em sua forma tradicional, é recheado com frutas secas cristalizadas. O panetone não se resume apenas ao seu formato e sabor clássico. Gourmetizados, recheados com cremes, e coberturas capaz de agradar todos os gostos possíveis. Uma variação mais simples e conhecida do bolo de frutas, o chocotone, que, ao invés de frutas leva chocolate. Existem também sabores que devem ser servidos gelados e até salgados.
    Junto com essa variedade de opções, os preços também variam muito. A média de um panetone hoje em dia está entre R$15 e R$20. Existem mais simples que chegam na casa dos 10 reais, mas também os mais caros que ultrapassam valores de R$100 reais. 
    Acontece que em tempos de crise, onde o trabalhador brasileiro precisa comportar seus gastos rotineiros mais as despesas de natal dentro do valor de um salário mínimo, 998 reais, um panetone simples representa mais de 1% deste valor. Falando assim não parece muita coisa, mas não se pode descartar que a realidade de várias famílias no Brasil é de sobreviver com apenas um salário mínimo no mês, para mais de quatro pessoas. 
    Neste contexto com a variedade de ofertas a industria perde espaço para receitas economicamente viåveis e produção caseira. A opção de cozinhar o próprio bolo de frutas permite sair do sabor tradicional de panetones de marcas especializadas em chocolatest por um preço que comporta no bolso do trabalhador. 

Serviço:
Marcas convencionais variam entre: R$8,90/ R$12,90
Marcas especializadas em chocolate variam entre: R$30,99/ R$59
Os panettones de fabricação caseira variam entre: R$5,99/ R$95 

Maria Fernanda Laravia 

 

 
Calor do verão brasileiro não consegue derreter neve nos filmes de Natal 
 
      Dezembro começa e a neve já cai nas vitrines das lojas brasileiras e nos filmes natalinos. O frio é incluído como uma das tradições de Natal, que remete ao clima europeu e norte-americano nesta época do ano. Mas no Brasil o calor costuma prevalecer, em inegável clima de verão.
      Os flocos de neve já se tornaram parte da cultura do natal brasileiro, embora poucas pessoas tenham visto a verdadeira neve durante o inverno tropical, as árvores de Natal são enfeitadas com algodão, os espetáculos teatrais ambientados com nevascas e os filmes lançados na estação quente trazem o branco da neve e o frio como cenário.
      As produções cinematográficas presentes na plataforma de streaming “Netflix”, quando pesquisado pela palavra-chave “Natal”, trazem a neve como um elemento essencial do clichê natalino, assim como a aparição do Papai-Noel, milagres românticos e alguma relação com o nascimento de Jesus.
      Da mesma forma, o único filme que remete à época de Natal em cartaz nos cinemas de Ponta Grossa também tem a neve como elemento característico da cultura natalina. “Uma segunda chance para amar” é uma comédia romântica com alguns clichês natalinos, como a magia da época, o movimento comercial, Papai-Noel, a ceia com a família e um final nada surpreendente. O filme, inspirado nas músicas do cantor britânico George Michael, se passa na Inglaterra e, por isso, também conta com a neve como parte do cenário.
     É curioso pensar que grande parte das produções natalinas que ajudam na propagação da cultura do Natal brasileiro sejam “enlatados” que chegam dos Estados Unidos e da Europa. O Brasil comemora a data no início do verão, mas assim mesmo o Papai-Noel com toucas e roupas pesadas, a neve nas vitrines e o ambiente são pensados como se fosse inverno. Talvez, com um milagre de Natal, o Papai-Noel consiga trazer o Pólo Norte para um país tropical.

Serviço
Filme: Uma Segunda chance para amar
Em cartaz: Cinematográfica Araújo ( shopping Palladium); Lumiére (shopping Total)
Endereço: R. Ermelino de Leão, 703 - Uvaranas, Ponta Grossa - PR (shopping Palladium); Av. Dom Pedro II, 350 - Nova Rússia, Ponta Grossa - PR (shopping Total).


Thailan de Pauli Jaros

 

Um equilíbrio de vozes entre Misa Criolla e Navidad Nuestra

      Ao encerrar o calendário de compromissos de 2019, o Coro Cidade de Ponta Grossa e o Coro em Cores apresentaram em concerto as sinfonias Misa Criolla e Navidad Nuestra, como parte das apresentações do 5º Festival de Ópera do Paraná.
       As composições são do argentino Ariel Ramírez, produzidas na década de 1960. Cada uma das sinfonias é dividida em sessões, possui ritmos particulares e texto em língua espanhola. Missa Crioulla é uma obra religiosa, uma missa cantada com cinco partes litúrgicas. O concerto possui ritmos e formas musicais que remetem a diferentes culturas da Argentina. Navidad Nuestra é uma cantata de natal, também com cinco canções.
      Uma das apresentações, em Ponta Grossa, aconteceu em 1º de dezembro, gratuita e aberta ao público, na Igreja São José. Logo após a celebração dominical, os cerca de 100 cantores ocuparam os degraus do altar regidos pela mestre Carla Irene Roggenkamp.  Mais da metade dos bancos da igreja foram ocupados para assistir ao grupo.
     O concerto surpreendeu e conquistou o público pela sincronia dos músicos e pelo equilibro do coro com os cantores solo. Destaque também para a habilidade do pianista Eudes Junior Stockler, desde os ritmos lentos aos mais acelerados. No desempenho solto e na expressão dos cantores, fica visível que houve ensaio e a preparação destaca a performance.
     O único ponto negativo foi no sistema acústico da própria igreja, por ser grande e alta ao perfil do espetáculo. Ao fundo do local, era difícil a compreensão do som dos microfones dos solistas, com áudio aparentemente abafado. Por vezes, a segunda voz feita pelo coro se sobressaia e tomava o lugar da primeira voz.
      Os artistas estiveram também na Igreja Luterana Bom Pastor e na Igreja do Rosário apresentando a Misa Criolla e a cantata Navidad Nuestra. Em 2020, o Coro em Cores completa 10 anos em Ponta Grossa.

 

Serviço:
Coro Cidade de Ponta Grossa - Fundação Municipal de Cultura de Ponta Grossa - 3220-1000 Ramal 2085 
Coro Em Cores - Universidade Estadual de Ponta Grossa e Conservatório Musical Maestro Paulino - 3220-1000 Ramal 2297

Raylane Martins
‘Mais uma Mulher’ na música em Ponta Grossa
 
    Com uma mistura de música contemporânea, Indie Rock, canto lírico e referências da banda inglesa Florence The Machine, a cantora e compositora MUM (Mais um Mulher) ganha espaço no cenário musical de Ponta Grossa.
    A artista Gabriela de paula, vocalista da MUM, lançou o primeiro trabalho em 2019 com o Ep chamado Nebulosa. O álbum conta com quatro músicas atorais: Reciclo,  Reborn (letra escrita em inglês), Quem é Você e Eu Vou. As letras são misturas de relatos das fases mais ‘Nebulosas’ da cantora. Com composições e um som Indie, MUM mostra que Ponta Grossa também é fabrica de artistas. 
    Embora Gabriela ganhou força na música em 2019, a artista já produz canções independentes desde 2017. Uma característica de MUM é a performance ao vivo, onde, com o próprio corpo e duas bailarinas, a apresentação mostra uma composição de dança e música, ao mesmo tempo que fala da diversidade de corpos e que é possível quebrar padrões de beleza. 
    Um dos shows realizados em 2019 a artista  e as dançarinas encenaram uma coreografia onde duas mulheres daçam juntas. A performance causou diversas opiniões e a artista foi criticada pelo público conservador da cidade. 
    MUM recebeu diversos comentários de ódio. De acordo com manifestações da cantora nas redes sociais não preocupam. Mostrou a importância do trabalho da artista em uma cidade conservadora como Ponta Grossa. Para quem curte artistas independentes, MUM destaca-se por cantar e escrever as próprias músicas e defende a diversidade de corpos, questionando a gordofobia e os padrões  de beleza. 


Serviço
Gabriela de Paula (Cantora)
Rafael Arcoverde (Guitarra)
Walace Matheus (Baixo) 
Lorena Smiguel (Synth)
Aline Garabeli (Teclado)
Wlader Better (Bateria)

Link do EP Nebulosa: https://www.youtube.com/channel/UCrKfsB8wL6ixfpnqMUGZGWQ 


Por Rafael Santos 

 
O que justifica uma cobertura midiática em jornais de Ponta Grossa?
 
   Qual o impacto que uma cobertura midiática mal feita pode ter? Quais são os limites do jornalismo? O que deve ser noticiado e o que não deve? Como não ferir os princípios éticos? Essas perguntas básicas deveriam ser refeitas diariamente pelos jornalistas a cada nova produção.
    No dia 28//11, um rapaz de 22 anos ameaçou pular de um prédio, na região central de Ponta Grossa. A situação foi contornada pelo Corpo de Bombeiros e o apoio da Polícia Militar, que deram assistência ao jovem. A mídia televisiva da cidade optou por não divulgar o acontecimento, mas os dois portais de informação online de Ponta Grossa acreditaram que havia interesse público no fato. O portal ARede noticiou em manchete (“Rapaz do CEEBJA é pessoa tranquila e tem esquizofrenia”), enquanto o Diário dos Campos optou pela seguinte edição: “Bombeiros tentam evitar tentativa de suicídio no Centro de PG”.
     O desenvolver da primeira matéria indica uma exposição desnecessária da vida particular do sujeito, descrita por pessoas que o conhecem, mas que não são identificadas como fontes. Já a segunda matéria apresenta um apenas parágrafo noticiando o acontecimento em tempo real, sem nenhuma profundidade. Duas matérias diferentes sobre o mesmo assunto e nenhuma delas com relevância para justificar a publicação. A necessidade de cliques e visualizações imediatas parece comprometer o trabalho jornalístico. Enquanto isso, os comentários das publicações revelam ataques ao jovem, brigas entre os sujeitos e uma estranha disputa para ver quem está certo.
     Quando o jornalismo está preocupado com a espetacularização acaba por deixar lacunas, dá abertura para que pessoas ataquem, julguem e se sintam 'especialistas' no assunto noticiado. Valério Bonfim debate o problema no site Observatório da Imprensa. "O Caso da Eloá é um dos exemplos de uma má cobertura midiática e suas consequências. Até quando vamos participar desse “shownalismo” (expressão já utilizada por diversos autores da área)?
                                                              
Serviço:
Link da matéria ARede: https://d.arede.info/ponta-grossa/304854/rapaz-do-ceebja-e-pessoa-tranquila-e-tem-esquizofrenia
Link da matéria Diário dos Campos: https://www.diariodoscampos.com.br/noticia/bombeiros-tentam-evitar-tentativa-de-suicidio-no-centro-de-pg
Link texto “A espetacularização da mídia”: http://observatoriodaimprensa.com.br/feitos-desfeitas/a-espetacularizacao-da-midia/

Ane Rafaely Rebelato

Decoração natalina exclui bairros da cidade

        Enfeitar as ruas, casas e praças para o Natal tornou-se comum em todos os lugares. A cidade de Ponta Grossa segue a tradição dos enfeites natalinos e em 2019 começou a receber a decoração no dia 12 de novembro. O que chama a atenção é o valor gasto pela Prefeitura de PG em decoração. Neste ano, o edital para a instalação dos enfeites foi de R$ 376,6 mil. O investimento inicial da decoração contempla apenas o centro da cidade, entre a Rua Balduíno Taques, a avenida Vicente Machado e o Parque Ambiental.
      Em 2019, a Prefeitura também optou pela iluminação de alta tecnologia no Parque Linear, bairro de Oficinas. A decoração denominada “Bosque Encantado” apresenta uma performance que sincroniza som e luz, com roteiro desenvolvido para o Natal da cidade. O bosque é composto por 40 árvores LED, que medem 5 e 6 metros de altura, iluminadas por cerca 210 mil lâmpadas. O espaço é de 3.400m² e exigiu sete toneladas de equipamentos para sincronizar som e luz. Segundo o portal da transparência da prefeitura de PG, a licitação para a decoração foi de cerca R$ 480 mil. 
       Apesar de a Prefeitura descentralizar as decorações, a maioria dos bairros da cidade ainda não possui enfeites natalinos. Dos quatro maiores bairros de PG (Centro, Uvaranas, Nova Rússia e Oficinas), apenas possuem decoração: Centro e Oficinas, o último foi decorado somente em 2019. Com os investimentos feitos pela Prefeitura, outros bairros poderiam ser contemplados.  Ao optar por centralizar os locais de visitação para o Natal, a administração da cidade esquece o comércio localizado nos bairros. 
 
Serviço: Decoração de Natal / Bosque de Luz 
Data: até dia 26/12/2019 (exceto dia 24)
Local: Balduíno Taques, avenida Vicente Machado e o Parque Ambiental - Centro de Ponta Grossa / Parque Linear, próximo a Grande Árvore.
Horário: 4 apresentações diárias: às 19h, 20h, 21h e às 21h45.

Mariana Santos

Uma vida sem luxos é uma vida simples?

        Viver com menos roupas, menos objetos, menos móveis... Tomar um banho rápido, usar menos energia e consumir menos. Esse é o estilo de vida Minimalista, que traz à tona aos interessados uma ideia de simplicidade, de ter uma vida mais sustentável e equilibrada consigo e com o ambiente. Mais do que isso, o minimalismo, provoca uma reflexão aos hábitos das pessoas que estão condicionadas ao consumo inconsciente. Ao promover o despertar de um capitalismo desenfreado, esse estilo de vida traz aos adeptos uma percepção de que uma vida sem luxos é o caminho para driblar a indústria do comércio, que induz ao consumo pelas propagandas e por promoções atrativas.
       O Minimalismo promove também uma liberdade financeira, já que, por defender o necessário para viver, tudo aquilo que não é essencial, não precisa ser comprado. Cabe aqui dizer que, esse movimento não diz que não se deve comprar mais nada do que gostamos, mas ensina dinamizar até que ponto as vontades são satisfeitas, compra-se por que realmente se gosta, ou pela indução a comprar?
      Existem muitas vertentes e abordagens do Minimalismo. Por ter sido um movimento artístico e cultural no século XX, desde então, carrega uma tendência que foi absorvida por várias áreas, como a arquitetura, o design, a propaganda e até a música. O Minimalismo também tem a característica de ter o excesso de elementos reduzidos, bem como a simplicidade na elaboração dos materiais, como menos cores, menos letras, uma decoração não tão chamativa e, no caso da arquitetura, um projeto com o necessário, sem muita composição.
      Para saber mais sobre esse estilo de vida, existe um documentário na Netflix, titulado “Minimalism”, produzido em 2016, pelos diretores Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, em que os próprios narram experiências ao descobrir o Minimalismo e como a vida de cada um mudou depois de aderirem ao movimento. Alguns exemplos de trabalhos que têm como pauta o consumo consciente são os blogs Slowly, e o MePoupe! no Youtube.                        

Francielle  Ampolini
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG
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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
Tudo de saudável na medida de um pote
 
Uma alternativa saudável e acessível é a premissa do instagram @adoronopote. Gerenciada pela Deborah Oliveira, formada em gastronomia, o espaço fornece opções diferentes de saladas de segunda a sexta-feira. Além de postar as fotos referentes à opção do dia no perfil, ela também divulga pelo Whatsapp. A iniciativa da proposta de uma alimentação saudável foi ao notar que as pessoas não tinham tempo para preparar as próprias refeições naturais.
A salada comprada pelo repórter do Crítica de Ponta tinha vinagrete de ervas, macarrão tipo penne, cracóvia de frango de Prundentópolis, vegetais no vapor (como brócolis e cenoura), uvas passas, folhas da estação (como alface e rúcula) e mix de castanhas. Além disso, croutouns (pequenos pedaços de pão assados ou fritos) acompanhavam o pedido. De modo geral, os sabores combinam bem, além da agradável apresentação do produto. O vinagrete em especial garante um toque diferenciado no paladar, quando combinado com as outras verduras e legumes. Um único ponto destoante no pedido diz respeito às uvas passas, que se perdem no sabor doce.
Embalada em potes convencionais, as saladas possuem conteúdos frescos fornecidos por pequenos produtores familiares na hora da montagem. O preço é (fixo) R$ 12,00 para todas as opções e o pr4oduto deve ser retirado no endereço que é repassado durante o pedido.
 
Serviço:
Instagram: @adoronopote
Whatsapp: (42) 98816-9382
Valor: R$ 12,00


Por João Pedro Teixeira

 
 
Um coração em meio a loucura no mês da saúde mental em PG

Lançado em abril de 2016, o filme 'Nise, o coração da loucura' foi exibido no Projeto Cinemas e Temas em parceria com a Exposição Saúde Mental em Cena II, por causa do mês da saúde mental. A obra conta a história de Nise da Silveira, uma médica psiquiatra que volta a trabalhar em um hospital psiquiátrico do subúrbio do Rio de Janeiro, depois de sair da prisão. Nise percebe que o hospital não trata os pacientes com amor, mas com procedimentos que causavam dor, como o eletrochoque ou a lobotomia e, por isso, sugere uma nova forma de tratamento para pacientes que sofrem com esquizofrenia.
Ao sugerir o método aos outros médicos, Nise é deixada de lado, pois os colegas discordam da proposta. A médica assume o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde inicia uma nova forma de cuidar dos pacientes, com amor e arte, desfazendo de intervenções violentas e incentivando o convívio com animais domésticos. O filme mostra que um tratamento digno e sutil gera melhores efeitos do que a brutalidade.
O filme constrói uma linguagem clássica e poética, traçando um retrato sentimental, não somente de Nise, personagem principal, mas também dos funcionários que a ajudam a desenvolver o método. A produção mostra cenas fortes de violência que chocam pessoas que não imaginam o que acontecia em clínicas psiquiatras. As cenas do longa foram filmadas no Instituto Nise da Silveira, antigo Hospital Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro.

Serviço:

Filme: Nise, o coração da loucura
Data de lançamento: 2016
Direção: Roberto Berliner
Gênero: Drama
Duração: 108 minutos
Disponível na Netflix

Por Fabiana Manganotti
Música típica alemã abrasileirada 
 
A partir de 2018, houve uma reformulação da München Fest (festa de tradição alemã, criada em 1989) em Ponta Grossa, buscando deixar o evento mais parecido com uma festa típica alemã, com gastronomia e músicas germânicas.
A mudança incluiu os shows, que antes eram de gêneros variados, como sertanejo, rock e pop. Artistas nacionais eram contratados para se apresentar na München a preços elevados ao padrão econômico da Prefeitura de PG.
E desde 2018, apenas bandas que tocam música tradicional alemã são responsáveis pelo som da festa, como a banda Tureck. No domingo, 24/11, aconteceu a abertura da 30ª München Fest, no parque ambiental.
A música folclórica alemã tem um ritmo alegre e se caracteriza por tocar em festivais que celebram a cultura germânica no Brasil, os músicos usam roupas coloridas, geralmente suspensório e chapéu, e a letra pode ser cantada em alemão ou português, ou até mesmo misturando os dois idiomas. A letra de algumas músicas, como por exemplo, a que diz “lava bem a sua marreca” lembram marchinhas de carnaval, que são divertidas.
A 30ª München Fest acontece dos dias 5 a 8 de dezembro e três bandas irão se apresentar, em nota a prefeitura afirmou que nos próximos dias irá divulgar os nomes.

Serviço:
30ª München fest – de 5 a 8 de dezembro/2019.
Local: Parque Ambiental de PG

Por Veridiane Parize
 
Nem vermelho, nem verde e amarelo. Apenas transparente!

A Lei Complementar 132 de 2009 alterou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no que se refere a transparência e acesso à informação sobre gastos financeiros do poder público, e determina que a informação dos gastos seja atualidade em tempo real.
Dez anos depois da lei, ainda é difícil para a população acompanhar e fiscalizar os dados dos portais de transparência - sem contar que ainda existe uma carência de veículos investigativos sobre política em Ponta Grossa.
A página do Facebook “PG Transparente”, criada em agosto de 2019, surge como um canal acessível nas redes sociais para coletar, interpretar e divulgar os dados sobre o dinheiro público. A produção do conteúdo da página é feita por um jornalista que usa informações de bases de dados abertas para produzir as pautas. Os dados são checados e comprovados com documentos.
As postagens geralmente são acompanhadas de imagens que resumem o conteúdo da publicação e facilitam no entendimento das informações. Muitas publicações trazem fac-similes de notas fiscais, decretos, processos judiciais, entre outros documentos, nas publicações.
A PG Transparente também fica atenta às falas e projetos de lei dos vereadores, além de compartilhar na página as transmissões ao vivo da Câmara de Municipal da cidade. Não são publicadas entrevistas ou declarações que não estejam documentadas em atas.
Como as matérias envolvem base de dados, as pautas não precisam necessariamente de um gancho factual. Mesmo assim, muitos temas da agenda pública da cidade foram pauta das publicações, como é o caso dos gastos com o Natal, alguns projetos de lei polêmicos em votação na Câmara e outras ações e procedimentos do Judiciário.
A mídia local geralmente é pautada pelas postagens da “PG Transparente”, embora a página não seja citada como fonte das informações, segundo relato dos organizadores da página.


Serviço:
PG Transparente
Para sugestões ou denúncias, é possível entrar em contato com a equipe da PG Transparente pela página do Facebook ou pelo número 42 98442 8602

Por Patrícia Guedes
Público universitário é alvo dos "lounge" de narguile em PG


O uso do Narguile se tornou moda entre os jovens de Ponta Grossa. A primeira loja específica a ofertar o produto abriu em meados de 2010 na cidade e hoje já são mais de 10 estabelecimentos no ramo. No entorno do campus central da Universidade Estadual de Ponta Grossa facilmente se encontra um lounge, cada um com algum atrativo específico.
O nicho de mercado que ampliou são os 'lounges' de narguile. Lounges são locais onde os consumidores vão para apreciar sem ter a necessidade de comprar um narguie. Assim como qualquer local de entretenimento, os lounges estão se reinventando, tem locais que são baladas com música ao vivo, showa e djs. Outros locais são bares com áreas para fumar narguile.
E para chamar o público, cada local faz alguma promoção durante a semana, chama bandas, "faz um pagode", como o dono de um dos locais informou. O narguile não tem a barreira geográfica ou etária como nos primeiros anos em Ponta Grossa. Históricamente, o narguile vem de culturas orientais e foi difundido noa anos 1990 para o resto do mundo.
Os lounges são lugares proibidos para menores de idade, onde o consumo de narguile e de bebidas também é permitido aos menores de 18 anos. Segundo a OMS, o produto tem efeitos nocivos ao usuário, como problemas respiratórios e também no trato digestório. A partir da constatação, surgiu uma regulamentação para o uso e venda do produto. Entretanto, ainda não há evidências de que narguile causa depend~encia física.
Em média uma sessão de narguile - como é chamado o período de uso nos lounges - varia entre 15 a 35 reais, dependendo da marca escolhida. Em dias de promoção, pode sair por até 10 reais e cada sessão dura em média uma hora.

Serviço:
Preço local de uma sessão (cerca de 60 minutos): R$15 a R$35,00


Por Guilherme Bronosky
 
 
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG
 
 
 







Crítica de Ponta

 

 

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

 







Cookies são especialidade em café no Centro de Ponta Grossa





Macadâmia, banana, chocolate com limão e ao leite são algumas das opções que os clientes podem encontrar no café Duckbill, no Centro de Ponta Grossa. Os cookies tradicionais custam R$ 9,50 e são assados no dia. Os biscoitos que não são vendidos no dia anterior ficam em um local separado no balcão e podem ser comprados por R$ 5 cada.



O café tem outras opções de lanche feitas com cookies. Como o ice cookies, que é uma bola de sorvete de creme com cookies, chantilly e cobertura de chocolate. Ao tentar quebrar um pedaço do biscoito com a colher, devido a taça ser rasa, o sorvete acaba transbordando. Outra possibilidade é o sanduíche de cookies, que é um biscoito cortado ao meio e recheado com doce de leite ou Nutella. Para quem gosta do doce é uma boa opção, porque o lanche possui bastante recheio.



Há várias opções de bebidas como o café expresso, capuccino, soda italiana e chá gelado. Outra opção é o frozen, que é uma raspadinha de gelo com essência de frutas. Por ser um sabor artificial, a bebida fica bastante doce. O frozen de maracujá não tinha sabor característico da fruta, ficando mais parecido com o gosto do pêssego. Pão de queijo, sanduíches e algumas opções de salgados assados. A maioria dos nomes dos produtos são em inglês, o que pode dificultar o entendimento do cardápio pelo cliente.



    O espaço não é grande, na entrada do estabelecimento há apenas duas mesas e, no segundo andar, há cinco mesas e um balcão que acomoda quatro pessoas. O café permite a entrada de animais de estimação, o que pode ser perigoso para a saúde dos cães. Porque, como a maioria das opções possui chocolate, se o pedaço de alguma comida cair no chão e um animal ingerir, pode acabar passando mal.


 



Serviço:

Endereço: Rua Dr. Paula Xavier, nº 1275, Centro de Ponta Grossa.

Horário de funcionamento: terça-feira à sábado das 9h às 19h30. Segunda-feira, domingo e feriados das 15h às 19h30.



Hellen Scheidt






Parasita, além de uma ficção, é a representação da vida



Os dados de desemprego no Paraná divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não mostram entusiasmo na ocupação dos trabalhadores, pois reduziu apenas 0,1% na taxa de desemprego, no terceiro trimestre de 2019. O perfil dos desempregados do estado se torna mais preocupante: dos 545 mil desempregados, 32,2% são jovens entre 18 e 24 anos.



Parasita é um filme sul coreano que conquistou a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2019. A obra, dirigida por Bong Joon Ho, diretor também de Okja e O Expresso do Amanhã, apresenta uma crítica sobre a diferença de classes. Parasita é uma mistura de gêneros, que tenta mostrar a realidade de uma família desempregada que faz de tudo por dinheiro. A trama consegue misturar drama, comédia e suspense, sem deixar o enredo confuso ou sem ritmo.



O filme conta a história de Ki Woo, um jovem pobre e desempregado que mora com a família em um porão. Ele percebe a chance de mudar de vida junto com a família quando recebe a oferta de um emprego como tutor particular da filha de uma família rica. Acontece que o núcleo pobre tem um viés trapaceiro, por mais que os integrantes não tenham como premissa a maldade. Eles têm como base de roteiro, a ideia de ganhar dinheiro fácil para sair da base da pirâmide.



O roteiro revela um choque de realidades entre as duas famílias e justifica o título do filme. O diretor associa diretamente o título à ideia de criaturas que vivem às custas de outras. Na relação parasitária não existe sentimentos de culpa, mas apenas um instinto de sobrevivência. O tema já foi explorado algumas vezes no cinema e mostra como os ricos se alimentam dos pobres. Em Parasita a crítica social indica que os pobres também têm fome.





Foto: Divulgação



Serviço:

Título: Parasita (기생충)

Ano de produção: 2019

Dirigido por: Bong Jong Ho

Duração: 132 minutos

Gênero: Comédia, drama, suspense

País de origem: Coreia do Sul



Arieta de Almeida





Um Garimpo preserva o disco vinil em Ponta Grossa





O Disco de Vinil, também conhecido como LP (Long Play), foi um tipo de mídia analógica criado em 1948 no Estados Unidos e em 1958 no Brasil. O vinil era usado para gravar e reproduzir músicas através de um toca disco que fez sucesso entre os cantores e bandas da época.



A partir dos anos 90, a procura e venda por discos de vinil diminuíram drasticamente com a chegada dos CDs que garantiam maior capacidade, melhora no som, além de um tamanho menor e mais prático que os LPs. Em contrapartida, no início dos anos 2000 o vinil voltou a fazer sucesso e, em 2014 nos EUA, foram vendidos 9,2 milhões de LPs no país com músicas dos artistas renomados do momento.



Já em 2017 clássicos dos anos 1940, 50 e 60 foram os mais vendidos. Artistas e grupos como Elvis, Beattles, Michael Jackson e Queen, que começaram a carreira há muito tempo, venderam as primeiras músicas em discos de vinil e continuam até de hoje fazendo sucesso.



A loja de antiguidades em Ponta Grossa, Garimpo 1926, mantém viva a cultura de músicas antigas desde 2017 com um acervo de LPs de artistas das épocas passadas. A ideia de criar a loja surgiu de um grupo de empreendedores da cidade para transformar o espaço construído em 1926, em um local de lazer e cultura para a população. O casarão possui vinis, livros, café e outros itens de decoração vintage, como bicicletas, vitrolas, máquina de escrever, entre outros.





Criado nos anos 40 o disco de vinil reaparece no meio musical | Foto: Divulgação



Serviço:

A loja Garimpo 1926 está localizada na rua XV de setembro, 931 – Uvaranas, Ponta Grossa

Telefone: (42) 3025-2600

Página no Facebook: Garimpo 1926

Horário de funcionamento: de terça a sexta das 13h às 20h e sábado das 13h às 19h.



Natália Barbosa





Campanha de natal na TV ocupa espaço como assunto relevante em PG





Campanhas de arrecadação de brinquedos tomam conta da mídia local na época que antecede o natal. A campanha Natal RPC, conforme analisado nos últimos seis dias, ocupa de 11 a 15 minutos da programação do jornal diário. O espaço varia entre reportagens sobre os brinquedos arrecadados, sobre entidades que doaram, o aplicativo desenvolvido especialmente para a arrecadação e entrevistas com pessoas que fizeram doações.



O tempo dedicado para a divulgação da campanha é considerado longo para um programa jornalístico. Os 11 a 15 minutos poderiam ser investido em matérias que retratam, por exemplo, a situação precária que muitas famílias carentes vivem em Ponta Grossa e outros problemas, como nos bairros, que merecem ser mostrados pela reportagem.



Acredita-se que a campanha poderia sim ser incentivada, mas através de alguma matéria produzida sobre a realidade daquelas pessoas que precisam receber ajuda e não entrevistas enaltecendo aqueles que contribuíram, fazendo algum tipo de doação. Não se deve criar um sensacionalismo em cima da realidade das pessoas, mas mostrar o porquê e o quanto necessitam de ajuda. Considera-se que assim poderia ser uma maneira até mais humanizada de incentivar a campanha para o natal.



Dedicar 25% do tempo do jornal para campanha institucional é dar prioridade para o auto marketing e deixar o jornalismo em segundo plano.



Nadine Sansana





A ausência de espaços de lazer em PG



A ausência de espaços de lazer em Ponta Grossa é um problema crônico da cidade. A cidade se divide em 16 bairros: Boa Vista, Cará- Cará, Centro, Chapada, Colônia Dona Luiza, Contorno, Estrela, Jardim Carvalho, Neves, Nova Rússia, Oficinas, Olarias, Órfãs, Piriquitos, Ronda e Uvaranas. E possui uma enorme extensão, de 11km em seu eixo maior.



Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento da Prefeitura de Ponta Grossa (PMPG) existem na cidade 83 praças cadastradas, 69 delas podem ser consideradas como espaços livres voltadas ao lazer da população. As demais apenas fazem parte de espaços de circulação. Se contar as áreas verdes, também consideradas espaços de socialização e lazer com 70% de vegetação, Ponta Grossa possui um total de 229 espaços livres em todo o município. O total representa somente 4,4 km², ou seja, apenas 2,5% do espaço urbano de Ponta Grossa.



Para quem visita a cidade, é fácil pensar que aqui as áreas de lazer e espaços de convivência são fartos, principalmente pela ilusão causada no eixo central, movimentado com bares, lanchonetes, academias, restaurantes, parques e shoppings.



Porém, é muito distante da realidade dos moradores que não possuem, próximo a sua casa, opções de espaços para convívio  e precisam deslocar-se dos bairros para encontrar alguma opção de lazer no centro.





Na imagem acima: Distribuição dos espaços livres no município de Ponta Grossa - Fonte: Queiroz (2015)




Hygor Leonardo





Experiência de garçom em exposição em Ponta Grossa





A exposição “Retratos da boemia em Ponta Grossa”, da autoria de Higor Gabriel de Almeida, apresenta 15 quadros sobre a vida do artista, quando trabalhou como garçom em um bar da cidade, durante quatro anos, período em que cursou Artes Visuais na UEPG.



Os quadros possuem cores fortes como vermelho, amarelo, laranja e azul, todas em contraste marcante. São pinturas que você consegue identificar o desenho da obra, mesmo que algumas tenham riscos e linhas traçados. Os quadros foram produzidos com tinta acrílica, nanquim (corante preto originário da China), tinta látex e giz pastel oleoso. A técnica mista é conhecida pelo uso de vários tipos de tinta.



A técnica varia de acordo com a pesquisa de cada artista, desde estilos a períodos da história da arte. Higor experimentou a influência do expressionismo, impressionismo e foi, aos poucos, aperfeiçoando a própria pintura. Ainda que os quadros chamam atenção pela técnica e pelas cores, o artista poderia aperfeiçoar a expressão, pois algumas obras reproduzem pinturas de perfis comuns, de rostos femininos, similares entre os artistas contemporâneos, o que não expressa uma novidade.



A exposição de Higor foi escolhida pelo edital da Prefeitura de Ponta Grossa e foi exibida no Conservatório Musical Maestro Paulino, durante o mês de novembro. A partir do mês de dezembro será exposta em bares e restaurantes da cidade. Os 15 quadros foram criados no período de dois meses.



Gabriella de Barros





Teatros natalinos de PG não fogem da mesmice





Com a chegada do mês de Dezembro começam as preparações para a chegada do natal, data cristã comemorada no dia 25 e muitas religiões pregam crenças diferentes mas, para o cristianismo, a data é marcada pelo nascimento de Jesus. Para os cristãos, é o maior motivo para comemorar o Natal. Além da decoração e enfeites que marcam a época, é comum assistir teatros em escolas, igrejas e comunidades.



Quando se trata de teatro natalino, uma das primeiras coisas que vem à memória são as cantatas, espetáculos geralmente feitos por crianças que cantam músicas conhecidas sobre a magia do natal ou sobre o nascimento do menino Jesus.



Os grupos ensaiam durante dias para retratar da melhor forma o que, para eles, é o principal sentido do natal. No entanto, é preciso estar preparado e ser criativo para não cair na mesmice de sempre. Por se tratar de uma época que aspira bondade, generosidade e solidariedade, os teatros de natal deveriam trazer uma lição para as crianças que participam ou assistem e não somente retratar uma passagem bíblica.



Pela cultura religiosa existente na região, alguns tetros natalinos se limitam em representar praticamente as mesmas cenas dos anos anteriores. Seria possível inovar na forma de fazer o teatro que, para muitos, é a época mais esperada do ano. É importante ressaltar que o natal é um momento celebrado por diversas religiões e a magia poderia representar as diversas crenças e formas de comemorar.



Serviço:

Site: www.pontagrossa.pr.gov.br/cultura

Coro Cidade de Ponta Grossa e Coro em Cores: Missa Crioula e Navidad Nuestra

Data: 01 de dezembro – 20h

Local: Igreja São José

Entrada: Gratuito

Cantata de Natal com as Meninas Cantoras (Maestrina - Priscila Oliveira e Preparadora Vocal - Andresa Lino)

Data: 03 de dezembro – 20h

Local: Casa Velha Eventosh

Entrada: Gratuito

Vila cultural do papai noel - Parque ambiental de PG



Thaiz Rubik






Em tempos digitais, resiste em PG o hábito de frequentar banca de jornal

 

O desenvolvimento da tecnologia, ao longo dos anos, proporcionou ao povo praticidade em diversas esferas sociais cotidianas. No jornalismo, isso não foi diferente. Com o passar dos tempos, o jornal impresso, o radiojornalismo e o telejornalismo se unificaram em recursos modernos, que caracterizam a era da comunicação em multimídia.

 

Hoje, basta ter um aparelho celular em mãos, conectado à internet, para obter acesso à notícias locais, nacionais e internacionais, tudo isso em tempo real. Em virtude disso, hábitos que antes eram frequentes, caíram em desuso entre as gerações atuais. O costume de ler jornal impresso resiste entre o público tradicional, que mantém o hábito de ir à banca mais próxima e comprar a edição do dia. No centro de Ponta Grossa, funcionam cinco bancas de jornais: duas na Praça Barão do Rio Branco, duas na Praça Barão de Guaraúna e a outra na Praça Marechal Floriano Peixoto.

 

A Banca Ponto Azul, localizada na esquina da Rua Saldanha Marinho com a Rua Augusto Ribas, existe há mais de 30 décadas e é uma das mais tradicionais da cidade. O proprietário João Conceição dos Santos acompanhou a queda no número de vendas dos jornais impressos ao longo dos anos. Segundo ele, a média de venda de jornais ao longo da semana gira em torno de 10 a 20 exemplares ao dia, sendo nos domingos os dias de maior circulação de leitores. O maior movimento da banca se dá com venda de revistas, gibis e o comércio de conveniências.

 

Muito se fala sobre o fim do jornalismo impresso, por ser considerado um formato ultrapassado diante dos novos recursos disponíveis em nossa época. Em certos aspectos, a tradição resiste e se manifesta, ainda que em poucos indivíduos em relação a outras épocas, com o costume de comprar jornais nas bancas.



Em tempos onde a profissão é considerada - pelo atual governo, confirme Medida Provisória 905/2019 - um ofício sem necessidade de formação para o exercício, entre tantos outros ataques, há que se respeitar uma tradição rica em história e conhecimento, que agrega valor aos próprios leitores.

 

Serviço

Bancas: duas na Praça Barão do Rio Branco - na esquina da Avenida Bonifácio Vilela com a Rua do Rosário, e na esquina da Rua Saldanha Marinho com a Rua Augusto Ribas; duas na Praça Barão de Guaraúna, na Avenida Vicente Machado; e na Praça Marechal Floriano Peixoto, na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, em frente ao Clube Ponta Lagoa.



Cícero Goytacaz


 










Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG

 

 

































 



















































Parasita, além de uma ficção, é a representação da vida



Os dados de desemprego no Paraná divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não mostram entusiasmo na ocupação dos trabalhadores, pois reduziu apenas 0,1% na taxa de desemprego, no terceiro trimestre de 2019. O perfil dos desempregados do estado se torna mais preocupante: dos 545 mil desempregados, 32,2% são jovens entre 18 e 24 anos.



Parasita é um filme sul coreano que conquistou a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2019. A obra, dirigida por Bong Joon Ho, diretor também de Okja e O Expresso do Amanhã, apresenta uma crítica sobre a diferença de classes. Parasita é uma mistura de gêneros, que tenta mostrar a realidade de uma família desempregada que faz de tudo por dinheiro. A trama consegue misturar drama, comédia e suspense, sem deixar o enredo confuso ou sem ritmo.



O filme conta a história de Ki Woo, um jovem pobre e desempregado que mora com a família em um porão. Ele percebe a chance de mudar de vida junto com a família quando recebe a oferta de um emprego como tutor particular da filha de uma família rica. Acontece que o núcleo pobre tem um viés trapaceiro, por mais que os integrantes não tenham como premissa a maldade. Eles têm como base de roteiro, a ideia de ganhar dinheiro fácil para sair da base da pirâmide.



O roteiro revela um choque de realidades entre as duas famílias e justifica o título do filme. O diretor associa diretamente o título à ideia de criaturas que vivem às custas de outras. Na relação parasitária não existe sentimentos de culpa, mas apenas um instinto de sobrevivência. O tema já foi explorado algumas vezes no cinema e mostra como os ricos se alimentam dos pobres. Em Parasita a crítica social indica que os pobres também têm fome.





Foto: Divulgação



Serviço:

Título: Parasita (기생충)

Ano de produção: 2019

Dirigido por: Bong Jong Ho

Duração: 132 minutos

Gênero: Comédia, drama, suspense

País de origem: Coreia do Sul



Arieta de Almeida


































Um Garimpo preserva o disco vinil em Ponta Grossa





O Disco de Vinil, também conhecido como LP (Long Play), foi um tipo de mídia analógica criado em 1948 no Estados Unidos e em 1958 no Brasil. O vinil era usado para gravar e reproduzir músicas através de um toca disco que fez sucesso entre os cantores e bandas da época.



A partir dos anos 90, a procura e venda por discos de vinil diminuíram drasticamente com a chegada dos CDs que garantiam maior capacidade, melhora no som, além de um tamanho menor e mais prático que os LPs. Em contrapartida, no início dos anos 2000 o vinil voltou a fazer sucesso e, em 2014 nos EUA, foram vendidos 9,2 milhões de LPs no país com músicas dos artistas renomados do momento.



Já em 2017 clássicos dos anos 1940, 50 e 60 foram os mais vendidos. Artistas e grupos como Elvis, Beattles, Michael Jackson e Queen, que começaram a carreira há muito tempo, venderam as primeiras músicas em discos de vinil e continuam até de hoje fazendo sucesso.



A loja de antiguidades em Ponta Grossa, Garimpo 1926, mantém viva a cultura de músicas antigas desde 2017 com um acervo de LPs de artistas das épocas passadas. A ideia de criar a loja surgiu de um grupo de empreendedores da cidade para transformar o espaço construído em 1926, em um local de lazer e cultura para a população. O casarão possui vinis, livros, café e outros itens de decoração vintage, como bicicletas, vitrolas, máquina de escrever, entre outros.





Criado nos anos 40 o disco de vinil reaparece no meio musical | Foto: Divulgação



Serviço:

A loja Garimpo 1926 está localizada na rua XV de setembro, 931 – Uvaranas, Ponta Grossa

Telefone: (42) 3025-2600

Página no Facebook: Garimpo 1926

Horário de funcionamento: de terça a sexta das 13h às 20h e sábado das 13h às 19h.



Natália Barbosa


































Campanha de natal na TV ocupa espaço como assunto relevante em PG





Campanhas de arrecadação de brinquedos tomam conta da mídia local na época que antecede o natal. A campanha Natal RPC, conforme analisado nos últimos seis dias, ocupa de 11 a 15 minutos da programação do jornal diário. O espaço varia entre reportagens sobre os brinquedos arrecadados, sobre entidades que doaram, o aplicativo desenvolvido especialmente para a arrecadação e entrevistas com pessoas que fizeram doações.



O tempo dedicado para a divulgação da campanha é considerado longo para um programa jornalístico. Os 11 a 15 minutos poderiam ser investido em matérias que retratam, por exemplo, a situação precária que muitas famílias carentes vivem em Ponta Grossa e outros problemas, como nos bairros, que merecem ser mostrados pela reportagem.



Acredita-se que a campanha poderia sim ser incentivada, mas através de alguma matéria produzida sobre a realidade daquelas pessoas que precisam receber ajuda e não entrevistas enaltecendo aqueles que contribuíram, fazendo algum tipo de doação. Não se deve criar um sensacionalismo em cima da realidade das pessoas, mas mostrar o porquê e o quanto necessitam de ajuda. Considera-se que assim poderia ser uma maneira até mais humanizada de incentivar a campanha para o natal.



Dedicar 25% do tempo do jornal para campanha institucional é dar prioridade para o auto marketing e deixar o jornalismo em segundo plano.



Nadine Sansana


































A ausência de espaços de lazer em PG



A ausência de espaços de lazer em Ponta Grossa é um problema crônico da cidade. A cidade se divide em 16 bairros: Boa Vista, Cará- Cará, Centro, Chapada, Colônia Dona Luiza, Contorno, Estrela, Jardim Carvalho, Neves, Nova Rússia, Oficinas, Olarias, Órfãs, Piriquitos, Ronda e Uvaranas. E possui uma enorme extensão, de 11km em seu eixo maior.



Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento da Prefeitura de Ponta Grossa (PMPG) existem na cidade 83 praças cadastradas, 69 delas podem ser consideradas como espaços livres voltadas ao lazer da população. As demais apenas fazem parte de espaços de circulação. Se contar as áreas verdes, também consideradas espaços de socialização e lazer com 70% de vegetação, Ponta Grossa possui um total de 229 espaços livres em todo o município. O total representa somente 4,4 km², ou seja, apenas 2,5% do espaço urbano de Ponta Grossa.



Para quem visita a cidade, é fácil pensar que aqui as áreas de lazer e espaços de convivência são fartos, principalmente pela ilusão causada no eixo central, movimentado com bares, lanchonetes, academias, restaurantes, parques e shoppings.



Porém, é muito distante da realidade dos moradores que não possuem, próximo a sua casa, opções de espaços para convívio  e precisam deslocar-se dos bairros para encontrar alguma opção de lazer no centro.





Na imagem acima: Distribuição dos espaços livres no município de Ponta Grossa - Fonte: Queiroz (2015)




Hygor Leonardo


































Experiência de garçom em exposição em Ponta Grossa





A exposição “Retratos da boemia em Ponta Grossa”, da autoria de Higor Gabriel de Almeida, apresenta 15 quadros sobre a vida do artista, quando trabalhou como garçom em um bar da cidade, durante quatro anos, período em que cursou Artes Visuais na UEPG.



Os quadros possuem cores fortes como vermelho, amarelo, laranja e azul, todas em contraste marcante. São pinturas que você consegue identificar o desenho da obra, mesmo que algumas tenham riscos e linhas traçados. Os quadros foram produzidos com tinta acrílica, nanquim (corante preto originário da China), tinta látex e giz pastel oleoso. A técnica mista é conhecida pelo uso de vários tipos de tinta.



A técnica varia de acordo com a pesquisa de cada artista, desde estilos a períodos da história da arte. Higor experimentou a influência do expressionismo, impressionismo e foi, aos poucos, aperfeiçoando a própria pintura. Ainda que os quadros chamam atenção pela técnica e pelas cores, o artista poderia aperfeiçoar a expressão, pois algumas obras reproduzem pinturas de perfis comuns, de rostos femininos, similares entre os artistas contemporâneos, o que não expressa uma novidade.



A exposição de Higor foi escolhida pelo edital da Prefeitura de Ponta Grossa e foi exibida no Conservatório Musical Maestro Paulino, durante o mês de novembro. A partir do mês de dezembro será exposta em bares e restaurantes da cidade. Os 15 quadros foram criados no período de dois meses.



Gabriella de Barros


































Teatros natalinos de PG não fogem da mesmice





Com a chegada do mês de Dezembro começam as preparações para a chegada do natal, data cristã comemorada no dia 25 e muitas religiões pregam crenças diferentes mas, para o cristianismo, a data é marcada pelo nascimento de Jesus. Para os cristãos, é o maior motivo para comemorar o Natal. Além da decoração e enfeites que marcam a época, é comum assistir teatros em escolas, igrejas e comunidades.



Quando se trata de teatro natalino, uma das primeiras coisas que vem à memória são as cantatas, espetáculos geralmente feitos por crianças que cantam músicas conhecidas sobre a magia do natal ou sobre o nascimento do menino Jesus.



Os grupos ensaiam durante dias para retratar da melhor forma o que, para eles, é o principal sentido do natal. No entanto, é preciso estar preparado e ser criativo para não cair na mesmice de sempre. Por se tratar de uma época que aspira bondade, generosidade e solidariedade, os teatros de natal deveriam trazer uma lição para as crianças que participam ou assistem e não somente retratar uma passagem bíblica.



Pela cultura religiosa existente na região, alguns tetros natalinos se limitam em representar praticamente as mesmas cenas dos anos anteriores. Seria possível inovar na forma de fazer o teatro que, para muitos, é a época mais esperada do ano. É importante ressaltar que o natal é um momento celebrado por diversas religiões e a magia poderia representar as diversas crenças e formas de comemorar.



Serviço:

Site: www.pontagrossa.pr.gov.br/cultura

Coro Cidade de Ponta Grossa e Coro em Cores: Missa Crioula e Navidad Nuestra

Data: 01 de dezembro – 20h

Local: Igreja São José

Entrada: Gratuito

Cantata de Natal com as Meninas Cantoras (Maestrina - Priscila Oliveira e Preparadora Vocal - Andresa Lino)

Data: 03 de dezembro – 20h

Local: Casa Velha Eventosh

Entrada: Gratuito

Vila cultural do papai noel - Parque ambiental de PG



Thaiz Rubik


































Em tempos digitais, resiste em PG o hábito de frequentar banca de jornal

 

O desenvolvimento da tecnologia, ao longo dos anos, proporcionou ao povo praticidade em diversas esferas sociais cotidianas. No jornalismo, isso não foi diferente. Com o passar dos tempos, o jornal impresso, o radiojornalismo e o telejornalismo se unificaram em recursos modernos, que caracterizam a era da comunicação em multimídia.

 

Hoje, basta ter um aparelho celular em mãos, conectado à internet, para obter acesso à notícias locais, nacionais e internacionais, tudo isso em tempo real. Em virtude disso, hábitos que antes eram frequentes, caíram em desuso entre as gerações atuais. O costume de ler jornal impresso resiste entre o público tradicional, que mantém o hábito de ir à banca mais próxima e comprar a edição do dia. No centro de Ponta Grossa, funcionam cinco bancas de jornais: duas na Praça Barão do Rio Branco, duas na Praça Barão de Guaraúna e a outra na Praça Marechal Floriano Peixoto.

 

A Banca Ponto Azul, localizada na esquina da Rua Saldanha Marinho com a Rua Augusto Ribas, existe há mais de 30 décadas e é uma das mais tradicionais da cidade. O proprietário João Conceição dos Santos acompanhou a queda no número de vendas dos jornais impressos ao longo dos anos. Segundo ele, a média de venda de jornais ao longo da semana gira em torno de 10 a 20 exemplares ao dia, sendo nos domingos os dias de maior circulação de leitores. O maior movimento da banca se dá com venda de revistas, gibis e o comércio de conveniências.

 

Muito se fala sobre o fim do jornalismo impresso, por ser considerado um formato ultrapassado diante dos novos recursos disponíveis em nossa época. Em certos aspectos, a tradição resiste e se manifesta, ainda que em poucos indivíduos em relação a outras épocas, com o costume de comprar jornais nas bancas.



Em tempos onde a profissão é considerada - pelo atual governo, confirme Medida Provisória 905/2019 - um ofício sem necessidade de formação para o exercício, entre tantos outros ataques, há que se respeitar uma tradição rica em história e conhecimento, que agrega valor aos próprios leitores.

 

Serviço

Bancas: duas na Praça Barão do Rio Branco - na esquina da Avenida Bonifácio Vilela com a Rua do Rosário, e na esquina da Rua Saldanha Marinho com a Rua Augusto Ribas; duas na Praça Barão de Guaraúna, na Avenida Vicente Machado; e na Praça Marechal Floriano Peixoto, na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, em frente ao Clube Ponta Lagoa.



Cícero Goytacaz


 





























Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG