Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.







Exposição retrata a infância de imigrantes holandeses
     A exposição ‘Retratos da infância na imigração holandesa em Carambeí’ traz, além de fotografias das crianças das famílias pioneiras da cidade, brinquedos e representações de brincadeiras da época da imigração. Tal exposição busca abordar a infância durante a imigração holandesa nos Campos Gerais com fotografias e brinquedos que capturam a essência do que era ser criança em um período que não dispunha das tecnologias de hoje em dia.

Os brinquedos expostos são todos de madeira ou tecido. Fazem o visitante refletir que, muito diferente dos nossos tempos atuais, as crianças da época de 1911 – data da chegada dos primeiros imigrantes holandeses na região dos Campos Gerais, mais especificamente em Carambeí – brincavam com aquilo que se produzia em casa. Hoje, não se ouve falar que se costura boneca de pano e nem se encontra carrinhos construídos em madeira. Pelo contrário, a maioria são brinquedos eletrônicos. Provavelmente, os brinquedos da época representados na exposição estimulavam mais o desenvolvimento das crianças, porque atualmente, observa-se que, a maior parte da infância, é vivida em frente a telas de computadores e celulares, além da televisão.

As fotos expostas comprovam que os brinquedos eram simples e produzidos em casa. As fotografias mostram as crianças das primeiras famílias que se instalaram na região de Carambeí. Enquanto o público jovem tem a oportunidade de conhecer as brincadeiras da época de seus pais e avós, o público mais velho pode relembrar seu tempo de infância pois, a exposição, além das fotografias e representações das brincadeiras, traz um brinquedo interativo, onde o visitante tem a possibilidade de entrar em contato com o passado.
Serviço:
Exposição Retratos da infância na imigração holandesa em Carambeí
Local: Parque Histórico de Carambeí
Horário de visitação: Terça-feira à domingo – das 11h às 18 horas

                                                                               Por: Nadine Sansana






Os textos de protesto das ruas

Feminismo, movimento negro, meio ambiente, homofobia, fascismo, capitalismo. Temas combatidos na literatura punk que se encontra pelas ruas da cidade. O protesto é a marca, principalmente contra diversos tipos de opressão e o ataque ao que chamam de padrões da sociedade atual.

Grande parte dos textos são autorais, manuscritos e fotocopiados, que compõe as peças junto com colagens. É possível notar a influência de nomes históricos de diferentes campos, como as falas de Martin Luther King Jr. e textos de Agatha Christie. Não há número de laudas ou periodicidade garantida, mas esses manifestantes literários estão sempre a abordar pedestres e a oferecer seus textos pelo preço que o comprador julgar que valem.

No mundo de contradições em que vivemos, não fogem à regra. Tratam a educação como libertadora ao mesmo tempo em que desrespeitam a gramática. Criticam o capitalismo selvagem, mas fotocopiam seus escritos em uma grande empresa da cidade.

Ainda assim, em meio a tantas dores do mundo atual, são voz de protesto que dificilmente passam desapercebidas. Têm papel importante na literatura popular, no registro do nosso tempo e procuram o despertar de consciência sobre as opressões tomadas como normais no modelo contemporâneo de sociedade.

                                                                               Por: Alexandre Douvan



Pizza Frita é a opção gastronômica para quem quer comer algo diferente

Desde 2012 a Pizza Frita de Ponta Grossa é a única pizzaria da cidade e a primeira no Paraná que apresenta a proposta de uma massa de pizza tradicional frita. Com três tamanhos diferentes, pequena, média e grande torna-se uma ótima opção para um final de semana em família. O cardápio é composto por 53 sabores no total, sendo 45 salgados, como de queijo, frango, carne, vegetais, peixes, frios e as especiais, e seis sabores para a doce. Os preços das pizzas variam conforme o tamanho e sabor escolhido custando de R$ 24,00 a R$43,00.

A preparação da pizza é rápida, de 20 a 25 minutos, além de ser bem embalada e o tamanho condizente com o anunciado. Entretanto, deve ser entregue em casa ou retirada no local, já que o estabelecimento é um delivery e não possui mesas no ambiente.

A pizza frita é saborosa, bem recheada, com uma massa crocante, sequinha e na espessura ideal. A de sabor baiana, por exemplo, é feita com mozzarella, requeijão, bacon, calabresa, cebola, pedaços de ovos cozidos e muita pimenta calabresa. Enquanto a doce, de prestígio, é preparada com bastante chocolate preto, côco e um creme que a deixa mais cremosa e menos enjoativa.

Um fato interessante é que cada pizza vem numerada na própria massa, conforme o sabor indicado no cardápio e também apresenta um formato diferenciado das pizzas tradicionais, podendo ser comparado ao de um calzone. Mas como nem toda pizza é perfeita, a pizza frita é difícil para cortar fazendo com que o recheio saia da fatia. Apenas duas pizzas doces do cardápio não tem queijo no recheio, sendo ruim para aqueles que, assim como eu, não gostam de queijo com doce. Uma pizza média não serve uma família de quatro pessoas, a dica é pedir duas médias ou então, a grande. Não deixe de experimentar essa delícia!

 

Serviço:

A Pizza Frita está localizada na rua Benjamin Constant, 03 – Centro, em frente ao restaurante popular.

Telefone: (42) 3025 – 1343 Site: www.apizzafrita.com.br

Página Facebook: A Pizza Frita (Oficial)

Horário de funcionamento: Terça, Quarta, Quinta e Domingo das 18h às 23h

Sexta e Sábado das 18h às 23h20

Curta “A Linha”, uma união de arte, poesia e tecnologia

      Por: Natália Barbosa




 

rquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa têm mais duas apresentações para as próximas semanas
  A Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa tem duas apresentações programadas, para os próximos dias, uma no dia 15 de setembro e outra para o dia 18 de setembro. O Concerto de aniversário de Ponta Grossa, que vai acontecer no dia 15 de setembro às 20h no Cine-teatro Ópera. O preço do ingresso varia de R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada, os ingressos estão disponíveis para a venda no Centro de Música.

O repertório será de concertos para trompete de Stölzel e Vivaldi, Sinfonia nº 9 de Antonín Dvórak. Cícero Cordão e Maurílio Telles são os solistas convidados para a apresentação do aniversário.

Já a apresentação do dia 18 de setembro, vai ser para a abertura da Semana Nacional de trânsito, às 19h no Cine-teatro Ópera. A entrada será franca e os ingressos estão disponíveis na Autarquia Municipal de Trânsito.

O repertório da abertura será composta por Entrance Fanfare, composta por Rafael Rauski, Romance composta por Gabriel de Paula Machado, Pérolas d’Alma de Jorge Holzmann e O Navio Negreiro de Sérgio Neville Holzmann.

A Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa é conhecida pela sua harmonia. Tem como ponto forte a proximidade que o maestro cria entre o público e a própria orquestra. Essa mediação faz com que quem esteja assistindo consiga criar um vínculo maior com a música que está sendo executada.

Serviço:

 A última apresentação da Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa foi na abertura oficial do 11º Festival de Música de Ponta Grossa que aconteceu no dia 02 de agosto. Onde foi tocado Poéme para violino e orquestra de Ernest Chausson, Tzigane para violino e orquestra de Maurício de Ravel e Sinfonia nº 9de Antonín Dvórak.

                                                                                  Por: Arieta de Almeida





Da irreverência ao estereótipo

 Usar humor para abordar assuntos sérios e polêmicos do cotidiano, já que se tornou rotina de programação de rádio T. Através da frequência 99.9, uma população de ponta grossa acompanha programas que, por vezes, não estabeleceu limites na busca constante por entrevistas e programas de programas de qualidade humorística duvidosa.

Diariamente, das 11h30 às 13h, o “Clube dos Pobres” faz a programação do rádio sob o comando de quatro apresentadores, que conduzem um bate-papo informal a respeito de temas debatidos no cotidiano. Como o próprio nome sugere, o programa tenta definir um diálogo com as classes menos favorecidas economicamente da cidade. No entanto, o programa falha ao usar o preconceito social para justificar uma estética, o roteiro pré-estabelecido e as seguintes perguntas feitas ao longo da discussão.

O “Bolicho da T”, que vai chegar até segunda-feira às 18h, também inclui um estilo de humor baseado em estereótipos locais. O quadro ganha vida através do personagem “Juca Bala”, que representa o cidadão típico da região sul através de uma imitação sotaque paranaense. Com participação dos ouvintes, os três integrantes conduzem um diálogo por meio de piadas com características machistas, um xenófobo e um homofóbico.

Em uma cidade conservadora como Ponta Grossa, quem apostou neste tipo de programação acaba sobrevivendo à batalha pela audiência. Não é exclusividade desses programas o suporte a esse tipo de construção humorística, visto que a desvalorização deste meio de comunicação propicia uma busca por novas estratégias de comunicação. O questionamento ao respeito dos limites de humor continua sendo digno de um debate mais amplo. Um debate necessário.

 Por: Allyson Santos





Curta “A Linha”, uma união de arte, poesia e tecnologia

“Pedro amava Rosa, que adorava flores, mas que ainda não sabe que é amada por Pedro”... Foi assim, que uma simples quadrilha romântica se tornou a primeira produção brasileira em realidade virtual a disputar a competição da Venice Virtual Reality , do 76º Festival de Veneza dedicada a projetos com a tecnologia.

Com duração de pouco mais de 13 minutos, o curta “A Linha”, do conceituado diretor Ricardo Laganaro, criou um instigante enredo com uma sofisticada experiência interativa. O curta conta com uma comunicação em 360º, proporcionando uma experiência de imersão ao público.

O filme “A linha” descreve uma história de amor que se passa em São Paulo nos anos 1940. Com um par de luvas, que funcionam como joysticks de videogame, e um capacete eletrônico, o espectador transita por uma realidade invisível totalmente virtual e simulada. É ali, que se movem Pedro, um jovem entregador de jornais, e Rosa, uma florista.

Para “vivenciar” a experiência total da produção, é necessário colocar o headset e imergir em uma sala escura. A partir daí, todas as interações replicam movimentos reais – as mãos são capazes de segurar objetos e até tocar os personagens. Mas o filme possui uma característica bastante inclusiva e pouco presente em outros do mesmo segmento: é possível apreciar a obra sem o uso do aparato tecnológico, graças às cenas que acompanham os protagonistas.

O curta-metragem de 13 minutos concorre com outros 25 trabalhos do mundo inteiro em duas categorias: melhor experiência interativa e melhor experiência em realidade virtual. O filme pode ser encontrado na internet.

 

Serviço:

Obra: A Linha

Direção: Ricardo Laganaro

Produtora: Árvore Experiências Imersivas

Duração: 13 minutos

Trailer do curta: https://www.facebook.com/laganaro/videos/10156818972064775/

 
Por: Hygor Leonardo dos Santos






Uma reflexão sobre mundo real e ilusões na peça "O que seus olhos vêem?"

O espetáculo “O que seus olhos vêem?” mostra ao público uma representação da vida de pessoas que sofrem para viver o mundo real e ficam reféns de suas ilusões, em meio a crises de ansiedade, transtornos de bipolaridade, depressão, entre outros distúrbios psicológicos. Temas que são recorrentes em discussões cotidianas.

Organizada pela Companhia de Teatro Bianca Almeida, a peça apresenta perspectivas de vida das pessoas que sofrem com seus pensamentos e ilusões sobre o mundo. Em uma realidade que tende a ser dolorosa, elas se fecham para o mundo, alimentando uma realidade idealizada e a vivendo como se fosse verdade.


Para a organizadora Bianca Almeida, a obra faz com que as pessoas reflitam sobre suas escolhas de vida, entre viver um mundo de ilusões e fantasias, como a mente de cada um induz, ou aceitem viver o mundo real e as dores que ele causa. O roteiro foi elaborado pela autora há dois anos e agora será representado pelo elenco de sua companhia.

Em tempos em que são lançadas muitas campanhas em prol da vida, de luta contra os transtornos causados por ansiedade e depressão, “O que seus olhos vêem?” traz uma profunda reflexão sobre o ser humano como prisioneiro de sua própria mente, assim como uma mensagem de resistência e coragem.

Serviço:

A apresentação da peça “O que seus olhos vêem?” será no dia 14 de setembro, às 19h30, no Cine Teatro Ópera. Os ingressos serão de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Por: Cícero Goytacaz






 



Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG