Crítica de Ponta

 

 

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

 






 
















 

 

 


Novo parque de Ponta Grossa possui problemas em sua estrutura

 

 

 

 

 

Por Natália Barbosa


 

 

 

O Parque Linear de Ponta Grossa, que continua em processo de construção, tem como objetivo transformar um terreno, onde, antigamente passava a linha férrea, em um espaço de lazer para a população, que até o ano de 2018 estava sem uso. O parque possui uma larga extensão linear e conta com duas pistas de skate, pista de corrida/caminhada, faixa para andar de bicicleta, quadra de futebol, de basquete e uma de areia para vôlei, um parque especialmente para cachorros, mesas para relaxar e equipamentos para exercício físico.

 

Apesar do Parque Linear ser considerado como um projeto em um todo, aparenta ser dois espaços totalmente diferentes e separados. No começo da sua extensão, localizada antes da rotatória, onde encontra-se as quadras esportivas, mesas e também a arena multiuso, a estrutura está em mal estado. É um local pouco frequentado por famílias, com várias pichações, além da mobilidade ser precária devido aos buracos e locais sem grama, que em dias de chuva alagam, e a falta de acessibilidade de uma quadra para outra. Uma das pistas de skate, por exemplo, já não pode mais ser utilizada por conta da sua construção estar quebrada.

Ao visitar o parque às 15 horas em um final de semana o excesso de lixo jogado no chão, também encontrados no começo do parque, é um problema visível para quem decide passar pelo local. No geral, a visão que temos dessa parte do parque é ruim e de um espaço sem cuidados, não dando vontade de relaxar ou de simplesmente utilizar o que o lugar oferece.



Já o parque infantil, localizado após a rotatória, chama atenção pelo ‘Super Mouse’ logo na entrada. A construção é mais “nova” e melhor executada, com parquinho e outros brinquedos reutilizados do parque dos Mamonas. Há também a continuação da pista de caminhada e ciclismo que realmente são aproveitadas pela população, além de ser considerada a melhor da cidade. Ao final do parque é possível perceber que a construção está inacabada e será expandida.






SERVIÇO - O Parque Linear está localizado no cruzamento das ruas Aldo Vergani com Visconde do Rio Branco em Oficinas.

 

 

 

 

 




























 

 

 

    Opção de batata recheada em Ponta Grossa

 

 

 

 

        Por Nadine Sansana

 

 

 

 

Você já pensou em comer batata recheada em uma cafeteria? Aqui em Ponta Grossa temos mais essa opção de contradição gastronômica. A Ganache Facel é especialista em cafés, mas toda sexta-feira oferece a batata recheada.



A batata é muito saborosa e o recheio bem temperado. Mas acompanhar a batata recheada com um café não combina. O que se pode fazer é primeiro comer a batata com alguma outra bebida que o estabelecimento oferece como sucos, cervejas ou água, e só depois pedir um cafezinho.

 

A batata é muito bem recheada e, mesmo que precise ser pré cozida e assada, sua textura não derrete, fica num ponto consistente para poder segurar o recheio. Embora seja uma cafeteria, o ambiente não traz o aroma de café, o que colabora para o consumo da batata.

 

Dentre as opções de recheio podemos encontrar, na Ganache Facel, strogonoff de carne, strogonoff de frango e a mexicana. O preço varia entre 17 e 19 reais.



Batata recheada com strogonoff de frango. Foto: Divulgação Ganache Facel

 

 

Serviço:

Cafeteria Ganache Facel

Endereço: Rua Tobias Monteiro, 58 – Centro, Ponta Grossa

Horário de funcionamento: de terça à sexta das 14h30 às 20h30. Sábado e domingo das 14h30 às 21 horas.

 

 

 

 

 

















 

 

 

 

 

 


Lutas e feiras atraem adeptos da moda medieval

 

 

Por Hygor Santos

 

 

 

Séries como Vikings e Game of Thrones são os mais destacados pontos de inspiração aos que aderem a moda medieval. Os trajes podem ir desde os mais simples, como os de camponeses que utilizam apenas tecido, até os mais complexos e sofisticados, usando armaduras de metal e espadas, com custos variáveis.



E costumam ser mais utilizados em Feiras Medievais ou encontros em que os participantes marcam para exibir suas roupas e acessórios ou até mesmo realizar atividades conhecidas da época, como encarnação de lutas de espada, arco e flecha, arremesso de machados entre diversos outros tipos de passatempos.



Cores como branco, azul, verde e roxo eram as mais populares na época devido aos preços e disponibilidade dos corantes encontrados na Europa entre os séculos V e XV. Quem adere esta moda também opta por seguir o padrão de cores.



As mulheres comumente se trajam como rainhas, princesas, bruxas ou plebeias e usam vestidos longos e pesados que cobrem todo o corpo, e tranças no cabelo. Já os homens seguem uma linha guerreiro ou gladiador, ou então como cavaleiros, templários ou reis. Além das calças, meias e sapatos de pontas longas, culotes e gibões são os mais populares. Há ainda quem use túnicas mais simples, sobretudo nas épocas de calor. Os tons escuros se destacam.



As fantasias se destacam pela beleza e empenho dos participantes. Diversas roupas podem ser encontradas nessas feiras, todas elas remetendo os mais de mil anos da Era Medieval. Nos mostrando a riqueza cultural e importância da época.

 

 

 

 

 

 

 

 






 














 

 

 




Livros reportagem apuram histórias e narrativas da sociedade

 

 

 

Por Thaiz Rubik

 

 

 

Mesmo com a rotina corrida de um repórter em apurar, entrevistar, escrever, revisar, filmar, tirar fotos e publicar, alguns jornalistas ainda apostam nos livros reportagens. Neste gênero literário o autor narra uma detalhada e extensa reportagem que não seria suportada pelas mídias convencionais do jornalismo, como em jornais ou revistas.



Um livro reportagem tem uma linguagem mais literária e ajuda a aprofundar histórias e narrativas que ocorrem na sociedade. O jornalismo e a literatura sempre caminharam juntos, por conta disso, alguns repórteres resolvem trocar a atribulada rotina das redações pelo silencioso ofício da escrita.



Esses livros descrevem acontecimentos, tragédias, marcos históricos, sob a ótica do jornalismo investigativo. Para isso são usadas técnicas jornalísticas, como entrevistas, imagens, visitas aos locais e uma descrição bem detalhista sobre o assunto tratado.

Alguns livro reportagens recebem grande destaque nacional e internacional, um exemplo disso, é o livro Os Sertões que é uma grande reportagem sobre a Guerra de Canudos que foi um combate entre o exército brasileiro e um movimento popular liderado por Antônio Conselheiro, na cidade de Canudos, na Bahia contada pelo jornalista Euclides da Cunha.



Grandes autores internacionais se destacam com grandes livros reportagens como John Hersey no livro Hiroshima. Estamos acostumados a pensar nos bombardeios nucleares da Segunda Guerra Mundial, pela ótica dos Estados Unidos. Mas o autor tem um olhar mais sensível ao mostrar histórias das vítimas deste ataque, o livro mostra a ótica daqueles que sobreviveram e tiveram que seguir a vida após a tragédia.



Ficou curioso para conhecer mais livros reportagens? A coleção Jornalismo Literário, da Companhia das Letras, é excelente para os amantes desse gênero. Os livros podem ser lidos por jornalistas, por estudantes de jornalismo e, claro, por leitores comuns. Nesta coleção, é possível ler livros reportagens clássicos e mais atuais.



SERVIÇO:

Saraiva:

 https://www.saraiva.com.br/listas/livros/grandes-reportagens?utmi_cp=129448&utm_source=google&utm_medium=cpc&gclid=EAIaIQobChMIy7nTgMTs5AIVQQ-RCh3cPwX9EAMYAiAAEgLSufD_BwE



Estante  virtual:

 https://www.estantevirtual.com.br/conteudo/dia-do-jornalista?gclid=EAIaIQobChMIy7nTgMTs5AIVQQ-RCh3cPwX9EAMYAyAAEgKDpPD_BwE

Companhia das letras: https://www.companhiadasletras.com.br/titulos.php?busca=jornalismo

 

 













 

 

 




Livros reportagem apuram histórias e narrativas da sociedade

 

 

 

 

 

Por Alexandre Douvan

 

 

 

Cosplay está na moda! Não falo apenas dos tradicionais, de personagens nipônicos e artistas. A pegada da vez é político imitar político – se é que podemos chamar assim. Entre as inúmeras coisas que a internet nos proporciona, está o debate político e a chance de contato direto com candidatos e representantes dos Poderes. A transmissão de vídeo ao vivo nas redes sociais é cada vez mais utilizadas por políticos, que fazem uma espécie de vlog para o público. Entretanto, a audiência acaba concentrada em canais com discursos desconexos e com referências duvidosas, muitos deles pegando a onda do atual presidente.



Deputados e políticos sem mandato do Paraná não escapam. Se não soubéssemos de suas relações com o Legislativo, facilmente seriam confundidos com comediantes à lá José Vasconcelos ou Marcelo Adnet. A replicação de discursos de ódio e teorias da conspiração em escala regional é complemento dos discursos populistas que já faziam – mas agora com abrangência muito maior e a um clic de silenciar opositores, pelo menos na rede.

    

Não bastasse a plataforma e a baixa definição dos vídeos, copiam também a cômica estrutura do vlog presidencial e seu bordão que desafia a lógica. Não é preciso acessar a DeepWeb para se surpreender com hilariantes cenas que vão de simples campanha populista até a curiosa campanha em prol de armar a população para combater as mortes por armas de fogo, basta acessar o perfil do político mais próximo de você.

 

 













 

 

 




Quero Ouro: os bastidores de quem vive do Rap

 

 

 

Por Allyson Santos

 

 

 

“Fazer alguns ‘caso’ é a meta”. De rima em rima, rappers de Ponta Grossa conseguem retratar o atual cenário daqueles que sonham em viver da música. O videoclipe da canção “Quero Ouro”, que ganha vida através das vozes de Perdidão, Apologia Sul e Adriano CDG, resgata a essência da “quebrada” e mostra que existe rap de qualidade no interior do Paraná.

    

Os primeiros segundos da música simulam uma a fala de uma mãe, que conversa com o filho por telefone. “Quero que você suba na vida. É o sonho que você tem. Espero que possa me ajudar um dia, viu?”. A frase é precisa ao expor a realidade de muitos jovens que saem de casa para se arriscar nas batalhas de rap das grandes cidades em busca de uma oportunidade. É um dos pontos fortes da música, que logo no início demonstra uma carga emocional realista. A essência de um rap bem construído.



Gravada em estúdio, o produto apresenta um contraste entre a melodia suave e a batida intensa. A mistura de estilos conduz velocidade das rimas e favorece a construção da narrativa. Em meio aos efeitos sonoros que alternam a intensidade da voz dos rappers, as palavras se desenrolam para conquistar o ouvinte.



Apesar de não pertencer a uma grande produtora, a edição do videoclipe auxilia na construção da narrativa proposta ao expor imagens fortes que remetem a uma origem humilde na periferia de Ponta Grossa. A captação de imagens mesclada à atuação dos rappers serve como crítica àqueles que preferem consumir raps do eixo Rio-São Paulo, em detrimento do cenário local. “Quero Ouro” não só dá esperança para os músicos ponta-grossenses, como também comprova que existe trabalho de qualidade na “quebrada” do país.



Serviço:

O videoclipe está disponível no canal "Perdidão", no Youtube:

 

 













 

 

 




Exposição retrata objetos em cerâmica

 

 

 


Por Luiza Sampaio

 

 

 

A exposição Terra, Cores e Formas em comemoração ao aniversário de Ponta Grossa, é feita por 14 artistas e conta com os mais variados objetos feitos de cerâmicas. Os artistas trabalham a cerâmica como uma forma de linguagem, escultura, objeto e conceito.



As cores dos objetos chamam bastante atenção por serem cores fortes como o verde, laranjada, vermelho. A obra “Início da vida”, chama bastante atenção pois faz a representação de um espermatozoide e o óvulo em cor verde. Já obra da “Almofada” fica desconexa dos outros objetos expostos, causando um certo desconforto, pois quebra a sequência dos objetos, apesar de ser representada pela sua forma.



Para pessoas que não possuem o costume de frequentar exposições, é difícil de identificar  quais são os conceitos presentes nas obras. Se houvesse mais descrição dos objetos e da exposição como um todo, facilitaria a interpretação pois não são as 14 esculturas que possuem título ou data de criação, indicando apenas o material utilizado.



Exposição na Galeria de Arte da PROEX. Foto: Luiza Sampaio.



Serviço:

A exposição segue aberta até o dia 11 de outubro na galeria de arte da Proex, das 8h da manhã até 17:30 da tarde. localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, nº 129 no centro.

 

 











 



Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG