Arquivamento da Lei Geral das Universidades proposta pelo governo Ratinho Junior (PSD), é uma das reivindicações do movimento grevista / Foto: Ana Paula Almeida

O comando de greve do SindUEPG realiza, nesta sexta-feira (28), reunião para estudo da minuta da Lei Geral das Universidades (LGU). Entre as reivindicações do movimento, está o arquivamento do documento. De acordo com o presidente da entidade, Marcelo Ubiali Ferracioli, a proposta do governo Ratinho Junior (PSD) prevê a transformação das universidades de autarquia especial para autarquia do governo, o que levaria à perda da autonomia de gestão. Para o sindicalista, há o risco de evasão de professores e de fechameto de cursos. 

Enquanto o governo Ratinho Junior defende que a LGU tem a finalidade de integrar e de padronizar as IES-PR, o movimento grevista critica a proposta que colocaria em curso uma política de privatização das universidades. Saiba mais sobre a Lei Geral das Universidades na reportagem de Hygor Leonardo e Thailan Jairos 

Ao final da tarde, o comando de greve se reúne com o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto. O objetivo é a discussão acerca das atividades essenciais da universidade, cujo funcionamento mínimo, tal como estabelecido em lei, deve permanecer durante a greve, como o vestibular de inverno. Ferracioli pondera que, apesar de a Reitoria já ter se mostrado favorável aos principais pontos de reivindicação, a atual gestão da universidade tem assumido uma posição neutra diante da proposta de LGU, com o entendimento de que é possível a aprovação do documento com algumas alterações e com o seu  aproveitamento parcial.

Na última quarta-feira (26), em assembleia do SindUEPG, professores votaram favoráveis à  greve por tempo inderminado e à suspensão do calendário universitário. O reitor convocou reunião extraordinária do Conselho Universitário para o dia 9 de julho para discutir como ficarão as atividades da Universidade no período de paralisação dos professores e discutir sobre a suspenção do calendário.

Questionado sobre a continuidade da greve ao longo do segundo semestre, Ferracioli arguentou que a duração do movimento dependerá das negociações com o governo.

 A greve por tempo indeterminado foi aprovada na última quarta-feira (26), quando professores discutiram a pauta de reinvidicações:

- O cumprimento da data-base com reposição de 17,04% referente às perdas salariais com a inflação;

- O arquivamento da Lei Geral das Universidades e do Projeto de Lei Complementar 04 /2019; 

- Abertura de concursos e anuência de vagas.

 

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Ficha Técnica

Reportagem: Emanuelle Salatini, Hygor Leonardo, Luiz Zak, Márcia Daniela Valenga, Thailan Jairos
Vídeo: Luiz Zak, Márcia Daniela Valenga, Emanuelle Salatini
Foto: Ana Paula Almeida, Emanulle Nunes e Rafael Piotto
Supervisão: Professores Angela Aguiar, Carlos Alberto Souza, Cibele Abdo, Fernanda Cavassana e Paula Melani
Técnico de Multimídia: Jairo César, Taís Maria Ferreira
Monitoras: Amanda Dombrowsky, Millena Kauana, Milena Oliveira, Thaiz Rubik