Trabalhadores consideram retorno ao ensino presencial durante a pandemia uma "ameaça à vida"

Diante da decisão do governo estadual de retomar as atividades presenciais nas escolas públicas ainda em plena pandemia de coronavírus, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná (APP Sindicato) anunciou greve para o dia 1° de março. "A greve é a última ferramenta que uma categoria tem para dar visibilidade à sua causa", afirma Tércio Nascimento, presidente do núcleo regional da entidade sindical para a região dos Campos Gerais, destacando a falta de disposição do governo em dialogar com os servidores.

 

Sindicato alerta para o risco de contaminação pelo coronavírus se houver o retorno das aulas. Foto: Jornalismo UEPG/Banco de dados

Dificuldades de concentração, ansiedade, stress, problemas técnicos e necessidades financeiras são alguns dos motivos que ocasionam desistências e trancamentos de cursos

A Universidade Estadual de Ponta Grossa continuará no ensino remoto até abril de 2021. Foto: Marcus Benedetti

O ano de 2020 tem sido bastante complicado para a comunidade universitária. Por conta da pandemia do novo coronavírus, com início em março, as aulas presenciais tiveram de ser suspensas, e o modelo adotado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) foi a continuidade do ano letivo em ensino remoto. Porém, apesar de ser o mais viável para o momento, esse modelo trouxe diversos problemas para os estudantes.

Corredor do Colégio Ana Divanir Boratto | Foto: Portal Periódico


Em Ponta Grossa, o Colégio Estadual Ana Divanir Boratto não possui a estrutura adequada para comportar os 546 estudantes matriculados na instituição atualmente. A escola iniciou suas atividades em 2002 de modo provisório, para suprir a necessidade educacional do bairro Chapada. No entanto, não houve investimento no local que acompanhasse o crescimento habitacional da região. Hoje, o colégio possui apenas seis salas de aula e banheiros em locais improvisados. 

Segundo a pesquisa Desigualdade Social por cor e raça no Brasil, publicado pelo IBGE, pela primeira vez, negras e negros são maioria nas universidades públicas brasileiras. Entretanto, os dados da UEPG indicam que somente 4% dos estudantes da universidade são desse grupo. 

Ficha Técnica:
Produção: Gabriela Barros, Franciele Ampoline, Erica Fernanda e Nadine Sansana
Supervisão: Professoras Angela Aguiar, Fernanda Cavassana e Paula Melani Rocha
Edição: Luiz Zak e Alexandre Douvan
Apoio técnico: Jairo Souza

Em 20 de novembro de 2019, a Secretária Estadual da Educação anunciou a mudança de vagas de alunos do Ensino Médio, do período noturno para o diurno. A mudança, segundo o governo do Estado, justifica-se pela evasão escolar.

 

Ficha Técnica:
Produção: Franciele Ampolini
Supervisão: Professoras Angela Aguiar,  Fernanda Cavassana e Paula Melani Rocha
Edição: Luiz Zak e Alexandre Douvan
Apoio técnico: Jairo Souza