Instituições como APAE, APACD, APROAUT E APADEVI permanecem apenas com atividades à distância

 

 A terceira etapa de vacinação contra a Covid-19 incluirá pessoas com deficiências e crianças. A prefeitura não possui data definida para o início desta fase na cidade, mas de acordo com a Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações, a previsão para o início da vacinação é entre os dias 9 de junho a 9 de julho. Segundo dados de 2019 da Secretaria Municipal de Educação, em Ponta Grossa existem mais mil crianças com algum tipo de deficiência em inclusão no ensino regular. 

 

A APROAUT confecciona brinquedos com materiais recicláveis. Foto: Victória Sellares / Arquivo Foca Foto. 

 Com isso, o diretor da Associação de Proteção dos Autistas (Aproaut), Alexandre Ernandes Roessler, afirma que o retorno presencial dos alunos às escolas de educação especial poderá ocorrer, mas que no momento há determinações para que as escolas continuem com atendimentos à distância com envio de atividades aos familiares e alunos. 

A dona de casa Denise de Almeida, mãe de criança com transtorno do espectro autista, afirma que as escolas especiais estão elaborando atividades simples, para que os pais ou familiares possam aplicar os conteúdos em casa com os seus filhos. No entanto, Denise conta que existem muitos pais que não conseguem fazer com que as crianças participem das atividades. ‘‘Está sendo muito difícil para alguns autistas’’, explica.

Segundo a fonoaudióloga Maria Vitória, pessoas com autismo possuem dificuldade na comunicação, interação social e têm comportamentos repetitivos ou restritos e é necessária atenção especializada para esse público. ‘‘Os cuidados com essa criança precisam ser realizados por profissionais preparados, realizando manejo de comportamento, instalando uma comunicação oral ou conexão alternativa. Existem todas essas questões que devem ser levadas em consideração’’, aponta.

A especialista em educação especial Amanda Drzewinski afirma que existem desafios na educação especial em tempos de pandemia, como a falta de acessibilidade e dificuldade de adaptação das plataformas de ensino à distância (EaD). Cada aluno com ncessidades especiais têm especificidades de aprendizagem. ‘‘Isso é um problema porque não é o professor que realiza essa mediação e sim os pais ou familiares, o que dificulta o processo de atividade, pois muitas dessas pessoas não têm o domínio do conteúdo’’, conta.

 

Ficha Técnica

Repórter: Evelyn Paes

Edição: Diego Santana

Publicação: Jessica Allana

Supervisão: Rafael Kondlatsch, Marcos Zibordi e Kevin Kossar