Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Estádio de Ponta Grossa deixa de ser um ponto cultural e turístico
 
      O Estádio Germano Krüger, casa do Operário Ferroviário, é o único Estádio de um clube de futebol profissional em Ponta Grossa. Construído em 1941 em um terreno próximo a rede ferroviária, recebeu esse nome em homenagem a Germano Ewaldo Krüger, idealizador do projeto do Estádio e técnico em estradas de ferro. 
      O Estádio do Operário está localizado no Bairro Oficinas, anexo ao Clube Social do Operário, e tem capacidade para cerca de 10.600 pessoas. Para conhecer o local, pequenos grupos podem agendar visitas rápidas por meio da assessoria de imprensa, mas se você não é um torcedor fanático que vai a todos os jogos e quer apenas visitar um dos cartões postais do município na atmosfera de um jogo, pode não ser tão simples assim.
       O ingresso para uma partida do Operário, que está disputando a Segunda Divisão Nacional, tem custado 150 reais na arquibancada geral e 180 reais na arquibancada coberta. A diretoria criou uma política de preços em que sócios-torcedores, pagando mensalidades a partir de 60 reais mensais, tem acesso a todos os jogos. Para fazer com que o público se associe e garantir a entrada do recurso mensal, o valor do bilhete unitário foi elevado. Se você quer assistir a um único jogo, fica obrigado portanto a pagar o valor do bilhete unitário, por 150 ou 180, de acordo com o setor do Estádio.
      Recentemente, o clube chegou a fazer promoções para que sócios pudessem levar convidados por preço promocional a fim de trazer aos jogos pessoas que não conhecem o Estádio, mas não reduzir o valor da entrada para o público geral. 
      Nas últimas duas rodadas da Série B em Ponta Grossa, a média de bilhetes vendidos para não sócios foi de 20 ingressos. O futebol, antes democrático, popular, de operários e trabalhadores, vem sendo elitizado. O ingresso mais acessível do Operário está entre os mais caros do país, chegando a ultrapassar clubes de Primeira Divisão. O Coritiba, da capital, que disputa a mesma competição, vende entradas por 40 reais.

Serviço: 
Estádio Germano Krüger, Rua Padre Nóbrega – 265
Contato: (42) 3323-4917 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 
Raylane Martins
 
Foto: Raylane Martins
 

                                            Comer nunca foi tão Popular

    Pedir comida em casa tornou-se cada vez mais um hábito popular. Com a Internet os aplicativos de Delivery ganham força e facilitam a vida de quem prefere ficar em casa e pedir comida sem gastar se locomovendo até um restaurante. Uma das opções de Delivery na cidade é o Sushi Pop: comida japonesa barata e saborosa. O Sushi Pop conforme dito na página do Facebook, Sushi Pop PG, “veio para tornar a comida japonesa a sua comida do dia a dia”. Uma das novidades é o preço barato, você paga R$1,00 por sushi, mais a entrega. 
    O cardápio oferece seis opções de combinados de sushi. O preço fica entre R$20,00 à R$35,00 reais, dependendo do combinado de sushi escolhido no pedido. Um dos pontos negativos em relação a compra é que o cliente fica limitado à quantidade de sushi nos pratos combinados. Embora seja R$ 1,00 real cada, você tem que optar por um dos pratos. O cliente não tem a liberdade de pedir, número X de sushi que vai comer e não pode modificar o pedido. Outro ponto negativo é a compra do molho Shoyu à parte, por R$ 1,00 cada.
    No aplicativo, a entrega marca uma hora após o pedido, mas dependendo da localização pode levar menos tempo. Outro aspecto em relação à distância é que o preço total pode variar, pois o cliente paga o combinado mais a entrega. Fica a critério de quem for comprar verificar se vale a pena ou não o investimento. Em relação a comida, a entrega chega bem embalada com o número certo de sushi. Os Sushis são gostosos e bem preparados e você degusta uma variedade em um mesmo combinado. Para quem gosta de comida japonesa, preço acessível e entrega rápida o Sushi Pop é uma boa opção.



Serviço 
Aplicativo: Ifood – Delivery -Sushi Pop/ 1 sushi = 1 real
Preço: Varia de R$ 10,00 à R$ 35,00 mais entrega. 

                                                                                                                                      Rafael Santos

 
Desconstruindo o guarda-roupa: moda sem gênero 

     "Eu me visto para mim. Não para a imagem, não para o público, não para a moda, não para os homens", foi com esta frase que a lendária atriz de cinema, Marlene Dietrich, revolucionou os padrões de vestimenta do guarda-roupa feminino nos anos 30, sendo uma das primeiras mulheres a usar calça e smoking em público. Você já ouviu falar em “gender-bender” (além-gênero)? Esse conceito se configura na liberdade de escolha e quebra das definições de vestuário caracterizadas como feminino e masculino, aceitando que gênero é algo fluído, portanto, a moda também é. 
     Há alguns anos, esse movimento vem contribuindo para a ruptura de estereótipos que determinam as formas tradicionais de gênero. Em 2016, a grife famosa Gucci deu abertura e exclusividade para o gender-bender, assumindo uma proposta de colocar na passarela homens e mulheres vestindo praticamente o mesmo tipo de roupa, o que foi um choque para o mundo da moda. No Brasil, o movimento cresce na medida que discussões e debates abordando questões de gênero vão se proliferando. A inversão imagética, conjunto a ruptura desses conceitos da moda, faz com que as pessoas reflitam que roupas são apenas tecidos e linhas.  
     Com essa expansão e discussões relacionadas à moda sem gênero, a indústria mercadológica da moda vem se aproveitando da movimentação para conseguir espaço neste nicho. Empresas e marcas nacionais e internacionais começaram a vender os produtos apenas com essa perspectiva, se isentando do debate político por trás da moda sem gênero. Mais uma vez o capitalismo está se apropriando de uma luta para lucrar ainda mais.

Serviço:
Conceito: Gender-bender; genderless; moda sem gênero.

     
Matheus Rolim
 
Exposição retrata a história de Ponta Grossa

    Ponta Grossa tem 195 anos e os últimos 65 foram registrados pelo Foto Elite. Desde a metade do século XX foram registradas mais de 200 mil imagens de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, imagens de paisagens, pessoas, transformações urbanas, eventos, etc. O Foto elite fechou em julho deste ano e doou todo seu acervo para a Universidade Estadual de Ponta Grossa em agosto, tornando assim os registros um bem público que está a mostra em exposição no Museu Campos Gerais desde o dia 6 de setembro.
    A primeira exposição que o público tem contato é do Foto Elite pois fica logo na entrada do Museu. As fotos expostas estão nas paredes e com placas explicativas informando a data e o contexto. Várias das imagens representam o histórico da cidade, como cenas de famílias e casamentos, praças da cidade e o hospital franco da rocha. A mostra também conta com negativos, uma câmera fotográfica da década de 50 e fotos reveladas de campeonatos de futebol que contemplam times de âmbito nacional.

    A exposição é pequena perto de tanto acervo que o Museu recebeu, mas é rica em história que com o passar do tempo e a organização de todo o acervo que é tão grande nós vamos acabar descobrindo transformações da cidade que foram retratadas apenas pelas lentes do Seu Domingos, prioritário e fotógrafo do Foto Elite, o que valoriza o acervo. As mais de 200 mil imagens estão sendo organizadas pela equipe do MCG, Projeto Foto Bianchi e Projeto Lente Quente, ambos da UEPG. O objetivo é trocar as imagens expostas de tempo em tempo para sempre atualizar a mostra. O material em acervo está disponível para consulta de pesquisadores de diferentes áreas e estudos acadêmicos. 

Serviço
Local: Museu Campos Gerais
Horário: De terça a sábado das 9h às 11h45 e das 13h30 às 17h.
Organização: Equipe do MCG, Projeto Foto Bianchi e Projeto Lente Quente.
Entrada: Gratuita.
Milena Oliveira
 
Grupo de leitura discute a programação televisiva da Amazônia
 
    O livro Antenas da Floresta: A saga das TVS da Amazônia da jornalista Elvira Lobato foi lançado em 2017 mas se mantém atual nos estudos jornalísticos e presente nas estantes daqueles que gostam de entender como funciona a área da comunicação no nosso país. O grupo de leitura mediado pelo professor doutor Ben-Hur Demeneck trouxe a obra para discussão no último final de semana de agosto, na Verbo Livraria e contou com oito pessoas.
    A obra desvenda a realidade das mini emissoras de televisão presentes na Amazônia e conta de maneira humanizada a história de personagens que, mesmo sem o diploma de jornalistas, transmitem a informação e levam entretenimento a população daquele local.
    A abordagem trazida pelo livro consegue mostrar os dois lados da mesma situação: a Amazônia como uma área pobre e esquecida pelos governos e a sua grandiosidade na comunicação popular. Para isso, a autora produziu um banco de dados com o número de políticos que são donos de emissora de televisão, partindo dos índices nos ministérios das comunicações, mostrando uma imersão geral na pesquisa.
    O ponto principal discutido no grupo de leitura foi sobre as produções de entretenimento da região. Aqui no Sul, as matérias de lá são vistas como sensacionalistas e até ridículas, mas, a partir de uma análise, elas não se distanciam dos produtos que são feitos na cidade de Ponta Grossa. O grupo conseguiu abordar a xenofobia que acontece dentro do próprio país, ponto que passou vago no livro e merecia uma maior discussão. 
    A quantidade de emissoras que transmite de forma ilegal é gigante, mas isso é tratado de maneira humanizada pois mostra a importância na questão socioeconômica das pessoas que vivem naquela região, gerando novos empregos e sendo talvez a única oportunidade daquele povo.
    A profundidade que a autora traz as informações torna o livro uma experiência completa que vai além de apenas dados. O leitor consegue conhecer uma outra região do país e sua estrutura a partir do estudo dos meios de comunicação daquele local. A precisão nos dados mostra a dedicação e o esforço para a escrita da obra.

Serviço: 
Editora Objetiva
Páginas: 392
Ano de publicação: 2017
Valor médio: R$35,00
Ane Rafaely Rebelato
Projeto em plataforma digital traz o jornalismo humanizado à tona
 
      Quando todos achavam que o rádio estava perdendo a força devido aos novos meios de transmissão de informações, a convergência possibilitou que o rádio fosse para o meio digital. Hoje os podcasts fazem sucesso com programas jornalísticos bastante interativos.
Um deles é o Projeto Humanos, idealizado e comandado por Ivan Mizanzuk, que inclui programas que utilizam narrativas para contar as histórias criando um clima de suspense, o chamando storytelling.
      Uma particularidade do projeto é que os episódios sempre contêm as vozes das pessoas que vivenciaram aos eventos, apresentando também matérias da imprensa e documentos da época.
      Os episódios variam de 20 minutos a 1 hora e meia e contam com um lead na descrição sobre o que será discutido no podcast, junto com as referências utilizadas. Um dos pontos positivos é que todos os episódios fazem parte de uma série de reportagens, com várias suítes. Por outro lado, as publicações não seguem ordem cronológica no aplicativo Spotify, apenas no site, o que confunde os ouvintes. Seria interessante se o programa criasse playlists para cada caso.
      Embora Mizanzuk queira criar um clima introdutório para situar os ouvintes novos, isso se torna cansativo para quem já está acompanhando. A primeira temporada do Projeto Humanos foi para a plataforma em agosto de 2015. Cada programa aborda um macrotema onde as narrativas vão se aprofundando em cada caso.

Serviços:
Podcast ‘Projeto Humanos’
Disponível em: Spotify, YouTube
Site: https://www.projetohumanos.com.br/
Caso de alcance: ‘Caso Evandro’
 Bruna Kosmenko
“Música na Chaminé” defende música erudita na Mansão Villa Hilda
 
    O projeto “Música na Chaminé” acontece todo mês desde 2012 no Conservatório Maestro Paulino. O evento tradicional reúne professores e alunos de música para uma hora de canções eruditas e populares. 
    De acordo com o coordenador e professor de violão clássico, Marcelo Ijaille, o nome da apresentação se originou a partir da Chaminé das Indústrias Wagner, que fica ao lado do conservatório e é tombada pelo Patrimônio Histórico de Ponta Grossa. “A ideia era fazer sempre ao lado da chaminé. Só que o clima lá é tenso às vezes, então a gente faz no auditório”, relata.
    Em agosto, os músicos saíram do auditório para a comemoração do aniversário de Ponta Grossa. A 35ª edição do “Música na Chaminé” foi uma das atrações da gincana “Princesa em Festa”, realizada para comemorar os 196 anos da cidade. A apresentação aconteceu na sala principal da Mansão Villa Hilda.
    Com entrada gratuita e aberto ao público, pouco mais de 50 pessoas assistiram à doze canções tocadas por oito músicos durante uma hora. O repertório foi variado, desde músicas consagradas no Brasil até composições próprias, passando por Chopin e chorinho. Depois de apresentações com violão, viola e teclado, três saxofonistas terminaram a noite com o objetivo, segundo eles, de defender a música erudita.
    A sala aconchegante da Mansão Villa Hilda deixou o evento mais intimista e os músicos eram verdadeiros contadores de história a partir de suas canções. Entretanto, a falta de microfone e aparelho de som fizeram com que o barulho externo atrapalhasse. O som das cordas foi ofuscado por um carro com o volume alto do outro lado da rua, por exemplo.
    A partir de setembro o evento volta a acontecer no Conservatório e deve ser aberto ao público. A data ainda não foi confirmada, mas normalmente ocorre na última quinta-feira do mês. Qualquer pessoa pode se apresentar, basta entrar em contato com os coordenadores do projeto. 

Serviço:    
Evento: Música na Chaminé
Data: Última quinta-feira do mês
Horário: 19h30
Local: Auditório do Conservatório Maestro Paulino
Entrada: Gratuita

 
Thailan de Pauli Jaros
Música na Chaminé. Foto: Luana Caroline Nascimento 
A arte imita a vida ou a vida imita a arte?
 
    Assuntos discutidos na sociedade normalmente são temas de filmes e seriados, ainda mais quando causam debates. A série da Netflix “Thirteen Reasons Why” traduzida para “Os treze porquês” do diretor Brian Yorkey não é diferente. O seriado adaptado do livro homônimo da escritora Jay Asher conta a história de Hanna Baker, uma adolescente que cometeu suicídio e deixou treze cartas para explicar “os porquês”. As cartas destinadas aos amigos e colegas de Hannah mencionava que, de alguma forma, eles contribuíram para que ela tirasse a própria vida. Além de Hannah, Clay Jensen é o personagem principal da série. O adolescente, que trabalhava com Hannah, tenta entender o motivo de receber uma das cartas e o quê, de fato, fez a amiga cometer o suicídio. 
    Mesmo após críticas sobre o ritmo dos acontecimentos, em agosto estreou a terceira temporada. Ao discutir temas necessários como suicídio, abuso sexual e homofobia, a série traz à tona questionamentos sobre abordagem. A ficção demonstra as consequências que podem causar atos de violência, seja física, verbal ou psicológica, porém as cenas são fortes e explícitas. No último capítulo da primeira temporada, a cena de Hannah cometendo o suicídio sofreu críticas dos telespectadores e por conta disso, a Netflix alterou a cena. 
    Neste mês, a campanha nacional “setembro amarelo” alerta para a prevenção do suicídio e os cuidados com a saúde mental. Ações são realizadas na sociedade como forma de combater doenças como ansiedade e depressão. O programa Abraça UEPG criado pela atual gestão da Universidade oferece acolhimento e acompanhamento psicossocial, voltado para a comunidade acadêmica e presta atendimento gratuito e sigiloso. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Logo, é importante discutir como a abordagem desses temas em filmes e séries pode causar consequências graves. 
    A ideia de “Thirteen Reasons Why” é explicar como os atos que passam despercebidos causam danos e com isso, trouxe à tona diversos relatos de pessoas que sofreram algum tipo de violência. Mas ao mostrar explicitamente esses atos, tornou-se quase um tutorial de como tirar a própria vida. É preciso saber diferenciar até que ponto a série propõe uma conscientização e quando se torna apelativa apenas para ganhar audiência, o que aconteceu em alguns capítulos do seriado.

Serviço: UEPG Abraça
Local: UEPG Campus Uvaranas- anexo a Farmácia Escola, próximo ao bloco M 
Campus Central- ambulatório de saúde mental, em frente ao RU.
Contato: (42) 2102-8659 ou (42) 99141-8937 
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 
Mariana Santos
13 Reasons Why. Foto: Divulgação
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG

 

 

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
 

Entre café e jogos de tabuleiro

 

Por Veridiane Parize

 

O Lótus Café – Food & Games, inaugurado no final do mês de julho deste ano, possui uma proposta diferente em relação a outros estabelecimentos do ramo: além de oferecer comidas e bebidas, também há jogos de tabuleiro para os clientes. A proposta é bem diferente e única em Ponta Grossa. São cerca de 50 jogos e alguns deles podem ser consumidos a partir dos 3 anos de idade. No lugar também tem um espaço kids com um quadro, giz, lápis de cor e desenhos. 

Existe um aluguel de 10 reais para usar os jogos. Alguns são bem populares como “jogo da vida”, “banco imobiliário”, “perfil”, jogos lúdicos que estimulam a interação entre amigos e família, ideais para deixar o celular de lado e se divertir. É possível também levar algum jogo que o cliente tenha em casa.

O nome do estabelecimento se refere à carta “Black Lotus”, a mais forte do jogo Magic. O proprietário Hugo Machado, apaixonado por jogos, faz questão de ensinar aos clientes como cada jogo funciona e às vezes até participa de uma partida. Em alguns casos, se chegou a hora de fechar e as pessoas ainda estão jogando, ele espera a partida terminar. 

O público é diversificado, tem pessoas que vão para jogar e os que vão apenas para tomar um café. O Hugo criou um grupo no Whatsapp só para meninas que gostam de jogos e todas as terças-feiras o valor do aluguel dos jogos para as garotas fica por R$8,50.

Os cafés do Lótus variam de um expresso por R$4,90 até um frapuccino de R$13,90. Os salgados variam de um pão de queijo vendido por R$3,90 até uma porção de dadinhos de tapioca por R$18,90. 

SERVIÇO - O Lótus Café está localizado na rua Balduino Taques, 505, Vila Estrela. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 12h às 20h30 e sábado das 16h às 22h.

 
 

 

                                         Que tal um lanche sem glúten?

                                                      Patrícia Guedes 

O glúten é uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio. Para muitos pode ser inofensivo, mas para algumas pessoas o glúten pode provocar alergia e inflamação no intestino, causada pela doença celíaca. Segundo a Associação de Celíacos do Brasil (Acelbra), um em cada 600 brasileiros é portador desse tipo de alergia, porém, esse número pode ser ainda maior, já que as pesquisas mostram apenas as pessoas já diagnosticadas com doença celíaca. Esta alergia pode surgir em crianças e adultos, e acontece devido à hipersensibilidade ou dificuldade em digerir o glúten. O tratamento para a doença celíaca consiste na retirada do glúten da dieta. 

Pensando nisso, muitos estabelecimentos passaram a oferecer apenas produtos sem glúten. É o caso da confeitaria e café Que Tal Sem Glúten?, que há mais de dois anos propõe uma cozinha afetiva, funcional e saudável para seus clientes. O espaço, apesar de pequeno, é aconchegante e receptivo, com frases e desenhos feitos em giz nas paredes. Todos os alimentos são confecções próprias, direcionadas a dietas restritivas - sem glúten, lactose ou soja. São servidos pães, bolos e salgados e o lugar também tem iniciativas sustentáveis, fazendo uso de canudos de metal para evitar o uso desnecessário de plástico.

São servidos quatro tipos de pães, o pão francês, baguete, pão de forma e pão para hambúrguer. Os pães são feitos de trigo sarraceno, farinha de amêndoas, teff e linhaça. Os salgados são todos lowcarb e sem lactose, desde pastéis assados, empadão, coxinha, bolinho de carne, tortas e pizzas. Os bolos são servidos em pedaços de tamanho generoso ou bolos inteiros para encomenda. O lugar também serve três tipos de sucos naturais (laranja, morango e abacaxi com hortelã), além de cafés, capuccinos e chocolate quente.

O tempero é ótimo, mas o preço é um pouco salgado. Os lanches podem variar de 7 a 15 reais. Minha experiência no Que tal sem glúten? foi com pão torrado com manteiga ghee e ovos mexidos. O prato estava saboroso, a massa do pão macia e com a crosta bem crocante, os ovos estavam no ponto de cozimento e de tempero. Também pedi um suco de abacaxi com hortelã para acompanhar o prato, e o valor total do lanche custou cerca de 20 reais.

SERVIÇO: A confeitaria e café Que tal sem glúten? fica localizada na Rua República da Argentina, nº 277, no Bairro Órfãs, próximo à Avenida Anita Garibaldi. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h; e aos sábados, das 9h às 17h. O estabelecimento também está no Ifood e a entrega custa R$6,90.

 

 
 
 
 

Bebidas alcoólicas nas ruas de PG, um hábito que pode virar caso de polícia 

Por Luiz Zak

Você sabia que em Ponta Grossa é proibido beber bebidas alcoólicas na rua? Segundo a Lei Ordinária nº 1104/2012, fica proibido o consumo de bebidas que contenham álcool em praças, parques, avenidas, ruas e quadras esportivas públicas. A lei foi implementada na cidade com a intenção de diminuir crimes e dar mais segurança aos cidadãos. No entanto, no ano seguinte à implementação da lei foram registrados mais de 13 mil boletins de ocorrência, segundo a Polícia Militar (PM). Em 2017 foram 15 mil ocorrências relacionadas a furto, assalto ou perturbação do sossego.

 

No ano passado, foram contabilizados 189 casos de consumo de bebidas em local públicos. A lei não prevê sanção à pessoa que for pega bebendo, porém se tiver descumprido a regra pode ser encaminhada para a delegacia para responder um termo circunstanciado.

 

Nos últimos quatro meses, a PM de Ponta Grossa tem feito vistorias pelas ruas da cidade em busca de pessoas que estejam portando entorpecentes ou bebendo em praças, parques ou até mesmo no rua. A ‘lei do tubão’, como ficou conhecida, se mostra ineficiente, pois foi criada para combater crimes, porém não há relação de causalidade entre o uso de bebidas e a criminalidade. As pessoas mais atingidas por essa lei são jovens em porta de baladas ou mesmo em encontros em espaços públicos e moradores de rua.

 

A Câmara de Curitiba também quer proibir as pessoas de beberem em espaços públicos entre 2h e 8h, porém não estão previstas sanções para quem for flagrado nessa situação. Há apenas o recolhimento do produto.

 

Apesar de ter como principal justificativa o combate à perturbação do sossego e à criminalidade, o consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos ou administrados pela Prefeitura não cumpre a meta do poder público, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. Ponta Grossa registrou aumento de 8% em ocorrências, em comparação com cidades que têm leis semelhantes, e fica à frente apenas de Cascavel (lei implementada em 2017) e Capanema (2013), que registraram queda de 5%.

 

Em uma cidade que oferece poucas opções de lazer, especialmente ao público jovem, a lei apresenta uma contradição. Afinal, há diversos eventos, promovidos pela administração municipal, que contam com a comercialização de bebidas alcoólicas em espaços públicos. Ou seja, o consumo de álcool passa a ser permitido apenas a determinados públicos, resultando em uma prática discriminatória em torno de um hábito comum de sociabilidade.

 
 
 
 

Memórias de 80 anos do Colégio General Osório

Por Erica Fernanda

Importante para o registro da história e da educação do município, o lançamento do livro “Grupo Escolar General Osório: nos primórdios dos anos de 1930 à direção de Elzira Correia de Sá” foi um evento cheio de reencontros. A Biblioteca Central acolheu professoras e professores, alunas e alunos que perguntavam “você lembra de mim?”, e assim começava uma conversa cheia de nostalgias. Alguns discursos eram bem patriotas, do tipo: “lembram quando a gente aprendeu a cantar o hino nacional? Levantava a bandeira e todo mundo cantava”. Outros traziam memórias marcadas pela política do mérito: “lembram quando a gente ganhava prêmios por ter a melhor nota?".

O livro, publicado pela editora Estúdio Texto, é resultado de pesquisas feitas no projeto de extensão da UEPG intitulado “Construindo e Reconstruindo a Historia”, realizado com o Núcleo Regional de Educação. A professora e autora Luzia Borsato Cavagnari recolheu dados, arquivos do Colégio, Prefeitura e Museus e depoimentos de ex professoras e estudantes para contar como era o ensino do colégio, que substituiu escolas isoladas do bairro de Uvaranas. O lançamento se refere também aos 80 anos do Grupo Escolar General Osório.

Naquela época, o ensino público em Ponta Grossa contava como as Escolas Isoladas, que ficavam localizadas nos bairros. Em um trecho do livro há o depoimento do ex-inspetor e diretor Valdevino Lopes, em que conta como era a situação das escolas. “Funcionavam de maneira bastante precária. [...] a professora recebia da mantenedora como únicos materiais, além da mesa, carteiras e quadro de giz, uma moringa para água, livros de leitura e poucos materiais escolares”, e a estrutura era toda de madeira. A única educação de qualidade que a cidade tinha eram as redes particulares, como Sant’ Ana (1905), Sagrada Família (1933), Colégio São Luiz (1906), Escola Luterana (1916), Escola Evangélica (1928) e escola Liceu dos Campos (1926-1955).

Contudo, em 2 de dezembro de 1938 o governo do Estado criou o decreto n⁰7779, que estabelecia que cada município deveria criar mais 10 escolas do ensino primário, denominadas de grupo escolar. Ao invés de ter apenas uma professora ou professor nas escolas isoladas para atender diferentes níveis de escolaridade, os Grupos Escolares passam a disponibilizar várias e vários professores para cada nível dos estudantes. A construção do Grupo Escolar General Osório teve início em 1938 ao lado do 13⁰ Batalhão de Infantaria Blindado (13 BIB), mas o Colégio só começou o funcionamento em 1939 contando com 137 alunos matriculados em duas turmas do 1⁰ ano e uma turma do 2⁰, 3⁰ e 4⁰ anos.

SERVIÇO – O livro “Grupo Escolar General Osório: nos primórdios dos anos de 1930 à direção de Elzira Correia de Sá” está disponível na Biblioteca Central Prof. Faris Michaele, no Campus da UEPG em Uvaranas.

 

Um desajuste para o sucesso

 

Amanda Dombrowski

 

O podcast é uma mídia em formato de áudio que tem conquistado muito espaço na área da informação e educação. No Brasil, o primeiro podcast foi o Digital Minds de Danilo Medeiros, que começou em 21 de outubro de 2004. Em novembro do mesmo ano surgiu o podcast do Gui Leite, o Podcaster, mais antigo no Brasil que ainda é produzido regularmente. E em dezembro foram criados os podcasts Perhappiness, de Rodrigo Stulzer, e Código Livre, de Ricardo Macari.

Com o passar do tempo o podcast teve uma expansão e várias iniciativas foram criadas. 15 anos depois do primeiro podcast no Brasil, no dia 16 de maio deste ano, Maria Fernanda Teixeira e Nicoly França lançaram o primeiro episódio do podcast Desajusta. As duas são empreendedoras, jornalistas, criadoras de conteúdo e fundadoras do canal do Youtube chamado Desavesso, que existe há três anos, em que falam sobre moda consciente e sustentabilidade.

Na primeira edição, com o nome “Nossa trajetória desajustada”, elas contam o objetivo do podcast que é inspirar as pessoas mostrando que não existe um ponto final chamado sucesso. Dessa forma, nos outros episódios elas trazem histórias inspiradoras mostrando que isso é possível. O programa tem o apoio da FAPCOM, a Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, onde é utilizado o estúdio para gravação.

O podcast não possui periodicidade regular, tem um tempo médio de uma hora e conta com a participação de convidados que relatam as trajetórias que traçaram até atingir seus objetivos. No décimo primeiro episódio, publicado em 12 de setembro, o assunto tratado foi saúde mental com a dona do podcast Esquizofrenoias, Amanda Ramalho. Como setembro é o mês de conscientização a prevenção ao suicídio, tratar sobre a saúde mental no podcast é um modo de mostrar a relevância do tema.

O objetivo do podcast atinge as expectativas ao mostrar modelos de vida, sonhos e histórias de sucesso para que as pessoas entendam que não existe uma única regra. É preciso boa vontade e oportunidade para realizar os sonhos e objetivos, e para isso não é preciso seguir o mesmo padrão para todos.

 

Serviço

O podcast pode ser acessado nas seguintes plataformas:

Megafono: https://www.megafono.host/podcast/desajusta 

Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/desajusta/id1464073562 

Spotify: https://open.spotify.com/show/7sLf3DvxdKKr0HOGV8ST8L?si=NuUAlov_SvqfWwqqMHcZrg

 
 

Brother Soul em um Paraná paranormal

Fabiana Manganotti

Palco B é um projeto cultural voltado à valorização de artistas autorais. Lançada em 2016, a série produz conteúdo audiovisual em formato de session, em que a banda faz sua performance ao vivo com um cenário em segundo plano. As apresentações são mensais e acontecem no auditório B do Cine Teatro Ópera, com ingressos a partir de R$10. Os vídeos e outras informações sobre as bandas estão disponíveis nas redes sociais da Fluencia e da Luneta Experiências Culturais, organizadoras do Palco B.

Neste ano a temporada do Palco B começou em julho e irá até o fim do ano, com a apresentação de dez bandas, com variados estilos musicais como: rock, MPB, reggae, dub, blues, rap e soul. Quatro bandas já se apresentaram neste ano. No dia 9 de julho aconteceu a primeira edição da temporada, com o rapper Juliano Gafanhoto e PG Town e a banda Circuito Absoluto. A segunda apresentação, no dia 13 de agosto, foi uma edição especial voltada para crianças, com a banda Casa Cantante.

A banda escolhida para o mês de setembro foi a Brother Soul. O estilo de música é o samba-rock, apresentado pelo trio composto por Fabricio Cunha, vocalista e guitarrista, Arajan Cunha, baterista, e Marquinhos Santos, baixista. As composições abordam conceitos sociais, como na letra de “Pixaim”.

As músicas são dançantes e animam o público. Uma delas, ponto alto do show, faz uma homenagem ao estado do Paraná, “Paraná Paranormal”, em referência à chamada Rússia brasileira. A apresentação contou com seis músicas e “Não esqueça do meu” foi gravada duas vezes pois, segundo Fabrício, sua guitarra estava desafinada e ficaria ruim para a gravação do clipe. O público presente no auditório registrou um atraso de meia hora para o início do show. 

Serviço: Mais informações podem ser conferidas nas redes sociais dos organizadores
Luneta Experiências Culturais (https://www.facebook.com/luneta.cultura/) e
Fluencia (https://web.facebook.com/FluenciaCultural/).

 

‘Bacurau’, se for vá em paz 

 

Leticia Gomes

Contemplado pelo Prêmio do Júri no Festival de Cannes de maio deste ano, ‘Bacurau’, que estreou em Ponta Grossa no último dia 12, conta a história de uma pequena cidade no sertão nordestino que misteriosamente desaparece do mapa.

A história começa com o velório da matriarca da cidade e é seguida por assassinatos misteriosos dos nativos do local. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles usa o desaparecimento do mapa como uma metáfora para a situação de sucateamento do país. Voltado para um gênero western, quase de terror e fantasioso, ‘Bacurau’ trata de temas que não poderiam ser mais reais.

O longa consegue explorar as relações desiguais entre a capital e a cidade pequena. É possível observar isso quando os cidadãos de Bacurau começam a ser caçados por estrangeiros sem aparentemente motivo algum. Com cenas violentas, os diretores escolhem as cenas mais gráficas para a morte dos estrangeiros, ao invés dos moradores da cidade.

‘Bacurau’ é um filme recheado de críticas metafóricas à política brasileira. Pode-se perceber este aspecto a partir de temas como o armamento, a xenofobia, a violência acentuada, e mais sutilmente críticas ao sistema de saúde e distribuição em cidades pequenas do Nordeste. Trata também da mobilização popular e da capacidade de organização de uma comunidade diante de abusos do poder político.

 

Serviço:

Local: Cinemas Lumiere – Shopping Total

Horário: 18h30 e 21h

Preço: R$12,00 (meia) e R$24,00 (inteira). De segunda a sexta-feira todos pagam meia entrada

Tempo: 2h10min

O filme consta na programação do Cinemas Lumiere até o dia 24 de setembro, possivelmente podendo se estender.

Produzido pela Turma C - Jornalismo UEPG












Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.







Exposição retrata a infância de imigrantes holandeses
     A exposição ‘Retratos da infância na imigração holandesa em Carambeí’ traz, além de fotografias das crianças das famílias pioneiras da cidade, brinquedos e representações de brincadeiras da época da imigração. Tal exposição busca abordar a infância durante a imigração holandesa nos Campos Gerais com fotografias e brinquedos que capturam a essência do que era ser criança em um período que não dispunha das tecnologias de hoje em dia.

Os brinquedos expostos são todos de madeira ou tecido. Fazem o visitante refletir que, muito diferente dos nossos tempos atuais, as crianças da época de 1911 – data da chegada dos primeiros imigrantes holandeses na região dos Campos Gerais, mais especificamente em Carambeí – brincavam com aquilo que se produzia em casa. Hoje, não se ouve falar que se costura boneca de pano e nem se encontra carrinhos construídos em madeira. Pelo contrário, a maioria são brinquedos eletrônicos. Provavelmente, os brinquedos da época representados na exposição estimulavam mais o desenvolvimento das crianças, porque atualmente, observa-se que, a maior parte da infância, é vivida em frente a telas de computadores e celulares, além da televisão.

As fotos expostas comprovam que os brinquedos eram simples e produzidos em casa. As fotografias mostram as crianças das primeiras famílias que se instalaram na região de Carambeí. Enquanto o público jovem tem a oportunidade de conhecer as brincadeiras da época de seus pais e avós, o público mais velho pode relembrar seu tempo de infância pois, a exposição, além das fotografias e representações das brincadeiras, traz um brinquedo interativo, onde o visitante tem a possibilidade de entrar em contato com o passado.
Serviço:
Exposição Retratos da infância na imigração holandesa em Carambeí
Local: Parque Histórico de Carambeí
Horário de visitação: Terça-feira à domingo – das 11h às 18 horas

                                                                               Por: Nadine Sansana






Os textos de protesto das ruas

Feminismo, movimento negro, meio ambiente, homofobia, fascismo, capitalismo. Temas combatidos na literatura punk que se encontra pelas ruas da cidade. O protesto é a marca, principalmente contra diversos tipos de opressão e o ataque ao que chamam de padrões da sociedade atual.

Grande parte dos textos são autorais, manuscritos e fotocopiados, que compõe as peças junto com colagens. É possível notar a influência de nomes históricos de diferentes campos, como as falas de Martin Luther King Jr. e textos de Agatha Christie. Não há número de laudas ou periodicidade garantida, mas esses manifestantes literários estão sempre a abordar pedestres e a oferecer seus textos pelo preço que o comprador julgar que valem.

No mundo de contradições em que vivemos, não fogem à regra. Tratam a educação como libertadora ao mesmo tempo em que desrespeitam a gramática. Criticam o capitalismo selvagem, mas fotocopiam seus escritos em uma grande empresa da cidade.

Ainda assim, em meio a tantas dores do mundo atual, são voz de protesto que dificilmente passam desapercebidas. Têm papel importante na literatura popular, no registro do nosso tempo e procuram o despertar de consciência sobre as opressões tomadas como normais no modelo contemporâneo de sociedade.

                                                                               Por: Alexandre Douvan



Pizza Frita é a opção gastronômica para quem quer comer algo diferente

Desde 2012 a Pizza Frita de Ponta Grossa é a única pizzaria da cidade e a primeira no Paraná que apresenta a proposta de uma massa de pizza tradicional frita. Com três tamanhos diferentes, pequena, média e grande torna-se uma ótima opção para um final de semana em família. O cardápio é composto por 53 sabores no total, sendo 45 salgados, como de queijo, frango, carne, vegetais, peixes, frios e as especiais, e seis sabores para a doce. Os preços das pizzas variam conforme o tamanho e sabor escolhido custando de R$ 24,00 a R$43,00.

A preparação da pizza é rápida, de 20 a 25 minutos, além de ser bem embalada e o tamanho condizente com o anunciado. Entretanto, deve ser entregue em casa ou retirada no local, já que o estabelecimento é um delivery e não possui mesas no ambiente.

A pizza frita é saborosa, bem recheada, com uma massa crocante, sequinha e na espessura ideal. A de sabor baiana, por exemplo, é feita com mozzarella, requeijão, bacon, calabresa, cebola, pedaços de ovos cozidos e muita pimenta calabresa. Enquanto a doce, de prestígio, é preparada com bastante chocolate preto, côco e um creme que a deixa mais cremosa e menos enjoativa.

Um fato interessante é que cada pizza vem numerada na própria massa, conforme o sabor indicado no cardápio e também apresenta um formato diferenciado das pizzas tradicionais, podendo ser comparado ao de um calzone. Mas como nem toda pizza é perfeita, a pizza frita é difícil para cortar fazendo com que o recheio saia da fatia. Apenas duas pizzas doces do cardápio não tem queijo no recheio, sendo ruim para aqueles que, assim como eu, não gostam de queijo com doce. Uma pizza média não serve uma família de quatro pessoas, a dica é pedir duas médias ou então, a grande. Não deixe de experimentar essa delícia!

 

Serviço:

A Pizza Frita está localizada na rua Benjamin Constant, 03 – Centro, em frente ao restaurante popular.

Telefone: (42) 3025 – 1343 Site: www.apizzafrita.com.br

Página Facebook: A Pizza Frita (Oficial)

Horário de funcionamento: Terça, Quarta, Quinta e Domingo das 18h às 23h

Sexta e Sábado das 18h às 23h20

Curta “A Linha”, uma união de arte, poesia e tecnologia

      Por: Natália Barbosa




 

rquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa têm mais duas apresentações para as próximas semanas
  A Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa tem duas apresentações programadas, para os próximos dias, uma no dia 15 de setembro e outra para o dia 18 de setembro. O Concerto de aniversário de Ponta Grossa, que vai acontecer no dia 15 de setembro às 20h no Cine-teatro Ópera. O preço do ingresso varia de R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada, os ingressos estão disponíveis para a venda no Centro de Música.

O repertório será de concertos para trompete de Stölzel e Vivaldi, Sinfonia nº 9 de Antonín Dvórak. Cícero Cordão e Maurílio Telles são os solistas convidados para a apresentação do aniversário.

Já a apresentação do dia 18 de setembro, vai ser para a abertura da Semana Nacional de trânsito, às 19h no Cine-teatro Ópera. A entrada será franca e os ingressos estão disponíveis na Autarquia Municipal de Trânsito.

O repertório da abertura será composta por Entrance Fanfare, composta por Rafael Rauski, Romance composta por Gabriel de Paula Machado, Pérolas d’Alma de Jorge Holzmann e O Navio Negreiro de Sérgio Neville Holzmann.

A Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa é conhecida pela sua harmonia. Tem como ponto forte a proximidade que o maestro cria entre o público e a própria orquestra. Essa mediação faz com que quem esteja assistindo consiga criar um vínculo maior com a música que está sendo executada.

Serviço:

 A última apresentação da Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa foi na abertura oficial do 11º Festival de Música de Ponta Grossa que aconteceu no dia 02 de agosto. Onde foi tocado Poéme para violino e orquestra de Ernest Chausson, Tzigane para violino e orquestra de Maurício de Ravel e Sinfonia nº 9de Antonín Dvórak.

                                                                                  Por: Arieta de Almeida





Da irreverência ao estereótipo

 Usar humor para abordar assuntos sérios e polêmicos do cotidiano, já que se tornou rotina de programação de rádio T. Através da frequência 99.9, uma população de ponta grossa acompanha programas que, por vezes, não estabeleceu limites na busca constante por entrevistas e programas de programas de qualidade humorística duvidosa.

Diariamente, das 11h30 às 13h, o “Clube dos Pobres” faz a programação do rádio sob o comando de quatro apresentadores, que conduzem um bate-papo informal a respeito de temas debatidos no cotidiano. Como o próprio nome sugere, o programa tenta definir um diálogo com as classes menos favorecidas economicamente da cidade. No entanto, o programa falha ao usar o preconceito social para justificar uma estética, o roteiro pré-estabelecido e as seguintes perguntas feitas ao longo da discussão.

O “Bolicho da T”, que vai chegar até segunda-feira às 18h, também inclui um estilo de humor baseado em estereótipos locais. O quadro ganha vida através do personagem “Juca Bala”, que representa o cidadão típico da região sul através de uma imitação sotaque paranaense. Com participação dos ouvintes, os três integrantes conduzem um diálogo por meio de piadas com características machistas, um xenófobo e um homofóbico.

Em uma cidade conservadora como Ponta Grossa, quem apostou neste tipo de programação acaba sobrevivendo à batalha pela audiência. Não é exclusividade desses programas o suporte a esse tipo de construção humorística, visto que a desvalorização deste meio de comunicação propicia uma busca por novas estratégias de comunicação. O questionamento ao respeito dos limites de humor continua sendo digno de um debate mais amplo. Um debate necessário.

 Por: Allyson Santos





Curta “A Linha”, uma união de arte, poesia e tecnologia

“Pedro amava Rosa, que adorava flores, mas que ainda não sabe que é amada por Pedro”... Foi assim, que uma simples quadrilha romântica se tornou a primeira produção brasileira em realidade virtual a disputar a competição da Venice Virtual Reality , do 76º Festival de Veneza dedicada a projetos com a tecnologia.

Com duração de pouco mais de 13 minutos, o curta “A Linha”, do conceituado diretor Ricardo Laganaro, criou um instigante enredo com uma sofisticada experiência interativa. O curta conta com uma comunicação em 360º, proporcionando uma experiência de imersão ao público.

O filme “A linha” descreve uma história de amor que se passa em São Paulo nos anos 1940. Com um par de luvas, que funcionam como joysticks de videogame, e um capacete eletrônico, o espectador transita por uma realidade invisível totalmente virtual e simulada. É ali, que se movem Pedro, um jovem entregador de jornais, e Rosa, uma florista.

Para “vivenciar” a experiência total da produção, é necessário colocar o headset e imergir em uma sala escura. A partir daí, todas as interações replicam movimentos reais – as mãos são capazes de segurar objetos e até tocar os personagens. Mas o filme possui uma característica bastante inclusiva e pouco presente em outros do mesmo segmento: é possível apreciar a obra sem o uso do aparato tecnológico, graças às cenas que acompanham os protagonistas.

O curta-metragem de 13 minutos concorre com outros 25 trabalhos do mundo inteiro em duas categorias: melhor experiência interativa e melhor experiência em realidade virtual. O filme pode ser encontrado na internet.

 

Serviço:

Obra: A Linha

Direção: Ricardo Laganaro

Produtora: Árvore Experiências Imersivas

Duração: 13 minutos

Trailer do curta: https://www.facebook.com/laganaro/videos/10156818972064775/

 
Por: Hygor Leonardo dos Santos






Uma reflexão sobre mundo real e ilusões na peça "O que seus olhos vêem?"

O espetáculo “O que seus olhos vêem?” mostra ao público uma representação da vida de pessoas que sofrem para viver o mundo real e ficam reféns de suas ilusões, em meio a crises de ansiedade, transtornos de bipolaridade, depressão, entre outros distúrbios psicológicos. Temas que são recorrentes em discussões cotidianas.

Organizada pela Companhia de Teatro Bianca Almeida, a peça apresenta perspectivas de vida das pessoas que sofrem com seus pensamentos e ilusões sobre o mundo. Em uma realidade que tende a ser dolorosa, elas se fecham para o mundo, alimentando uma realidade idealizada e a vivendo como se fosse verdade.


Para a organizadora Bianca Almeida, a obra faz com que as pessoas reflitam sobre suas escolhas de vida, entre viver um mundo de ilusões e fantasias, como a mente de cada um induz, ou aceitem viver o mundo real e as dores que ele causa. O roteiro foi elaborado pela autora há dois anos e agora será representado pelo elenco de sua companhia.

Em tempos em que são lançadas muitas campanhas em prol da vida, de luta contra os transtornos causados por ansiedade e depressão, “O que seus olhos vêem?” traz uma profunda reflexão sobre o ser humano como prisioneiro de sua própria mente, assim como uma mensagem de resistência e coragem.

Serviço:

A apresentação da peça “O que seus olhos vêem?” será no dia 14 de setembro, às 19h30, no Cine Teatro Ópera. Os ingressos serão de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Por: Cícero Goytacaz






 



Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG

 

 
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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Muito mais do que (apenas) jogos universitários
    
     Os jogos universitários surgiram em meados do século XIX na tentativa de integrar os estudantes com os esportes. De acordo com dados do Centro de Estudos e Memória da Juventude, com apoio do Ministério do Esporte, o primeiro ano em que ocorreram as competições foi em 1916, apenas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Somente em 1935, a primeira Olimpíada Universitária Brasileira reuniu jovens de diversos estados do país na competição, pois houve a oficialização das atléticas e federações.
    Em Ponta Grossa, cursos como Direito, Engenharia, Educação Física e Jornalismo participam, no final de junho, de competições pelas associações atléticas em diferentes cidades do Paraná. A ideia é a interação entre alunos de diferentes universidades, mas que trabalharão na mesma área no mercado de trabalho.
  Cascavel é a sede dos Jogos Jurídicos Paranaense em 2019. Apucarana sedia o Torneio Universitário de Comunicação e Artes. Umuarama recebe o “engenharíadas paranaense” e Irati hospeda os Jogos de Educação Física do Sul. A escolha da cidade é feita por sorteio e as disputas com base em um chaveamento, a partir dos resultados do ano anterior.
   O alto custo do pacote, que inclui transporte, alojamento e, em alguns, kits e festas impossibilita estudantes a viajarem com suas atléticas. Mesmo em cidades próximas, os jogos não são acessíveis a todos os grupos sociais que fazem parte da universidade. Os valores variam de R$200,00 a R$800,00. Cerca de 1000 estudantes entre a UEPG e UTFPR devem participar dos jogos no período de 20 a 23 de junho.
    O que chama atenção nos jogos é a fusão de culturas e a regionalidade presentes nos jogos, o que permite ao estudante conhecer pessoas diferentes e uma nova cidade no Paraná a cada edição anual.
    Há uma importância nos jogos, já que, há um sentimento de coletividade, existindo a união de um grupo em prol da competição. Além disso, a prática esportiva no período da faculdade, integrando cursos das mais diversas áreas da formação profissional.


SERVIÇO
Torneio Universitário de Comunicação e Artes (TUCA) - Apucarana
Engenharíadas Paranaense (EP) - Umuarama
Jogos Jurídicos Paranaense (JJPR) - Cascavel
Jogos de Educação Física do Sul (JEFS) - Irati

 
Ane Rebelato
 
 

                  A gourmetização da sopa e a mudança de um prato popular
 

      O dia 21 de junho marca o início do inverno no hemisfério Sul. Na estação mais fria do ano, a sopa toma conta do cardápio dos brasileiros e, com mais expressão, ao Sul do País. Conhecida como a comida mais antiga e tradicional da alimentação humana, até a Idade Média a sopa era feita com água quente, vegetais ou ervas e carne cozida. Ao longo dos séculos, ela foi sendo sofisticada com temperos fortes, caldos, massas e carnes. ‘Gourmetizadas’, hoje as sopas são vendidas por quilo na maioria dos restaurantes e cafés em Ponta Grossa.
      Um dos locais mais conhecidos do ramo no inverno ponta-grossense é o Supermercado Vitor, no bairro Sabará. Na praça de alimentação, no piso superior do mercado, o buffet inclui dezenas de tipos de sopa, com cardápio variado ao longo da semana: canja com frango, sopa de feijão, sopa de legumes, sopa eslava, creme de abóbora, sopa de capeletti e assim por diante.
     O quilo da sopa no Supermercado Vitor custa 31,90 e duas conchas saem em média 8 reais. O buffet oferece uma variedade de acompanhamentos - torradas, tortilhas, pães, queijo, bacon, couve - e, além de refrigerantes e água, tem em torno de 15 garrafas de vinho à disposição do cliente ao custo de 9 reais a taça.
     Os pratos ofertam sabores variados. A maioria tem boa textura e tempero na medida certa, mas percebe-se a dificuldade para manter os pratos quentes. Para evitar o problema, a  gerência do restaurante disponibiliza um microondas, ao lado da mesa do buffet, como alternativa. A sopa de feijão difere das demais na homogeneidade pela quantidade de elementos utilizados na receita, o que acaba confundindo o paladar.
     O que chama atenção no serviço é o valor cobrado pelo prato. Além do Supermercado Vitor, outros estabelecimentos trabalham com sopa e o valor segue a mesma faixa - mesmo se tratando de um prato popular, feito à base d'água. No Café Ferrara, no centro de Ponta Grossa, por exemplo, a sopa tem o valor único de 26,90 pela variedade ofertada. No Café Colonial do Hotel Planalto, o valor por quilo é de 49,90. Já o Soup Truck, um trailer de sopas, localizado no Centro de PG, vende por litro cumbucas de sopa de 480 ml a 12 reais.
 
Serviço:
Sopa por quilo (kg) em PG
Valor do buffet por pessoa: de R$ 26,90 a 49,90

Raylane Martins

 

Uma marca que é sinônimo de estilo há um século
 
     Há exatos 111 anos a marca All Star existe e é uma (quase) unanimidade no mundo da moda. A marca foi criada em 1908 e, desde então, acumula histórias que passeiam por vários temas, do esporte à música.  Tudo começou em Maldens, Massachussetts nos Estados Unidos, quando o empresário Marquis Mills Converse inaugurou a Converse Rubber Show Company. Em menos de dois anos, a empresa já produzia cerca de 4 mil pares de sapato por dia.
     Mas, foi em 1917 que a companhia desenvolveu a linha de calçados de lona e solado de borracha com o design mais parecido do que se ve hoje. Os tênis ganharam ares ainda mais cool quando o jogador de basquete Charles “Chuck” Taylor se juntou à empresa e sugeriu algumas mudanças, como fissuras no solado, para diminuir a derrapagem nas quadras. Foi ele, aliás, que disseminou a marca pelos EUA. Enquanto jogava, ele convencia colegas e técnicos a usar o All Star preto de cano alto, um dos ícones da marca e até hoje conhecido como “Chuck Taylor”. A tradição de jogadores usando o tipo de calçado foi até a década de 1970, quando foi vencida pela tecnologia dos amortecedores.
     Os All Stars conquistaram, em diversas épocas, jovens e adultos, universitários, profissionais liberais e celebridades. No Brasil, a marca chegou em 1980 e, desde então, também ganharam as ruas nas mais diversas cores. Em 2017 eram 1,2 mil modelos vendidos no país e atualmente a marca pode ser encontrada em 160 países do mundo.
     Apesar de ser um tênis centenário a versão mais clássica da marca não é confortável e pode causar desconforto em quem usa o sapato por horas seguidas. O solado é fino, o que proporciona apenas um pequeno espaço entre o pé e o chão de fato, não contam com amortecedores para tornar o calçado mais confortável. Quando novo, muitas vezes causa bolhas, aperta os dedos e o peito do pé.        Em contrapartida, o tênis tem a fama de durar por muito tempo e por ser funcional.
O preço do calçado varia de 80 até 400 reais, dependendo do modelo, e já se transformou em coringa de qualquer guarda-roupa, seja o usuário seguidor ou não de alguma tendência da moda. Os modelos mais vendidos em todo o mundo são os de cano baixo preto, branco e vermelho.

Serviço:
Um tênis all star custa entre 80 e 400,00 e tem desde tamanho infantil até o adulto
Milena  Oliveira
 
“Não adianta vir com tinta, para mim é chocolate”

    Do chocolate, ele transforma em tinta o material para usar em seus quadros. É assim que o artista plástico e jornalista Sebastião Natalio constrói as obras. A matéria-prima vem do próprio doce que o pintor utiliza para desenhar as obras. Chamativos pela sua coloração marrom, os 15 quadros apresentam diversos esboços, retratos e releituras. Uma das releituras é o quadro, “O homem com a orelha cortada de (Van Gogh)”. Já outro quadro é um retrato de Tim Maia, cantor que inspirou o título da exposição, Eu só quero chocolate com a música chocolate.
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    Embora a técnica do pintor seja inusitada, o resultado das obras é promissor, dando uma característica única as telas. Cada moldura traz uma figura diferente, embora o tom da cor seja sempre o mesmo: as imagens são criativas, mostrando técnica e precisão. Outro aspecto é o local onde os trabalhos estão expostos. O hall de entrada do hotel Vila Velha Premium o ambiente é aconchegante, mas a iluminação deixa a desejar. Por conta das molduras serem feitas de madeira e vidro, a luz dos lustres no ambiente fica refletindo sobre o vidro dos quadros, o que impede a visualização, de todos os ângulos das telas. No local há luminárias em frente de cada obra, mas estavam apagadas. Outro aspecto negativo é a falta de explicação da técnica do artista ao usar chocolate. Por se tratar de um material inusitado para a pintura, faltou a explicação dos procedimentos de criação das obras. 
    Contudo, é uma exposição incomum e ver de perto a criação dos quadros ajuda a entender o processo que levou o artista a pintar, misturando chocolate com referências da música brasileira, símbolos da cidade de Ponta Grossa e obras de artistas renomados pelo público.

Serviço:
Exposição: Eu só quero chocolate
Pintor: Sebastião Natalio
Local: Premium Vila Velha Hotel – Salão Itacueretaba
Abertura: 4 de Junho e vai até o dia 28 do mês
Preço dos quadros: R$ 170,00

 
Rafael Santos
 
Livro remonta vidas apagadas dos papéis por conta da Klabin
 
    O livro "Para Além do Papel - O Jornal O Tibagi e a construção do discurso fundador de Telêmaco Borba", resultado da pesquisa de mestrado em Ciências Sociais Aplicadas pela UEPG de Ana Flávia Braun Vieira, foi lançado em Ponta Grossa em 30 de maio. 
O livro mostra, através de fontes literárias e jornalísticas, o sentido por trás da afirmativa de que Telêmaco Borba é a cidade da Klabin. A partir de evidências, a autora apresenta uma realidade que nem mesmo os moradores da cidade conhecem: as vidas que existiam ali antes da Klabin chegar na cidade, algumas das quais foram apagadas da história. 
    A autora exemplifica com imagens como a apresentação das notícias no jornal O Tibagi favoreceu o discurso que está nos papéis de que a Klabin é a principal fundadora da cidade e que se o periódico trouxesse as notícias de outra maneira, talvez a história de Telêmaco fosse outra. 
No quarto capítulo do livro, Ana Flávia faz uma crítica à seleção de notícias dos jornalistas e à linha editorial da imprensa, que favorece o discurso dominante.
    A obra é ilustrada com fotos da cidade e das manchetes do jornal, o que facilita a leitura e prende a atenção do leitor. É uma leitura rápida, de 224 páginas, mas que apresenta uma história importante para quem vive na cidade ou para quem quer conhecê -la. No entanto, a autora poderia ter, também, como fontes pessoas que ao decorrer dos anos participaram da história para entender melhor como as notícias repercutiram no município.
   Espera-se que, pelo menos, quem curte leitura e quer conhecer histórias e vidas que foram apagadas contemple a obra.
  Para adquirir um exemplar basta escrever para Ana Flávia em qualquer rede social e combinar a forma de entrega. Em Telêmaco Borba, o lançamento acontece em julho.

Serviço: 
Livro "Para Além do Papel- O Jornal O Tibagi e a construção do discurso fundador de Telêmaco Borba - PR"
Autora: Ana Flávia Braun Vieira 
Ponta Grossa, Texto e Contexto Editora, 2019.
224 páginas.
40 reais.
Bruna Kosmenko
Editoria “Insana” do portal aRede pode desgastar credibilidade jornalística do site
 
      O portal aRede é um dos principais sites de notícias dos Campos Gerais. De acordo com dados disponibilizados pelo próprio site, figura entre os cinco mais acessados do Paraná e está na liderança do segmento em Ponta Grossa.
     Segundo descrição da empresa, o sucesso se deve ao modo como são veiculados os produtos jornalísticos, “como a prioridade à notícia rápida, com vídeo, 24 horas por dia, sete dias por semana” e a interação com as redes sociais.
       Na página inicial, o site conta com 17 editorias, para separar as matérias jornalísticas em temas ou colunas assinadas. Assuntos relacionados aos Campos Gerais, cotidiano, agronegócio e esporte têm destaque nas produções.
       Mas uma editoria chama a atenção do leitor.  A “Insana” (https://d.arede.info/insana) traz produções sensacionalistas e curiosas que aparentam misturar jornalismo com entretenimento. Por vezes, a editoria posta informação imprecisa, talvez para despertar curiosidade e fazer com que o leitor clique para ver mais.
   Alguns princípios jornalísticos podem ser questionados, como a proximidade dos acontecimentos. Muitas manchetes são de fatos que aconteceram em outros países. Publicada no final de maio/2019, a manchete “Macaco mata homem de 60 anos e fere outras nove pessoas na Índia” parece sensacionalista e indica pouco interesse público no texto veiculado.
   Normalmente, as matérias da editoria não são assinadas por repórteres. E, depois de compartilhada nas redes sociais, tende a gerar discussão entre os seguidores do portal. Em tempos de conteúdos feitos com a única intenção de gerar receita, o site aRede poderia tomar cuidado ao publicar produtos não jornalísticos sob o risco de ser associado a uma estratégia frequente em redes sociais que envolve “caça-clique”.

Serviço: 
Site: Portal aRede
Endereço eletrônico: https://d.arede.info/
Cidade: Ponta Grossa (PR)
 Thailan de Pauli Jaros
“Em briga de marido e mulher, se mete a colher sim”
 
     O monólogo “O que Eu Deveria Ser Se Não Fosse Quem Eu Sou” é um espetáculo que retrata a história de uma mulher que sofreu violência física e psicológica num relacionamento abusivo durante 15 anos. A peça expõe os vários estágios que um relacionamento tóxico provoca na rotina de uma mulher, desde a pressão familiar até a perda de confiança em si mesma devido à violência simbólica que o companheiro dela demonstrava através de atitudes e palavras.
     No centro do palco, o único e principal elemento do cenário da peça é uma “teia de cordas”, que carrega vários significados no decorrer da apresentação: uma hora é o abrigo da mulher e em outro é a própria casa da personagem, que se torna uma prisão. O figurino da personagem é simples e de cores neutras.
     O desfecho da peça é marcado pela decisão da personagem em continuar correndo com a vizinha escondida do marido, até que ela redescobre a paixão por um esporte e por si mesma, recuperando a autoestima para enfrentar a situação que vivenciava rotineiramente em casa.
     O espetáculo O Que Eu Deveria Ser Se Não Fosse Quem Eu Sou é escrito, dirigido e encenado por Michella França, com produção do Grupo Dia de Arte, de Ponta Grossa. A peça foi apresentada no Centro de Cultura durante a última Quarta Cultural, dia 12, e será interpretada novamente na próxima quarta, dia 19.

Ficha Técnica:
Elenco: Michella França
Direção: Michella França
Assistente de Direção: David Dias
Preparação Corporal: David Dias
Arte Visual: Fernando Durant
Fotos: Jonas Boita
Produção: Grupo Dia de Arte
Cenário: Ester Okito
Figurino: Sandra Berger
Maquiagem: Jonas Boita
Iluminação: Carlos Phantasma

Serviço:
A próxima apresentação, no dia 19, será realizada também às 20 horas, no Centro de Cultura, e os ingressos irão custar 10 reais (inteira) e 5 reais (meia).
Gustavo Camargo

 
Bonita não só o nome da banda
 
            O show de comemoração aos dez anos da Banda mais bonita da cidade aconteceu no último dia 07 de junho no Cine Teatro Ópera, em Ponta Grossa. O grupo é famoso pela música Oração, lançada em 2011 e que foi reproduzida em múltiplos formatos desde então, atraindo até versões eletrônicas.
            Para um espaço, entretanto, em que há 690 lugares disponíveis, a casa recebeu cerca 450 pessoas e, por isso, o volume do som no lugar não foi proporcional, pois passava o limite confortável e deixava a vocalista um pouco abafada. Mesmo sendo o centro de quase todas as bandas, a vocalista aqui não foi o que chamou mais atenção. O pianista, sem dúvidas, foi o destaque, demonstrando domínio e parecendo estar à vontade, ele deixou o show ainda mais especial e colorido.
            As letras das músicas voltadas ao estilo MPB, quando aliadas ao conjunto de todos os instrumentos, alcançavam sons que lembravam muito um rock de bandas como o Pink Floyd, por exemplo. O público, de maioria jovens estudantes, conseguia se conectar com aquela sensação de liberdade vinda da música e que pairava sobre o teatro Ópera, onde aconteceu o show. 
 Luzes azuis, gelo seco e um público aguardando ansioso.  Assim começou o show da banda mais bonita da Cidade. A parte instrumental combinava efeitos para criar uma ambiência que transmitisse o perfil do grupo. O piano foi o primeiro a despertar o interesse da plateia. Em seguida, o baixo agregou um som mais forte. E, por mais que a bateria e a guitarra sejam instrumentos com tons mais agressivos, foram eles que completaram a leveza que a banda pretendia passar.

Serviço:
Canal no youtube da banda: 
https://www.youtube.com/channel/UC_2HcZlKwx7O6QYf6PT6KKA
 
Francielle Ampolini
     Seriado sobre drag queens apostou na diversidade, mas e a representatividade?
 
   A décima primeira temporada de RuPaul’s Drag Race teve o último episódio divulgado no mês de junho, que antecede a comemoração do orgulho LGBTQ+. Intitulado “Grand Finale”, a série apostou em coroar uma Drag Queen que tende a fugir dos padrões de estética, beleza e personalidade das vencedoras de outras temporadas. RuPaul’s Drag Race é um seriado transmitido pelo canal fechado VH1 e em 2019 completou 10 anos desde a estreia. O programa é uma competição entre as drags queens e procura o carisma, singularidade, coragem e talento (carisma, uniqueness, nerve and talent) para suceder ao título de "America's Next Drag Superstar".
     Ao decorrer de 11 temporadas, criou-se um padrão normativo de estética que só drags brancas, magras, bonitas e impecáveis conseguem chegar ao topo da competição. Na atual temporada, as representações de corpos e nacionalidades são as mais diversificadas. Drag Race discutiu xenofobia, representada por uma drag mulçumana e problematiza a abertura para diversidade no Vietnã, tendo como personagem a drag queen Plastique Tiara, que morou no país e desconhecia a cultura pop até chegar aos Estados Unidos. Foram três drags queens autodeclaradas negras na final, algo inédito na história do programa.
     Em Ponta Grossa, a cultura drag é pouco explorada. Falta incentivo para quem quer trabalhar com a arte, poucas casas noturnas atendem o tipo de show. A Cavan e o Deck são casas noturnas da cidade e têm reconhecido o trabalho das drag queens na vida noturna, dando espaço para apresentações (
) e entrada grátis em eventos. 
     Em conversa com algumas drag queens de Ponta Grossa, a maioria começou a se montar por influência do seriado RuPaul’s Drag Race. Embora o seriado tenha apostado em coroar um drag queen que foge dos padrões, fica a dúvida se os produtores realmente queriam uma maior representatividade da comunidade drag ou foi apenas para atender as expectativas do público, já que há muito tempo os seguidores de Drag Race vêm criticando a falta de representações no elenco. Mesmo com controvérsias, o reality abriu portas e influenciou a comunidade LGBTQ+ que se identificam com a cultura drag, dando oportunidades no reconhecimento e abertura de plataformas para a divulgação da arte. 

Serviço:
Site: http://www.vh1.com/shows/rupauls-drag-race 
Matheus Rolim
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG

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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Por que a população de Ponta Grossa não tem um Mercado Municipal?

     O Mercado Municipal de Ponta Grossa, inaugurado no fim da década de 60, que durante anos foi um dos principais pontos de comércio da cidade e atraía um grande número de pessoas, além de estabilizar comerciantes, parou de funcionar há cerca de 10 anos. Desde então o prédio foi abandonado. O local foi tomado pelos matos que cresceram e pelos lixos que foram depositados nele. 
     Comerciantes que compraram lojas dentro do espaço do mercado não obtiveram respostas concretas sobre o estabelecimento, partindo pra iniciativa de abrir negócio em outro lugar. 
     Em contrato, firmado pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa e a empresa Tekla Engenharia, a entrega das obras para revitalização do ambiente do Mercado Municipal estava prevista para outubro do ano passado. A obra previa espaços para café, vendas de carnes, lojas de roupas, produtos coloniais e gastronomia em geral. A previsão do contrato era o esperado pelos moradores há anos. No entanto, a obra não foi entregue. Na verdade, ela nem começou.
     Neste ano, a empresa noticiou que alguns problemas observados impossibilitaram a reforma. Por conta disso, uma empresa especializada está responsabilizada pela demolição do atual prédio. 
     A demolição total do antigo Mercadão está prevista pro fim de junho de 2019 e a entrega do novo Mercado Municipal, ainda para este ano. O espaço deve contemplar salas para cinema, praça de alimentação e espaço para lojas, além de manter as raízes do Mercadão de PG.
     Como é possível que em mais de 10 anos a Prefeitura de Ponta Grossa não tenha tomado atitudes para revitalizar um espaço, que é a marca de várias cidades, como um Mercado Municipal?

 
Bruna Kosmenko
 
 

Desafios de uma opção gastronômica oriental em PG

     O mês de junho é marcado pela chegada dos imigrantes japoneses no Brasil no ano de 1908. A culinária é representativa no país e em Ponta Grossa não fica de fora. Um dos estabelecimentos que oferece a gastronomia japonesa na cidade é o Sennin Sushi. Inaugurado no fim de março de 2019 em novo endereço, a casa oferece rodízios na terça e quinta-feira à noite. 
     De entrada a casa oferece um sunomono especial, uma espécie de salada de pepino agridoce, que abre o rodízio. Os quatro tipos de sushis incluídos na refeição tem um sabor agradável, principalmente o Filadélfia - bolinho de arroz recheado com salmão cru e cream cheese - que é confortante para quem já comeu algo da culinária japonesa. 
     O molho de limão oferecido, assim como o shoyu, complementa os sabores e combina com o peixe cru. Já no prato quente, o tempurá (legumes fritos com uma massa fina) deixa a desejar: é gorduroso e não traz o sabor esperado. O tempurá poderia ter mais molho tarê, que tem um gosto adocicado e amenizaria a gordura. 
     O destaque do rodízio fica ao sashimi flambado, uma fatia de peixe cru parcialmente cozido, que explode na boca e mostra que existe uma cuidadosa técnica na preparação. O valor do rodízio por pessoa é de R$ 65,00 mais 10% da taxa de atendimento. O cliente pode repetir todos os pratos do rodízio, quantas vezes desejar. 
     Para o padrão socioeconômico de Ponta Grossa, o valor de R$71,50 não é acessível, considerando que são apenas 8 pratos de variedade no cardápio sendo caro já que a variedade culinária não é grande. 
Com dois espaços de escolha (um com mesas e outro com almofadas para sentar no chão, como é tradição em países orientais), o restaurante é acolhedor. O atendimento demorado atrapalha a experiência do rodízio, que pressupõe um serviço frequente durante a refeição.

SERVIÇO
Sennin Sushi
Valor: R$65,00 + 10% de taxa atendimento
Endereço: Rua Barão do Cerro Azul, 920- Centro - Ponta Grossa 
 

Ane Rafaely Rebelato

 
Por meio de um Disco Riscado o rock de PG vive
    
    O novo álbum da banda ponta-grossense Cadillac Dinossauros, o “Disco Riscado”, mantém a origem hard rock da banda com novas músicas cheias de energia, uma especialidade do grupo, com um toque de sensibilidade e reflexão. A primeira música é “No Porão” e cumpre a função de colocar os ânimos pra cima no começo do álbum. Em seguida há “Dionny Dublê”, com um ritmo animado, que narra o papel de um dublê de maneira cômica.
    Diferente do álbum anterior da banda, lançado em 2017, que se chama PRETOBRANCO, o Disco Riscado é uma combinação literalmente mais colorida e animada, característica que fica evidente no show de lançamento do disco (realizado dia 25/05), com transições orgânicas entre as músicas.
    A partir da faixa “Já estive pior” aparecem outros significados do álbum, pois sobreviver não se trata somente de aguentar as dificuldades, também é evoluir. A música que atrai holofotes é “Quebra-cabeças”, a sexta faixa das 12 que compõem o álbum, fascinando através da letra e pelo solo de guitarra que se destaca.
    Outra qualidade autêntica que impressionou tanto ao escutar pelos fones de ouvido quanto durante o show ao vivo de lançamento foram as músicas “Aquela Fita” e “Corre”, onde as linhas de baixo misturadas com uma letra construída por gírias comuns da cidade criaram um rock vibrante, especialmente para quem é ponta-grossense.

Serviço:
Disco Riscado. Cadillac Dinossauros, 2019.
O álbum está disponível nas plataformas de streaming.

MEMBROS DA BANDA
Davi Barros (guitarra e voz), Hugo Alex (baixo) e Billy Joy (bateria)

FICHA TÉNICA
Capa do álbum: Ricardo Humberto
Engenharia de Som:  Paulo Bueno
Técnico de Gravação: Diogo Shiroma
Edição: Diogo Shiroma
Mixagem: Paulo Bueno
Master: Paulo Bueno
Vídeo: Bruno da Guarda
Fotos: Nicolas Pedrozo Salazar

 
Gustavo Camargo
Dos campos Australianos para os pés das pessoas no mundo 
 
    A bota Ugg é uma opção de conforto e estilo quando o inverno chega. Usadas para aquecer os pés as botinas estão sempre em tendência no inverno. A origem do calçado é da década de 1930  a invenção vem dos criadores de ovelhas na Austrália. As botas foram criadas especialmente para proteger os pés contra os insetos e outros bichos venenosos no continente. Hoje são usadas no mundo todo. 
    O calçado original é de couro e forrado por dentro com lã de carneiro, mas a variação sintéticas feita de algodão é bastante usada. É um sapato unissex, confortável e leve que não deixa os pés gelados. A bota tem vários estilos, do cano baixo ao cano alto. As cores principais são marrom, caramelo, cinza e branco, mas é possível encontrar outras cores. 
    Uma curiosidade do calçado é que ele foi criado para usar no verão, pois o continente australiano tem um clima temperado. Nos anos 1970 a moda das botas Ugg foi adotado pela cena surf norte-americana e britânica. Embora a adaptação ao frio ocidental seja feita, as botas são usadas por celebridades que ajudam na divulgação. Uma bota versátil, que apresenta características pelo conforto aos pés. Os preços variam de $100,00 a $400,00 reais em plataformas de compra online.
    
Serviço: 
Botas Ugg
Origem: Australiana
Marca Fundada em: 1978
Sede: Goleta, Estados Unidos
Fundador: Brian Smith
Organização: Deckers Outdoor Corporation 
 Rafael Santos
No teatro também se canta e dança
 
     O teatro não engloba somente a encenação, pois também atinge áreas como dança, música e integra as diversas artes. É a partir da ideia de reunir as artes que o Centro de Estudos Cênicos Integrado (CECI) trabalha com os alunos para a 12° Mostra CECI em Cena.
     O objetivo da Mostra é reunir o teatro, o sapateado e o canto na releitura de clássicos da dramaturgia. Ao acompanhar o ensaio da obra 'O Médico a Força', deJean-Baptiste Poquelin Molière, a atuação dos personagens traduz a ideia de mescla entre interpretar, cantar e dançar, além de deixar a obra dinâmica, com movimento e integração.
   A fundadora do CECI, Heloísa Frehse Pereira, explica que mesmo trabalhando com a dramaturgia, especificamente, nunca deixou de admirar as artes em geral. E da admiração surgiu a ideia de juntar tudo com base no teatro. Para conseguir umfeedback da convergência das artes, Pereira convidou ex-alunos da escola, que já apresentaram alguma das peças teatrais, para opinar sobre a forma inovadora ao Centro de interpretação.
      O grupo CECI foi fundado há cinco anos e já participou de eventos como o Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (Fenata), organizado pela UEPG, e de outras iniciativas.
 
Serviço:
Apresentação: a partir do dia 15 de junho até 10 de julho
Local: No Centro de Estudos Cênicos Integrado - Ponta Grossa

 
Maria Fernanda Laravia
 
Experiências e paisagens paranistas na pintura de Zunir de Andrade
 
     Doze quadros de pintura a óleo estampam a exposição do artista plástico Zunir Andrade, no Centro de Música da Cidade de Ponta Grossa. Os quadros, de pintura à óleo clássica, são realistas, procuram retratar espaços e paisagens por onde Zunir passou – a experiência no cangaço, visitas ao litoral paranaense e espaços de Ponta Grossa.
     Zunir Andrade é paulista, nascido em Itararé, mas mora em Ponta Grossa desde 1996. O pintor trabalhou no Banco do Brasil e tornou-se artista plástico após a aposentadoria. Nas pinturas, destaca-se o gosto por paisagens paranistas.
     As primeiras quatro obras da exposição – disponíveis no hall de entrada do Centro de Música – são de ambientes rurais. Na sequência, quatro quadros ilustram praias. Por fim, a pintura de um local conhecido na área urbana de Ponta Grossa – a torre da Sanepar, empresa de abastecimento d’água do município – e outros dois quadros que mostram mesas de refeição no interior de casas. Em uma delas, inclusive, chama atenção, ao fundo, o escudo do Operário Ferroviário Esporte Clube, clube de futebol de Ponta Grossa.
     A exposição é de fácil acesso e compreensão. Os quadros chamam atenção pela simplicidade da vida retratada. Apesar de apenas dois quadros estarem com moldura e destoarem dos demais, que estão em tela bruta, a disposição das obras revela um conjunto harmônico e atrativo aos olhos de visitantes.
     Por conta dos vidros azuis que revestem o Centro de Música, as cores das pinturas são afetadas e ficam mais azuladas. Outro ponto a ser destacado é que, além da assinatura nos quadros, não há o nome da exposição e nenhum tipo de descrição – a exposição pode, inclusive, passar despercebida, aparentando serem quadros fixos do próprio local.

Serviço:
Exposição de Pintura a Óleo: Maio em Cor – Artista Zunir de Andrade
Até 14 de junho, das 8h às 12h e das 13h às 22h no Centro de Música
Rua Frederico Wagner, 150 – Olarias, Ponta Grossa/PR
Raylane Martins
 
Uma adaptação (fílmica) sem sucesso
 
     Na trama do filme Cemitério Maldito, uma família se muda para uma casa no interior dos Estados Unidos e descobre que o cemitério de animais usado pela cidade faz parte do terreno. Quando Church, gato da família, morre e é enterrado em uma área proibida do local, eles descobrem que o cemitério tem o poder de trazer os mortos de volta à vida - mas nunca do mesmo jeito que antes. O filme é uma adaptação de “O Cemitério”, 1980, de Stephen King, mas a adaptação não chega à altura da gravação anterior. A história também foi contada em livro.
     As cenas ocorrem rapidamente e, por isso, o desenvolvimento fica confuso para acompanhar, principalmente para quem conhece agora a versão atual, sem contato anterior com o que estreou na década de 1980.
     As atuações não convencem: um filme de terror não tem necessidade de ter sustos para ser bom. Uma história ou um clima de tensão podem convencer mais do que sustos nos espectadores. Cemitério Maldito conta uma história incoerente, tornando banais as ações dos personagens. Em contrapartida, a maquiagem utilizada é de qualidade e chama atenão.
     Church, o gato da família, é o personagem forte do elenco, pois todos os miados, sibiladas ou mesmo a estranha presença de tela foram feitas com gatos reais, ao invés de computação ou animatrônicos - ao ponto de roubar a cena todas as vezes em que aparece.
     Por ser inspirado em uma obra do Stephen King, sempre se espera uma trama e roteiro amarrados, mas não é o caso do filme em cartaz. O drama dos acontecimentos influencia as atitudes dos personagens e não consegue segurar a obra. Os momentos que tentam assustar o público são meros recortes de câmera, algo que parece não assustar ninguém.
     Apesar da história não convencer, o filme é válido para amantes de figurino e maquiagem e também para aqueles que têm medo de filmes de terror, pois a história não traumatiza a quem assiste.

Serviço
Filme: Cemitério Maldito
Ano: 2019
Duração: 2 horas
Data de lançamento: 9 de maio de 2019 (Brasil)
Direção: Kevin Kolsch, Dennis Widmyer
Orçamento: 21 milhões USD
Produção: Lorenzo di Bonaventura, Steven Schneider, Mark Vahradian
Cartaz: Palladium Ponta Grossa 

 
Milena Oliveira
Livro destaca trabalho da Incubadora de Empreendimentos Solidários na UEPG
     Lançado em abril de 2019, “Percursos e experiências da Incubadora de Empreendimentos Solidários” apresenta os resultados de pesquisas e experiências da Incubadora na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). São 12 capítulos que pretendem relatar a vivência dos próprios participantes no programa de Extensão.
     A Incubadora de Empreendimentos Solidários (IEsol), criada em 2005 com o objetivo de divulgar a economia solidária nos Campos Gerais. Durante os 13 anos de existência, o programa contribui com trabalhadores de vários ramos, como artesanato, alimentos, reciclagem, agricultura camponesa, além de apoio a movimentos sociais.
     O programa já incubou 28 grupos em diferentes formas, como artesanato, assentamentos ou acampamentos de Trabalhadores Rurais Sem Terra, Grupos de Catadores Recicláveis, Comunidade Rural Tradicional, Quilombolas, Prestadores de Serviço e Redes Populares.
A Economia Solidária (Ecosol) é vista como um contraponto ao capitalismo. A partir do desemprego, baixos salários e exclusão social, fez-se necessária uma reação por parte dos trabalhadores que, segundo o livro, “se encantam com a solidariedade, cooperação, respeito às diferenças, autonomia e autogestão”.
     Com o objetivo de difundir os trabalhos da Incubadora no que se refere à economia solidária, o livro é completo e apresenta relatos dos participantes e também conceitos sobre o tema. O último capítulo traz fotos que retratam o processo de incubação. Apesar disso, o título não resume os objetivos do livro, fazendo com que o leitor tenha que ler alguns capítulos para entender do que trata a obra.
     A publicação foi lançada pela Editora Estúdio Texto e organizada por Adriano da Costa Valadão, Francisco Salau Brasil, Luiz Alexandre Gonçalves Cunha, Manuela Salau Brasil, Peterson Alexandre Marino e Reidy Rolim de Moura. O livro tem 263 páginas e pode ser adquirido gratuitamente na sede da Icubadora, Rua Cel. Bitencourt, 625, Centro.

Serviço: 
Título: Percursos e experiências da Incubadora de Empreendimentos Solidários
Organizadores: Adriano da Costa Valadão, Francisco Salau Brasil, Luiz Alexandre Gonçalves Cunha, Manuela Salau Brasil, Peterson Alexandre Marino e Reidy Rolim de Moura.
Cidade: Ponta Grossa
Editora: Estúdio Texto
Ano: 2019
Páginas: 263
Thailan de Pauli Jaros
Serviço público ou divulgação no jornalismo político?
     Política para o Jornalismo sempre foi assunto primordial, se não uma das principais editorias trabalhadas por repórteres. Se observar em cada redação jornalística existente, talvez colegas diriam que a cobertura da política é uma das atividades que dá suporte e densidade ao conjunto de todas as outras matérias. Pode-se dizer ainda que, por meio da política, é possível ter uma visão esclarecedora e, porque não, cidadã de parte do que acontece em lugares que a maioria das pessoas não tem acesso.
     No jornalismo regional, dois sites conhecidos trabalham com política em Ponta Grossa. O Blog da Mareli e o Blog do Johnny são dois portais que fornecem um conteúdo de notícias especializadas e com apelo social.
     Mareli Martins revela uma abrangência e pluralidade no que diz respeito ao caráter regional e nacional das notícias veiculadas no blog. A jornalista seleciona pautas de interesse de alguns grupos e de interesses gerais, como a cobertura das manifestações de Maio/19 sobre o corte de recursos destinados à educação, ou ainda como o STF causou revolta ao tornar constitucional o sacrifício de animais em “cultos religiosos”.
      O blog da Mareli é um site independente e ela garante que não tem financiamento de terceiros na cobertura e divulgação das matérias. Por ser mulher, Mareli representa uma força em um setor tradicionalmente de maioria masculina. Por isso, é uma referência no que se refere ao jornalismo político regional.
     O blog do Johnny é uma outra plataforma especializada, mas que indica um aspecto mais comercial do que jornalístico, pois na página é visível a publicidade de diversos anunciantes. Além disso, a cobertura é restrita ao Estado e tem uma ampla publicação personalizada sobre políticos que representam o Paraná ou que possuem alguma relação com o governo local.

Serviço:
Blog da Mareli: https://marelimartins.com.br/
Blog do Johnny: http://www.blogdojohnny.com.br/
Francielle D. Ampolini
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG