Número de aplicações passou de 91 mil para 173 mil no período

 

A cidade de Ponta Grossa apresentou um aumento de quase 90% no número de doses aplicadas da vacina contra a Covid-19, entre maio e julho. Em meados de maio, a cidade registrava pouco mais de 91 mil doses aplicadas. No dia 06 de julho, dados da Prefeitura Municipal apontam a aplicação de mais de 173 mil doses. A Prefeitura de Ponta Grossa atribui a aceleração da campanha ao aumento de vacinas repassadas pelo Governo Estadual. O acréscimo possibilitou a vacinação de 49% da população maior de 18 anos com a primeira dose. 

 Caminhoneiro vacinando
Caminhoneiros, ferroviários e trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros foram imunizados com dose única na Estação Arte e no SESR/SENAT

Foto: Assessoria da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa

 

Questionada se o ritmo da vacinação poderá sofrer uma queda e retornar ao patamar dos meses anteriores, a Prefeitura reiterou que as aplicações e a continuidade da campanha de vacinação dependem do repasse das doses pelo Governo Federal. Ainda de acordo com a Prefeitura, o município não tem autonomia para executar outras funções além da aplicação e disponibilização de locais de vacinação. 

 O conselheiro municipal de saúde, Jefferson Palhão, destaca que o critério de distribuição de vacinas seguidos pelo governo estadual são fatores de impacto direto no andamento da campanha de vacinação em Ponta Grossa. “Como o Estado faz para distribuir é algo que gera curiosidade, os conselhos municipais não sabem, as prefeituras não sabem direito quais os critérios e como eles são aplicados, e essa questão está gerando atrito. Porque enquanto alguns municípios estão muito avançados, outros, com populações maiores, estão com a vacinação lenta à espera de vacinas”, afirma Palhão. 

 O conselheiro admite que sem as doses a cidade fica de mãos atadas, pois não há medidas que possam ser tomadas de forma independente quanto à aquisição de vacinas, mesmo que a Prefeitura local tenha a verba para a compra. Por isso, o conselheiro afirma que o foco no município está em garantir a excelência na aplicação das doses. “Eu sempre converso com o secretário de saúde, se as doses chegarem nós garantimos a aplicação o mais rápido possível. Se precisarmos, contratamos mais aplicadores. O problema não são os profissionais e sim a distribuição das doses”. 

 

 Governo estadual

A Secretaria Estadual de Saúde (SESA) divulgou no dia 24 de junho uma mudança na distribuição das doses junto ao novo cronograma de vacinação do Paraná. Segundo a SESA, a nova estratégia tem o intuito de equilibrar a imunização nas faixas etárias. Assim, cidades que apresentam atraso ou lentidão na vacinação conseguem alcançar os municípios que já avançaram no calendário.

A SESA afirma que a decisão é uma medida técnica que será realizada pela equipe. Seguindo a nova estratégia, que leva em consideração uma estimativa de recebimento semanal de doses do Ministério da Saúde, o Estado do Paraná pretende igualar a vacinação em todos os municípios até o final de agosto. 

A Secretaria orienta as cidades a realizarem uma busca ativa daqueles que já tomaram a primeira dose, dentro do prazo estipulado para a segunda aplicação, a fim de acelerar a imunização. A SESA também espera a rápida e eficaz aplicação das remessas que chegam às cidades.

Segundo dados das prefeituras, em comparação com municípios paranaenses com população similar, Ponta Grossa apresenta um total de doses aplicadas inferior em relação a Cascavel, onde foram aplicadas mais de 184 mil doses, número superior a São José dos Pinhais, com mais de 140 mil doses.

 

Ficha técnica

Reportagem: João Gabriel

Edição e Revisão: Larissa Onorio, Tayna Lyra

Publicação: Tayna Lyra

Supervisão: Jeferson Bertolini, Marcos Zibordi, Maurício Liesen

A medida faz parte das dez ações para retomada econômica e social da cidade. O objetivo do programa é auxiliar as famílias necessitadas priorizando a segurança alimentar durante a pandemia.

 

Ficha Técnica:

Repórter: Isadora Ricardo

Edição: Bettina Guarienti

Publicação: Maria Fernanda de Lima 

Supervisão: Paula Melani Rocha

A Fundação Municipal de Cultura de Ponta Grossa lançou edital de ocupação das unidades culturais para transmissão de lives. O Ocupa PG permite que artistas usem estes espaços para divulgarem seus trabalhos.

Ficha técnica:

Repórter: Kadu Mendes

Edição: Heryvelton Martins

Publicação: Kauana Neitzel

Supervisão: Paula Melani Rocha

Proposta idealizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) para a prefeitura de Ponta Grossa pretende aplicar programa de renda mínima no município. O programa de auxílio emergencial do Governo Federal para 2021 deve ser implantado a partir de abril, e pode beneficiar mais de 40 milhões de pessoas no País. Os valores são inferiores aos do programa de 2020, e municípios discutem alternativas para apoio emergencial para famílias sem renda/salário.
A co-vereadora do mandato coletivo em Ponta Grossa, pelo PSOL, Ana Paula Melo, informa que o cenário do município é preocupante, com 38,8 mil famílias inscritas no Cadastro Único. “Esse número representa as famílias, o que equivale a mais de 100 mil pessoas”, destaca. Ela explica que o valor do auxílio emergencial do Governo Federal de 2021 não será suficiente, e o Governo Municipal deve tomar providências.
Renda mínima seria uma garantia de direitos básicos da população, como alimentação digna. Foto: Vitor Almeida dos Santos
Na explicação da proposta, de acordo com Ana Melo, "seria possível criar um programa municipal, com redução de 60% dos cargos comissionados na Prefeitura, implantar renda mínima para cerca de 10 mil famílias, a um valor mensal de 100,00". A Moção de Sugestão Legislativa foi aprovada pela Câmara Municipal de PG, e a co-vereadora do mandato coletivo, Josiane Kieras, reforça o apelo ao poder executivo para que acate a proposta do PSOL: “está na hora do Governo Municipal analisar a questão da renda mínima para a nossa população”.
Para a aluna de Jornalismo na UEPG Cristiane de Melo, a renda mínima dos municípios é uma garantia de direitos básicos para a população, como a alimentação. “A crise afeta todo mundo, com pessoas em situação de pobreza ou de extrema pobreza e não podemos deixar pessoas desassistidas”, diz a estudante. Ela completa que a renda mínima dos municípios é uma conquista para famílias que dependem do auxílio.
Ana Paula Melo destaca a importância do debate sobre a renda emergencial não seja restringido à Câmara Municipal e ao poder executivo, mas que se torne popular. Ela destaca que as pessoas devem ser capazes de defender o fato delas terem direito a essa renda.
Ficha Técnica:
Repórter: Cassiana Tozati
Publicação: Denise Martins
Supervisão: Sérgio Gadini
Foto: Vitor Almeida dos Santos
Foto: Maria Fernanda Laravia

Entrevista com vice-prefeita e secretários discute os macros temas do Periódico

O Portal Periódico inicia uma série de vídeos que repercute os principais conteúdos abordados pelos secretários municipais durante a entrevista coletiva realizada pelo curso de Jornalismo da UEPG no dia 11 de agosto de 2017. Os assuntos foram baseados nos macros temas do portal: direito à cidade, universidades, LGBT, reformas, política e democracia, transparência e mulheres.

A vice-prefeita Elizabeth Schmidt (PSB), 66 anos, é professora aposentada. Assumiu a Prefeitura de Ponta Grossa duas vezes em 2017 (primeira em janeiro e a segunda em agosto). Também é presidente da Fundação Municipal de Turismo (Funtur). Em entrevista coletiva ao Portal Periódico a vice-prefeita fala sobre a representação feminina na política e afirma ser um espaço para as mulheres.

O Secretário do Meio Ambiente, Paulo Barros, afirma que existe a possibilidade da secretaria autorizar a construção do prédio de 50 andares no local do Bosque Honório. O Parque Honório fica em Ponta Grossa, tem cinco mil metros quadrados, mais de cem árvores nativas que fazem parte do bioma da Mata Atlântica. Para a construção do prédio é preciso ter a licença da Prefeitura para a derrubada das árvores.

E a fala do Secretário de Cidadania e Segurança Pública, Ary Lovato, sobre a Patrulha Maria da Penha (PMP) instalada em Ponta Grossa no dia 22 de agosto. A PMP é um mecanismo de proteção às vítimas de violência doméstica. O trabalho consiste em executar Medidas Protetivas Urgentes (MPUs). Confira o vídeo na íntegra: