Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

Para Coringa quem ri por último não ri melhor 

Escrita por Alan Moore e Brian Bolland em 1988, a HQ A Piada Mortal é a história mais famosa da DC Comics por contar o surgimento do maior vilão do nosso querido morcego, o Coringa. A HQ, que possui 50 páginas, começa com os primeiros 21 quadros sem fala e com cores mais escuras fazendo analogia ao Batman. Os detalhes dos desenhos trazem um aspecto realista que nos fazem sentir dentro da história. 
No decorrer da história, o Coringa é apresentado de duas formas. Transformado no vilão e como um homem comum, casado e comediante. Essas duas versões são misturadas, o que pode causar uma certa confusão para o leitor. 
A história é marcada por violência, título que cabe bem a esse vilão, o que deixa a leitura emocionante. Para os DC lovers de plantão, não podia ser melhor. Algumas partes chegam a ser perturbadoras por conta da forma como foi desenhada cada imagem, passando toda a loucura do vilão. Em contrapartida, outros momentos emocionam pelo fato de o Coringa ser apresentado como um ser humano com problemas financeiros e que acaba perdendo a esposa, nos fazendo sentir pena do personagem.
Apenas ao fim da leitura é contado como o Coringa torna-se vilão. Como um homem comum, tenta escapar das mãos de Batman ao assaltar a fábrica que era ex-funcionário e pula em um tanque cheio de químicos deixando seu cabelo verde e pele branca, além de ficar louco.  Nas últimas páginas da HQ, já como vilão, Coringa é morto por Batman enquanto contava uma piada para o herói, cena que inspira o nome da história.

Por Natália Barbosa


Serviço:
Para leitura online ou em pdf da HQ A Piada Mortal é só acessar o site: http://baixarquadrinhos.com/Hq-Quadrinho/ler-hq-online-a-piada-mortal-alan-moore/ 

 
 

           47º Fenata traz peças de teatro de rua

 

           O teatro de rua é uma modalidade em que os atores utilizam seu corpo e sua voz a serviço da construção da peça, de maneira que o cenário não fica restrito a apenas um local específico, mas acontece em espaços abertos, sobretudo nas cidades.
O teatro de rua é uma oportunidade para aquelas pessoas que não têm tempo e nem dinheiro para se dirigirem aos grandes teatros e acompanharem uma peça. Mas não significa que tal modalidade seja de uma qualidade inferior por ser de rua. Pelo contrário, por estarem em um espaço aberto, os atores não dispõem da mesma estrutura presente no palco do teatro, como som e iluminação. Por isso, os atores do teatro de rua devem saber utilizar aquilo que está ao seu alcance no momento da apresentação: o seu próprio corpo.
Este ano o Festival Nacional de Teatro (Fenata) oferece espetáculos ao ar livre em três diferentes espaços do centro de Ponta Grossa. Um ponto a se destacar é que nesta edição as peças de rua estão restritas ao centro da cidade e a programação está menor que a de edições anteriores.
Neste ano, três peças irão constituir o teatro de rua no Fenata: Casa de farinha do Gonzagão, às 10h30, no Terminal Central, quinta-feira (24); Vikings e o reino saqueado, sexta-feira (25) na Praça Floriano Peixoto às 10h30 e, por fim, Pequenas porções de tempo no domingo (27) às 15 horas no Parque Ambiental.

 

Por Nadine Sansana

Serviço:
A programação completa do 47º Fenata acesse: https://www2.uepg.br/fenata/

           Lobatiando, uma exposição para crianças de todas as idades

 

    A exposição Lobatiando em comemoração à vida e obra do escritor Monteiro Lobato está no Museu Campos Gerais. Principalmente voltada para o público infantil, a visita é dinâmica, embora conte com pouco espaço físico. Passar por todas as partes da exposição leva cerca de 15 à 20 minutos. 
Uma coisa curiosa é  que um dos textos da mostra fazem referência a uma visita, feita pelo escritor Monteiro Lobato à cidade de Ponta Grossa, em 20 de outubro de 1938.  Na época de passagem pela cidade, o escritor concedeu entrevista ao jornalista Wilson Martins, então repórter do jornal Diário dos Campos.
A mostra reúne objetos que ajudam a contextualizar e contar a visão do autor. Contando com diversos móveis, quadros, esculturas e trechos referentes à obra do escritor brasileiro Monteiro Lobato. A exposição tem mais de 20 quadros. Além de adereços, como cartas de estudantes, livros raros e esculturas de personagens - leva a assinatura das irmãs e artistas plásticas Patrícia e Renata Maia. 
A exposição conta também com o livro "o Marquês de Rabicó" do autor. Em parceria com o Pega Aí, projeto que disponibiliza livros gratuitos, o livro de Lobato, com domínio público, foi impresso e disponibilizado para  empréstimo à quem comparecer na exposição.
Embora voltada principalmente ao público infantil, a exposição é agradável em qualquer idade. A sensação é como adentrar um livro do autor. As peças produzidas pelas crianças dão um ar infantil e despreocupado ao local. As cores e esculturas das artistas plastucas trazem certa animação e leveza. Não há como sair da exposição sem refletir sobre a importância de uma literatura séria voltada para as crianças, como a de Monteiro Lobato. 
A curadoria é da professora Sueli Bortolin, do Departamento de Ciência da Informação, do Centro de Educação

Por Hygor Leonardo

Serviço:
O Museu Campos Gerais fica na R. Engenheiro Schamber, esquina com a XV de Novembro. Aberto de terça a sexta-feira, das 8h às 11:45 e das 13:30 às 17:15; aos sábados, das 8h às 11:45. 

           Garota PG: entre o Romantismo e o Realismo

 

     Vários artistas já mexeram com os corações apaixonados, como Wando e Reginaldo Rossi. Mas em Ponta Grossa estamos em outro patamar.
A música “Garota PG” de Flávio Wilson faz com que valorizemos cada segundo de silêncio. Na letra, digna de cantor de boteco, é possível identificar elementos de influência machadiana, que reacende os debates sobre a transição do romantismo para o realismo no século XIX. Ao mesmo tempo em que faz uma ode à beleza das moças ponta-grossenses, traz elementos que compõe a cena de uma organização social típica do tradicionalismo como o trecho “ajudam os pais/ lavam a louça e limpam a casa”.
“Anjos da cidade”, as jovens que atuam no videoclipe parecem não saber direito o que estão fazendo ali. Pudera! Parece até que o próprio produtor não sabia. Os cortes abruptos e a coreografia sem muita lógica associados ao vocal de qualidade duvidosa dão caráter único à produção, que já nasce candidata a pérola. Enquanto a música se desenvolve, as jovens jogam futebol e nadam em uma piscina. Não é possível compreender exatamente a relação entre o ambiente futebolístico e as virtudes do trabalho doméstico exaltadas na letra. o ambiente da gravação também destoa da pegada romântica da canção.
É difícil compreender a relação causal proposta por artistas que estão à frente de seu tempo. A interpretação do sentido total da obra-prima de Flávio Wilson fica para a posteridade.

 

Por Alexandre Douvan

           Por trás das cortinas: o preparo dos artistas de teatro

 

        Caso ouça em uma peça de teatro um ator desejando que o outro “quebre a perna”, não se assuste, essa é uma expressão comum nesses locais. A frase é utilizada para desejar boa sorte aos artistas na apresentação. Desde aquecer a voz, alongar o corpo e até a meditação são técnicas de preparação feitas nos bastidores de uma peça ou show. Especialmente se tratando dos atores, o improviso faz parte dessas técnicas. Ele ajuda o profissional a ter mais espontaneidade durante a apresentação teatral e colabora ocultando quando o ator esquece alguma fala.
A técnica de improvisação é considerada pelos especialistas no assunto como uma das mais importantes para a formação de um ator. Além da entonação na voz e da expressão corporal, o artista precisa estar preparado caso esqueça o roteiro ou algum imprevisto aconteça durante a apresentação teatral. E para evitar que esqueça as falas, o ator precisa estudar e conhecer o personagem que está interpretando a fundo.
A preparação do ator precisa considerar outros aspectos que envolvem uma peça. Os ensaios precisam considerar os figurinos e o cenário da apresentação. Roupas pesadas, que dificultam a movimentação, ou até uso de outros acessórios como pernas de pau, por exemplo, precisam de preparação.
Você pode conhecer melhor a rotina e o comportamento dos artistas no Festival Nacional de Teatro, que acontece em Ponta Grossa de 22 a 27 de outubro em espaços tradicionais da cidade como Teatro Ópera e o Teatro Pax.

 

Por Hellen Scheidt

          Por trás das cortinas: a história do Festival Nacional de Teatro
     Henriette Morineu, Bibi Ferreira, Cássia Kiss e Marcos Winter são alguns nomes que passaram pelos palcos do Festival Nacional de Teatro. Historicamente, o evento reúne artistas de todo o país, que participam em categorias competitivas e não competitivas. Ao todo, cerca de 1500 grupos de teatro já passaram pela região dos Campos Gerais, contribuindo para o desenvolvimento da arte a nível nacional.
A primeira edição do FENATA ocorreu em novembro de 1973, no mesmo período em que a Universidade Estadual de Ponta Grossa foi reconhecida como instituição de ensino superior. A partir deste momento, os laços entre a UEPG e a produção artística teatral se fortaleceram cada vez mais. Hoje, o evento é considerado um dos festivais mais antigos do Brasil. 
Além do teatro, o FENATA promove apresentações especiais em instituições de assistência social, hospitais e escolas da região. Os espetáculos direcionados ao público infantil possuem entrada franca, uma estratégia fundamental para que se amplie a cultura teatral no município, também estimulando o surgimento de novos talentos no ramo das artes cênicas. 
O teatro de rua também é algo muito explorado pelo festival, proporcionando uma maior integração com a população de Ponta Grossa e outras cidades que participam do evento. Em 2018, o número de apresentações foi menor em relação a outros anos por conta do corte de verbas para a realização do FENATA. Para tentar resgatar sua essência em meio a um cenário de desvalorização da arte, a 47ª edição do FENATA ocorrerá dos dias 22 a 27 de outubro.

 
Por Allyson Santos
Serviço:
Abertura do 47º FENATA
Data: 22 de Outubro às 20h
Local: Cine-Teatro Ópera
Espetáculo: “Translúcido”, da companhia Talagadá.
Ingressos: R$20 a inteira e R$10 a meia-entrada.

           UEPG de cara nova

 

     Você já viu o novo site da uepg? Com a nova logo da Universidade Estadual de Ponta Grossa veio um site reestruturado. Diferente do antigo site, este tem um design mais "clean" com um menu mais organizado. O visual aparentemente não mudou muita coisa, mas a organização da nova plataforma pode facilitar a vida daqueles que utilizam do site da instituição.
A antiga página da universidade já apresentava alguns problemas por conta da grande quantidade de informação, os alunos que precisavam utilizar o acadêmico online para fazer a rematrícula tinham algumas dificuldades técnicas já que o site não abria se não fosse um computador compatível com o navegador Mozilla Firefox, por conta disso, alguns estudantes tinham que baixar este programa ou recorrer a algum colega que já tivesse instalado no computador. Outro problema era o tamanho das letras do menu no sistema mobile que dificultava a navegação pela página. Aqueles que procuravam editais no antigo site também tinham dificuldade para encontrar um menu organizado.
Este novo site facilitou a navegação do novo portal via mobile, oque faz uma grande diferença para os alunos que acessam a página somente pelo celular.
Um dos poucos problemas dessa nova reformulação é o sistema de senhas dos estudantes para acessar o acadêmico online. As senhas antigas tiveram de ser trocadas por quase todos os alunos que já estavam habituados com a antiga senha. E outro problema é que quando clicamos em alguns links do novo menu, voltamos para o site antigo.

 

Por Thaiz Rubik


Serviço:
link do novo site : https://portal.uepg.br/

           HBO traz série com debate sobre saúde mental

 

      Problemas como ansiedade, depressão, vício em drogas e álcool acometem a sociedade, isso tudo é uma das abordagens trazidas pela série da HBO, Euphoria. Embora traga um elenco majoritariamente jovem e aborde os dramas da vida adolescente, a série não é um programa teen. Um grupo de estudantes do ensino médio que navegam pelas drogas, sexo, identidade, trauma, mídias sociais, amor e amizade.
A série pode não agradar a todos já que no episódio piloto há cenas contendo bastante nudez, uso de drogas, estupro e sexo entre dois adolescentes envolvendo enforcamento. 
Euphoria não é uma série em que você pode colocar para assistir e mexer no celular ou fazer outra coisa ao mesmo tempo, porque além de sua trama a série é composta por uma cinegrafia que revela através das cores, movimentos de câmera e edição, os sentimentos dos personagens, isso tudo carrega a história. As formas técnicas estão presentes quando se tem o uso de drogas, porque criam o efeito das substâncias, como por exemplo, o desfoque, algo bem simples mas que já demonstra que os personagens saíram da sua realidade, assim como as cores neons. A iluminação utilizada faz um jogo de luz e sombra que ressalta os cenários de Euphoria que trabalha bastante com glitter e brilho, deixando o visual mais bonito.
Um dos pontos interessantes é a construção dos personagens. A personagem que narra à história, Rue, tem uma linha vaga em vários momentos porque deixa o espectador em um clima constante de pensar se determinadas ações e eventos que a acometem são reais ou apenas coisas que acontecem em sua cabeça. 
A série não glorifica e nem romantiza o uso de drogas, nem a depressão, nem os relacionamentos abusivos que aborda, tanto o familiar quanto o romântico. Pode parecer que está mostrando novos horizontes, mas está apenas abordando o que já acontece com várias pessoas, trazendo à tona problemas que acometem tanto jovens quanto adultos.

 

Por Gabriella de Barros
 

Serviço:
Euphoria está disponível na HBO GO, com 8 episódios em torno de 56 minutos cada. 

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Produzido pela turma B -Jornalismo UEPG
 

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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
 
 

Uma Praça pouco atrativa

Praças, parques são locais públicos nas cidades, locais onde a população tem a oportunidade de desfrutar da tranquilidade, conversar com as pessoas e apreciar a história. Em Ponta Grossa isso não acontece. Como lugar histórico, a cidade possui a Praça Barão do Rio Branco localizada em frente ao Colégio Regente Feijó. O local carrega o passado da cidade junto aos monumentos que nela residem. No entanto, mesmo com a manutenção a desvalorização e o desgaste deixa o ambiente pouco atrativo. 

Na praça, as estátuas como a de Tiradentes é bastante bonita, mas a falta de explicação e maior cuidado não à valoriza. A placa informativa  no chão é bastante enferrujada o que dificulta as pessoas a ler o que está escrito. Outro monumento que sofre do mesmo problema é a homenagem aos maçônicos, não há muita explicação sobre a história. Falta iluminação à noite e poucos bancos para as pessoas sentar, sendo que algumas pessoas sentam em cima de muretas.  Com uma estrutura bastante ampla que conta com: Parque infantil, sanitários, árvores, ponto de ônibus, pontos de táxi, banca de revistas, Casa do Artesão, Concha Acústica, Memorial Ponto Azul, monumentos, entre outras coisas. Barão do Rio Branco, podia ser um dos cartões-postais da cidade, mas isso está longe de acontecer. 

Hoje a praça é espaço para vendedores ambulantes e comércio popular, além de moradia para cachorros de rua. De acordo com a prefeitura a construção iniciou em 1935 e foi totalmente terminada em 1938. Depois de 81 anos, o local continua pouco atrativo, apenas a revitalização da Concha Acústica foi feita recentemente, mas não é só esse espaço que constrói a história do local. De acordo com a Prefeitura a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos faz manutenções rotineiras ou permanentes em diversos pontos da cidade, incluindo as praças. 

Por Rafael Santos

Serviço

Praça: Barão do Rio Branco – 1935.

Localização: Rua do Rosário, Rua Sant’Ana, Rua Augusto Ribas e Rua Saldanha Marinho. 

Monumentos: Casa do Artesão, Concha Acústica, Memorial Ponto Azul, monumento Tiradentes e Maçônico.

 
 

 

 

 

Bar de Ponta Grossa inova 

A cervejaria Pure Hops abriu na primeira semana de agosto deste ano, no centro da cidade, e trouxe um novo conceito de serviço. O bar conta com a modalidade de cartão pré-pago, os clientes abastecem o cartão com o valor desejado e podem escolher quais das 10 opções de cerveja querem se servir nas torneiras, em estilo self service. Conforme o cliente vai enchendo seu copo o valor aparece na tela e é descontado do crédito depositado no cartão. O preço da cerveja que aparece na máquina é fixo a cada 100ml. 

O bar conta com cardápio de porções, mas são poucas as opções, além de pequenas e caras. Os drinks são tradicionais, nada muito inovador. Além das cervejas nas torneiras, há cervejas expostas e disponíveis para compra e consumo no local. O espaço é temático, decorado e bem dividido: com sofás, mesas compartilhadas e cadeiras altas. Diferente de outros bares da cidade que são pequenos, dificultando a circulação interna. Tudo que é gasto no local é pago com o cartão pré pago, inclusive as porções.

A Pure Hops traz novidades mensais de sabores das cervejas de lata e oferece uma diversidade de cervejas nas torneiras espalhadas pela parede, além da opção espumante. Apesar de ser um bar de alto custo, o dinheiro gasto é válido para quem gosta de degustar variedades, além do espaço do bar. O cartão pode ser recarregado em casa através de aplicativo, ou até mesmo no bar, sem precisar enfrentar filas para recarregar. As comidas e os drinks deixam a desejar, por ser um bar que traz muita inovação se espera algo diferente do comum, mas a Pure Hops não apostou nestes pontos quando criou o cardápio. 

Por Milena Oliveira

Serviço 

Aberto de quarta-feira a sábado 

Horário: 16h - 0h

Localização: Rua Sant'Ana 694, Centro

Telefone: (42) 9 9136-066

 

As populares tranças com toque de criatividade

A moda sempre teve espaço para inovações, mas existem tendências antigas que são usadas até hoje, como as tranças. De acordo com registros históricos, as primeiras tranças foram encontradas nas estátuas “Vênus de Brassempouy” e “Vênus de Willendorf” – ambas descobertas em sítios arqueológicos do período paleolítico na Europa. Porém, a técnica de trançar os cabelos foi notada mais tarde na África. O penteado era usado pelas civilizações para identificar desde tribos, estado civil, religião, até a posição social. 

Na cultura africana, o cabelo era parte integrante de um complexo sistema de linguagem. A manipulação do cabelo era uma forma resistência e de manter suas raízes. Existem formas diferentes de fazer a trança, como a trança lateral, boxeadora, escama de peixe, holandesa, embutida, cascata, zig zag, entre outras.

Em Ponta Grossa, as tranças ganharam mais popularidade este ano em jogos e eventos universitários. A estudante de Engenharia Química da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Carla Teixeira, percebeu o crescente interesse pelas tranças e teve a ideia de inovar. Ela passou a realizar o penteado com fitas, como forma de representar as cores das Associações Atléticas Acadêmicas.     

Pelo contexto histórico das tranças e a criação delas pela cultura negra, é necessário entender que não se trata apenas de um apetrecho, é a representatividade e resistência de uma cultura que por muito tempo não teve o devido valor. Portanto, ao usar tranças, deve-se ter em mente seu histórico e a importância para a cultura que a criou. 

Por Mariana Santos


 
 
‘Meio Sol Amarelo’: a guerra aos olhos de negros e negras

O livro ‘Meio Sol Amarelo’ é uma obra da africana Chimamanda Adichie - escritora e militante de 42 anos. Adichie estudou comunicação e ciência política nos Estados Unidos. Hoje, escreve sobre imigração, desigualdade e situação político-social dos países africanos. No livro de 2008, a autora narra, a partir da perspectiva de quatro protagonistas, a Guerra Civil Nigéria-Biafra, que ocorreu no final dos anos 60. O título faz referência à bandeira da Biafra, que tem a metade de um sol.

A história começa na cidade universitária Nsukka. Lá vive Ugwu, um menino de 13 anos, de família muito pobre, que vai trabalhar na casa do professor Odenigbo. Ugwu encontra, na casa do patrão, fartura jamais imaginada por ele - abundância de comidas e bebidas na mesa. Richard é um escritor inglês e Ollana, uma estudante de família de alta classe. Por meio desses personagens, Adichie ilustra situações reais, experiências de nação, lealdade, origens, família e responsabilidade. 

Há uma parte feliz na história, mas o relato da guerra traz cenas fortes à imaginação. A sede da Biafra por independência provocou o deslocamento da população para o sul do país, mas a fome e as doenças persistiram matando cerca de um milhão de pessoas. 

A crítica ao colonialismo britânico aparece em toda a narrativa. A capacidade de sintetizar, em quatro personagens, a complexidade da guerra, aguça a curiosidade do leitor. Trata-se de uma versão da guerra a partir dos olhos dos negros e negras e não da abordagem de homens brancos e ricos. O único problema é que, por conta da história não ser contada de forma linear e não deixar claro quem é o narrador, o leitor pode acabar se perdendo. 

Há uma indagação despertada pelo livro: Como é que podemos resistir à exploração se não temos ferramentas para entender o que é exploração?

Por Raylane Martins

Serviço

Livro: Meio Sol Amarelo, 2008

Escritora: Chimamanda Adichie 

Disponível em: Le Livros

 

 

Música local desprestigia e ofende cidadãos e cidadãs ponta-grossenses

No dia 15 de setembro Ponta Grossa completou 196 anos e diversas homenagens à cidade foram feitas pelos moradores. Uma delas foi o vídeo que circulou nas redes desde o domingo (15).

Nele, comediantes locais produziram uma música autoral em que falam dos bairros, das pessoas e das gírias dos ponta-grossenses de maneira cômica.

A música tem duração de 2 minutos e 40 segundos e, no clipe, os comediantes estão fantasiados como os personagens da série "La Casa de Papel", na maior parte do tempo com o rosto coberto. No clipe, eles exploram lugares conhecidos de PG como cenários. Entre eles, o Calçadão Central, o Parque Ambiental e o Terminal Central.

No entanto, o que era pra ser uma homenagem 'engraçada' para os moradores da cidade, acabou se tornando provocativa para alguns. Na letra, os autores citam bairros da cidade, como Ronda, Vila Cipa e Vila Marina apenas os enfatizando como perigosos e fazendo, até mesmo, simulação de uso de armas de fogo enquanto as mencionam, insinuando que nesses bairros só se ouve o som de tiros. Outra questão que incomodou os ouvintes foi a letra transfóbica no momento que dizem "no Nova Rússia tem gente bonita, só que tem uns travestis".

Espera-se que, uma música que é feita com a intenção de prestigiar a cidade e os moradores respeite a diversidade e as condições de outras pessoas, não contendo nas letras frases que disseminam a violência e o preconceito.

O vídeo está disponível no Facebook dos protagonistas e circula pelas outras redes sociais.

 

Por Bruna Kosmenko

Grupo de Teatro Municipal surpreende ao levar peça para as ruas

O Grupo de Teatro “Cidade de Ponta Grossa” foi criado a partir da lei nº 13.123, de 12/04/2018. Vinculado à Fundação Municipal de Cultura, tem caráter de formação de profissionais e valorização dos atores da cidade.

Em dezembro de 2018, a Prefeitura de Ponta Grossa lançou um edital para selecionar alunos para a temporada de 2019. De acordo com o documento, 19 pessoas foram escolhidas para participar do grupo, sendo 15 atores e/ou atrizes, um assistente de direção, um iluminador, um figurinista e um cenógrafo. Os alunos recebem bolsas de estudo no valor de R$ 962,93. Além de 10 estagiários não remunerados que formam o grupo de acesso.

Após testes seletivos, os participantes começaram os ensaios no dia 04 de fevereiro para a temporada de 2019. A primeira peça revisitou a história de William Shakespeare, sob a direção de Edson Bueno. “Shakespeare – Paixão e Poesia” teve cinco apresentações em agosto deste ano, sendo duas para alunos da rede pública municipal. A peça está prevista na programação do Festival Nacional de Teatro (FENATA), este mês.

Com encontros duas vezes por semana, o Grupo já ensaia novo espetáculo programado para a começo de dezembro. Segundo o diretor do Departamento de Cultura, Eduardo Godoy, a peça é uma comédia dirigida por Leo Campos e deve ser apresentada nas ruas de Ponta Grossa. 

Um grupo de Teatro público deve se esforçar para chegar cada vez mais perto da população. A tentativa de levar a comédia até as pessoas pode ser uma maneira de oportunizar acesso aos que não conseguiram assistir à apresentação em agosto. O teatro em Ponta Grossa é elitizado, ao tomar as ruas, o grupo surpreende positivamente e mostra que os moradores da cidade não podem ser esquecidos.

Por Thailan de Pauli Jaros


 
Imagem e tecnologia. Não dá para ficar dependente só de máquinas 

Toda imagem é uma forma de linguagem e expressão. As pinturas rupestres, tidas como imagens visuais, começaram no período Paleolítico (40.000 a.C.), quando o ser humano percebeu a necessidade de deixar registros para que pudessem comunicar-se entre si. No Parque Nacional da Serra da Capivara, no Paraná, tais pinturas encontradas representam o cotidiano e realidade daqueles que viviam no local. 
 
Eduardo Thielen é historiador e pesquisa em áreas como saúde pública, história, comunicação, fotografia e vídeo. Na palestra sobre imagens virtuais, é feita uma trajetória das imagens como memória social na construção histórica, dialogando com o fato que a produção da arte, como um todo, é vivenciada por aqueles e aquelas que detém o poder. Na Idade Média, a grande parte de imagens, pinturas e expressões artísticas eram sobre divindade e religião, tendo a igreja católica responsável pelo pensamento social e cultural na época. O humano cria a imagem conforme a realidade estabelecida.

As câmeras fotográficas ofereceram a possibilidade de pessoas comuns capturarem imagens. Vivemos em uma sociedade imagética, na qual a imagem consegue transmitir informação de maneira simples e democrática. Atualmente, imagens virtuais ganharam espaço no mundo da tecnologia, o que também se torna prático e acessível. 

A palestra e exposição“Imagens virtuais e memória social na construção da História”, de Eduardo, contaria com a apresentação de imagens virtuais na ciência e história, porém o computador do palestrante resolveu atualizar e não ligar mais. Thielen prosseguiu com a fala mesmo sem as capturas, o que, no geral, foi uma discussão bastante produtiva e significativa. Entretanto, até onde os humanos conseguem driblar os problemas técnicos que a tecnologia pode ocasionar? 

 
Matheus Rolim
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG



Crítica de Ponta

 

 

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 

 






 
















 

 

 


Novo parque de Ponta Grossa possui problemas em sua estrutura

 

 

 

 

 

Por Natália Barbosa


 

 

 

O Parque Linear de Ponta Grossa, que continua em processo de construção, tem como objetivo transformar um terreno, onde, antigamente passava a linha férrea, em um espaço de lazer para a população, que até o ano de 2018 estava sem uso. O parque possui uma larga extensão linear e conta com duas pistas de skate, pista de corrida/caminhada, faixa para andar de bicicleta, quadra de futebol, de basquete e uma de areia para vôlei, um parque especialmente para cachorros, mesas para relaxar e equipamentos para exercício físico.

 

Apesar do Parque Linear ser considerado como um projeto em um todo, aparenta ser dois espaços totalmente diferentes e separados. No começo da sua extensão, localizada antes da rotatória, onde encontra-se as quadras esportivas, mesas e também a arena multiuso, a estrutura está em mal estado. É um local pouco frequentado por famílias, com várias pichações, além da mobilidade ser precária devido aos buracos e locais sem grama, que em dias de chuva alagam, e a falta de acessibilidade de uma quadra para outra. Uma das pistas de skate, por exemplo, já não pode mais ser utilizada por conta da sua construção estar quebrada.

Ao visitar o parque às 15 horas em um final de semana o excesso de lixo jogado no chão, também encontrados no começo do parque, é um problema visível para quem decide passar pelo local. No geral, a visão que temos dessa parte do parque é ruim e de um espaço sem cuidados, não dando vontade de relaxar ou de simplesmente utilizar o que o lugar oferece.



Já o parque infantil, localizado após a rotatória, chama atenção pelo ‘Super Mouse’ logo na entrada. A construção é mais “nova” e melhor executada, com parquinho e outros brinquedos reutilizados do parque dos Mamonas. Há também a continuação da pista de caminhada e ciclismo que realmente são aproveitadas pela população, além de ser considerada a melhor da cidade. Ao final do parque é possível perceber que a construção está inacabada e será expandida.






SERVIÇO - O Parque Linear está localizado no cruzamento das ruas Aldo Vergani com Visconde do Rio Branco em Oficinas.

 

 

 

 

 




























 

 

 

    Opção de batata recheada em Ponta Grossa

 

 

 

 

        Por Nadine Sansana

 

 

 

 

Você já pensou em comer batata recheada em uma cafeteria? Aqui em Ponta Grossa temos mais essa opção de contradição gastronômica. A Ganache Facel é especialista em cafés, mas toda sexta-feira oferece a batata recheada.



A batata é muito saborosa e o recheio bem temperado. Mas acompanhar a batata recheada com um café não combina. O que se pode fazer é primeiro comer a batata com alguma outra bebida que o estabelecimento oferece como sucos, cervejas ou água, e só depois pedir um cafezinho.

 

A batata é muito bem recheada e, mesmo que precise ser pré cozida e assada, sua textura não derrete, fica num ponto consistente para poder segurar o recheio. Embora seja uma cafeteria, o ambiente não traz o aroma de café, o que colabora para o consumo da batata.

 

Dentre as opções de recheio podemos encontrar, na Ganache Facel, strogonoff de carne, strogonoff de frango e a mexicana. O preço varia entre 17 e 19 reais.



Batata recheada com strogonoff de frango. Foto: Divulgação Ganache Facel

 

 

Serviço:

Cafeteria Ganache Facel

Endereço: Rua Tobias Monteiro, 58 – Centro, Ponta Grossa

Horário de funcionamento: de terça à sexta das 14h30 às 20h30. Sábado e domingo das 14h30 às 21 horas.

 

 

 

 

 

















 

 

 

 

 

 


Lutas e feiras atraem adeptos da moda medieval

 

 

Por Hygor Santos

 

 

 

Séries como Vikings e Game of Thrones são os mais destacados pontos de inspiração aos que aderem a moda medieval. Os trajes podem ir desde os mais simples, como os de camponeses que utilizam apenas tecido, até os mais complexos e sofisticados, usando armaduras de metal e espadas, com custos variáveis.



E costumam ser mais utilizados em Feiras Medievais ou encontros em que os participantes marcam para exibir suas roupas e acessórios ou até mesmo realizar atividades conhecidas da época, como encarnação de lutas de espada, arco e flecha, arremesso de machados entre diversos outros tipos de passatempos.



Cores como branco, azul, verde e roxo eram as mais populares na época devido aos preços e disponibilidade dos corantes encontrados na Europa entre os séculos V e XV. Quem adere esta moda também opta por seguir o padrão de cores.



As mulheres comumente se trajam como rainhas, princesas, bruxas ou plebeias e usam vestidos longos e pesados que cobrem todo o corpo, e tranças no cabelo. Já os homens seguem uma linha guerreiro ou gladiador, ou então como cavaleiros, templários ou reis. Além das calças, meias e sapatos de pontas longas, culotes e gibões são os mais populares. Há ainda quem use túnicas mais simples, sobretudo nas épocas de calor. Os tons escuros se destacam.



As fantasias se destacam pela beleza e empenho dos participantes. Diversas roupas podem ser encontradas nessas feiras, todas elas remetendo os mais de mil anos da Era Medieval. Nos mostrando a riqueza cultural e importância da época.

 

 

 

 

 

 

 

 






 














 

 

 




Livros reportagem apuram histórias e narrativas da sociedade

 

 

 

Por Thaiz Rubik

 

 

 

Mesmo com a rotina corrida de um repórter em apurar, entrevistar, escrever, revisar, filmar, tirar fotos e publicar, alguns jornalistas ainda apostam nos livros reportagens. Neste gênero literário o autor narra uma detalhada e extensa reportagem que não seria suportada pelas mídias convencionais do jornalismo, como em jornais ou revistas.



Um livro reportagem tem uma linguagem mais literária e ajuda a aprofundar histórias e narrativas que ocorrem na sociedade. O jornalismo e a literatura sempre caminharam juntos, por conta disso, alguns repórteres resolvem trocar a atribulada rotina das redações pelo silencioso ofício da escrita.



Esses livros descrevem acontecimentos, tragédias, marcos históricos, sob a ótica do jornalismo investigativo. Para isso são usadas técnicas jornalísticas, como entrevistas, imagens, visitas aos locais e uma descrição bem detalhista sobre o assunto tratado.

Alguns livro reportagens recebem grande destaque nacional e internacional, um exemplo disso, é o livro Os Sertões que é uma grande reportagem sobre a Guerra de Canudos que foi um combate entre o exército brasileiro e um movimento popular liderado por Antônio Conselheiro, na cidade de Canudos, na Bahia contada pelo jornalista Euclides da Cunha.



Grandes autores internacionais se destacam com grandes livros reportagens como John Hersey no livro Hiroshima. Estamos acostumados a pensar nos bombardeios nucleares da Segunda Guerra Mundial, pela ótica dos Estados Unidos. Mas o autor tem um olhar mais sensível ao mostrar histórias das vítimas deste ataque, o livro mostra a ótica daqueles que sobreviveram e tiveram que seguir a vida após a tragédia.



Ficou curioso para conhecer mais livros reportagens? A coleção Jornalismo Literário, da Companhia das Letras, é excelente para os amantes desse gênero. Os livros podem ser lidos por jornalistas, por estudantes de jornalismo e, claro, por leitores comuns. Nesta coleção, é possível ler livros reportagens clássicos e mais atuais.



SERVIÇO:

Saraiva:

 https://www.saraiva.com.br/listas/livros/grandes-reportagens?utmi_cp=129448&utm_source=google&utm_medium=cpc&gclid=EAIaIQobChMIy7nTgMTs5AIVQQ-RCh3cPwX9EAMYAiAAEgLSufD_BwE



Estante  virtual:

 https://www.estantevirtual.com.br/conteudo/dia-do-jornalista?gclid=EAIaIQobChMIy7nTgMTs5AIVQQ-RCh3cPwX9EAMYAyAAEgKDpPD_BwE

Companhia das letras: https://www.companhiadasletras.com.br/titulos.php?busca=jornalismo

 

 













 

 

 




Livros reportagem apuram histórias e narrativas da sociedade

 

 

 

 

 

Por Alexandre Douvan

 

 

 

Cosplay está na moda! Não falo apenas dos tradicionais, de personagens nipônicos e artistas. A pegada da vez é político imitar político – se é que podemos chamar assim. Entre as inúmeras coisas que a internet nos proporciona, está o debate político e a chance de contato direto com candidatos e representantes dos Poderes. A transmissão de vídeo ao vivo nas redes sociais é cada vez mais utilizadas por políticos, que fazem uma espécie de vlog para o público. Entretanto, a audiência acaba concentrada em canais com discursos desconexos e com referências duvidosas, muitos deles pegando a onda do atual presidente.



Deputados e políticos sem mandato do Paraná não escapam. Se não soubéssemos de suas relações com o Legislativo, facilmente seriam confundidos com comediantes à lá José Vasconcelos ou Marcelo Adnet. A replicação de discursos de ódio e teorias da conspiração em escala regional é complemento dos discursos populistas que já faziam – mas agora com abrangência muito maior e a um clic de silenciar opositores, pelo menos na rede.

    

Não bastasse a plataforma e a baixa definição dos vídeos, copiam também a cômica estrutura do vlog presidencial e seu bordão que desafia a lógica. Não é preciso acessar a DeepWeb para se surpreender com hilariantes cenas que vão de simples campanha populista até a curiosa campanha em prol de armar a população para combater as mortes por armas de fogo, basta acessar o perfil do político mais próximo de você.

 

 













 

 

 




Quero Ouro: os bastidores de quem vive do Rap

 

 

 

Por Allyson Santos

 

 

 

“Fazer alguns ‘caso’ é a meta”. De rima em rima, rappers de Ponta Grossa conseguem retratar o atual cenário daqueles que sonham em viver da música. O videoclipe da canção “Quero Ouro”, que ganha vida através das vozes de Perdidão, Apologia Sul e Adriano CDG, resgata a essência da “quebrada” e mostra que existe rap de qualidade no interior do Paraná.

    

Os primeiros segundos da música simulam uma a fala de uma mãe, que conversa com o filho por telefone. “Quero que você suba na vida. É o sonho que você tem. Espero que possa me ajudar um dia, viu?”. A frase é precisa ao expor a realidade de muitos jovens que saem de casa para se arriscar nas batalhas de rap das grandes cidades em busca de uma oportunidade. É um dos pontos fortes da música, que logo no início demonstra uma carga emocional realista. A essência de um rap bem construído.



Gravada em estúdio, o produto apresenta um contraste entre a melodia suave e a batida intensa. A mistura de estilos conduz velocidade das rimas e favorece a construção da narrativa. Em meio aos efeitos sonoros que alternam a intensidade da voz dos rappers, as palavras se desenrolam para conquistar o ouvinte.



Apesar de não pertencer a uma grande produtora, a edição do videoclipe auxilia na construção da narrativa proposta ao expor imagens fortes que remetem a uma origem humilde na periferia de Ponta Grossa. A captação de imagens mesclada à atuação dos rappers serve como crítica àqueles que preferem consumir raps do eixo Rio-São Paulo, em detrimento do cenário local. “Quero Ouro” não só dá esperança para os músicos ponta-grossenses, como também comprova que existe trabalho de qualidade na “quebrada” do país.



Serviço:

O videoclipe está disponível no canal "Perdidão", no Youtube:

 

 













 

 

 




Exposição retrata objetos em cerâmica

 

 

 


Por Luiza Sampaio

 

 

 

A exposição Terra, Cores e Formas em comemoração ao aniversário de Ponta Grossa, é feita por 14 artistas e conta com os mais variados objetos feitos de cerâmicas. Os artistas trabalham a cerâmica como uma forma de linguagem, escultura, objeto e conceito.



As cores dos objetos chamam bastante atenção por serem cores fortes como o verde, laranjada, vermelho. A obra “Início da vida”, chama bastante atenção pois faz a representação de um espermatozoide e o óvulo em cor verde. Já obra da “Almofada” fica desconexa dos outros objetos expostos, causando um certo desconforto, pois quebra a sequência dos objetos, apesar de ser representada pela sua forma.



Para pessoas que não possuem o costume de frequentar exposições, é difícil de identificar  quais são os conceitos presentes nas obras. Se houvesse mais descrição dos objetos e da exposição como um todo, facilitaria a interpretação pois não são as 14 esculturas que possuem título ou data de criação, indicando apenas o material utilizado.



Exposição na Galeria de Arte da PROEX. Foto: Luiza Sampaio.



Serviço:

A exposição segue aberta até o dia 11 de outubro na galeria de arte da Proex, das 8h da manhã até 17:30 da tarde. localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, nº 129 no centro.

 

 











 



Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG

 

 

 

 

























































































 



 

 

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Estádio de Ponta Grossa deixa de ser um ponto cultural e turístico
 
      O Estádio Germano Krüger, casa do Operário Ferroviário, é o único Estádio de um clube de futebol profissional em Ponta Grossa. Construído em 1941 em um terreno próximo a rede ferroviária, recebeu esse nome em homenagem a Germano Ewaldo Krüger, idealizador do projeto do Estádio e técnico em estradas de ferro. 
      O Estádio do Operário está localizado no Bairro Oficinas, anexo ao Clube Social do Operário, e tem capacidade para cerca de 10.600 pessoas. Para conhecer o local, pequenos grupos podem agendar visitas rápidas por meio da assessoria de imprensa, mas se você não é um torcedor fanático que vai a todos os jogos e quer apenas visitar um dos cartões postais do município na atmosfera de um jogo, pode não ser tão simples assim.
       O ingresso para uma partida do Operário, que está disputando a Segunda Divisão Nacional, tem custado 150 reais na arquibancada geral e 180 reais na arquibancada coberta. A diretoria criou uma política de preços em que sócios-torcedores, pagando mensalidades a partir de 60 reais mensais, tem acesso a todos os jogos. Para fazer com que o público se associe e garantir a entrada do recurso mensal, o valor do bilhete unitário foi elevado. Se você quer assistir a um único jogo, fica obrigado portanto a pagar o valor do bilhete unitário, por 150 ou 180, de acordo com o setor do Estádio.
      Recentemente, o clube chegou a fazer promoções para que sócios pudessem levar convidados por preço promocional a fim de trazer aos jogos pessoas que não conhecem o Estádio, mas não reduzir o valor da entrada para o público geral. 
      Nas últimas duas rodadas da Série B em Ponta Grossa, a média de bilhetes vendidos para não sócios foi de 20 ingressos. O futebol, antes democrático, popular, de operários e trabalhadores, vem sendo elitizado. O ingresso mais acessível do Operário está entre os mais caros do país, chegando a ultrapassar clubes de Primeira Divisão. O Coritiba, da capital, que disputa a mesma competição, vende entradas por 40 reais.

Serviço: 
Estádio Germano Krüger, Rua Padre Nóbrega – 265
Contato: (42) 3323-4917 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 
Raylane Martins
 
Foto: Raylane Martins
 

                                            Comer nunca foi tão Popular

    Pedir comida em casa tornou-se cada vez mais um hábito popular. Com a Internet os aplicativos de Delivery ganham força e facilitam a vida de quem prefere ficar em casa e pedir comida sem gastar se locomovendo até um restaurante. Uma das opções de Delivery na cidade é o Sushi Pop: comida japonesa barata e saborosa. O Sushi Pop conforme dito na página do Facebook, Sushi Pop PG, “veio para tornar a comida japonesa a sua comida do dia a dia”. Uma das novidades é o preço barato, você paga R$1,00 por sushi, mais a entrega. 
    O cardápio oferece seis opções de combinados de sushi. O preço fica entre R$20,00 à R$35,00 reais, dependendo do combinado de sushi escolhido no pedido. Um dos pontos negativos em relação a compra é que o cliente fica limitado à quantidade de sushi nos pratos combinados. Embora seja R$ 1,00 real cada, você tem que optar por um dos pratos. O cliente não tem a liberdade de pedir, número X de sushi que vai comer e não pode modificar o pedido. Outro ponto negativo é a compra do molho Shoyu à parte, por R$ 1,00 cada.
    No aplicativo, a entrega marca uma hora após o pedido, mas dependendo da localização pode levar menos tempo. Outro aspecto em relação à distância é que o preço total pode variar, pois o cliente paga o combinado mais a entrega. Fica a critério de quem for comprar verificar se vale a pena ou não o investimento. Em relação a comida, a entrega chega bem embalada com o número certo de sushi. Os Sushis são gostosos e bem preparados e você degusta uma variedade em um mesmo combinado. Para quem gosta de comida japonesa, preço acessível e entrega rápida o Sushi Pop é uma boa opção.



Serviço 
Aplicativo: Ifood – Delivery -Sushi Pop/ 1 sushi = 1 real
Preço: Varia de R$ 10,00 à R$ 35,00 mais entrega. 

                                                                                                                                      Rafael Santos

 
Desconstruindo o guarda-roupa: moda sem gênero 

     "Eu me visto para mim. Não para a imagem, não para o público, não para a moda, não para os homens", foi com esta frase que a lendária atriz de cinema, Marlene Dietrich, revolucionou os padrões de vestimenta do guarda-roupa feminino nos anos 30, sendo uma das primeiras mulheres a usar calça e smoking em público. Você já ouviu falar em “gender-bender” (além-gênero)? Esse conceito se configura na liberdade de escolha e quebra das definições de vestuário caracterizadas como feminino e masculino, aceitando que gênero é algo fluído, portanto, a moda também é. 
     Há alguns anos, esse movimento vem contribuindo para a ruptura de estereótipos que determinam as formas tradicionais de gênero. Em 2016, a grife famosa Gucci deu abertura e exclusividade para o gender-bender, assumindo uma proposta de colocar na passarela homens e mulheres vestindo praticamente o mesmo tipo de roupa, o que foi um choque para o mundo da moda. No Brasil, o movimento cresce na medida que discussões e debates abordando questões de gênero vão se proliferando. A inversão imagética, conjunto a ruptura desses conceitos da moda, faz com que as pessoas reflitam que roupas são apenas tecidos e linhas.  
     Com essa expansão e discussões relacionadas à moda sem gênero, a indústria mercadológica da moda vem se aproveitando da movimentação para conseguir espaço neste nicho. Empresas e marcas nacionais e internacionais começaram a vender os produtos apenas com essa perspectiva, se isentando do debate político por trás da moda sem gênero. Mais uma vez o capitalismo está se apropriando de uma luta para lucrar ainda mais.

Serviço:
Conceito: Gender-bender; genderless; moda sem gênero.

     
Matheus Rolim
 
Exposição retrata a história de Ponta Grossa

    Ponta Grossa tem 195 anos e os últimos 65 foram registrados pelo Foto Elite. Desde a metade do século XX foram registradas mais de 200 mil imagens de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, imagens de paisagens, pessoas, transformações urbanas, eventos, etc. O Foto elite fechou em julho deste ano e doou todo seu acervo para a Universidade Estadual de Ponta Grossa em agosto, tornando assim os registros um bem público que está a mostra em exposição no Museu Campos Gerais desde o dia 6 de setembro.
    A primeira exposição que o público tem contato é do Foto Elite pois fica logo na entrada do Museu. As fotos expostas estão nas paredes e com placas explicativas informando a data e o contexto. Várias das imagens representam o histórico da cidade, como cenas de famílias e casamentos, praças da cidade e o hospital franco da rocha. A mostra também conta com negativos, uma câmera fotográfica da década de 50 e fotos reveladas de campeonatos de futebol que contemplam times de âmbito nacional.

    A exposição é pequena perto de tanto acervo que o Museu recebeu, mas é rica em história que com o passar do tempo e a organização de todo o acervo que é tão grande nós vamos acabar descobrindo transformações da cidade que foram retratadas apenas pelas lentes do Seu Domingos, prioritário e fotógrafo do Foto Elite, o que valoriza o acervo. As mais de 200 mil imagens estão sendo organizadas pela equipe do MCG, Projeto Foto Bianchi e Projeto Lente Quente, ambos da UEPG. O objetivo é trocar as imagens expostas de tempo em tempo para sempre atualizar a mostra. O material em acervo está disponível para consulta de pesquisadores de diferentes áreas e estudos acadêmicos. 

Serviço
Local: Museu Campos Gerais
Horário: De terça a sábado das 9h às 11h45 e das 13h30 às 17h.
Organização: Equipe do MCG, Projeto Foto Bianchi e Projeto Lente Quente.
Entrada: Gratuita.
Milena Oliveira
 
Grupo de leitura discute a programação televisiva da Amazônia
 
    O livro Antenas da Floresta: A saga das TVS da Amazônia da jornalista Elvira Lobato foi lançado em 2017 mas se mantém atual nos estudos jornalísticos e presente nas estantes daqueles que gostam de entender como funciona a área da comunicação no nosso país. O grupo de leitura mediado pelo professor doutor Ben-Hur Demeneck trouxe a obra para discussão no último final de semana de agosto, na Verbo Livraria e contou com oito pessoas.
    A obra desvenda a realidade das mini emissoras de televisão presentes na Amazônia e conta de maneira humanizada a história de personagens que, mesmo sem o diploma de jornalistas, transmitem a informação e levam entretenimento a população daquele local.
    A abordagem trazida pelo livro consegue mostrar os dois lados da mesma situação: a Amazônia como uma área pobre e esquecida pelos governos e a sua grandiosidade na comunicação popular. Para isso, a autora produziu um banco de dados com o número de políticos que são donos de emissora de televisão, partindo dos índices nos ministérios das comunicações, mostrando uma imersão geral na pesquisa.
    O ponto principal discutido no grupo de leitura foi sobre as produções de entretenimento da região. Aqui no Sul, as matérias de lá são vistas como sensacionalistas e até ridículas, mas, a partir de uma análise, elas não se distanciam dos produtos que são feitos na cidade de Ponta Grossa. O grupo conseguiu abordar a xenofobia que acontece dentro do próprio país, ponto que passou vago no livro e merecia uma maior discussão. 
    A quantidade de emissoras que transmite de forma ilegal é gigante, mas isso é tratado de maneira humanizada pois mostra a importância na questão socioeconômica das pessoas que vivem naquela região, gerando novos empregos e sendo talvez a única oportunidade daquele povo.
    A profundidade que a autora traz as informações torna o livro uma experiência completa que vai além de apenas dados. O leitor consegue conhecer uma outra região do país e sua estrutura a partir do estudo dos meios de comunicação daquele local. A precisão nos dados mostra a dedicação e o esforço para a escrita da obra.

Serviço: 
Editora Objetiva
Páginas: 392
Ano de publicação: 2017
Valor médio: R$35,00
Ane Rafaely Rebelato
Projeto em plataforma digital traz o jornalismo humanizado à tona
 
      Quando todos achavam que o rádio estava perdendo a força devido aos novos meios de transmissão de informações, a convergência possibilitou que o rádio fosse para o meio digital. Hoje os podcasts fazem sucesso com programas jornalísticos bastante interativos.
Um deles é o Projeto Humanos, idealizado e comandado por Ivan Mizanzuk, que inclui programas que utilizam narrativas para contar as histórias criando um clima de suspense, o chamando storytelling.
      Uma particularidade do projeto é que os episódios sempre contêm as vozes das pessoas que vivenciaram aos eventos, apresentando também matérias da imprensa e documentos da época.
      Os episódios variam de 20 minutos a 1 hora e meia e contam com um lead na descrição sobre o que será discutido no podcast, junto com as referências utilizadas. Um dos pontos positivos é que todos os episódios fazem parte de uma série de reportagens, com várias suítes. Por outro lado, as publicações não seguem ordem cronológica no aplicativo Spotify, apenas no site, o que confunde os ouvintes. Seria interessante se o programa criasse playlists para cada caso.
      Embora Mizanzuk queira criar um clima introdutório para situar os ouvintes novos, isso se torna cansativo para quem já está acompanhando. A primeira temporada do Projeto Humanos foi para a plataforma em agosto de 2015. Cada programa aborda um macrotema onde as narrativas vão se aprofundando em cada caso.

Serviços:
Podcast ‘Projeto Humanos’
Disponível em: Spotify, YouTube
Site: https://www.projetohumanos.com.br/
Caso de alcance: ‘Caso Evandro’
 Bruna Kosmenko
“Música na Chaminé” defende música erudita na Mansão Villa Hilda
 
    O projeto “Música na Chaminé” acontece todo mês desde 2012 no Conservatório Maestro Paulino. O evento tradicional reúne professores e alunos de música para uma hora de canções eruditas e populares. 
    De acordo com o coordenador e professor de violão clássico, Marcelo Ijaille, o nome da apresentação se originou a partir da Chaminé das Indústrias Wagner, que fica ao lado do conservatório e é tombada pelo Patrimônio Histórico de Ponta Grossa. “A ideia era fazer sempre ao lado da chaminé. Só que o clima lá é tenso às vezes, então a gente faz no auditório”, relata.
    Em agosto, os músicos saíram do auditório para a comemoração do aniversário de Ponta Grossa. A 35ª edição do “Música na Chaminé” foi uma das atrações da gincana “Princesa em Festa”, realizada para comemorar os 196 anos da cidade. A apresentação aconteceu na sala principal da Mansão Villa Hilda.
    Com entrada gratuita e aberto ao público, pouco mais de 50 pessoas assistiram à doze canções tocadas por oito músicos durante uma hora. O repertório foi variado, desde músicas consagradas no Brasil até composições próprias, passando por Chopin e chorinho. Depois de apresentações com violão, viola e teclado, três saxofonistas terminaram a noite com o objetivo, segundo eles, de defender a música erudita.
    A sala aconchegante da Mansão Villa Hilda deixou o evento mais intimista e os músicos eram verdadeiros contadores de história a partir de suas canções. Entretanto, a falta de microfone e aparelho de som fizeram com que o barulho externo atrapalhasse. O som das cordas foi ofuscado por um carro com o volume alto do outro lado da rua, por exemplo.
    A partir de setembro o evento volta a acontecer no Conservatório e deve ser aberto ao público. A data ainda não foi confirmada, mas normalmente ocorre na última quinta-feira do mês. Qualquer pessoa pode se apresentar, basta entrar em contato com os coordenadores do projeto. 

Serviço:    
Evento: Música na Chaminé
Data: Última quinta-feira do mês
Horário: 19h30
Local: Auditório do Conservatório Maestro Paulino
Entrada: Gratuita

 
Thailan de Pauli Jaros
Música na Chaminé. Foto: Luana Caroline Nascimento 
A arte imita a vida ou a vida imita a arte?
 
    Assuntos discutidos na sociedade normalmente são temas de filmes e seriados, ainda mais quando causam debates. A série da Netflix “Thirteen Reasons Why” traduzida para “Os treze porquês” do diretor Brian Yorkey não é diferente. O seriado adaptado do livro homônimo da escritora Jay Asher conta a história de Hanna Baker, uma adolescente que cometeu suicídio e deixou treze cartas para explicar “os porquês”. As cartas destinadas aos amigos e colegas de Hannah mencionava que, de alguma forma, eles contribuíram para que ela tirasse a própria vida. Além de Hannah, Clay Jensen é o personagem principal da série. O adolescente, que trabalhava com Hannah, tenta entender o motivo de receber uma das cartas e o quê, de fato, fez a amiga cometer o suicídio. 
    Mesmo após críticas sobre o ritmo dos acontecimentos, em agosto estreou a terceira temporada. Ao discutir temas necessários como suicídio, abuso sexual e homofobia, a série traz à tona questionamentos sobre abordagem. A ficção demonstra as consequências que podem causar atos de violência, seja física, verbal ou psicológica, porém as cenas são fortes e explícitas. No último capítulo da primeira temporada, a cena de Hannah cometendo o suicídio sofreu críticas dos telespectadores e por conta disso, a Netflix alterou a cena. 
    Neste mês, a campanha nacional “setembro amarelo” alerta para a prevenção do suicídio e os cuidados com a saúde mental. Ações são realizadas na sociedade como forma de combater doenças como ansiedade e depressão. O programa Abraça UEPG criado pela atual gestão da Universidade oferece acolhimento e acompanhamento psicossocial, voltado para a comunidade acadêmica e presta atendimento gratuito e sigiloso. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Logo, é importante discutir como a abordagem desses temas em filmes e séries pode causar consequências graves. 
    A ideia de “Thirteen Reasons Why” é explicar como os atos que passam despercebidos causam danos e com isso, trouxe à tona diversos relatos de pessoas que sofreram algum tipo de violência. Mas ao mostrar explicitamente esses atos, tornou-se quase um tutorial de como tirar a própria vida. É preciso saber diferenciar até que ponto a série propõe uma conscientização e quando se torna apelativa apenas para ganhar audiência, o que aconteceu em alguns capítulos do seriado.

Serviço: UEPG Abraça
Local: UEPG Campus Uvaranas- anexo a Farmácia Escola, próximo ao bloco M 
Campus Central- ambulatório de saúde mental, em frente ao RU.
Contato: (42) 2102-8659 ou (42) 99141-8937 
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 
Mariana Santos
13 Reasons Why. Foto: Divulgação
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG

 

 

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
 

Entre café e jogos de tabuleiro

 

Por Veridiane Parize

 

O Lótus Café – Food & Games, inaugurado no final do mês de julho deste ano, possui uma proposta diferente em relação a outros estabelecimentos do ramo: além de oferecer comidas e bebidas, também há jogos de tabuleiro para os clientes. A proposta é bem diferente e única em Ponta Grossa. São cerca de 50 jogos e alguns deles podem ser consumidos a partir dos 3 anos de idade. No lugar também tem um espaço kids com um quadro, giz, lápis de cor e desenhos. 

Existe um aluguel de 10 reais para usar os jogos. Alguns são bem populares como “jogo da vida”, “banco imobiliário”, “perfil”, jogos lúdicos que estimulam a interação entre amigos e família, ideais para deixar o celular de lado e se divertir. É possível também levar algum jogo que o cliente tenha em casa.

O nome do estabelecimento se refere à carta “Black Lotus”, a mais forte do jogo Magic. O proprietário Hugo Machado, apaixonado por jogos, faz questão de ensinar aos clientes como cada jogo funciona e às vezes até participa de uma partida. Em alguns casos, se chegou a hora de fechar e as pessoas ainda estão jogando, ele espera a partida terminar. 

O público é diversificado, tem pessoas que vão para jogar e os que vão apenas para tomar um café. O Hugo criou um grupo no Whatsapp só para meninas que gostam de jogos e todas as terças-feiras o valor do aluguel dos jogos para as garotas fica por R$8,50.

Os cafés do Lótus variam de um expresso por R$4,90 até um frapuccino de R$13,90. Os salgados variam de um pão de queijo vendido por R$3,90 até uma porção de dadinhos de tapioca por R$18,90. 

SERVIÇO - O Lótus Café está localizado na rua Balduino Taques, 505, Vila Estrela. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 12h às 20h30 e sábado das 16h às 22h.

 
 

 

                                         Que tal um lanche sem glúten?

                                                      Patrícia Guedes 

O glúten é uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio. Para muitos pode ser inofensivo, mas para algumas pessoas o glúten pode provocar alergia e inflamação no intestino, causada pela doença celíaca. Segundo a Associação de Celíacos do Brasil (Acelbra), um em cada 600 brasileiros é portador desse tipo de alergia, porém, esse número pode ser ainda maior, já que as pesquisas mostram apenas as pessoas já diagnosticadas com doença celíaca. Esta alergia pode surgir em crianças e adultos, e acontece devido à hipersensibilidade ou dificuldade em digerir o glúten. O tratamento para a doença celíaca consiste na retirada do glúten da dieta. 

Pensando nisso, muitos estabelecimentos passaram a oferecer apenas produtos sem glúten. É o caso da confeitaria e café Que Tal Sem Glúten?, que há mais de dois anos propõe uma cozinha afetiva, funcional e saudável para seus clientes. O espaço, apesar de pequeno, é aconchegante e receptivo, com frases e desenhos feitos em giz nas paredes. Todos os alimentos são confecções próprias, direcionadas a dietas restritivas - sem glúten, lactose ou soja. São servidos pães, bolos e salgados e o lugar também tem iniciativas sustentáveis, fazendo uso de canudos de metal para evitar o uso desnecessário de plástico.

São servidos quatro tipos de pães, o pão francês, baguete, pão de forma e pão para hambúrguer. Os pães são feitos de trigo sarraceno, farinha de amêndoas, teff e linhaça. Os salgados são todos lowcarb e sem lactose, desde pastéis assados, empadão, coxinha, bolinho de carne, tortas e pizzas. Os bolos são servidos em pedaços de tamanho generoso ou bolos inteiros para encomenda. O lugar também serve três tipos de sucos naturais (laranja, morango e abacaxi com hortelã), além de cafés, capuccinos e chocolate quente.

O tempero é ótimo, mas o preço é um pouco salgado. Os lanches podem variar de 7 a 15 reais. Minha experiência no Que tal sem glúten? foi com pão torrado com manteiga ghee e ovos mexidos. O prato estava saboroso, a massa do pão macia e com a crosta bem crocante, os ovos estavam no ponto de cozimento e de tempero. Também pedi um suco de abacaxi com hortelã para acompanhar o prato, e o valor total do lanche custou cerca de 20 reais.

SERVIÇO: A confeitaria e café Que tal sem glúten? fica localizada na Rua República da Argentina, nº 277, no Bairro Órfãs, próximo à Avenida Anita Garibaldi. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h; e aos sábados, das 9h às 17h. O estabelecimento também está no Ifood e a entrega custa R$6,90.

 

 
 
 
 

Bebidas alcoólicas nas ruas de PG, um hábito que pode virar caso de polícia 

Por Luiz Zak

Você sabia que em Ponta Grossa é proibido beber bebidas alcoólicas na rua? Segundo a Lei Ordinária nº 1104/2012, fica proibido o consumo de bebidas que contenham álcool em praças, parques, avenidas, ruas e quadras esportivas públicas. A lei foi implementada na cidade com a intenção de diminuir crimes e dar mais segurança aos cidadãos. No entanto, no ano seguinte à implementação da lei foram registrados mais de 13 mil boletins de ocorrência, segundo a Polícia Militar (PM). Em 2017 foram 15 mil ocorrências relacionadas a furto, assalto ou perturbação do sossego.

 

No ano passado, foram contabilizados 189 casos de consumo de bebidas em local públicos. A lei não prevê sanção à pessoa que for pega bebendo, porém se tiver descumprido a regra pode ser encaminhada para a delegacia para responder um termo circunstanciado.

 

Nos últimos quatro meses, a PM de Ponta Grossa tem feito vistorias pelas ruas da cidade em busca de pessoas que estejam portando entorpecentes ou bebendo em praças, parques ou até mesmo no rua. A ‘lei do tubão’, como ficou conhecida, se mostra ineficiente, pois foi criada para combater crimes, porém não há relação de causalidade entre o uso de bebidas e a criminalidade. As pessoas mais atingidas por essa lei são jovens em porta de baladas ou mesmo em encontros em espaços públicos e moradores de rua.

 

A Câmara de Curitiba também quer proibir as pessoas de beberem em espaços públicos entre 2h e 8h, porém não estão previstas sanções para quem for flagrado nessa situação. Há apenas o recolhimento do produto.

 

Apesar de ter como principal justificativa o combate à perturbação do sossego e à criminalidade, o consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos ou administrados pela Prefeitura não cumpre a meta do poder público, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. Ponta Grossa registrou aumento de 8% em ocorrências, em comparação com cidades que têm leis semelhantes, e fica à frente apenas de Cascavel (lei implementada em 2017) e Capanema (2013), que registraram queda de 5%.

 

Em uma cidade que oferece poucas opções de lazer, especialmente ao público jovem, a lei apresenta uma contradição. Afinal, há diversos eventos, promovidos pela administração municipal, que contam com a comercialização de bebidas alcoólicas em espaços públicos. Ou seja, o consumo de álcool passa a ser permitido apenas a determinados públicos, resultando em uma prática discriminatória em torno de um hábito comum de sociabilidade.

 
 
 
 

Memórias de 80 anos do Colégio General Osório

Por Erica Fernanda

Importante para o registro da história e da educação do município, o lançamento do livro “Grupo Escolar General Osório: nos primórdios dos anos de 1930 à direção de Elzira Correia de Sá” foi um evento cheio de reencontros. A Biblioteca Central acolheu professoras e professores, alunas e alunos que perguntavam “você lembra de mim?”, e assim começava uma conversa cheia de nostalgias. Alguns discursos eram bem patriotas, do tipo: “lembram quando a gente aprendeu a cantar o hino nacional? Levantava a bandeira e todo mundo cantava”. Outros traziam memórias marcadas pela política do mérito: “lembram quando a gente ganhava prêmios por ter a melhor nota?".

O livro, publicado pela editora Estúdio Texto, é resultado de pesquisas feitas no projeto de extensão da UEPG intitulado “Construindo e Reconstruindo a Historia”, realizado com o Núcleo Regional de Educação. A professora e autora Luzia Borsato Cavagnari recolheu dados, arquivos do Colégio, Prefeitura e Museus e depoimentos de ex professoras e estudantes para contar como era o ensino do colégio, que substituiu escolas isoladas do bairro de Uvaranas. O lançamento se refere também aos 80 anos do Grupo Escolar General Osório.

Naquela época, o ensino público em Ponta Grossa contava como as Escolas Isoladas, que ficavam localizadas nos bairros. Em um trecho do livro há o depoimento do ex-inspetor e diretor Valdevino Lopes, em que conta como era a situação das escolas. “Funcionavam de maneira bastante precária. [...] a professora recebia da mantenedora como únicos materiais, além da mesa, carteiras e quadro de giz, uma moringa para água, livros de leitura e poucos materiais escolares”, e a estrutura era toda de madeira. A única educação de qualidade que a cidade tinha eram as redes particulares, como Sant’ Ana (1905), Sagrada Família (1933), Colégio São Luiz (1906), Escola Luterana (1916), Escola Evangélica (1928) e escola Liceu dos Campos (1926-1955).

Contudo, em 2 de dezembro de 1938 o governo do Estado criou o decreto n⁰7779, que estabelecia que cada município deveria criar mais 10 escolas do ensino primário, denominadas de grupo escolar. Ao invés de ter apenas uma professora ou professor nas escolas isoladas para atender diferentes níveis de escolaridade, os Grupos Escolares passam a disponibilizar várias e vários professores para cada nível dos estudantes. A construção do Grupo Escolar General Osório teve início em 1938 ao lado do 13⁰ Batalhão de Infantaria Blindado (13 BIB), mas o Colégio só começou o funcionamento em 1939 contando com 137 alunos matriculados em duas turmas do 1⁰ ano e uma turma do 2⁰, 3⁰ e 4⁰ anos.

SERVIÇO – O livro “Grupo Escolar General Osório: nos primórdios dos anos de 1930 à direção de Elzira Correia de Sá” está disponível na Biblioteca Central Prof. Faris Michaele, no Campus da UEPG em Uvaranas.

 

Um desajuste para o sucesso

 

Amanda Dombrowski

 

O podcast é uma mídia em formato de áudio que tem conquistado muito espaço na área da informação e educação. No Brasil, o primeiro podcast foi o Digital Minds de Danilo Medeiros, que começou em 21 de outubro de 2004. Em novembro do mesmo ano surgiu o podcast do Gui Leite, o Podcaster, mais antigo no Brasil que ainda é produzido regularmente. E em dezembro foram criados os podcasts Perhappiness, de Rodrigo Stulzer, e Código Livre, de Ricardo Macari.

Com o passar do tempo o podcast teve uma expansão e várias iniciativas foram criadas. 15 anos depois do primeiro podcast no Brasil, no dia 16 de maio deste ano, Maria Fernanda Teixeira e Nicoly França lançaram o primeiro episódio do podcast Desajusta. As duas são empreendedoras, jornalistas, criadoras de conteúdo e fundadoras do canal do Youtube chamado Desavesso, que existe há três anos, em que falam sobre moda consciente e sustentabilidade.

Na primeira edição, com o nome “Nossa trajetória desajustada”, elas contam o objetivo do podcast que é inspirar as pessoas mostrando que não existe um ponto final chamado sucesso. Dessa forma, nos outros episódios elas trazem histórias inspiradoras mostrando que isso é possível. O programa tem o apoio da FAPCOM, a Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, onde é utilizado o estúdio para gravação.

O podcast não possui periodicidade regular, tem um tempo médio de uma hora e conta com a participação de convidados que relatam as trajetórias que traçaram até atingir seus objetivos. No décimo primeiro episódio, publicado em 12 de setembro, o assunto tratado foi saúde mental com a dona do podcast Esquizofrenoias, Amanda Ramalho. Como setembro é o mês de conscientização a prevenção ao suicídio, tratar sobre a saúde mental no podcast é um modo de mostrar a relevância do tema.

O objetivo do podcast atinge as expectativas ao mostrar modelos de vida, sonhos e histórias de sucesso para que as pessoas entendam que não existe uma única regra. É preciso boa vontade e oportunidade para realizar os sonhos e objetivos, e para isso não é preciso seguir o mesmo padrão para todos.

 

Serviço

O podcast pode ser acessado nas seguintes plataformas:

Megafono: https://www.megafono.host/podcast/desajusta 

Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/desajusta/id1464073562 

Spotify: https://open.spotify.com/show/7sLf3DvxdKKr0HOGV8ST8L?si=NuUAlov_SvqfWwqqMHcZrg

 
 

Brother Soul em um Paraná paranormal

Fabiana Manganotti

Palco B é um projeto cultural voltado à valorização de artistas autorais. Lançada em 2016, a série produz conteúdo audiovisual em formato de session, em que a banda faz sua performance ao vivo com um cenário em segundo plano. As apresentações são mensais e acontecem no auditório B do Cine Teatro Ópera, com ingressos a partir de R$10. Os vídeos e outras informações sobre as bandas estão disponíveis nas redes sociais da Fluencia e da Luneta Experiências Culturais, organizadoras do Palco B.

Neste ano a temporada do Palco B começou em julho e irá até o fim do ano, com a apresentação de dez bandas, com variados estilos musicais como: rock, MPB, reggae, dub, blues, rap e soul. Quatro bandas já se apresentaram neste ano. No dia 9 de julho aconteceu a primeira edição da temporada, com o rapper Juliano Gafanhoto e PG Town e a banda Circuito Absoluto. A segunda apresentação, no dia 13 de agosto, foi uma edição especial voltada para crianças, com a banda Casa Cantante.

A banda escolhida para o mês de setembro foi a Brother Soul. O estilo de música é o samba-rock, apresentado pelo trio composto por Fabricio Cunha, vocalista e guitarrista, Arajan Cunha, baterista, e Marquinhos Santos, baixista. As composições abordam conceitos sociais, como na letra de “Pixaim”.

As músicas são dançantes e animam o público. Uma delas, ponto alto do show, faz uma homenagem ao estado do Paraná, “Paraná Paranormal”, em referência à chamada Rússia brasileira. A apresentação contou com seis músicas e “Não esqueça do meu” foi gravada duas vezes pois, segundo Fabrício, sua guitarra estava desafinada e ficaria ruim para a gravação do clipe. O público presente no auditório registrou um atraso de meia hora para o início do show. 

Serviço: Mais informações podem ser conferidas nas redes sociais dos organizadores
Luneta Experiências Culturais (https://www.facebook.com/luneta.cultura/) e
Fluencia (https://web.facebook.com/FluenciaCultural/).

 

‘Bacurau’, se for vá em paz 

 

Leticia Gomes

Contemplado pelo Prêmio do Júri no Festival de Cannes de maio deste ano, ‘Bacurau’, que estreou em Ponta Grossa no último dia 12, conta a história de uma pequena cidade no sertão nordestino que misteriosamente desaparece do mapa.

A história começa com o velório da matriarca da cidade e é seguida por assassinatos misteriosos dos nativos do local. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles usa o desaparecimento do mapa como uma metáfora para a situação de sucateamento do país. Voltado para um gênero western, quase de terror e fantasioso, ‘Bacurau’ trata de temas que não poderiam ser mais reais.

O longa consegue explorar as relações desiguais entre a capital e a cidade pequena. É possível observar isso quando os cidadãos de Bacurau começam a ser caçados por estrangeiros sem aparentemente motivo algum. Com cenas violentas, os diretores escolhem as cenas mais gráficas para a morte dos estrangeiros, ao invés dos moradores da cidade.

‘Bacurau’ é um filme recheado de críticas metafóricas à política brasileira. Pode-se perceber este aspecto a partir de temas como o armamento, a xenofobia, a violência acentuada, e mais sutilmente críticas ao sistema de saúde e distribuição em cidades pequenas do Nordeste. Trata também da mobilização popular e da capacidade de organização de uma comunidade diante de abusos do poder político.

 

Serviço:

Local: Cinemas Lumiere – Shopping Total

Horário: 18h30 e 21h

Preço: R$12,00 (meia) e R$24,00 (inteira). De segunda a sexta-feira todos pagam meia entrada

Tempo: 2h10min

O filme consta na programação do Cinemas Lumiere até o dia 24 de setembro, possivelmente podendo se estender.

Produzido pela Turma C - Jornalismo UEPG