Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 

Mulheres discutem escritoras literárias em PG

 

Março é marcado pelo dia das mulheres, e no sábado dia 23/03 o livro escolhido
pelo grupo Leia Mulheres PG foi Outros Jeitos de Usar a Boca’, de Rupi Kaur. A cada
semana o clube de leitura discute obras de escritoras com o propósito de dar voz a
literárias, já que culturalmente elas não têm o mesmo reconhecimento que escritores
homens. Além disso, as integrantes da roda conversam sobre as próprias experiências
relacionadas a leitura.
            A literatura escrita por mulheres, que aborda formas de ver e sentir o mundo de
maneira diferente da tradicional disseminada na cultura da leitura, é o objeto de debate
no grupo Leia Mulheres PG. Os livros programados para discussão têm o ideal
feminista como principal gancho. Mesmo não sendo regra, o grupo busca incluir
somente meninas e mulheres, pois durante o debate as integrantes relatam experiências
pessoais que fizeram ao longo da leitura.
            A ideia de criar um ambiente feminino, discutindo questões feministas com base
em obras escritas por mulheres, busca fortalecimento deste gênero na literatura,
desmistificando assuntos que envolvem o dia a dia das mulheres. Durante a discussão,
várias meninas relatam e se sentem acolhidas quando estão ali, pois é um momento em
que elas tiram duvidas e desabafam.
           O livro de Kaur trabalha com o contexto de quebra de tabu e envolvimento, além
de um reflexo dos conflitos e entendimentos da vida pessoal da autora. O texto é de fácil
compreensão, e usa elementos da natureza para comparar a força das mulheres. Pode-se
destacar o ‘Eu Sou a Água’, que compara a força da água com a força da mulher, capaz
de gerar vida e também destruí-la.
           O encontro acontece em cafés de Ponta Grossa. As organizadoras tematizam o
ambiente, com livros, poemas e imagem de poetas. É feita uma mesa grande, e o livro
em debate fica ao meio para que todas possam ter acesso à obra durante o debate.

 

Por Maria Fernanda Laravia

 

           Uma opção de sociabilidade em Oficinas

             Os shoppings de Ponta Grossa não estão concentrados apenas no centro. O Milano Open Mall possui uma estrutura diferente dos demais centros comerciais da cidade. Não é um shopping genérico, embora a maioria das lojas também está nos shoppings tradicionais. Os muros do shopping aberto são feitos de vidro que acompanha toda a extensão do espaço. Na entrada principal, à esquerda, a maior loja é de produtos naturais e suplementos, onde também há um café.
             O diferencial desse espaço é a quantidade de vagas para estacionamento, todas no meio da área das lojas. Provavelmente essa seja a principal motivação para aplicar o modelo do open mall criado nos Estados Unidos e que está se popularizando na América Latina.
             Entre os estabelecimentos, encontra-se as lojas de roupas, eletrônicos, customização de celulares, clínica odontológica, chocolataria, comidas, utilidade e dois cafés. Fora do circuito das lojas, na calçada que rodeia o estacionamento. Embora não tenha nenhuma atração, é um lugar público e gratuito para descansar e fugir do sol.
             Embora acessível, com vagas de estacionamento suficientes, este centro comercial não é um giro urbano confortável, o único atrativo que faz o público permanecer ali são os cafés. O milano Open Mall localiza-se na Rua Santa Rita Durão, no Bairro de Oficinas, e funciona das 9 horas da manhã, até as 9 horas na noite.

Por Gustavo Camargo

 

          Você gosta de hambúrguer?
 

             Conhecidos por acompanhar pão, alguma salada e um molho, os sanduíches com
hambúrguer são uma opção rápida de alimentação e podem ser encontrados em diversos
pontos na cidade. Aqui em Ponta Grossa, existem casas especializadas só neste tipo de
comida e uma delas é a Bunny Hamburgueria, um estabelecimento temático com motos
e bicicletas, além de elementos como lamparinas, máquina de costura e uma estrutura
que associa madeira e tijolos à vista.
            O hambúrguer mais pedido do local é o “Bunny Supremo”, um lanche simples, mas
com 180g de ‘burguer da casa’, queijo cheddar, bacon em tiras, alface americana e
molho especial. Além do sanduíche, o prato acompanha batatas fritas no estilo rústico,
com cortes maiores e mais sequinhas.
            Apesar do pedido mais popular ser um lanche agradável, não é gorduroso e não tem
muitos elementos que possam confundir o paladar, o Bunny Hard não tem a mesma
apresentação. Com 180g de burguer de costela, queijo cheddar, cebola roxa, picles e
molho especial, o lanche tem um apelo de ser uma comida mais quente e homogênea,
mas o excesso de cebola e o picles não acompanham a proposta. Numa próxima, os
donos poderiam reformular o sanduba e usar legumes quentes e mais macios.
           Em relação aos preços, estão dentro de uma média justa para uma casa de lanches. O
tempo de preparo do pedido não ultrapassa os 20 minutos. O local é arejado, mas apesar
de o atendimento ser rápido, os funcionários poderiam ser mais atenciosos com os
clientes.

 
Serviço:
Rua Almirante Barroso, número 1891, na 31 de Março.
Bunny Supremo – R$14,90
Bunny Hard (costela) – R$19,90
Chá Mate – R$3,50
Chopp Caneco – R$6,90.

Por Franciele Ampolini

 

        Exposição retrata crise da democracia e ativismo social em Ponta Grossa
 

   

            Sob o título “O som das ruas: atualidade política e ativismo social”, a exposição fotográfica organizada pelo projeto de extensão Lente Quente objetiva recuperar, a partir de arquivos históricos, as nuances presentes nos movimentos de rua registrados a partir de 2014. A mostra, que foi lançada na segunda-feira (25/03), no Museu Campos Gerais, centro de Ponta Grossa, integra o “Ciclo Descomemorar Golpes” e ficará exposta no Grande Auditório do Campus Central da UEPG até a sexta-feira (29/03).
            Com um recorte da crise da democracia, a exposição destaca a história recente do País. Apenas 14 fotos, escolhidas de maneira cronológica, montam um quebra cabeça para interpretar fatos que começam com a (des)comemoração dos 50 anos do golpe militar, passam pela abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e chegam às manifestações de repúdio à morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco.
             A aglomeração de pessoas em uma praça de Ponta Grossa para assistir à transmissão de abertura do processo de impeachment em 2016 é relacionada à imagem do então deputado Jair Bolsonaro em visita à cidade no início de 2018. Os curadores apresentam cuidado ao montar a narrativa em que os fatos se completam.
             Ao caminhar pela exposição, também são encontrados registros de figuras importantes para a história do Brasil que passaram pelas lentes do grupo. Como o retrato do ex-combatente da ditadura, Aluízio Palmar e Amélia Teles, presa política da época. Mais de 50 anos depois de 1964, a exposição evidencia motoristas pedindo “intervenção militar” durante a greve dos caminhoneiros em 2018. A linha do tempo continua com uma foto de um dos últimos discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de ser preso, a primeira indígena a ser candidata a vice-presidente, Sônia Guajajara, e protestos contra Michel Temer e Jair Bolsonaro.
              O grupo Lente Quente consegue, assim, resumir acontecimentos complexos que mudaram a rota do País em um curto espaço de tempo e trazer questões acerca da jovem democracia no Brasil.

 
Serviço:
Exposição: O som das ruas, atualidade política e ativismo social
Local: Grande Auditório, Campus Central da UEPG
Horário de visitação: todo o dia
Curadoria: Julio César Prado, Saori Honorato e William Clarindo
Supervisão: Marcelo Bronosky, Manoel Moabis e Rafael Schoenherr

Por Thailan de Pauli Jaros

Nostalgia do movimento emo no domingo cultural no DCE UEPG

 

Músicas melancólicas e roupas de cores escuras marcaram a edição emo no domingo
cultural do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Ponta Grossa
(UEPG). No domingo, 24 de março, o tema do evento foi ‘make brazil emo again’, relembrando
os tempos da música emotional hardcore, o emo no Brasil, na década de 2000. Domingo
cultural é um evento proporcionado pelo DCE. Aos domingos, o espaço da entidade, em frente
ao campus central da UEPG, é aberto à comunidade como um ambiente compartilhado com
música e interação.
              Bandas como Simple Plan, Paramore, Fresno e Restart foram algumas que marcaram
os adolescentes na época com músicas tristes e de apelo emocional. No começo dos anos
2000, o som melódico e sensível do emo foi se destacando na cena musical brasileira. Até
então, a cultura emo no Brasil não era conhecida pela grande maioria da população, pois era
confundida com o estilo punk e rock.
             O domingo, 24/03, no DCE foi marcado pelo clima de nostalgia. Olhos pintados de
preto, calças rasgadas, franjas, adereços como cintos com argolas redondas, tênis all star e
roupas predominantemente escuras fizeram o domingo cultural voltar 10 anos, época em que
os adolescentes se reuniam para ouvir músicas melódicas. A playlist escolhida foi de acordo
com o tema do evento, no entanto, não eram músicas dançantes ou atuais, logo as pessoas
não permaneceram dentro do DCE, ficaram fora do prédio, nas muretas da UEPG.
             O evento teve exposição e venda de ilustrações de artistas locais como Lucas Khun,
Eme, Klaus Swiech e Vitória Nogueira. A entrada do domingo cultural é gratuita e o espaço
proporciona uma interatividade bastante significativa para quem procura descontrair no final de
domingo com música e instrumento democrático. Confira os novos eventos e horários na
página no facebook do DCE UEPG. O domingo cultural é realizado na Av. Bonifácio Vilela, 700, em frente ao campus central da UEPG.

Por Matheus Rolin

          Chi Kung oferta meditação consciente e de exercícios passivos em PG
 
             Ambiente silencioso, o som parte apenas da música de meditação e respirações profundas. Clima de energias sendo restauradas e conectadas. Assim é o trabalho do Mestre Bodhidarma Prem Nath, idealizador e professor do Projeto Yoga e Chi Kung Solidário, em Ponta Grossa. O Chi Kung é derivado de técnicas milenares, como o Tao Yin, e remonta a época da Dinastia Han (206 aC – 220 dC).
             O projeto foi idealizado para a inclusão da sociedade em práticas de Medicina Chinesa e para mostrar que é possível praticar exercícios de forma passiva e que busca restaurar além do físico. O maior destaque do espaço para a prática de Yoga e Chi Kung é o valor acessível de 20 reais mensais. As aulas acontecem uma vez na semana, na segunda-feira, das 19h30 às 20h30, e no sábado, das 14h às 15h. No entanto, as vagas se limitam a 20 participantes por aula.
              O Chi Kung busca o equilíbrio espiritual, físico e mental a partir da chamada “meditação
consciente”. A prática é um tipo de medicina chinesa que trata de doenças como endurecimento das artérias e articulações, além de beneficiar o metabolismo.
              A longo prazo o Chi Kung equilibra a respiração, ameniza dores crônicas, reduz o estresse, aumenta o nível de energia e disposição, equilibra as emoções, melhora o sono e favorece a digestão. Não há restrições na prática, apesar de ser necessário aulas adequadas para cada faixa etária. Porém, o Projeto busca respeitar os limites de cada corpo.
O ambiente fica na Rua Tiradentes, n° 1029, na parte superior do Espaço Racco.
 
Por Bruna Kosmenko
          Peça teatral estreia em março em PG destacando novos talentos


             A Escola de Artes Bianca Almeida tem diversas aulas, entre elas teatro. Sete alunos, de 10 a 16 anos, são coordenados pelo Professor Alfredo Prestes Netto, formado pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP) em Artes Cénicas. Os alunos ensaiam para a peça “Escolinha...” que estreia 11 de maio no Cine-Teatro Ópera em Ponta Grossa.
             A peça traz, logo no começo, a professora arrumando o material para trabalhar e entre eles uma arma de fogo. A professora afirma não ser desmiolada, mas prevenida, não é por ser uma escola particular que ela vai deixar os alunos virarem o colégio de ponta cabeça. A professora assegura gostar de todos alunos, menos de um em específico nomeado de “Queridinho Soquenão”, um aluno travesso.
             Por serem adolescentes de 10 a 16 anos, é difícil controlar a turma, algo que o professor Alfredo consegue, se entrega ao trabalho e está a todo tempo ajudando os alunos na desenvoltura das personagens, até a cena ficar perfeita. O destaque na peça é a personagem Patrícia Dólar (interpretado por Larissa), filha de pais ricos que viajam o mundo. Larissa entra na personagem e se mostra fiel ao que faz, desinibida e perfeccionista tenta sempre melhorar as falas e atuação.
             Durante o ensaio Alfredo muda as características das personagens, algumas positivas e outras não tanto. O exagero e as expressões fazem parte do teatro, mas não como o professor instiga os alunos a fazer. A nomeação das personagens também não parece adequada, pois já traz as características dos personagens, adiantando o que irá acontecer na peça.
             O que vai acontecer com a arma e o desfecho da trama será revelado no dia 11 de maio na apresentação no Cine-Teatro Ópera. É válida a participação de toda a comunidade para prestigiar um projeto feito sem nenhum apoio da Prefeitura de Ponta Grossa e que revela talentos jovens da cidade.

 
Por Milena Oliveira
        Jornal da Educativa da TVE aposta na interação para 2019
 
           Fora do ar durante o início de 2019 para a construção do novo cenário, o Jornal da
Educativa retornou ao ar com novidades. Neste ano, o telejornal possui uma tela de interação
com o público e será transmitido ao vivo.
           A interatividade no telejornal acontece através do WhatsApp da emissora, que
possibilita o contato direto do telespectador, assim como a participação ao vivo do público.
Na maioria das vezes, o telespectador envia comentários sobre as reportagens e conta algo
parecido que ocorreu no cotidiano. A interação oferece ao público uma sensação de fazer
parte do telejornal e, assim, contribuir de alguma forma na transmissão, aproximando a TV
do telespectador.
            O telejornal tem como característica principal o jornalismo local. As matérias são, em
geral, feitas no município, mas o telejornal realiza também coberturas de cidades dos Campos
Gerais. As matérias realizadas são de cunho social e apresentam linguagem de fácil
entendimento ao telespectador. O Jornal da Educativa possui em média de 30 minutos de
duração e as pautas são de saúde, educação, eventos da cidade, esporte e também matérias de
serviço.
            Com a tela de interação, o telejornal ficou mais moderno, principalmente pela mistura
de cores presentes no novo cenário. Nos programas anteriores, o âncora apenas introduzia as
matérias e fazia alguns comentários. Agora, pode-se notar maior dinamicidade no telejornal
por conta da participação do telespectador. A interação já está presente em outros diversos
programas da emissora, portanto, percebe-se a importância dessa também no telejornal.

 
Serviço: Jornal da Educativa
Horário: segunda à sexta-feira, às 19h30
Canais: 58.1 da TV aberta, canal 8 da NET e canal 358 da Vivo TV

 
Por Mariana Santos
         No mês da mulher, Marvel traz personagem Empoderada
 
           O mais recente lançamento cinematográfico da sequência de super heróis da marvel traz o empoderamento feminino. O filme Capitã Marvel conta a história da super-heroina mais forte de toda franquia, vista como o último recurso para a salvação do universo mostrado nas cenas pós créditos de Vingadores: guerra infinita.
           Com uma narrativa composta de reviravoltas, o longa-metragem se desenvolve em torno de uma dúvida da personagem em relação a própria origem. O clímax surge quando ela finalmente descobre quem é e qual o verdadeiro nome: Carol Danvers. Tudo isso se dá graças a uma antiga amizade com Maria Rambeau, colega de quando eram da força aérea americana,  demonstrando que a força do amor a ajudou a se reconhecer.
           Após descobrir verdadeira origem, o empoderamento da personagem fica mais evidente quando sozinha ela evita um ataque à terra, destacando um tom de autossuficiência e poder. Apesar disso, o filme foca na personagem e não no enredo, deixando aspectos importantes que existiam nos quadrinhos de lado, o que pode desapontar os fãs da franquia.
           Para quem gosta de filmes de super heróis/heroínas a produção é uma oportunidade de ação e drama. Para quem está familiarizado com as histórias em quadrinhos o filme pode decepcionar, já que falta profundidade e detalhes da história.
           Pode ser casual, mas na sessão do dia 23 de março as 20h o áudio do filme estava baixo, fazendo com que o som da sala do lado ficasse em destaque. Além disso, a euforia com a capitã era tanta que alguns espectadores permaneceram conversando após o início do filme.

 
SERVIÇO:
Filme: Capitã Marvel
Local: cinemas lumiere shopping total
Valor: 10 reais meia entrada
Duração: 128 minutos
 
Por Ane Rafaely Rebelato

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Produzido pela turma A -Jornalismo UEPG
 

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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 


Ativismo político também se faz com cílios postiços e peruca

Renato Valenga

Sobrancelha desenhada, maquiagem extravagante,  peruca, cílios postiços e roupa feminina. As drag queens se expressam artisticamente desde o século 19. Desde então a transformação do movimento é significativa na manifestação política que representa.
Mesmo que a arte drag não seja uma manifestação exclusiva do público LGBTQ+, ela acabou tomando espaço na luta política do movimento. O grupo utiliza a ironia para crítica a fixação social dos papéis de gênero.  O resultado é a desmistificação das características consideradas próprias ao homem e à mulher.
As apresentações se destacam pela montação e pela criação das personagens. As drag queens dançam, tocam instrumentos musicais, cantam e fazem monólogos, sendo o humor a tônica.
Destaque também para o lip-sync. Conhecido pelo mundo afora, esse tipo show performático das queens traz dublagens de músicas da cultura pop.
No Brasil, diversas drag queens ficaram conhecidas por suas performances. Mas as mais conhecidas, no entanto, são as que cantam, como Gloria Groove, Pabllo Vittar, Lia Clark e Aretuza.
Já em Ponta Grossa, as queens também se apresentam em casas noturnas. Outro espaço de expressão da arte drag são eventos públicos, que celebram o respeito à diversidade. É o caso do Dia Internacional de Combate à Homofobia, em maio.
Vale destacar ainda a Primeira Parada Cultural LGBTQ+ dos Campos Gerais. Comemorado no último final de semana, o evento contou a apresentação de drag queens da cidade.

 

Obra "Vidas Trans" traz experiências de pessoas da comunidade LGBTQ+
 

Verônica Scheifer

O livro Vidas Trans, lançado pela Editora Astral Cultural, mostra depoimentos dos quatro autores da obra e relatam a vida de como ser trans e travesti na sociedade. Amara Moira, uma das autoras, teve um dos seus livros, “E seu fosse puta?” discutido em uma mesa redonda no III Colóquio sobre Currículo Educacional e Diversidades, que aconteceu no dia 3 de novembro na Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Vivências relacionadas a se sentir em outro corpo, preconceitos sociais e da família, momentos de transição, entre outros, são relatados de maneira intensa nas páginas do livro.
            Amara, que é bissexual, feminista e travesti inicia a obra e conta sua realidade de maneira profunda e como tem enfrentado a vida. Além disso, a autora possui um texto envolvente, já que traz momentos íntimos de sua existência, para que o leitor se sinta literalmente em seu lugar.
            As quase 50 páginas do livro trazem relatos variados de pessoas que vivem em situações diferentes, mas que se unem por causas iguais. O livro também busca introduzir leitores a essa realidade pois muitas vezes não sabem o que é estar nesse mundo de preconceitos e situações de ódio do dia a dia das pessoas trans.
Os escritores mostram em seus relatos como suas vidas são cercadas de lutas e militâncias para sobreviver em uma sociedade ainda muito preconceituosa. Os relatos parecem como um documentário que apresenta histórias reais aos espectadores.

 

 

No dia 20 de novembro foi realizada a exposição Nós a Nós, no Centro de Cultura da cidade de Ponta Grossa. 

Ana Flávia Aranna

Na Semana da Consciência Negra, a Fundação Municipal de Cultura, juntamente com os professores do departamento de artes da Universidade Estadual de Ponta Grossa, organizaram uma exposição exaltando a luta do povo negro.

A exposição contou com obras literárias, fotografias e ilustrações, que enaltecem personagens negros e especialmente a força das mulheres negras, que enfrentam dificuldades ainda maiores, pois além de sofrerem com o preconceito de gênero, sofrem também com o racismo.  Todas as artes expostas no evento foram produzidas especialmente para essa data.

É necessário destacar a importância desse tipo de exposição, pois traz à tona causas e lutas que devem ser ouvidas. A exposição Nós a Nós apresenta as mulheres negras à cidade, as mulheres que fizeram história e que precisam ser lembradas e ter suas histórias contadas. 

 
 


O  livro “E se eu fosse puta” é de autoria da travesti e escritora Amara Moira

Millena Lopata 

 

O livro “Se eu fosse puta”, de Amara Moira, professora, puta e também escritora, conta as experiências da travesti com a prostituição e também o seu processo de transição. Amara esteve em Ponta Grossa em outubro deste ano para participar do III Colóquio sobre Currículo Educacional e Diversidades e  fez o lançamento da segunda edição de seu livro.
A obra é composta por 44 textos, entre eles crônicas e poemas. No decorrer da leitura, é possível observar o esforço da autora em entender a vida e todo o processo de mudança pelo qual passou, além dos preconceitos sofridos por ser uma travesti.
  Os capítulos vão se alternando entre ser puta e o desejo de escrever de Amara. O livro possui um tom de conversa informal, o que torna a leitura mais agradável e fluida. Entretanto, a leitura não se resume em suas experiências, pois como Amara é militante do movimento LGBT e feminista, ou seja, por meio do livro, ela também relata como a sociedade reage diante desse assunto, as amizades desfeitas e as mulheres que escolhem a profissão de puta.
 “E Se eu fosse puta” Foi um dos lançamentos mais importantes de 2016. É um livro sobre porquês. É um livro sobre decisões, sobre começos e fins e que nos leva a refletir os tabus que ainda precisam ser quebrados. Amara, recentemente se tornou doutora pela UNICAMP e é uma das poucas trans que conquistou o diploma de doutora no Brasil. 

 
Edição produzida pela turma A
 
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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

Ventania traz para Ponta Grossa o espírito do movimento hippie

 

Renato Valenga

 

O movimento hippie fez parte das manifestações de contracultura da década de 1960, nos Estados Unidos. Apesar da repressão militar no Brasil, os hippies brasileiros também questionaram os padrões do capitalismo pós-moderno. Com o lema “paz e amor”, os adeptos criticaram os padrões consumistas da sociedade.

Wilson da SIlva, mais conhecido como Ventania, também aderiu à cultura hippie. E, até hoje, compõe músicas que representam o estilo de vida aqui no Brasil. Inspirado na trajetória de Raul Seixas, Ventania mistura elementos do rock a outros ritmos alternativos.

Versos da música Cogumelo Azul trazem características do comportamento hippie: "Minha vida é estrada, eu não ligo pra nada. Só quero cantar, flutuar no universo, ver o mundo de perto, ver a terra girar". O movimento ficou conhecido pela vida nômade e em comunhão com a natureza.

Com o “Ventania só para loucos”, o músico vem a Ponta Grossa acompanhado da Banda Hippie. O repertório relembra clássicos da trajetória do artista como “Vampiro Doidão”, “Símbolo da Paz” e “Só para Loucos”.

Ponta Grossa realiza primeiro open de coxinha

Ana Flávia Aranna

 

A coxinha é uma criação brasileira. Acredita-se que tenha surgido em São Paulo, embora a origem do quitute seja incerta. A versão mais aceita é que a iguaria tenha sido criada, no século XIX, na fazenda Morro Azul.
No local, a princesa Isabel e o conde d'Eu, mantinham um filho com deficiência mental. Ele se recusava a comer qualquer alimento que não fosse as coxas de frango. Nessa época,  as galinhas da realeza tinham acabado. Para resolver o problema de alimentação da criança, a cozinheira da família real criou o quitute.

Ao longo dos anos, os sabores foram variando, com recheio de frango, frango com catupiry, queijo, de pernil e costela. Adaptada a moda dos alimentos funcionais, há, atualmente, a versão vegana e sem glúten.

 

Primeiro Recital de Piano e lançamento de CD no dia 14 de novembro no Centro de Música de Ponta Grossa

Ingrid Petroski

 

As músicas de José Itiberê de Lima interpretadas por Gisele Rizental estiveram no Recital de Piano e lançamento de CD no dia 14 de novembro, no Centro de Música de Ponta Grossa. A pianista possui graduação em Curso Superior de instrumento - Piano pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (1995). Itiberê é patrono da Sociedade dos Amigos da Música de Paranaguá, a primeira sociedade de música do Paraná. O CD é resultado da pesquisa de Rizental sobre a família Itiberê. A musicista faz um trabalho importante em valorizar a música clássica com o recorte paranaense.
O CD possui 11 faixas entre 3 a 6 minutos cada. Neste volume ela adapta as obras de José Itiberê. oito das 11 canções que compõem o Cd são valsas, estilo musical tocado em casamentos e festas e que representa uma característica de Itibere, que dedicava suas composições para pessoas próximas. Então o álbum, instrumental no qual o piano é protagonista, tem um ritmo mais lento e um teor melancólico que deixa os ouvintes sonhando com os grandes bailes dos séculos passados. São canções capazes de mexer com nossos sentimentos sem pronunciar uma ṕalavra. Capazes de deixar os ouvintes reflexivos.
O ritmo erudito ainda tem muitos desafios no cenário musical para manter-se vivo, que atrai, em sua maioria, a elite.

 

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Na sexta-feira, dia 16, aconteceu o Desafio de Cheerleading nos Jogos Interatleticas de Ponta Grossa. 

Pedro Andrade

O Desafio, reuniu 10 times de líderes de Torcida da cidade, entre eles as Arlequinas de Jornalismo UEPG que fizeram sua primeira apresentação oficial e as tricampeãs Asas Negras, que representam as Engenharias da Universidade Tecnologica Federal do Paraná (UTFPR).
 
As Owlleaders e as Garras de Aço, que representam os acadêmicos de Pedagogia e dos cursos de Bacharelado da UTFPR, apenas se apresentaram e não participaram das avaliaçōes da comissao julgadora.
 
O cheerleading, que têm elementos da ginástica, de acrobacia e de dança foi reconhecido em 2016, pelo Comite Olimpico Internacional e deu um passo na direçao de entrar nos Jogos Olimpicos. Em 2020, nas Olimpiadas de Toquio esportes como surfe, skate e escalada terão suas primeiras apariçoes nos Jogos Olimpicos. O alcance, audiência e popularidade entre o público jovem são fatores que influenciam a virar modalidades olímpicas. O cheer, como é chamado, embora ainda não faça parte, tem tudo para conseguir ser disputado daqui uns anos.
 
Em Ponta Grossa, a Liga de Cheerleading existe desde 2014, quando eram apenas quatro times na cidade. A popularizaçao aconteceu rápido e cada vez mais a competição se acirra.
 
Nesse ano, as Sharkleaders, da ODONTO desbacaram as sempre favoritas Asas Negras e ficaram em primeiro lugar. A The Flames, lideres de torcida que representam os academicos de administração, comércio exterior e ciências contábeis ficaram com o terceiro lugar. A Arlequinas, do Jornalismo em oitavo.

 

Edição produzida pela turma A