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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Muito mais do que (apenas) jogos universitários
    
     Os jogos universitários surgiram em meados do século XIX na tentativa de integrar os estudantes com os esportes. De acordo com dados do Centro de Estudos e Memória da Juventude, com apoio do Ministério do Esporte, o primeiro ano em que ocorreram as competições foi em 1916, apenas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Somente em 1935, a primeira Olimpíada Universitária Brasileira reuniu jovens de diversos estados do país na competição, pois houve a oficialização das atléticas e federações.
    Em Ponta Grossa, cursos como Direito, Engenharia, Educação Física e Jornalismo participam, no final de junho, de competições pelas associações atléticas em diferentes cidades do Paraná. A ideia é a interação entre alunos de diferentes universidades, mas que trabalharão na mesma área no mercado de trabalho.
  Cascavel é a sede dos Jogos Jurídicos Paranaense em 2019. Apucarana sedia o Torneio Universitário de Comunicação e Artes. Umuarama recebe o “engenharíadas paranaense” e Irati hospeda os Jogos de Educação Física do Sul. A escolha da cidade é feita por sorteio e as disputas com base em um chaveamento, a partir dos resultados do ano anterior.
   O alto custo do pacote, que inclui transporte, alojamento e, em alguns, kits e festas impossibilita estudantes a viajarem com suas atléticas. Mesmo em cidades próximas, os jogos não são acessíveis a todos os grupos sociais que fazem parte da universidade. Os valores variam de R$200,00 a R$800,00. Cerca de 1000 estudantes entre a UEPG e UTFPR devem participar dos jogos no período de 20 a 23 de junho.
    O que chama atenção nos jogos é a fusão de culturas e a regionalidade presentes nos jogos, o que permite ao estudante conhecer pessoas diferentes e uma nova cidade no Paraná a cada edição anual.
    Há uma importância nos jogos, já que, há um sentimento de coletividade, existindo a união de um grupo em prol da competição. Além disso, a prática esportiva no período da faculdade, integrando cursos das mais diversas áreas da formação profissional.


SERVIÇO
Torneio Universitário de Comunicação e Artes (TUCA) - Apucarana
Engenharíadas Paranaense (EP) - Umuarama
Jogos Jurídicos Paranaense (JJPR) - Cascavel
Jogos de Educação Física do Sul (JEFS) - Irati

 
Ane Rebelato
 
 

                  A gourmetização da sopa e a mudança de um prato popular
 

      O dia 21 de junho marca o início do inverno no hemisfério Sul. Na estação mais fria do ano, a sopa toma conta do cardápio dos brasileiros e, com mais expressão, ao Sul do País. Conhecida como a comida mais antiga e tradicional da alimentação humana, até a Idade Média a sopa era feita com água quente, vegetais ou ervas e carne cozida. Ao longo dos séculos, ela foi sendo sofisticada com temperos fortes, caldos, massas e carnes. ‘Gourmetizadas’, hoje as sopas são vendidas por quilo na maioria dos restaurantes e cafés em Ponta Grossa.
      Um dos locais mais conhecidos do ramo no inverno ponta-grossense é o Supermercado Vitor, no bairro Sabará. Na praça de alimentação, no piso superior do mercado, o buffet inclui dezenas de tipos de sopa, com cardápio variado ao longo da semana: canja com frango, sopa de feijão, sopa de legumes, sopa eslava, creme de abóbora, sopa de capeletti e assim por diante.
     O quilo da sopa no Supermercado Vitor custa 31,90 e duas conchas saem em média 8 reais. O buffet oferece uma variedade de acompanhamentos - torradas, tortilhas, pães, queijo, bacon, couve - e, além de refrigerantes e água, tem em torno de 15 garrafas de vinho à disposição do cliente ao custo de 9 reais a taça.
     Os pratos ofertam sabores variados. A maioria tem boa textura e tempero na medida certa, mas percebe-se a dificuldade para manter os pratos quentes. Para evitar o problema, a  gerência do restaurante disponibiliza um microondas, ao lado da mesa do buffet, como alternativa. A sopa de feijão difere das demais na homogeneidade pela quantidade de elementos utilizados na receita, o que acaba confundindo o paladar.
     O que chama atenção no serviço é o valor cobrado pelo prato. Além do Supermercado Vitor, outros estabelecimentos trabalham com sopa e o valor segue a mesma faixa - mesmo se tratando de um prato popular, feito à base d'água. No Café Ferrara, no centro de Ponta Grossa, por exemplo, a sopa tem o valor único de 26,90 pela variedade ofertada. No Café Colonial do Hotel Planalto, o valor por quilo é de 49,90. Já o Soup Truck, um trailer de sopas, localizado no Centro de PG, vende por litro cumbucas de sopa de 480 ml a 12 reais.
 
Serviço:
Sopa por quilo (kg) em PG
Valor do buffet por pessoa: de R$ 26,90 a 49,90

Raylane Martins

 

Uma marca que é sinônimo de estilo há um século
 
     Há exatos 111 anos a marca All Star existe e é uma (quase) unanimidade no mundo da moda. A marca foi criada em 1908 e, desde então, acumula histórias que passeiam por vários temas, do esporte à música.  Tudo começou em Maldens, Massachussetts nos Estados Unidos, quando o empresário Marquis Mills Converse inaugurou a Converse Rubber Show Company. Em menos de dois anos, a empresa já produzia cerca de 4 mil pares de sapato por dia.
     Mas, foi em 1917 que a companhia desenvolveu a linha de calçados de lona e solado de borracha com o design mais parecido do que se ve hoje. Os tênis ganharam ares ainda mais cool quando o jogador de basquete Charles “Chuck” Taylor se juntou à empresa e sugeriu algumas mudanças, como fissuras no solado, para diminuir a derrapagem nas quadras. Foi ele, aliás, que disseminou a marca pelos EUA. Enquanto jogava, ele convencia colegas e técnicos a usar o All Star preto de cano alto, um dos ícones da marca e até hoje conhecido como “Chuck Taylor”. A tradição de jogadores usando o tipo de calçado foi até a década de 1970, quando foi vencida pela tecnologia dos amortecedores.
     Os All Stars conquistaram, em diversas épocas, jovens e adultos, universitários, profissionais liberais e celebridades. No Brasil, a marca chegou em 1980 e, desde então, também ganharam as ruas nas mais diversas cores. Em 2017 eram 1,2 mil modelos vendidos no país e atualmente a marca pode ser encontrada em 160 países do mundo.
     Apesar de ser um tênis centenário a versão mais clássica da marca não é confortável e pode causar desconforto em quem usa o sapato por horas seguidas. O solado é fino, o que proporciona apenas um pequeno espaço entre o pé e o chão de fato, não contam com amortecedores para tornar o calçado mais confortável. Quando novo, muitas vezes causa bolhas, aperta os dedos e o peito do pé.        Em contrapartida, o tênis tem a fama de durar por muito tempo e por ser funcional.
O preço do calçado varia de 80 até 400 reais, dependendo do modelo, e já se transformou em coringa de qualquer guarda-roupa, seja o usuário seguidor ou não de alguma tendência da moda. Os modelos mais vendidos em todo o mundo são os de cano baixo preto, branco e vermelho.

Serviço:
Um tênis all star custa entre 80 e 400,00 e tem desde tamanho infantil até o adulto
Milena  Oliveira
 
“Não adianta vir com tinta, para mim é chocolate”

    Do chocolate, ele transforma em tinta o material para usar em seus quadros. É assim que o artista plástico e jornalista Sebastião Natalio constrói as obras. A matéria-prima vem do próprio doce que o pintor utiliza para desenhar as obras. Chamativos pela sua coloração marrom, os 15 quadros apresentam diversos esboços, retratos e releituras. Uma das releituras é o quadro, “O homem com a orelha cortada de (Van Gogh)”. Já outro quadro é um retrato de Tim Maia, cantor que inspirou o título da exposição, Eu só quero chocolate com a música chocolate.
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    Embora a técnica do pintor seja inusitada, o resultado das obras é promissor, dando uma característica única as telas. Cada moldura traz uma figura diferente, embora o tom da cor seja sempre o mesmo: as imagens são criativas, mostrando técnica e precisão. Outro aspecto é o local onde os trabalhos estão expostos. O hall de entrada do hotel Vila Velha Premium o ambiente é aconchegante, mas a iluminação deixa a desejar. Por conta das molduras serem feitas de madeira e vidro, a luz dos lustres no ambiente fica refletindo sobre o vidro dos quadros, o que impede a visualização, de todos os ângulos das telas. No local há luminárias em frente de cada obra, mas estavam apagadas. Outro aspecto negativo é a falta de explicação da técnica do artista ao usar chocolate. Por se tratar de um material inusitado para a pintura, faltou a explicação dos procedimentos de criação das obras. 
    Contudo, é uma exposição incomum e ver de perto a criação dos quadros ajuda a entender o processo que levou o artista a pintar, misturando chocolate com referências da música brasileira, símbolos da cidade de Ponta Grossa e obras de artistas renomados pelo público.

Serviço:
Exposição: Eu só quero chocolate
Pintor: Sebastião Natalio
Local: Premium Vila Velha Hotel – Salão Itacueretaba
Abertura: 4 de Junho e vai até o dia 28 do mês
Preço dos quadros: R$ 170,00

 
Rafael Santos
 
Livro remonta vidas apagadas dos papéis por conta da Klabin
 
    O livro "Para Além do Papel - O Jornal O Tibagi e a construção do discurso fundador de Telêmaco Borba", resultado da pesquisa de mestrado em Ciências Sociais Aplicadas pela UEPG de Ana Flávia Braun Vieira, foi lançado em Ponta Grossa em 30 de maio. 
O livro mostra, através de fontes literárias e jornalísticas, o sentido por trás da afirmativa de que Telêmaco Borba é a cidade da Klabin. A partir de evidências, a autora apresenta uma realidade que nem mesmo os moradores da cidade conhecem: as vidas que existiam ali antes da Klabin chegar na cidade, algumas das quais foram apagadas da história. 
    A autora exemplifica com imagens como a apresentação das notícias no jornal O Tibagi favoreceu o discurso que está nos papéis de que a Klabin é a principal fundadora da cidade e que se o periódico trouxesse as notícias de outra maneira, talvez a história de Telêmaco fosse outra. 
No quarto capítulo do livro, Ana Flávia faz uma crítica à seleção de notícias dos jornalistas e à linha editorial da imprensa, que favorece o discurso dominante.
    A obra é ilustrada com fotos da cidade e das manchetes do jornal, o que facilita a leitura e prende a atenção do leitor. É uma leitura rápida, de 224 páginas, mas que apresenta uma história importante para quem vive na cidade ou para quem quer conhecê -la. No entanto, a autora poderia ter, também, como fontes pessoas que ao decorrer dos anos participaram da história para entender melhor como as notícias repercutiram no município.
   Espera-se que, pelo menos, quem curte leitura e quer conhecer histórias e vidas que foram apagadas contemple a obra.
  Para adquirir um exemplar basta escrever para Ana Flávia em qualquer rede social e combinar a forma de entrega. Em Telêmaco Borba, o lançamento acontece em julho.

Serviço: 
Livro "Para Além do Papel- O Jornal O Tibagi e a construção do discurso fundador de Telêmaco Borba - PR"
Autora: Ana Flávia Braun Vieira 
Ponta Grossa, Texto e Contexto Editora, 2019.
224 páginas.
40 reais.
Bruna Kosmenko
Editoria “Insana” do portal aRede pode desgastar credibilidade jornalística do site
 
      O portal aRede é um dos principais sites de notícias dos Campos Gerais. De acordo com dados disponibilizados pelo próprio site, figura entre os cinco mais acessados do Paraná e está na liderança do segmento em Ponta Grossa.
     Segundo descrição da empresa, o sucesso se deve ao modo como são veiculados os produtos jornalísticos, “como a prioridade à notícia rápida, com vídeo, 24 horas por dia, sete dias por semana” e a interação com as redes sociais.
       Na página inicial, o site conta com 17 editorias, para separar as matérias jornalísticas em temas ou colunas assinadas. Assuntos relacionados aos Campos Gerais, cotidiano, agronegócio e esporte têm destaque nas produções.
       Mas uma editoria chama a atenção do leitor.  A “Insana” (https://d.arede.info/insana) traz produções sensacionalistas e curiosas que aparentam misturar jornalismo com entretenimento. Por vezes, a editoria posta informação imprecisa, talvez para despertar curiosidade e fazer com que o leitor clique para ver mais.
   Alguns princípios jornalísticos podem ser questionados, como a proximidade dos acontecimentos. Muitas manchetes são de fatos que aconteceram em outros países. Publicada no final de maio/2019, a manchete “Macaco mata homem de 60 anos e fere outras nove pessoas na Índia” parece sensacionalista e indica pouco interesse público no texto veiculado.
   Normalmente, as matérias da editoria não são assinadas por repórteres. E, depois de compartilhada nas redes sociais, tende a gerar discussão entre os seguidores do portal. Em tempos de conteúdos feitos com a única intenção de gerar receita, o site aRede poderia tomar cuidado ao publicar produtos não jornalísticos sob o risco de ser associado a uma estratégia frequente em redes sociais que envolve “caça-clique”.

Serviço: 
Site: Portal aRede
Endereço eletrônico: https://d.arede.info/
Cidade: Ponta Grossa (PR)
 Thailan de Pauli Jaros
“Em briga de marido e mulher, se mete a colher sim”
 
     O monólogo “O que Eu Deveria Ser Se Não Fosse Quem Eu Sou” é um espetáculo que retrata a história de uma mulher que sofreu violência física e psicológica num relacionamento abusivo durante 15 anos. A peça expõe os vários estágios que um relacionamento tóxico provoca na rotina de uma mulher, desde a pressão familiar até a perda de confiança em si mesma devido à violência simbólica que o companheiro dela demonstrava através de atitudes e palavras.
     No centro do palco, o único e principal elemento do cenário da peça é uma “teia de cordas”, que carrega vários significados no decorrer da apresentação: uma hora é o abrigo da mulher e em outro é a própria casa da personagem, que se torna uma prisão. O figurino da personagem é simples e de cores neutras.
     O desfecho da peça é marcado pela decisão da personagem em continuar correndo com a vizinha escondida do marido, até que ela redescobre a paixão por um esporte e por si mesma, recuperando a autoestima para enfrentar a situação que vivenciava rotineiramente em casa.
     O espetáculo O Que Eu Deveria Ser Se Não Fosse Quem Eu Sou é escrito, dirigido e encenado por Michella França, com produção do Grupo Dia de Arte, de Ponta Grossa. A peça foi apresentada no Centro de Cultura durante a última Quarta Cultural, dia 12, e será interpretada novamente na próxima quarta, dia 19.

Ficha Técnica:
Elenco: Michella França
Direção: Michella França
Assistente de Direção: David Dias
Preparação Corporal: David Dias
Arte Visual: Fernando Durant
Fotos: Jonas Boita
Produção: Grupo Dia de Arte
Cenário: Ester Okito
Figurino: Sandra Berger
Maquiagem: Jonas Boita
Iluminação: Carlos Phantasma

Serviço:
A próxima apresentação, no dia 19, será realizada também às 20 horas, no Centro de Cultura, e os ingressos irão custar 10 reais (inteira) e 5 reais (meia).
Gustavo Camargo

 
Bonita não só o nome da banda
 
            O show de comemoração aos dez anos da Banda mais bonita da cidade aconteceu no último dia 07 de junho no Cine Teatro Ópera, em Ponta Grossa. O grupo é famoso pela música Oração, lançada em 2011 e que foi reproduzida em múltiplos formatos desde então, atraindo até versões eletrônicas.
            Para um espaço, entretanto, em que há 690 lugares disponíveis, a casa recebeu cerca 450 pessoas e, por isso, o volume do som no lugar não foi proporcional, pois passava o limite confortável e deixava a vocalista um pouco abafada. Mesmo sendo o centro de quase todas as bandas, a vocalista aqui não foi o que chamou mais atenção. O pianista, sem dúvidas, foi o destaque, demonstrando domínio e parecendo estar à vontade, ele deixou o show ainda mais especial e colorido.
            As letras das músicas voltadas ao estilo MPB, quando aliadas ao conjunto de todos os instrumentos, alcançavam sons que lembravam muito um rock de bandas como o Pink Floyd, por exemplo. O público, de maioria jovens estudantes, conseguia se conectar com aquela sensação de liberdade vinda da música e que pairava sobre o teatro Ópera, onde aconteceu o show. 
 Luzes azuis, gelo seco e um público aguardando ansioso.  Assim começou o show da banda mais bonita da Cidade. A parte instrumental combinava efeitos para criar uma ambiência que transmitisse o perfil do grupo. O piano foi o primeiro a despertar o interesse da plateia. Em seguida, o baixo agregou um som mais forte. E, por mais que a bateria e a guitarra sejam instrumentos com tons mais agressivos, foram eles que completaram a leveza que a banda pretendia passar.

Serviço:
Canal no youtube da banda: 
https://www.youtube.com/channel/UC_2HcZlKwx7O6QYf6PT6KKA
 
Francielle Ampolini
     Seriado sobre drag queens apostou na diversidade, mas e a representatividade?
 
   A décima primeira temporada de RuPaul’s Drag Race teve o último episódio divulgado no mês de junho, que antecede a comemoração do orgulho LGBTQ+. Intitulado “Grand Finale”, a série apostou em coroar uma Drag Queen que tende a fugir dos padrões de estética, beleza e personalidade das vencedoras de outras temporadas. RuPaul’s Drag Race é um seriado transmitido pelo canal fechado VH1 e em 2019 completou 10 anos desde a estreia. O programa é uma competição entre as drags queens e procura o carisma, singularidade, coragem e talento (carisma, uniqueness, nerve and talent) para suceder ao título de "America's Next Drag Superstar".
     Ao decorrer de 11 temporadas, criou-se um padrão normativo de estética que só drags brancas, magras, bonitas e impecáveis conseguem chegar ao topo da competição. Na atual temporada, as representações de corpos e nacionalidades são as mais diversificadas. Drag Race discutiu xenofobia, representada por uma drag mulçumana e problematiza a abertura para diversidade no Vietnã, tendo como personagem a drag queen Plastique Tiara, que morou no país e desconhecia a cultura pop até chegar aos Estados Unidos. Foram três drags queens autodeclaradas negras na final, algo inédito na história do programa.
     Em Ponta Grossa, a cultura drag é pouco explorada. Falta incentivo para quem quer trabalhar com a arte, poucas casas noturnas atendem o tipo de show. A Cavan e o Deck são casas noturnas da cidade e têm reconhecido o trabalho das drag queens na vida noturna, dando espaço para apresentações (
) e entrada grátis em eventos. 
     Em conversa com algumas drag queens de Ponta Grossa, a maioria começou a se montar por influência do seriado RuPaul’s Drag Race. Embora o seriado tenha apostado em coroar um drag queen que foge dos padrões, fica a dúvida se os produtores realmente queriam uma maior representatividade da comunidade drag ou foi apenas para atender as expectativas do público, já que há muito tempo os seguidores de Drag Race vêm criticando a falta de representações no elenco. Mesmo com controvérsias, o reality abriu portas e influenciou a comunidade LGBTQ+ que se identificam com a cultura drag, dando oportunidades no reconhecimento e abertura de plataformas para a divulgação da arte. 

Serviço:
Site: http://www.vh1.com/shows/rupauls-drag-race 
Matheus Rolim
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG

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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Por que a população de Ponta Grossa não tem um Mercado Municipal?

     O Mercado Municipal de Ponta Grossa, inaugurado no fim da década de 60, que durante anos foi um dos principais pontos de comércio da cidade e atraía um grande número de pessoas, além de estabilizar comerciantes, parou de funcionar há cerca de 10 anos. Desde então o prédio foi abandonado. O local foi tomado pelos matos que cresceram e pelos lixos que foram depositados nele. 
     Comerciantes que compraram lojas dentro do espaço do mercado não obtiveram respostas concretas sobre o estabelecimento, partindo pra iniciativa de abrir negócio em outro lugar. 
     Em contrato, firmado pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa e a empresa Tekla Engenharia, a entrega das obras para revitalização do ambiente do Mercado Municipal estava prevista para outubro do ano passado. A obra previa espaços para café, vendas de carnes, lojas de roupas, produtos coloniais e gastronomia em geral. A previsão do contrato era o esperado pelos moradores há anos. No entanto, a obra não foi entregue. Na verdade, ela nem começou.
     Neste ano, a empresa noticiou que alguns problemas observados impossibilitaram a reforma. Por conta disso, uma empresa especializada está responsabilizada pela demolição do atual prédio. 
     A demolição total do antigo Mercadão está prevista pro fim de junho de 2019 e a entrega do novo Mercado Municipal, ainda para este ano. O espaço deve contemplar salas para cinema, praça de alimentação e espaço para lojas, além de manter as raízes do Mercadão de PG.
     Como é possível que em mais de 10 anos a Prefeitura de Ponta Grossa não tenha tomado atitudes para revitalizar um espaço, que é a marca de várias cidades, como um Mercado Municipal?

 
Bruna Kosmenko
 
 

Desafios de uma opção gastronômica oriental em PG

     O mês de junho é marcado pela chegada dos imigrantes japoneses no Brasil no ano de 1908. A culinária é representativa no país e em Ponta Grossa não fica de fora. Um dos estabelecimentos que oferece a gastronomia japonesa na cidade é o Sennin Sushi. Inaugurado no fim de março de 2019 em novo endereço, a casa oferece rodízios na terça e quinta-feira à noite. 
     De entrada a casa oferece um sunomono especial, uma espécie de salada de pepino agridoce, que abre o rodízio. Os quatro tipos de sushis incluídos na refeição tem um sabor agradável, principalmente o Filadélfia - bolinho de arroz recheado com salmão cru e cream cheese - que é confortante para quem já comeu algo da culinária japonesa. 
     O molho de limão oferecido, assim como o shoyu, complementa os sabores e combina com o peixe cru. Já no prato quente, o tempurá (legumes fritos com uma massa fina) deixa a desejar: é gorduroso e não traz o sabor esperado. O tempurá poderia ter mais molho tarê, que tem um gosto adocicado e amenizaria a gordura. 
     O destaque do rodízio fica ao sashimi flambado, uma fatia de peixe cru parcialmente cozido, que explode na boca e mostra que existe uma cuidadosa técnica na preparação. O valor do rodízio por pessoa é de R$ 65,00 mais 10% da taxa de atendimento. O cliente pode repetir todos os pratos do rodízio, quantas vezes desejar. 
     Para o padrão socioeconômico de Ponta Grossa, o valor de R$71,50 não é acessível, considerando que são apenas 8 pratos de variedade no cardápio sendo caro já que a variedade culinária não é grande. 
Com dois espaços de escolha (um com mesas e outro com almofadas para sentar no chão, como é tradição em países orientais), o restaurante é acolhedor. O atendimento demorado atrapalha a experiência do rodízio, que pressupõe um serviço frequente durante a refeição.

SERVIÇO
Sennin Sushi
Valor: R$65,00 + 10% de taxa atendimento
Endereço: Rua Barão do Cerro Azul, 920- Centro - Ponta Grossa 
 

Ane Rafaely Rebelato

 
Por meio de um Disco Riscado o rock de PG vive
    
    O novo álbum da banda ponta-grossense Cadillac Dinossauros, o “Disco Riscado”, mantém a origem hard rock da banda com novas músicas cheias de energia, uma especialidade do grupo, com um toque de sensibilidade e reflexão. A primeira música é “No Porão” e cumpre a função de colocar os ânimos pra cima no começo do álbum. Em seguida há “Dionny Dublê”, com um ritmo animado, que narra o papel de um dublê de maneira cômica.
    Diferente do álbum anterior da banda, lançado em 2017, que se chama PRETOBRANCO, o Disco Riscado é uma combinação literalmente mais colorida e animada, característica que fica evidente no show de lançamento do disco (realizado dia 25/05), com transições orgânicas entre as músicas.
    A partir da faixa “Já estive pior” aparecem outros significados do álbum, pois sobreviver não se trata somente de aguentar as dificuldades, também é evoluir. A música que atrai holofotes é “Quebra-cabeças”, a sexta faixa das 12 que compõem o álbum, fascinando através da letra e pelo solo de guitarra que se destaca.
    Outra qualidade autêntica que impressionou tanto ao escutar pelos fones de ouvido quanto durante o show ao vivo de lançamento foram as músicas “Aquela Fita” e “Corre”, onde as linhas de baixo misturadas com uma letra construída por gírias comuns da cidade criaram um rock vibrante, especialmente para quem é ponta-grossense.

Serviço:
Disco Riscado. Cadillac Dinossauros, 2019.
O álbum está disponível nas plataformas de streaming.

MEMBROS DA BANDA
Davi Barros (guitarra e voz), Hugo Alex (baixo) e Billy Joy (bateria)

FICHA TÉNICA
Capa do álbum: Ricardo Humberto
Engenharia de Som:  Paulo Bueno
Técnico de Gravação: Diogo Shiroma
Edição: Diogo Shiroma
Mixagem: Paulo Bueno
Master: Paulo Bueno
Vídeo: Bruno da Guarda
Fotos: Nicolas Pedrozo Salazar

 
Gustavo Camargo
Dos campos Australianos para os pés das pessoas no mundo 
 
    A bota Ugg é uma opção de conforto e estilo quando o inverno chega. Usadas para aquecer os pés as botinas estão sempre em tendência no inverno. A origem do calçado é da década de 1930  a invenção vem dos criadores de ovelhas na Austrália. As botas foram criadas especialmente para proteger os pés contra os insetos e outros bichos venenosos no continente. Hoje são usadas no mundo todo. 
    O calçado original é de couro e forrado por dentro com lã de carneiro, mas a variação sintéticas feita de algodão é bastante usada. É um sapato unissex, confortável e leve que não deixa os pés gelados. A bota tem vários estilos, do cano baixo ao cano alto. As cores principais são marrom, caramelo, cinza e branco, mas é possível encontrar outras cores. 
    Uma curiosidade do calçado é que ele foi criado para usar no verão, pois o continente australiano tem um clima temperado. Nos anos 1970 a moda das botas Ugg foi adotado pela cena surf norte-americana e britânica. Embora a adaptação ao frio ocidental seja feita, as botas são usadas por celebridades que ajudam na divulgação. Uma bota versátil, que apresenta características pelo conforto aos pés. Os preços variam de $100,00 a $400,00 reais em plataformas de compra online.
    
Serviço: 
Botas Ugg
Origem: Australiana
Marca Fundada em: 1978
Sede: Goleta, Estados Unidos
Fundador: Brian Smith
Organização: Deckers Outdoor Corporation 
 Rafael Santos
No teatro também se canta e dança
 
     O teatro não engloba somente a encenação, pois também atinge áreas como dança, música e integra as diversas artes. É a partir da ideia de reunir as artes que o Centro de Estudos Cênicos Integrado (CECI) trabalha com os alunos para a 12° Mostra CECI em Cena.
     O objetivo da Mostra é reunir o teatro, o sapateado e o canto na releitura de clássicos da dramaturgia. Ao acompanhar o ensaio da obra 'O Médico a Força', deJean-Baptiste Poquelin Molière, a atuação dos personagens traduz a ideia de mescla entre interpretar, cantar e dançar, além de deixar a obra dinâmica, com movimento e integração.
   A fundadora do CECI, Heloísa Frehse Pereira, explica que mesmo trabalhando com a dramaturgia, especificamente, nunca deixou de admirar as artes em geral. E da admiração surgiu a ideia de juntar tudo com base no teatro. Para conseguir umfeedback da convergência das artes, Pereira convidou ex-alunos da escola, que já apresentaram alguma das peças teatrais, para opinar sobre a forma inovadora ao Centro de interpretação.
      O grupo CECI foi fundado há cinco anos e já participou de eventos como o Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (Fenata), organizado pela UEPG, e de outras iniciativas.
 
Serviço:
Apresentação: a partir do dia 15 de junho até 10 de julho
Local: No Centro de Estudos Cênicos Integrado - Ponta Grossa

 
Maria Fernanda Laravia
 
Experiências e paisagens paranistas na pintura de Zunir de Andrade
 
     Doze quadros de pintura a óleo estampam a exposição do artista plástico Zunir Andrade, no Centro de Música da Cidade de Ponta Grossa. Os quadros, de pintura à óleo clássica, são realistas, procuram retratar espaços e paisagens por onde Zunir passou – a experiência no cangaço, visitas ao litoral paranaense e espaços de Ponta Grossa.
     Zunir Andrade é paulista, nascido em Itararé, mas mora em Ponta Grossa desde 1996. O pintor trabalhou no Banco do Brasil e tornou-se artista plástico após a aposentadoria. Nas pinturas, destaca-se o gosto por paisagens paranistas.
     As primeiras quatro obras da exposição – disponíveis no hall de entrada do Centro de Música – são de ambientes rurais. Na sequência, quatro quadros ilustram praias. Por fim, a pintura de um local conhecido na área urbana de Ponta Grossa – a torre da Sanepar, empresa de abastecimento d’água do município – e outros dois quadros que mostram mesas de refeição no interior de casas. Em uma delas, inclusive, chama atenção, ao fundo, o escudo do Operário Ferroviário Esporte Clube, clube de futebol de Ponta Grossa.
     A exposição é de fácil acesso e compreensão. Os quadros chamam atenção pela simplicidade da vida retratada. Apesar de apenas dois quadros estarem com moldura e destoarem dos demais, que estão em tela bruta, a disposição das obras revela um conjunto harmônico e atrativo aos olhos de visitantes.
     Por conta dos vidros azuis que revestem o Centro de Música, as cores das pinturas são afetadas e ficam mais azuladas. Outro ponto a ser destacado é que, além da assinatura nos quadros, não há o nome da exposição e nenhum tipo de descrição – a exposição pode, inclusive, passar despercebida, aparentando serem quadros fixos do próprio local.

Serviço:
Exposição de Pintura a Óleo: Maio em Cor – Artista Zunir de Andrade
Até 14 de junho, das 8h às 12h e das 13h às 22h no Centro de Música
Rua Frederico Wagner, 150 – Olarias, Ponta Grossa/PR
Raylane Martins
 
Uma adaptação (fílmica) sem sucesso
 
     Na trama do filme Cemitério Maldito, uma família se muda para uma casa no interior dos Estados Unidos e descobre que o cemitério de animais usado pela cidade faz parte do terreno. Quando Church, gato da família, morre e é enterrado em uma área proibida do local, eles descobrem que o cemitério tem o poder de trazer os mortos de volta à vida - mas nunca do mesmo jeito que antes. O filme é uma adaptação de “O Cemitério”, 1980, de Stephen King, mas a adaptação não chega à altura da gravação anterior. A história também foi contada em livro.
     As cenas ocorrem rapidamente e, por isso, o desenvolvimento fica confuso para acompanhar, principalmente para quem conhece agora a versão atual, sem contato anterior com o que estreou na década de 1980.
     As atuações não convencem: um filme de terror não tem necessidade de ter sustos para ser bom. Uma história ou um clima de tensão podem convencer mais do que sustos nos espectadores. Cemitério Maldito conta uma história incoerente, tornando banais as ações dos personagens. Em contrapartida, a maquiagem utilizada é de qualidade e chama atenão.
     Church, o gato da família, é o personagem forte do elenco, pois todos os miados, sibiladas ou mesmo a estranha presença de tela foram feitas com gatos reais, ao invés de computação ou animatrônicos - ao ponto de roubar a cena todas as vezes em que aparece.
     Por ser inspirado em uma obra do Stephen King, sempre se espera uma trama e roteiro amarrados, mas não é o caso do filme em cartaz. O drama dos acontecimentos influencia as atitudes dos personagens e não consegue segurar a obra. Os momentos que tentam assustar o público são meros recortes de câmera, algo que parece não assustar ninguém.
     Apesar da história não convencer, o filme é válido para amantes de figurino e maquiagem e também para aqueles que têm medo de filmes de terror, pois a história não traumatiza a quem assiste.

Serviço
Filme: Cemitério Maldito
Ano: 2019
Duração: 2 horas
Data de lançamento: 9 de maio de 2019 (Brasil)
Direção: Kevin Kolsch, Dennis Widmyer
Orçamento: 21 milhões USD
Produção: Lorenzo di Bonaventura, Steven Schneider, Mark Vahradian
Cartaz: Palladium Ponta Grossa 

 
Milena Oliveira
Livro destaca trabalho da Incubadora de Empreendimentos Solidários na UEPG
     Lançado em abril de 2019, “Percursos e experiências da Incubadora de Empreendimentos Solidários” apresenta os resultados de pesquisas e experiências da Incubadora na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). São 12 capítulos que pretendem relatar a vivência dos próprios participantes no programa de Extensão.
     A Incubadora de Empreendimentos Solidários (IEsol), criada em 2005 com o objetivo de divulgar a economia solidária nos Campos Gerais. Durante os 13 anos de existência, o programa contribui com trabalhadores de vários ramos, como artesanato, alimentos, reciclagem, agricultura camponesa, além de apoio a movimentos sociais.
     O programa já incubou 28 grupos em diferentes formas, como artesanato, assentamentos ou acampamentos de Trabalhadores Rurais Sem Terra, Grupos de Catadores Recicláveis, Comunidade Rural Tradicional, Quilombolas, Prestadores de Serviço e Redes Populares.
A Economia Solidária (Ecosol) é vista como um contraponto ao capitalismo. A partir do desemprego, baixos salários e exclusão social, fez-se necessária uma reação por parte dos trabalhadores que, segundo o livro, “se encantam com a solidariedade, cooperação, respeito às diferenças, autonomia e autogestão”.
     Com o objetivo de difundir os trabalhos da Incubadora no que se refere à economia solidária, o livro é completo e apresenta relatos dos participantes e também conceitos sobre o tema. O último capítulo traz fotos que retratam o processo de incubação. Apesar disso, o título não resume os objetivos do livro, fazendo com que o leitor tenha que ler alguns capítulos para entender do que trata a obra.
     A publicação foi lançada pela Editora Estúdio Texto e organizada por Adriano da Costa Valadão, Francisco Salau Brasil, Luiz Alexandre Gonçalves Cunha, Manuela Salau Brasil, Peterson Alexandre Marino e Reidy Rolim de Moura. O livro tem 263 páginas e pode ser adquirido gratuitamente na sede da Icubadora, Rua Cel. Bitencourt, 625, Centro.

Serviço: 
Título: Percursos e experiências da Incubadora de Empreendimentos Solidários
Organizadores: Adriano da Costa Valadão, Francisco Salau Brasil, Luiz Alexandre Gonçalves Cunha, Manuela Salau Brasil, Peterson Alexandre Marino e Reidy Rolim de Moura.
Cidade: Ponta Grossa
Editora: Estúdio Texto
Ano: 2019
Páginas: 263
Thailan de Pauli Jaros
Serviço público ou divulgação no jornalismo político?
     Política para o Jornalismo sempre foi assunto primordial, se não uma das principais editorias trabalhadas por repórteres. Se observar em cada redação jornalística existente, talvez colegas diriam que a cobertura da política é uma das atividades que dá suporte e densidade ao conjunto de todas as outras matérias. Pode-se dizer ainda que, por meio da política, é possível ter uma visão esclarecedora e, porque não, cidadã de parte do que acontece em lugares que a maioria das pessoas não tem acesso.
     No jornalismo regional, dois sites conhecidos trabalham com política em Ponta Grossa. O Blog da Mareli e o Blog do Johnny são dois portais que fornecem um conteúdo de notícias especializadas e com apelo social.
     Mareli Martins revela uma abrangência e pluralidade no que diz respeito ao caráter regional e nacional das notícias veiculadas no blog. A jornalista seleciona pautas de interesse de alguns grupos e de interesses gerais, como a cobertura das manifestações de Maio/19 sobre o corte de recursos destinados à educação, ou ainda como o STF causou revolta ao tornar constitucional o sacrifício de animais em “cultos religiosos”.
      O blog da Mareli é um site independente e ela garante que não tem financiamento de terceiros na cobertura e divulgação das matérias. Por ser mulher, Mareli representa uma força em um setor tradicionalmente de maioria masculina. Por isso, é uma referência no que se refere ao jornalismo político regional.
     O blog do Johnny é uma outra plataforma especializada, mas que indica um aspecto mais comercial do que jornalístico, pois na página é visível a publicidade de diversos anunciantes. Além disso, a cobertura é restrita ao Estado e tem uma ampla publicação personalizada sobre políticos que representam o Paraná ou que possuem alguma relação com o governo local.

Serviço:
Blog da Mareli: https://marelimartins.com.br/
Blog do Johnny: http://www.blogdojohnny.com.br/
Francielle D. Ampolini
Produzido pela Turma A - Jornalismo UEPG

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Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Sobram rotatórias, faltam lixeiras

     
     O cuidado com o espaço público é um dever de todos. É dever da gestão pública dar os meios para que isso ocorra. Campanhas publicitárias afirmam que “lugar de lixo é no lixo”. O que falta é informar que não há lixeiras.
      No Centro de Ponta Grossa, apenas as Ruas Balduíno Taques, XV de Novembro e o Calçadão contam com lixeiras suficientes. Por conta disso, em 2017, a Prefeitura lançou o "Programa Eco Ponta Grossa”, com o intuito de que comerciantes instalassem lixeiras com publicidade. O programa não é mais do que uma forma de transferência de responsabilidade do poder público para o contribuinte.
      Basta caminhar pelas ruas centrais da cidade para perceber que o programa não vingou. Tanto a ausência de lixeiras quanto o costume de algumas pessoas em descartar lixo no chão não são problemas apenas estéticos, pois afetam diretamente os profissionais da limpeza urbana. Além de realizar seu trabalho cotidiano, os garis têm ainda que remediar um problema que poderia ser resolvido com duas coisas: responsabilidade da gestão municipal e educação do pedestre.
     No carnaval de 2019, a situação se tornou evidente. O munícipe que queira passar momentos de lazer nas praças da cidade precisa levar algo para descartar o lixo, uma vez que a atual administração não parece se preocupar com o problema. Mesmo nas áreas em que há lixeiras suficientes,  como na Praça do Pôr do Sol, acabam se tornando criadouros do mosquito da dengue, pois a água das chuvas se acumula nas dobras.

Serviço:
A população pode solicitar a instalação de lixeiras através do número 156.
Alexandre Douvan
 
 

Uma culinária “bem” caipira

     A temporada de festas juninas começou e com elas um cardápio bem tradicional. Além de toda história, a festa possui comidas típicas que têm forte participação do milho devido à proximidade da colheita do grão. Não existe no Brasil festa com mais elementos típicos do que os das festas juninas. Independente da região do país, os pratos são bem semelhantes e com ingredientes fáceis de serem encontrados, com modos fáceis de preparo e com preços em conta.
     As festas juninas se tornaram parte do calendário cristão durante a idade média e atualmente fazem homenagem a três santos: Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho).
     A culinária típica é distribuída nas tradicionais barraquinhas, que são populares em alguns locais com venda e consumo de alimentos, as chamadas quermesses. No entanto, as festas juninas estão aos poucos perdendo a sua tradicionalidade. As redes de fast-food tomam conta das festas com comidas “estrangeiras” que substituem lugar da paçoca, do bolo de milho e de outras comidas tradicionais do São João. A falta de incentivo do poder público para preservar a festa como patrimônio cultural acaba descaracterizando esta festa popular que por séculos foi uma forma de celebração.
     O Brasil é rico na culinária e nas manifestações culturais, mas é fundamental conhecer a importância que esses elementos têm para compor a identidade do seu povo, e é através dessas festas artísticas que mantém vivas as raízes populares.

Thaiz Rubik

   

 
Uma crença em forma de procissão ao Corpus Christi
 
     A procissão de Corpus Christi é uma tradição católica que acontece anualmente em todas regiões e estados do Brasil. É um momento em que fiéis se reúnem para adorar o Corpo e Sangue de Cristo.
     Em Ponta Grossa, como de costume, são confeccionados tapetes para a passagem de Jesus Eucarístico, que é levado pelo Bispo Dom Sérgio Artur Braschi. Desde início da manhã do dia de Corpus Christi (Quinta-feira, 20/06), os católicos começam a produzir o tapete: usam serragem colorida, pó de café, tecidos, tampinhas de garrafas, entre outros materiais. Cada paróquia, movimento e/ou pastoral tem um espaço próprio no tapete e, conforme a criatividade dos grupos, mensagens bíblicas e desenhos relacionados à religiosidade, vão se formando.
     Enquanto caminham na procissão, as pessoas rezam o terço e cantam músicas religiosas. Além disso, cada um faz a oração pessoal: alguns oferecem a procissão em agradecimento por alcançar uma graça, outros pedem pela saúde de familiar ou conhecido, outros ainda fazem pedidos mais voltados à igreja, como por exemplo, pelo aumento do número de vocações religiosas. Cada fiel participa da procissão com alguma intenção.
    Todo ano a procissão de Corpus Christi tem um tema diferente e em 2019 o evento destaca “Eucaristia e missão: Ele está no meio de nós”. Com início às 14h30, saindo da frente do asilo São Vicente de Paulo, Centro de Ponta Grossa, a procissão seguiu até a rua Benjamin Constant, ao lado do Parque Ambiental. Mais de 10 mil pessoas participaram da manifestação de fé na cidade em 2019. A procissão termina com a bênção do Santíssimo e algumas palavras de motivação religiosa do bispo diocesano.
 Nadine Sansana
 
Procissão reúne milhares de fiéis na cidade. Foto: Diocese de Ponta Grossa.
 
Exposição questiona abuso sexual em PG

     A exposição artística “O que você estava vestindo?”, em cartaz na Galeria de Artes da PROEX, no centro da cidade, apresenta as peças de roupas usadas por 27 vítimas de abuso sexual. Roupas como calças, vestidos e pijamas pertenciam a mulheres, homens e crianças de Ponta Grossa e região. Junto com cada peça de roupa, objetos e relatos com os nomes das vítimas compõem a exposição.
     Os depoimentos presentes são fortes e comoventes, aproximando os apreciadores da realidade das vítimas e a refletir que a culpa não é da pessoa e que o problema não está na vestimenta no momento do ocorrido.
     As vítimas são de diferentes classes, idade e orientação sexual. A proposta de contar as histórias na exposição, por meio da doação das roupas originais, surgiu voluntariamente das vítimas, com o intuito de compartilhar com as outras pessoas a violência que sofreram de amigos, namorados ou familiares.
     O objetivo da exposição não é ser obra de arte, mas repensar a partir das vestimentas, com uma mensagem de alerta e sensibilidade para a população sobre a realidade vivida por mulheres, homens e crianças que muitas vezes sofrem caladas.  
O projeto original é dos Estados Unidos e em Ponta Grossa a exposição coordenada pela professora, Marcela Teixeira Godoy, teve como proposta da mostra um poema da norte americana (Mary Simmerling, 2000), vítima de violência sexual. A exposição aproxima a realidade do abuso sexual e conscientiza que deve ser tratado como crime.  
    
Serviço:
Coordenação: Marcela Godoy, Adriana Suarez, Nelson Silva Junior e Sandra Borsoi;
Quando: 12/06 à 12/07/2019 na Galeria de Artes da PROEX (rua Sant’Ana, 629, próxima a Catedral – centro de PG)


 
Natália Barbosa

Roupas originais doadas pelas vítimas de violência sexual. Foto: Natália Barbosa

 
 
“Vindas” resgata cultura estrangeira no Paraná

     Japoneses, alemães, holandeses, ucranianos e poloneses. Estas são algumas das várias nacionalidades responsáveis pela construção da cultura paranaense e brasileira. Com uma narrativa em primeira pessoa, o livro Vindas: Memórias de imigração consegue reproduzir, em detalhes, a memória daqueles que participaram da construção da identidade cultural e social da região.
     O texto é organizado a partir de entrevistas com famílias imigrantes de sete etnias diferentes. Além da descrição histórica, o relato humano foca no dia a dia daqueles que vieram ao Brasil em busca de oportunidades de vida. A estratégia proporciona um contato entre leitor e personagem. Vindas, publicado pela ABC Projetos, possui 130 páginas recheadas de histórias, fotografias e curiosidades relacionadas à imigração.
     Ao interagir com a obra organizada por Alan de Almeida, Alessandra Perrinchelli, Diego Antonelli e Samara Machado, é possível perceber um minucioso trabalho de apuração. Os autores reuniram uma extensa bibliografia de diversos povos, no entanto, o livro não consegue expressar a complexidade presente nos diferentes ciclos da imigração brasileira e se prende as especificidades que são irrelevantes quando se trata da história completa de toda uma etnia.
    O design é minimalista em termos de ilustração e dialoga com a simplicidade dos relatos e das entrevistas presentes no texto. O preço da obra, avaliada em R$40, é alto para um livro custeado pela Lei de Incentivo a Cultura. A obra foi lançada na 8a edição do Festival Literário dos Campos Gerais, realizado em junho de 2019.


Serviço:
Livro: Vindas: Memórias de imigração
Autores: Alan de Almeida, Alessandra Perrinchelli, Diego Antonelli e Samara Machado
Editora: ABC Projetos, 2019. 130 páginas.
Valor: R$ 40,00
Allyson Santos

O livro "Vindas - Memórias de imigração", está disponível nas livrarias de Ponta Grossa e região no valor de R$40. Foto: Allyson Santos
A desigualdade de gênero representada na publicidade
     Como as campanhas publicitárias estão representando o futebol feminino? O Guaraná Antarctica lançou em 7 de maio, o vídeo propaganda “Seleção Feminina é #CoisaNossa”, no Youtube, para a copa feminina de futebol 2019. Na campanha publicitária a marca patrocinadora da  Confederação Brasileira de Futebol (CBF) convoca os anunciantes dos vários setores a patrocinar a modalidade.
     O comercial estrelado por Andressinha, Cristiane e Fabi Simões simula a participação das jogadoras em propagandas de diversos segmentos, como beleza, produtos esportivos e cartões de crédito. Sob o discurso de que, em 2018, diversas empresas financiaram campanhas  com jogadores masculinos, o que não houve com as mulheres. O interessante da propaganda é que, além das jogadoras que são o destaque no comercial, a narração é feita por voz feminina e, no momento em que aparece a equipe de filmagem, uma mulher parece dirigir a produção.  
     A patrocinadora de material esportiva, também aderiu a iniciativa. A propaganda “Nike - Dream Further”, lançada em 1 de junho, na plataforma Youtube, mostra a atuação das mulheres nos diferentes cargos dentro do futebol: jogadora, técnica, juíza ou bandeirinha.  
O comercial conta com a presença feminina fora de campo, onde se pode ver  mulheres apreciando o esporte, como torcedoras em casa e até mesmo em bares. Com a música de fundo Bad Reputation, da cantora Joan Jett, que tem como frases emblemáticas “uma garota pode fazer o que ela quer fazer”, ilustrado com a propaganda.
    A publicidade também traz jogadoras de diferentes países como China, Holanda, Nigéria, Brasil, dentre outros. Uma coisa que chama a atenção, além da super produção para representar as mulheres no esporte, é a inserção do jogador Neymar. Ele aparece em uma cena jogando Fifa no videogame, onde controla a jogadora Andressa.
     Pela primeira vez na história, o Mundial feminino é transmitido pela Rede Globo de TV. A jornalista Ana Thais Matos, do canal Sportv, é a comentarista das partidas. Nomes como Bárbara Coelho, Glenda Kozlowski e Carol Barcellos participam da cobertura. Claramente a ideia de igualdade de gênero ainda está longe de ser atingida, vemos isso quando propagandas publicitárias de grandes conglomerados precisam reforçar a ideia para que outras marcas patrocinem a modalidade.

 
Arieta de Almeida

Propaganda publicitária do Guaraná Antarctica promove a campanha
#ÉCoisaNossa, onde convidam outras marcas a patrocinarem o futebol feminino. Foto: Divulgação.
Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG

 

 

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
Um Transporte Público que não é para todos

     As ruas estreitas e as calçadas curtas escondem um problema crônico da cidade de Ponta Grossa. Ônibus destinados ao transporte público dividem espaço com o tráfego cotidiano, que vaga pelo asfalto desgastado da região central. Poucos terminais nos bairros mais afastados. Em uma cidade que cresceu sem planejamento urbano, o monopólio de uma empresa privada também afeta os cidadãos.
     O preço que se paga nas catracas (R$ 3,80) todos os dias é pouco perto do prejuízo daqueles que creem em um transporte público de qualidade. A demanda é maior do que se imagina. A Viação Campos Gerais, responsável pelo transporte público do município, só permite a circulação de novas linhas de ônibus nos bairros se a periferia apresentar retorno financeiro à empresa.
     O tempo de espera para pegar um ônibus em regiões distantes do centro pode variar de 30 minutos a uma hora. Exemplo disso é a linha que passa pelo Cará-Cará, próximo ao aeroporto. O transporte passa em frente ao Colégio Estadual Francisco Pires Machado minutos antes do fim das aulas do turno vespertino. Com isso, os alunos que moram longe da escola, têm de esperar cerca de 40 minutos, por um novo ônibus com destino ao Terminal Oficinas. A espera ocorre durante o início da noite.
     A situação descrita acima é apenas uma das realidades do município. O acesso ao centro da cidade chega a parecer proposital a fim de manter determinada parte da população à margem, já que a imensa parte da produção cultural e econômica de Ponta Grossa está presente no coração da cidade. Tudo isso influencia na construção da desigualdade.


Serviço:
O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (IPLAN) propôs uma
nova discussão acerca do Plano Diretor e da mobilidade urbana do município. Fique por
dentro dos debates, audiências e oficinas através do link:
https://planodiretor.pontagrossa.pr.gov.br/
Allyson Santos
 
 

                                        O sabor árabe nos Campos Gerais

         Forte tempero, alface, carne bovina ou de frango, pepino e batata frita. Esses são os principais ingredientes que, envoltos em pão árabe, compõe um shawarma.
         O sabor marcado pela cebola e molho sírio são as características do lanche feito por Areen, um refugiado de guerra que encontrou em Ponta Grossa a oportunidade de recomeçar a vida a partir da culinária de seu país de origem: a Síria. Junto com o colega refugiado Khalid, produz o pão utilizado no lanche, que mede de 25 a 30 centímetros. É a shawarmaria de Ponta Grossa melhor avaliada pelos usuários do Facebook.
          Pelo lanche ser vendido em um trailer, a maioria dos clientes se senta em banquetas na calçada. Há uma sala com 10 mesas onde se pode apreciar o lanche, entretanto muitos não o fazem por conta da simpatia dos atendentes, que sempre têm algum assunto interessante para comentar, seja sobre o lanche ou qualquer outro assunto do cotidiano. A falta de um espaço atrativo e cadeiras confortáveis são o principal problema do ambiente. Para aqueles que preferem comer na comodidade de suas casas, também são feitas entregas em qualquer lugar da área urbana de Ponta Grossa.
         Até pouco tempo era servida uma espécie de shawarma gigante, que não é enrolado e serve até quatro pessoas, entretanto com o tempo que demanda para a sua produção e o alto número de pedidos do lanche tradicional, acabaram abandonando a opção. Isso é um problema se considerarmos a variedade do cardápio, que oferece apenas bebidas industrializadas e o lanche já citado. Mesmo assim, é um lanche que vale experimentado por seu considerável apelo ao paladar. Areen Shawarmaria é localizada na Rua Julia Wanderlei, esquina com a Caixa Econômica Federal.


Serviço:
Endereço: Rua Julia Wanderlei, Centro - Ponta Grossa 
 

 

                                                                                                                                              Alexandre Douvan

 
Música Celta começa a entrar no repertório Pontagrossense
    
    A música Celta não é comum no repertório brasileiro. Ela não é tocada em todos os lugares. Uma das principais características da música celta são seus ritmos complexos e métricas contrastantes ou seja, de feliz, que pode soar como melodias, até tristes e suaves, o que pode não agradar todos os públicos, diferente da música brasileira, que não possui arranjos com combinações elaboradas de notas. Os instrumentos que são usados para tocar a música Celta são: gaita de fole, tin whistle (flauta irlandesa), violino, bandolim, acordeon, violão e percussão.
     A música Celta é uma junção dos estilos que passam entre os países Irlanda, Escócia, Bretanha, Galícia, Cornualha e Ilha de Man. Considerada uma música popular tradicional. Existem diferenças entre o contemporâneo de cada país, apesar de o evento, Celta às Seis, as bandas, Notórios Bardos e Trovadores Celtas, são declarados como música irlandesa e punk irlandês.
     Foi a primeira participação da Notórios no Sexta às Seis. Para os Trovadores Celtas, foi a terceira edição no evento. Willian Silva, integrantes dos Trovadores, o público gosta do estilo de música que vem crescendo. De acordo com ele, filmes, séries e novelas ajudam na divulgação da música Celta a ter reconhecimento.


Serviço:
https://pt-br.facebook.com/NotoriosBardos/
https://pt-br.facebook.com/trovadoresceltas/
Gabriella de Barros
Jogar baralho é um comportamento de idosos em praça de Ponta Grossa
 
    O que faz um grupo de idosos se reunir na Praça Getúlio Vargas, conhecida popularmente como Praça dos Bichos? Jogar um baralho, conversar entre si, passar o tempo e esse divertir, são algumas características do comportamento de homens com idade entre 60 e 80 anos que sentam nas mesas de cor esverdeada embaixo das árvores presentes no espaço.
      Um grupo de quatro senhores jogam canastra na praça todos os dias para fugir da rotina e se distrair. O mais velho e mais bravo de 86 anos, que está aposentado há 30 anos, briga com um deles porque não estava jogando corretamente e ao final de cada partida anota em um caderno todas as pontuações feitas no jogo. Outros idosos preferem ficar sozinhos e não interagir com ninguém. Aposentados e cansados de passar as tardes em casa, optam por ir à praça, sentar em um banco e observar tudo o que acontece no local.
      A Praça dos Bichos é mais frequentada pelos idosos, pois esses senhores possuem o hábito de ir até o local todos os dias para fazer amigos, se entreter, conversar ou apenas se acomodar em um canto e esperar o tempo passar. Mas também, pessoas de outras faixas etárias fazem uso do espaço.
    
Serviço: 
A Praça dos Bichos (Praça Getúlio Vargas) está localizada na rua Ernesto Vilela – Nova Rússia, próximo ao Shopping Total.
Para saber mais sobre a história da Praça dos Bichos acesse o site:
http://eventos.uepg.br/semanageo/anais/arquivo17.pdf
 Natália Barbosa
Peça ‘Auto da Compadecida’ rende debate sobre políticas públicas de
teatro em Ponta Grossa

 
    A peça Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, foi adaptada pelaCompanhia de Teatro Bianca Almeida, no final de maio. Na apresentação, o cangaceiroSeverino, personagem masculino na obra original, se transforma em Severina, filha de Maria Bonita. Devido ao número de atores, as figuras religiosas como o padre, o bispo e o sacristão foram representados na figura de Celestina, a Beata, que reuniu as características das três personagens em uma só. Todos os atores conseguiram retratar a essência das personagens. Além disso, os figurinos, efeitos sonoros e as diferentes iluminações no palco deixavam o público imerso na obra.
     Em uma das cenas, o personagem João Grilo utiliza um gato de verdade. Porém, ao ser passado de mão em mão, o animal se estressa e arranha o rosto de um dos atores. Após o ocorrido, o ator que representava Chicó esquece as falas, mas os atores que participavam da cena conseguem contornar a situação de forma descontraída, fazendo o público rir.
     Nas cenas finais do purgatório, os atores que representam Jesus, Nossa Senhora e o Diabo aparecem com pernas de pau, para ficarem mais elevados que os demais personagens. No entanto, eles precisam ficar se movimentando para não perder o equilibro. Como o palco é pequeno, o movimento de pêndulo chama mais atenção do que a própria cena de julgamento dos personagens. Além disso, o constante movimento dos três fazia barulho no chão de madeira, que também desviava a atenção.
     Ao final, o diretor da peça e os atores interagiram com o público, sentando-se próximos da plateia para saber as impressões e as dúvidas do público sobre a peça. Uma das falas dos presentes foi relacionada ao pouco incentivo que a arte cênica recebe em Ponta Grossa, por meio de políticas públicas. Após a fala, os artistas revelaram que a realização da peça foi possível após a arrecadação de dinheiro por meio da venda de doces em alguns locais da cidade pelos próprios atores. 

Serviço:
Peça Auto da Compadecida (por Cia de Teatro Bianca Almeida) – Duração: 100 min
Apresentação em 25/05/2019, No Palco B Teatro Ópera
Hellen Scheidt
 
Jornalismo em forma de charge
 
     As charges são mais que do que piadas gráficas, a união da linguagem verbal e não verbal podem ser usados para denunciar e criticar situações políticas e sociais. Uma boa charge consegue expressar críticas contundentes sobre determinados assuntos que estejam em discussão na sociedade.
     Uma exposição organizada pelo centro acadêmico de jornalismo contempla charges do jornalista Alberto Benett.
     As charges do sócio do Portal Plural através do humor identifica em seu trabalho uma forma de se expressar livremente. Nenhum humor está imune as responsabilidades civis e penais. No entanto, é exagerada e muitas vezes incabível a insatisfação daqueles que se sentem ofendidos com algumas dessas charges.
     Em tempos de intolerância e ódio as pessoas perdem a sensatez resistindo de forma arbitrária aos avanços democráticos e a liberdade de expressão.
     Em tempos digitas, conteúdos como charges, quadrinhos e cartuns têm ganhado grande atenção na internet e nas redes sociais. As charges de Benett claramente expressão a intenção de aguçar a percepção dos leitores sobre temas políticos e assuntos polêmicos.
     As charges expostas focam em temas que atiçam o leitor e ao mesmo tempo fazem rir. Com um livro publicado e seu trabalho como chargista, Benett entende de bagagem e visão de mundo, sua postura em expor fatos do cenário social e político, com ou sem texto, trazem uma boa reflexão.
     Todo bom chargista que faz seu público leitor rir deve saber lidar com as críticas, uma charge não é isenta, ela crítica e toma posição. Benett em suas charges mostra ter consciência da arma sedutora que é o humor, o jornalista oferece uma versão crítica do fato, sem perder a linguagem rápida do humor.

Serviço:
Para ver as charges do jornalista: Plural.jor.br
Thaiz Rubik
 
Salas de cinema preferem produções estrangeiras
 
    O levantamento produzido pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual, com base nos dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) mostra que, em 2017, 160 filmes brasileiros foram lançados. Número baixo, se comparado com o lançamento de filmes estrangeiros, que alcançam 303 estreias no mesmo ano.
     Nas salas comerciais de cinema em Ponta Grossa, a diferença é enorme entre o número de exibições de filmes nacionais e estrangeiros. De junho a dezembro de 2018 foram 868 sessões que exibiram 19 filmes brasileiros. Em contrapartida, foram 6.106 sessões de 50 filmes estrangeiros.
     Em 2017 foi decretado a obrigatoriedade de exibição de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras. E mesmo que isso seja seguido à risca, percebe-se, com os dados citados acima, o contraste entre a quantidade de filmes nacionais e estrangeiros que são transmitidos. A justificativa pode ser o número de lançamentos, mas os filmes nacionais não são divulgados com o mesmo investimento que os filmes estrangeiros aqui no Brasil.
     Se foi preciso formular um decreto para obrigar a exibição de produções brasileiras, significa que o espaço era reduzido para os trabalhos do próprio País. Muitas vezes, se considera o dito popular de que as produções internacionais têm mais valor do que aquilo que é feito no Brasil. Embora os dados mostrem o contrário, tendo em vista que em Ponta Grossa, o Grupo Araújo teve a participação de 42% de público nos filmes brasileiros e o Grupo Lumiere 57%. Mesmo assim, a divulgação de filmes nacionais é limitada e falta espaço para apresentar.

Serviço:
https://oca.ancine.gov.br/dados-de-bilheteria-por-sess%C3%A3o-do-parque-exibidor-
brasileiro

 
Nadine Sansana
Corte de gastos na Universidade dificulta novas aquisições de livros para a biblioteca
 
   A Biblioteca Central Professor Faris Michaele (BICEN), do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa, tem uma defasagem na atualização de obras. Os alunos podem pedir a renovação do acervo da biblioteca, mas segundo informações do Setor de Aquisições, no ano de 2018 não houve pedido de novos livros por falta de verba e não há previsão de pedido para 2019 também.
     A solicitação de compra para a biblioteca é coletada durante o ano, e no mês de agosto é feito o pedido. O solicitante deve preencher um formulário e enviá-lo por e-mail. Sugestões de aquisição podem ser registradas via site (https://sistemas.uepg.br/pergamum/biblioteca/index.php) a qualquer momento. A BICEN também recebe colaborações da comunidade, como doação de livros ou periódico. O material é analisado, de acordo com os critérios da biblioteca. A UEPG também troca publicações com outras instituições de ensino.
     A Biblioteca do Campus Central tem no acervo cerca de 28 mil títulos e 42 mil exemplares. A sede do Campus Uvaranas tem aproximadamente 27 mil títulos e 48 mil exemplares. A Biblioteca do Hospital Regional possui 206 títulos e exemplares. E a Biblioteca do Colégio Agrícola Augusto Ribas tem em torno de 3 mil títulos e 4 mil exemplares. Fechando pouco mais de 59 mil títulos e 96 mil exemplares, segundo dados de Outubro 2018 da Biblioteca Central Professor Faris Michaele.
     A falta de verba para compra de novos livros para a biblioteca é o retrato do corte de gastos na Universidade. Afinal o ensino público vem passando por cortes que refletem em tudo dentro da instituição.

Serviço: 
Biblioteca Central Professor Faris Michaele (UEPG)
Praça Santos Andrade, 1 - Bloco - D - térreo - Centro, Ponta Grossa
Telefone: (42)3220-3385
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Arieta de Almeida
Campanha de mídia em defesa da educação na UEPG
    Após tanto tempo de luta pela educação, a administração da Universidade Estadual de Ponta Grossa manifesta apoio aos movimentos sociais em defesa do ensino público, de uma forma direta em relação aos anos anteriores. Ao invés de manter o silêncio diante das medidas do governo federal, a instituição se une às entidades que lutam por mais verbas para a educação.
     Não é de hoje que acontecem movimentos a favor do ensino público. A partir de abril de 2019, a assessoria da UEPG fixa no site oficial a frase “em defesa da universidade pública”, em destaque no topo da página. Já no Facebook, a mesma frase é destacada nas fotos de capa e de perfil. No estado, outras instituições de ensino aderiram à campanha, como as universidades estaduais de Londrina e de Maringá, e também a Universidade Federal do Paraná.
     A adesão à campanha está presente no uso do filtro da campanha nas imagens de contas em redes sociais. Centenas de usuários compartilham do filtro e das demais formas de apoio à causa, como fotos de capa e outras artes nos perfis.
     Em abril de 2019, o governo federal bloqueou R$ 1,7 bilhão do orçamento destinado às universidades. Desde então, várias manifestações tomaram conta do país e contou com apoio massivo de estudantes, docentes e populares.

Serviço:
Site: Portal UEPG – disponível em: https://portal.uepg.br/
Foto: Página da UEPG no Facebook – disponível em:
https://web.facebook.com/oficialuepg/photos/a.248467415814808/354262495235299/?type

 
Cicero Goytacaz
Produzido pela Turma B - Jornalismo UEPG
*|MC:SUBJECT|*

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

Que tal visitar o CEU em PG?

     Com aulas de ballet, batalhas de rap e sessões de cinema, o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) é uma opção para quem quer apreciar a vista de Ponta Grossa em um ponto alto da cidade. O local foi inaugurado em 2015 e a ideia era de unificar a prestação de serviços culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais e inclusão digital dos moradores da vila. Ali também funciona o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Vila Coronel Cláudio.

     Por ser afastado do centro, o CEU não é frequentado pela população da cidade. O local é bem cuidado e o prédio aparenta ter condição e manutenção em dia. O Centro possui alguns grafites na entrada que tornam o lugar colorido e acolhedor. Um dos problemas do espaço é o lixo espalhado pelo gramado e uma das cestas de basquete da quadra poliesportiva está quebrada. O local está quase sempre fechado por falta de funcionários, este é um dos motivos da pouca frequentação.

     O espaço tem 3 mil metros quadrados, com salas, telecentro, cine/teatro, auditório, quadra poliesportiva, biblioteca, pista de skate, equipamentos de ginástica ao ar livre, playground e pista de caminhada. No Paraná existem 22 CEUs em funcionamento e no país são mais de 350.

Serviço:
Centro de Artes e Esportes Unificados
Endereço: Rua Doutor José de Azevedo Macedo, sem número, na vila Coronel Cláudio, Uvaranas.

 

 

                                                                               Por: Fabiana Manganotti

Você sabia que em Ponta Grossa existe um local que oferece 14 tipos de açaí?
 

     Açaí summer da barra, açaí premium morango, açaí trufado com leite em pó e creme de avelã e açaí grego são alguns dos 14 tipos de açaí que você pode encontrar na nova sorveteria Açaí da Barra.

     O estabelecimento fica na Avenida Balduíno Taques, centro de Ponta Grossa, é agradável e amplo. Se você tem filhos, a sorveteria também conta com um espaço kids. Porém, em horários de pico o trânsito tira a tranquilidade do local.

     O açaí custa R$3,79 a cada 100 gramas e o preço vale a pena por conta da variedade e qualidade do produto. A franquia propõe um tipo diferente de venda para quem está conhecendo o local: os diversos tipos de açaí são apresentados um por um pelo funcionário, que explica quais as diferenças de cada enquanto o cliente prova.

     Também é possível aliviar a fome com alimentos salgados como o crepes e o queijitos. O segundo é feito com massa de pão de queijo e o recheio pode ser doce ou salgado. O crepes custa R$5,00 e o queijitos entre R$4,50 e R$5,50. Porém, por ser muito pequeno, não corresponde ao valor.

     Os sucos naturais custam R$6,00 com água e R$8,00 com leite. A sorveteria também conta com vitaminas, milk shakes, sanduíches naturais, pães tostados, açaí pré e pós treino, diversos sorvetes e complementos. O local abre de segunda a domingo das 13h até as 23h. No Açaí da Barra é possível experimentar novos sabores e, para completar, receber um atendimento cordial.

Serviço:
Açaí da Barra
Rua Balduíno Taques, 740, Loja 02, centro de Ponta Grossa
(42) 3323-6601

      Por: Amanda Dombrowski

Uma outra cara do rock-psicodélico em PG
 
     A banda Hoovaranas de rock-psidolélico apresenta nova opção de música em Ponta Grossa. A banda de rock neo-psicodelico instrumental lança primeiro álbum no domingo 12/05. Poluição Sonora, como é intitulado, contará com oito faixas musicais, duas delas interlúdios. A capa idealizada pelo pintor Saulo Pfeiffer, faz referência a Avenida Vicente Machado, localizada em PG. A banda fez estreia em Abril de 2019, tem como integrantes Jorge Balhs (baixo), Eric Santana (bateria) e Rehael Martins (guitarra).

    Com inspiração em bandas como Pink Floyd, The Beatles e Black Sabbat, Hoovaranas traz na estreia, músicas que misturam sons ambientes com os instrumentos musicais. Gravadas em uma chácara em Castro, durante uma sessão de 12 horas, as faixas foram todas feitas ao vivo. Sons calmos, também acompanhados de sequência de metálicos pesados que interagem intercalando as transições. As músicas possuem pausa entre si, funcionam como uma só e uma experiência contínua bem caracterizadas por  som único e original.

    A música é progressiva e pode ser identificada pelo nome das faixas. Como é o exemplo de “Esfinge”, possui toques que relembram músicas árabes. Na plataforma do YouTube, a banda também disponibiliza clipes para transformar seu lançamento em  álbum visual. No dia 7 de maio, foi lançado um documentário sobre a produção das faixas, disponível no canal da banda.

    Com direção de Nhanha A. Anhaia, as músicas serão disponibilizadas em todas as plataformas digitais. O Instagram da banda, @hoovaranas, contém conteúdos exclusivos sobre a produção do álbum. O canal da banda no YouTube é Hoovaranas.


 
                                                                                  Por: João Pedro
Quantos assessores são necessários para evitar uma polêmica?
 
     O Twitter é rede social onde você consegue publicar pequenos textos com no máximo 280 caracteres, também da para publicar fotos e vídeos, responder tweets de outras pessoas e compartilhar os tweets que gostar. Logo após a confirmação da eleição de 2018 o Twitter já era o meio oficial de divulgação e de comunicação do novo Presidente Jair Bolsonaro. Desde então, a sua conta só se tornou mais popular e conseguindo mais seguidores.

     Atualmente o Twitter do presidente tem mais de quatro milhões de seguidores e seis mil tweets. Além de divulgar as ações como presidente, Bolsonaro retweeta posts dos ministros e de outros órgãos governamentais. Mas não é só isso que o presidente pública. Ele também coloca imagens de humor, montagens e memes. O twitter já causou várias situações estranhas, diga-se de passagem. O caso do “o que é golden shower” parou em vários veículos do mundo. Após postar um vídeo durante a época de Carnaval, o presidente perguntou aos seguidores o que era golden shower.

     Fora as imagens de humor, e informações sobre o governo, o presidente mostra opiniões relacionadas ao cenário político mundial e os veículos de comunicação do Brasil. Em alguns tweets ele pergunta que tipo de jornalismo o veículo faz, afirma que as matérias são FAKENEWS. Apesar das afirmações de fakenews e mentira, Bolsonaro não coloca as provas que confirmam tais afirmações. Em contrapartida, Bolsonaro retweeta posts de algumas 'mídias digitais' que foram excluídas de outra rede social por “violar políticas de autenticidade” e que já foram condenadas pelo STF no período da eleição.

     Outra polêmica no Twitter do Bolsonaro foram os três dias que ele ficou ausente da rede social. Alguns veículos alegaram que pode ter sido causado pela discussão entre o filho, Carlos Bolsonaro, e o vice-presidente Hamilton Mourão, e que Carlos, confiscou a senha do Twitter do pai. Em uma live, Bolsonaro negou as alegações. No início do mandato, em Janeiro/2019, o presidente assinou um decreto permitindo que os assessores presidenciais cuidassem das redes sociais, inclusive o Twitter. Não que isso tenha diminuído as publicações polêmicas. Atualmente as publicações não podem ser encontradas na página dele, foram apagadas após as discussões, mas ainda tem como encontrar vários prints na internet. 

Serviço:
Link para acessar o twitter do presidente é www.twitter.com/jairbolsonaro

Por: Guilherme Bronosky
 

Cinemas em PG não incentivam acesso à sétima arte para toda a população
    

     Você conhece as salas de cinemas comercias de Ponta Grossa? São dois grupos empresariais que mantém nove salas com oferta e exibições frequentes. A Cinematográfica Araújo, possui quatro salas, no Shopping Palladium. Os ingressos variam de 10,50 a 23 reais e em 3D de 15 a 25 reais. De segunda a sexta todos pagam meia entrada.

     A opção de filmes legendados raramente está disponível, apenas para alguns filmes e sempre em um único horário, às 21horas. Isso dificulta o acesso para toda a população por causa do horário, pois como termina tarde as pessoas que dependem de ônibus não podem ficar para uma sessão legendada porque alguns ônibus não circulam após às 23 horas. E para o público que possui veículo próprio, o estacionamento do shopping é pago, o que acaba encarecendo o valor do entretenimento.

     A Lumière Cinemas é uma empresa brasileira, que atua no ramo da exibição cinematográfica, com sede na cidade de Goiânia. Fundada em 1995, está presente em nove cidades do país.

     Em Ponta Grossa, a Lumière Cinemas está localizada na parte interna do Shopping Total, são cinco salas com capacidade para 971 lugares. Os ingressos variam de 10 a 26 reais e em 3D de 10 a 28 reais. De segunda a sexta todos pagam meia entrada.

     O cinema oferta serviços como levar turmas escolares ou grupos corporativos para uma sessão fechada. Muitas vezes, alguns filmes que não passam no outro cinema da cidade estão passando no Lumière, inclusive, exibe também alguns filmes de festivais. O estacionamento do shopping que dá acesso ao cinema é gratuito.

     Os dois cinemas possuem bomboniére, e é possível comprar ingressos antecipados pelo site e após a compra do ingresso, a pessoa pode escolher os assentos.

Serviço:
Cinematográfica Araújo: Rua Ermelino de Leão, 703 – Olarias, Ponta Grossa.
Lumière Cinemas: Av. Dom Pedro II, 350 - Nova Rússia, Ponta Grossa.


Por: Veridiane Parize


     

Histórias de Ponta Grossa que não estão nos livros

     Um encontro onde as pessoas contam histórias e lendas regionais. Esta é a proposta do Festival Nacional de Contadores de Histórias, promovido pela Fundação Municipal de Cultura, entre 7 e 10 de maio de 2019, em Ponta Grossa.

     A noite de abertura trouxe histórias presentes no imaginário dos Campos Gerais do Paraná. O fantasma da fazenda Santa Cruz, a noiva cadáver da Vila Aberta, a cobra peçonhenta do arroio de olarias, dentre outros causos.

     O diferencial das histórias é que elas são contadas um pouco diferente do que as lendas que você ouve dos avós: os contadores desmistificam os relatos. O fantasma que gemia na fazenda era, na verdade dois galhos roçando ao vento. A noiva cadáver que jogava o buquê em alguém, e a pessoa morria, era um homem vestido de noiva que saia nas ruas para amedrontar as pessoas e se divertir.

     Os contos humorados têm efeitos sonoros para ilustrar as histórias. Os contadores utilizam a interação com o público para deixar a experiência familiar. Contar histórias é uma prática milenar onde as pessoas se reuniam em rodas de conversa e inventavam histórias para passar o tempo.

     O festival reuniu contadores de histórias de 13 estados do Brasil. Na quinta edição, o festival é uma oportunidade de recuperar histórias que não estão nos livros, mas que fazem parte da vida de gerações de pessoas dos Campos Gerais. O evento foi no Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa, CECI – Centro de Estudos Cênicos Integrado, Mansão Villa Hilda e Sesc Ponta Grossa.

Por: Letícia Gomes

 
Produzido pela Turma C - Jornalismo UEPG