Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

A infindada obra do Parque de Olarias


      Depois de quase cinco anos do início das obras do Parque de Olarias, o projeto ainda está inacabado. No dia 29 de março começaram as obras da pista de caminhada e da ciclovia que irão dar a volta no parque. São cerca de 1,5 km de pista ao redor do primeiro Lago do Parque. Na primeira semana de trabalho somente uma parte da pista está coberta de pedra brita, mas a maior parte ainda é terra batida. Em alguns pontos os moradores do entorno utilizam o caminho para facilitar o deslocamento, “cortando uma boa pernada”.
 
     Por enquanto poucas pessoas utilizam o parque para recreação. Somente alguns pescadores em busca de iscas (lambaris pequenos utilizados de iscas para pescar outros peixes em outros locais) utilizam a área do Parque. Segundo os pescadores, o Lago está melhor desde a última limpeza, no começo de março. Porém, já dá para notar algumas garrafas pets e outros materiais flutuando nas margens do lago.
 
     São várias as promessas que o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) fez: tem a ciclovia, pista de skate, quadras poliesportivas, academia ao ar livre e, segundo ele, todo o parque (inclusive os outros quatro lagos) estará completo ao final do mandato, em dezembro de 2020. As obras estão na mesma situação que no início de 2018, arruamento e paisagismo. Mas por enquanto, os únicos que aproveitam o parque são os patos que passeiam pelo lago e os quero-queros que assustam os visitantes distraídos.
      O Parque de Olarias fica no bairro de Olarias na Rua: Lagoa dos Bandeirantes e está aberto 24 horas.


Por Guilherme Bronosky

          Uma opção para pedir hambúrgueres artesanais
 

     A hamburgueria, D'Gusta Gastronomia Gourmet, é uma boa opção para quem quer experimentar hambúrguer artesanal em Ponta Grossa. O estabelecimento oferece uma variedade de preços. No local, não há mesas para comer. Por isso, o atendimento acontece exclusivamente com pedidos no balcão ou pelo aplicativo IFood.
     Os hambúrgueres mais simples, como os sabores D'Gusta Salada e D'Gusta Bacon custam cerca de R$15,00, com hambúrgueres de 140g. Já outros lanches têm dois hambúrgueres de 140g, como o D'Gusta Duplo Bacon, que acompanha batata frita e o D'Gusta Tentação, que acompanha anéis de cebola, e custam em torno de R$25,00. O lanche de destaque da casa é o D’Gusta Imperador, que contém cream cheese e abacaxi assado e custa R$26,00. Também são servidas porções separadas, todas com 500g, como anéis de cebola, batata frita, batata rústica e batata rústica com cheddar.
 
     Todos os sabores são feitos com pão brioche, o lanche é montado esteticamente e os elementos da comida harmonizam, em especial o hambúrguer artesanal e o queijo. O preparo leva cerca de 20 minutos para ficar pronto, além do tempo de entrega, que varia da região da cidade. O hambúrguer de D’Gusta Gastronomia Gourmet é uma sugestão para quem está com pressa, quer pedir comida e não sair de casa.

Serviço:
Aberto de terça a domingo das 18:00 às 23:59, Localizada na Rua Laurentino Deco Fagundes, número 29.
Endereço do IFood: https://www.ifood.com.br/delivery/ponta-grossa-pr/dgusta-gastronomia-gourmet-jardim-carvalho/69083c42-3577-44e5-b894-52e1c80244e2

Por Felipe Prates

Hambúrger artesanal. Foto: Felipe Prates

O estilo musical do Sexta às Seis
 

     O projeto Sexta às Seis iniciou a temporada de shows 2019 no dia 15 de março. A  banda convidada para abrir o festival foi o grupo catarinense Dazaranha que faz um som que mistura raggae com o rock que é a essência do Sexta às Seis. O projeto visa levar gratuitamente música para a população no principal ponto da cidade o Parque Ambiental.
     O Sexta, como é conhecido pelos frequentadores, foi criado na década de 1990 na Concha Acústica pela proximidade com um terminal de ônibus que existia. Os encontros viraram tradição, ganharam destaque e bandas conhecidas nacionalmente passaram pelo festival como Ratos de Porão e Angra.
     A fundação Municipal de Cultura abre edital no começo do ano para selecionar as 20 bandas que tocam no “Sexta”. Para serem selecionadas as bandas têm que ser ponta-grossenses ou residir na cidade. No palco do projeto, os músicos mostram composições autorais ou cover e pela apresentação ganham cachê de R$1.200.
     Nas edições anteriores o festival priorizou bandas com som voltado ao rock, pop ou MPB deixando alguns ritmos de lado, priorizando o público que se destaca no festival, metaleiros, punks e indies.
     A estrutura do Sexta às Seis é composta por um palco montado no meio do parque ambiental, o que muitas vezes é ruim pois devido as chuvas vários shows foram cancelados ou foram reagendados para anos seguintes, espectadores dos  muitas vezes vão aos shows que são cancelados quando há chuvas, a organização poderia criar coberturas para que as pessoas posam acompanhar os as apresentações das bandas mesmo em dias de chuva, isso evitaria os transtornos tanto para as bandas como para as pessoas que acompanham o Sexta às Seis.
     O Sexta às Seis 2019 vai até o dia 4 de outubro e se o tempo colaborar pelo palco no ambiental passaram mais de 20 bandas, como A Vera, Mun, Astronautas do Espaço e outras. No dia 12 de abril se apresentam as bandas Astronautas do Passado, 3° andar, dia 26 sobem ao palco 4four names, Mocken Ragaee, 10 de maio é a vez do som das bandas Apologia Sul e Gafanhotos. A entrada é gratuita.

Por Luiz Zak

Redução de canudos plásticos chega em Ponta Grossa
 
     O canudinho de plástico se tornou um vilão do meio ambiente. Feito de polipropileno e poliestireno, não é biodegradável, podendo levar até mil anos para se decompor na natureza. A produção do canudinho de plástico contribui para o consumo de petróleo, que é uma fonte não renovável de energia. Mesmo jogado na lixeira, por ser muito leve, pode escapar pela ação do vento ou pela chuva e poluir rios e mares. Segundo o Greenpeace, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico vão para oceanos anualmente, provocando a morte de 1 milhão de aves e animais marinhos todo ano.
     O assunto começou a ser discutido depois de uma campanha chamada “Não ao canudo de plástico”, nos Estados Unidos, divulgando um vídeo que mostra a remoção de um canudo da cavidade nasal de uma tartaruga. Segundo dados divulgados pela campanha, os Estados Unidos consomem cerca de 500 milhões de canudinhos por dia. No Brasil, 20 cidades tem uma lei que proíbem o uso dos canudinhos, 11 cidades aprovaram o projeto, mas ainda a lei não está em vigor e 26 cidades discutem esse assunto na câmara de vereadores.
Existem várias alternativas para abandonar o canudinho. É possível comprar canudinho de bambu, silicone, vidro e aço inox, que são duráveis e podem ser reciclados. Existe também o canudo de palha, que é biodegradável e faz bem para a saúde. Outra alternativa, é o canudo de papel, este se degrada mais facilmente que o plástico, mas ainda utiliza recursos naturais para a sua produção.

     Em Ponta Grossa, alguns estabelecimentos já pararam de fornecer o canudinho e copo de plástico para seus clientes, apesar, de nenhuma lei ter sido discutida na câmara de vereadores. Devemos repensar nossas atitudes para que nossos hábitos não destruam o meio ambiente.

Serviço:
Consumo de canudos
 
Por Fabiana Manganotti
Para enlouquecer, basta estar vivo
 
          Um retrato das doenças mentais no palco do teatro. A peça Tô Vivo, escrita pela atriz e roteirista Maria Idê Vida, foi baseada nos oito anos de trabalho como enfermeira psiquiátrica que Vida realizou no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no Ceará. Em cartaz desde 2012, a peça apresentada pela Companhia Vida de Teatro, representa a vida das pessoas que vivem com algum tipo de sofrimento psíquico.
          As doenças causadas por transtornos mentais deixaram de ser um tabu e tornaram-se cada vez mais presentes nas discussões sobre a saúde das pessoas. Temas como depressão, autismo e esquizofrenia, por exemplo, já foram tratados de inúmeras formas pela televisão, cinema e teatro, na tentativa de conscientizar as pessoas sobre esse quadro de saúde.
          Na peça Tô Vivo, Vida guia o público para as impressões sobre as personagens. São histórias reais, de pessoas reais, que precisam ser respeitadas. Dividida em três atos, a peça conta a história de três mulheres, a artista plástica Adélia, diagnosticada com esquizofrenia, a senhora de alta classe Jade, que sofre de hipocondria, e a jovem Mariá, com transtorno bipolar. Para ambas as personagens, o isolamento e a fobia social são traços presentes da cena.
          No primeiro momento, a impressão é que será uma peça dura e difícil de assistir, mas Vida traz uma leveza e até um pouco de comédia para as personagens. O cenário simples é composto por duas mesas, onde ficam dispostos os objetos de cena, duas cadeiras e um quadro pintado por Adélia.
          Maria Idê Vida tem um cuidado artístico em como observa o comportamento das pessoas que sofrem com algum tipo de transtorno. O contraste de atuação entre as personagens também merece destaque. No palco desde os 17 anos, Vida mostra que a experiência profissional no CAPS, foi fundamental para humanizar a doença e dar vida à essas três mulheres.
          Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e estima-se que até 2030 a depressão será a doença mais comum do mundo, acometendo mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde. A peça não apenas é sensível e construtiva, mas se diferencia pelo propósito de alertar as pessoas sobre a importância do tratamento para aliviar o sofrimento causado por transtornos mentais. A próxima apresentação da peça Tô vivo acontece em 26 de abril/2019, em Paranaguá (PR).


Serviço:
Peça: Tô vivo
Roteirista/atriz: Maria Idê Vida
Duração: 70min
Apresentação: Palco B (Cine Ópera, Ponta Grossa/PR)
Ingresso: 50 inteira e 25 meia
 
 
Por Patrícia Guedes
Historiô: um canal sobre Cultura e História
 
           Dois professores de história formados na Universidade Estadual de Ponta Grossa tiveram a ideia de fazer um canal no YouTube para contar para a população de PG sobre a cidade, o Historiô. Com o slogan "cultura, memória e especialmente história pública", os professores Juliana Gelbcke e Felipe Soares contam em vídeos curtos e dinâmicos um pouco sobre a história de Ponta Grossa.
           O canal existe há 1 ano e tem um total de 19 vídeos disponíveis para o público. Já foram contadas as histórias da München Fest, festa típica da cidade, da Igreja mais antiga da cidade, Capela Santa Barbara, Corina Portugal, entre outras. A plataforma do YouTube permite que os professores tenham contato com um público jovem e conectado que, em muitos casos, não conhece a própria cidade onde mora. A fala dinâmica e os vídeos curtos proporciona a quem vê uma experiência rápida e divertida.
           O canal também tem um segmento com vídeos longos (24 a 29 minutos) e com convidados que discutem um tema. São três vídeos disponíveis no formato, que interessam aos apaixonados por história.
           O canal Historiô tem 1.158 inscritos no canal e não tem uma atualização periódica. Os três últimos vídeos têm a distância de postagem de 2 meses. Aparentemente, o canal tenta uma certa periodicidade, mas há 7 meses atrás as postagens pararam para voltar somente há dois meses. O vídeo de maior visualização do canal é o "EP:05 - A história de Bella Ciao de La Casa de Papel", com 33 mil visualizações e o vídeo com menor visualização é "História na Copa01 -Mundo em guerra e as copas que não aconteceram", com 31 visualizações. O canal Historiô é uma aula de história desconstraída e dinâmica.

Serviço:
Youtube: Canal Historiô
Facebook: Canal Historiô
Instagram: canalhistorio

 
Por Leticia Gomes
Screenshot do canal Historiô no YouTube.
Uma noite inacabada no cinema Latino Americano
 
        A ditadura militar não foi um acontecimento apenas brasileiro na América Latina. O filme Uma noite de 12 anos, produzido em 2018, retrata a realidade de três reféns da ditadura civil militar do Uruguai, que ocorreu do ano de 1973 até 1985. Jose Mujica, Mauricio Rosencof e Eleuterio Fernández Huidobro faziam parte do Movimento de Libertação Nacional, conhecido como Tupamaros.
        O filme aborda a sobrevivência, sobre não desistir de lutar.“Eu me mataria, então porque não se matam?”, “Isso é uma barbárie. Seria mais humano se os fuzilassem”. São frases ditas a um dos reféns.  É um filme realista que mostra machucados e deformações físicas dos personagens. Além das cenas explícitas de tortura física e psicológica, o filme mostra a força dos reféns. É possível perceber de maneira clara a forma que os militares escondem, praticaram tortura e como implantavam provas para que os massacres realizados fossem aceitáveis.
        Para os reféns, qualquer coisa era uma forma de alívio para continuar a luta, como conversar por toques entre as paredes, notícias de jornais antigos encontradas no lixo, programas de rádio e comemoração por gols do time de futebol do coração.  
Após o tempo de sofrimento, Jose Mujica torna-se deputado, senador e depois presidente do País. Mauricio Rosencof, romancista, poeta e dramaturgo, também foi diretor da cultura municipal de Montevidéu. Eleuterio Fernández Huidobro foi senador, ministro da defesa e morreu a trabalho em 3 de agosto de 2016.
        Uma noite de 12 anos fala sobre o que ocorreu no Uruguai. Mas em 31 de março de 2019, o início da ditadura militar brasileira, que durou 21 anos, completou 55 anos. Neste ano houve incentivos a comemoração do golpe militar, que não deve ser celebrado por ser um ataque aos direitos humanos.

Serviço:
Filme: Uma noite de 12 anos
Duração: 122 minutos
Direção: Alvaro Brechner
Trailer:

 
 
Por Amanda Dombrowski
Cartaz do filme "Uma noite de 12 anos".

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Produzido pela turma C - Jornalismo UEPG.

 <!doctype html>

 

*|MC:SUBJECT|*

 

 

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 
 

Um olhar crítico ao cinema com o Projeto Fissura
 

      Os amantes das artes e de debates filosóficos têm em Ponta Grossa uma opção de lazer à caráter. O Projeto Fissura vem da iniciativa de dois jovens que se conheceram na faculdade de Filosofia e decidiram gravar um curta-metragem. Daí surgiu um projeto de pesquisa com base na exibição de filmes e análise das reações do público com base nas obras do filósofo francês Gilles Deleuze.
         Como em 2019 o projeto busca maior integração com diferentes tipos de arte acompanhados de uma visão crítica, a exibição dos filmes é sempre precedida pela apresentação de grupos locais, seja de música, dança, teatro ou uma discussão literária. Na sessão de estreia deste ano, com o filme “Waking Life” (Richard Linklater), com uma exposição de poemas seguida de leitura dramática dos textos.
    A visão dos idealizadores é interessante pois gera uma opção de cinema fora dos moldes hollywoodianos. Entretanto o horário de exibição, das 15h às 19h, acaba restringindo o público participante apesar de ser aos sábados. O público também se torna reduzido pelo convite ao debate, o que acaba gerando certo estranhamento aos não iniciados na área. Apesar de que um público reduzido acabe gerando debates mais produtivos e com maior espaço para argumentação.
         Como alternativa ao cinema comercial das salas dos shopping centers, o Projeto consegue atingir um público que busca no cinema a crítica e a reflexão ao invés do simples consumo.

Serviço: 
O próximo evento será no dia 30 de março, no Cine Teatro Ópera, às 16h com exibição do filme “Febre do Rato”. Toda sessão gera certificado de participação de 3h.

Por Alexandre Douvan
 


Logo do Projeto Fissura | Foto: Divulgação

 

Artesanato de rua ganha destaque no comércio de Ponta Grossa
 

     Com peças cada vez mais frequentes no comércio de Ponta Grossa, o artesanato de rua vem ganhando espaço nos últimos cinco anos. Em meio ao fluxo de pessoas no calçadão e nas proximidades do terminal central, é possível identificar seis pontos de venda especializados na confecção de anéis de tucum, mandalas e pulseiras. O destaque, no entanto, está nos colares de pedra.
     Mesmo sem os altos custos de fábrica, a filosofia de trabalho que não visa o lucro excessivo é capaz de produzir verdadeiras obras de arte.  De material resistente, os colares possuem harmonia no entrelaçar dos fios e deixa explícito o cuidado no momento da confecção. Diferentes significados acompanham as cores das rochas, de acordo com os artesões. Os acessórios possuem relação direta com os signos do zodíaco. 
     A Pedra da Lua é a que possui maior demanda. De cor azulada, ela possui características de equilíbrio espiritual e físico. É fato que, muito além do simbolismo, apenas a beleza do artesanato é suficiente para atrair os olhares daqueles que passam pelo coração da cidade. Os jovens são os principais consumidores do artesanato de rua.
      Cada ambulante vende cerca de 20 colares por semana em média. O preço dos colares varia de 15 a 30 reais. O custo de fabricação é de aproximadamente 13 reais. O valor de produção inclui a compra do fio para confecção do cordão e das pedras, que são adquiridas em lojas de artesanato, quando não encontradas na natureza e lapidadas. Os vendedores atendem diariamente no centro de Ponta Grossa, das 14h às 18h.

Serviço: 
Anéis de Tucum: variam de 3 a 5 reais.
Mandalas: entre 15 e 30 reais.
Colares de Pedra: de 15 a 30 reais.
Horário de atendimento: 
Diariamente das 14h às 18h
Local: ao longo do calçadão e próximo ao terminal central.

 Por Allyson Santos
 


Vendedores ambulantes conquistam espaço na região central de Ponta Grossa com artesanato de Rua. A confecção de colares de pedra é o grande destaque | Foto: Allyson Santos

 

Arte de fotografar com analógica, fusão de nostalgia e técnica
       

         A exposição “Fotografia analógica”, organizada pelo grupo de extensão do curso de Jornalismo da UEPG, Foca Foto, vai ser retirada no final de Março. A mostra possui fotos feitas com câmeras analógicas. As imagens são feitas na disciplina de produção fotográfica, ministrada pelo professor Carlos de Souza, para o primeiro ano do curso de Jornalismo. Os alunos saem às ruas com as câmeras analógicas e depois revelam as fotos manualmente, valorizando a nostalgia desse tipo de fotografia e trabalho.
          As fotos estão expostas no hall bloco B, da UEPG Centro, próximo ao laboratório de telejornalismo, lugar de circulação entre os estudantes do curso. As demais pessoas que passam pelo local não percebem que ali se encontra uma exposição, até mesmo por conta do caráter do material exposto no mural. 
           A mostra conta com o trabalho de aproximadamente 40 alunos que fotografaram diversos temas pela cidade. Na exposição existe uma variedade de quadros. Algumas são retratos de moradores da cidade, ou funcionários da própria UEPG, no dia a dia. Outras imagens são detalhes de ruas, ou até mesmo de pessoas, algumas com caráter jornalístico e outras artísticas. Um detalhe que pode ser observado nas fotos é como as cores destoam, por mais que as fotos estejam em preto e branco a nuance das tonalidades em alguns momentos acaba sendo perdida.
         A exposição encontra-se desde Novembro de 2018, local habitualmente usado pelos estudantes do curso de Jornalismo. A exposição ainda permanece no local para a recepção dos calouros de 2019, devido o tempo as imagens que compõem o mosaico estão caindo, o que dificulta a visualização de quem aprecia as fotos.


Serviço:
A exposição “Fotografia analógica” encontra-se no hall do bloco B da UEPG Central desde 13 de Novembro de 2018 e vai até o final de Março de 2019.

Por Arieta Almeida

 

Exposição “Fotografia Analógica” mostra olhares da cidade através das lentes de alunos | Foto: Arieta Almeida

 

X-Tilápia é opção gastronômica diferenciada em Ponta Grossa   

         Há três anos, surgiu uma nova ideia em Ponta Grossa: o X-Tilápia. Inspirado na tradição cristã de consumir peixe ao invés de outras carnes no período da Quaresma e da Semana Santa, o estabelecimento Gonasa Lanches oferece uma opção diferenciada de sanduiche, que substitui o hambúrguer, de carne branca ou vermelha, por peixe. 
            O estabelecimento funciona há 11 anos, na Avenida Monteiro Lobato, no bairro Jardim Carvalho, em Ponta Grossa. Apesar de ter como inspiração a Quaresma, período de quarenta dias que antecede a Semana Santa, segundo a tradição cristã, o lanche não é exclusividade da época e é vendido durante todo o ano. Os donos não possuem o controle exato de vendas diárias, mas o índice de consumo é frequente e a avaliação é positiva por parte dos frequentadores locais.
            O lanche tem pão, carne de tilápia, tomate, cebola, pimentão, batata palha e duas opções de queijo, à escolha do consumidor: catupiry ou cheddar. A mescla de sabores proporciona uma degustação agradável, por um preço acessível (R$ 15,00 a unidade). O principal ingrediente dá o toque especial ao sabor: uma carne leve e saudável. O ambiente é simples e agradável. Porém, em questão de conforto, faltam mesas, pois tem apenas cadeiras e banquetas de plástico.
         O Gonasa Lanches também oferece outras opções de refeição no cardápio, mas o X-Tilápia é o diferencial. O estabelecimento funciona diariamente, no período da noite (19h à 01h), tendo nos finais de semana uma frequência maior de público, segundo os proprietários.

Serviço: 
X-Tilápia
Estabelecimento: Gonasa Lanches
Endereço: Avenida Monteiro Lobato

Por Cícero Goytacaz

Biblioteca do Campus de Uvaranas, e o teto, cai ou não cai?

         Inaugurada em agosto de 2018, biblioteca do campus de Uvaranas já registra problemas. Existe na biblioteca algumas lâmpadas queimadas, as cadeiras aconchegantes, mas com uma tarde sentado provavelmente doeria o corpo. A vantagem é que possui ar condicionado, em dias quentes de Ponta Grossa, mantém o ambiente agradável. O local tem um segurança e três mulheres que trabalham no auxilio aos frequentadores. Existe uma saída de emergência, equipada com extintores e também luminária de energia, caso o local tenha quedas de luz.
       As salas de estudo, são adequadas e isolam as conversas, que não atrapalha os demais estudantes. Comparada a Biblioteca Central, a do campus é tranquila e aconchegante, com pufes, poltronas nos corredores, bebedouros e banheiro, o que possibilita a imersão no estudo. 
      Um dos problemas são a existência de mesas da antiga biblioteca do campus no local, elas que sinalizam o maior problema da nova biblioteca, o teto, que está quase caindo, foi colocado um aviso no local: “Teto com risco de queda”. Além disso existem goteiras no local, com baldes indicando cuidado aos usuários.
      O atendimento “ Posso ajudar? ”, não tem trabalhadores porque a Universidade esta com falta de servidores, o que torna o serviço escasso. O acervo de livros é pequeno para o tamanho da biblioteca. A parte de “Novas aquisições” não possuem livros, apenas revistas, com conteúdo voltado aos cursos da saúde. Espera-se que os problemas da biblioteca não interfiram na formação dos estudantes.

Serviço:
Biblioteca Central Professor Faris Michaele, localiza- se no campus de Uvaranas da UEPG.
Horário de funcionamento: 8:00 – 22:00

  Por Gabriella de Barros 
 

Biblioteca do Campus de Uvaranas | Foto: Portal UEPG

Clube de leitura debate Shakespeare em Ponta Grossa

       O grupo, que contou com 16 participantes de faixas etárias variadas, discutiu a peça Hamlet, do dramaturgo inglês William Shakespeare. Foi comentada a imersão da obra, a representação das personagens femininas, a construção da identidade das personagens, a relação com outras obras e autores e o aspecto central da obra, a vingança de Hamlet. O diálogo destacou a relação de Hamlet com as personagens femininas presentes na peça e o caráter misógino do personagem. O encontro número 36 do clube de leitura Companhia das Letras de Ponta Grossa aconteceu no dia 23 de março, às 10h da manhã, em uma livraria no Centro da cidade. 
         Alguns dos participantes procuraram o clube para entender o livro. Uma das queixas era a dificuldade de entendimento da obra por ser um texto originalmente publicado em 1603. Os duplos significados nas palavras e expressões e as diferenças nas traduções (do inglês para o português, que pode ocasionar diferença de sentido, também causada pela data de escrita da obra) também foram observados pelos participantes como obstáculos na leitura. 
         Por ser realizado em uma livraria, o espaço não acomoda um número grande de pessoas. Além disso, o lugar não possui muitas cadeiras, algumas pessoas ficaram sentadas em poltronas, outras em cadeiras e algumas em bancos de plástico. Devido a livraria estar localizada no Centro de Ponta Grossa, o barulho do trânsito na rua atrapalha algumas falas, que ficaram em segundo plano em razão do som dos carros e ônibus. Entretanto, o clima era de descontração e de acolhida aos membros que estavam participando pela primeira vez.

Serviço:
O próximo encontro será no dia 27 de abril e debaterá o livro “Divórcio”, do escritor Ricardo Lísias. Os encontros do clube sempre acontecem aos sábados, uma vez por mês e duram cerca de duas horas. É possível acompanhar a agenda a partir da página no Facebook do clube de leitura Companhia das Letras de Ponta Grossa. 

Por Hellen Scheidt 
 

Encontro do clube de leitura Companhia das Letras de Ponta Grossa no dia 23 de março | Foto: Hellen Scheidt

UEPG produz vídeo sobre história do Colégio Agrícola

         Com duração de cerca de 6 minutos, o vídeo “Colégio Agrícola UEPG” faz parte da série audiovisual UEPG 50 ANOS que está sendo lançado na página do facebook da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Objetivando realizar um resgate histórico da instituição em comemoração ao seu aniversário de 50 anos, uma comissão formada por profissionais e pesquisadores do Museu Campos Gerais, Coordenadoria de Comunicação, reitoria e Nutead está percorrendo os setores e órgãos da UEPG para gravar depoimentos retratam o meio século de história da Universidade.
        Com o uso de um audiovisual consistente, o curta se utilizou de duas fontes principais para contar a história do Colégio Agrícola, sendo ambos ex-alunos, que hoje lá trabalham. Outro elemento utilizado para agregar o conteúdo, que não poderia faltar em um vídeo dedicado a resgatar a história da escola, foram as fotos que datam desde a fundação do colégio até os dias de hoje.
        O material possui dinamismo, o tempo curto de duração do vídeo é o ideal para as redes sociais, que costumam não ter uma boa aceitação de vídeos com longa duração. Tanto as captações de áudio quanto de imagem não deixam a desejar em aspecto de qualidade. O uso da música e de imagens panorâmicas trazem uma sensação de nostalgia aos espectadores e se encaixam com o tema abordado.
         A proposta da instituição tem êxito, assim, em abordar a história de uma parte da universidade de maneira competente, informativa e ao mesmo tempo de forma atrativa para os usuários espectadores.
 
Serviço:
Nome do vídeo: Colégio Agrícola UEPG
Disponível em:  facebook.com/uepg

Por Hygor Leonardo dos Santos
 

Fachada do Colégio Agrícola em Ponta Grossa | Foto: Hygor Leonardo 

Samba do trilho dá visibilidade a compositores locais

        Uma música experimental em Ponta Grossa, o Samba do Trilho é um projeto independente que conta com mais de três anos de história na cidade. O projeto reúne música, instrumentos e voz numa roda de samba. Além disso, conta com a participação do público e de músicos da cidade que desejam divulgar composições.
      Durante as apresentações é acesa uma vela e, enquanto a chama estiver acesa, os músicos se apresentam e, quando a vela se apaga, a apresentação encerra com aproximadamente duas horas de duração. A apresentação tem uma ordem das canções e da participação do público. Na primeira vez o compositor canta sozinho, na segunda entram as cordas, na terceira percussão e na quarta vez todos cantam. Os compositores devem levar pelo menos dez cópias das letras de músicas para distribuir ao público.
         Do dia 20 de março a apresentação foi na Biblioteca Municipal Prof. Bruno Enei em parceria com o projeto Poesia de Ponta, em homenagem ao dia mundial da poesia que ocorre em 21 de março. A edição contou com 25 pessoas e a roda de samba composta por seis músicos: duas pessoas no violão, uma na percussão, um cantor principal, um nas cordas e outra no pandeiro.
        Jovens, idosos e crianças participaram da roda cantando, tocando instrumentos e batendo palmas. As cadeiras eram confortáveis, espaço amplo e o ambiente claro. Em 2018 o projeto venceu o Edital de Cultura Periférica e rodou dez espaços da cidade.

Serviço: 
As apresentações ocorrem mensalmente, com aproximadamente duas horas de apresentação e o local fica a escolha dos organizadores.

Por Luiza Sampaio
 

Apresentação 20 de março, Biblioteca Municipal Prof. Bruno Enei | Foto: Luiza Sampaio

Grupo Asterisco discute o tempo no teatro

         A peça teatral “1+1 vezes o q?” conta a história de dois cientistas que se perdem em outra dimensão e tentam, a todo custo, voltar à sua realidade. O cenário é simples, com uma máquina do tempo ao centro. E todo o desenrolar da história se dá a partir dos próprios personagens. Um exemplo é a luz e o som, que são operados pelos atores, durante a apresentação. Como são cientistas, os bolsos das roupas são cheias de objetos eletrônicos e, dentre eles, estão os controles de luz e som. Eles buscam demonstrar a mudança do ambiente e dos sentimentos dos personagens, através das luzes nas mãos.
          A encenação é um misto de tristeza com desespero, embora o gênero seja considerado comédia. No decorrer da peça ambos reclamam da fome que sentem e da vontade de morrer, para sair daquela situação. As cenas engraçadas servem para “quebrar um pouco o gelo” da dor dos cientistas por terem se perdido no tempo e estarem vulneráveis àquela realidade. Trazer a pobreza retratada na fome, as armas como um desejo de morte e a luta pela sobrevivência tornam pesado o clima do teatro. 
            Em certos momentos, a peça conta com a participação do público, tanto que, numa das cenas finais um dos atores se infiltra no meio da plateia, como parte da dramatização. Porém, não houve interação. As pessoas deixaram para interagir após a peça, quando os atores abriram um espaço para debate. Na conversa os atores explicaram que buscam aperfeiçoar a peça através do figurino, do cenário e dos próprios personagens.

Serviço: 
O espetáculo “1+1 vezes o q?” foi organizado pelo grupo ponta grossense Asterisco Cênico. Os personagens são o Eisntein interpretado por Cassiano Caron e o Albert interpretado por John Danner. A direção da peça foi feita por eles mesmos e a apresentação durou aproximadamente 60 minutos. No dia 23/03/19 cerca de 20 pessoas compareceram ao Cine Teatro Ópera, em Ponta Grossa, quarto e último dia de espetáculo.

Por Nadine Sansana
 

      Teatro apresenta as dificuldades do passar do tempo | Foto: Divulgação

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Produzido pela turma B - Jornalismo UEPG

 

 

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 
 

Mulheres discutem escritoras literárias em PG

 

Março é marcado pelo dia das mulheres, e no sábado dia 23/03 o livro escolhido
pelo grupo Leia Mulheres PG foi Outros Jeitos de Usar a Boca’, de Rupi Kaur. A cada
semana o clube de leitura discute obras de escritoras com o propósito de dar voz a
literárias, já que culturalmente elas não têm o mesmo reconhecimento que escritores
homens. Além disso, as integrantes da roda conversam sobre as próprias experiências
relacionadas a leitura.
            A literatura escrita por mulheres, que aborda formas de ver e sentir o mundo de
maneira diferente da tradicional disseminada na cultura da leitura, é o objeto de debate
no grupo Leia Mulheres PG. Os livros programados para discussão têm o ideal
feminista como principal gancho. Mesmo não sendo regra, o grupo busca incluir
somente meninas e mulheres, pois durante o debate as integrantes relatam experiências
pessoais que fizeram ao longo da leitura.
            A ideia de criar um ambiente feminino, discutindo questões feministas com base
em obras escritas por mulheres, busca fortalecimento deste gênero na literatura,
desmistificando assuntos que envolvem o dia a dia das mulheres. Durante a discussão,
várias meninas relatam e se sentem acolhidas quando estão ali, pois é um momento em
que elas tiram duvidas e desabafam.
           O livro de Kaur trabalha com o contexto de quebra de tabu e envolvimento, além
de um reflexo dos conflitos e entendimentos da vida pessoal da autora. O texto é de fácil
compreensão, e usa elementos da natureza para comparar a força das mulheres. Pode-se
destacar o ‘Eu Sou a Água’, que compara a força da água com a força da mulher, capaz
de gerar vida e também destruí-la.
           O encontro acontece em cafés de Ponta Grossa. As organizadoras tematizam o
ambiente, com livros, poemas e imagem de poetas. É feita uma mesa grande, e o livro
em debate fica ao meio para que todas possam ter acesso à obra durante o debate.

 

Por Maria Fernanda Laravia

 

           Uma opção de sociabilidade em Oficinas

             Os shoppings de Ponta Grossa não estão concentrados apenas no centro. O Milano Open Mall possui uma estrutura diferente dos demais centros comerciais da cidade. Não é um shopping genérico, embora a maioria das lojas também está nos shoppings tradicionais. Os muros do shopping aberto são feitos de vidro que acompanha toda a extensão do espaço. Na entrada principal, à esquerda, a maior loja é de produtos naturais e suplementos, onde também há um café.
             O diferencial desse espaço é a quantidade de vagas para estacionamento, todas no meio da área das lojas. Provavelmente essa seja a principal motivação para aplicar o modelo do open mall criado nos Estados Unidos e que está se popularizando na América Latina.
             Entre os estabelecimentos, encontra-se as lojas de roupas, eletrônicos, customização de celulares, clínica odontológica, chocolataria, comidas, utilidade e dois cafés. Fora do circuito das lojas, na calçada que rodeia o estacionamento. Embora não tenha nenhuma atração, é um lugar público e gratuito para descansar e fugir do sol.
             Embora acessível, com vagas de estacionamento suficientes, este centro comercial não é um giro urbano confortável, o único atrativo que faz o público permanecer ali são os cafés. O milano Open Mall localiza-se na Rua Santa Rita Durão, no Bairro de Oficinas, e funciona das 9 horas da manhã, até as 9 horas na noite.

Por Gustavo Camargo

 

          Você gosta de hambúrguer?
 

             Conhecidos por acompanhar pão, alguma salada e um molho, os sanduíches com
hambúrguer são uma opção rápida de alimentação e podem ser encontrados em diversos
pontos na cidade. Aqui em Ponta Grossa, existem casas especializadas só neste tipo de
comida e uma delas é a Bunny Hamburgueria, um estabelecimento temático com motos
e bicicletas, além de elementos como lamparinas, máquina de costura e uma estrutura
que associa madeira e tijolos à vista.
            O hambúrguer mais pedido do local é o “Bunny Supremo”, um lanche simples, mas
com 180g de ‘burguer da casa’, queijo cheddar, bacon em tiras, alface americana e
molho especial. Além do sanduíche, o prato acompanha batatas fritas no estilo rústico,
com cortes maiores e mais sequinhas.
            Apesar do pedido mais popular ser um lanche agradável, não é gorduroso e não tem
muitos elementos que possam confundir o paladar, o Bunny Hard não tem a mesma
apresentação. Com 180g de burguer de costela, queijo cheddar, cebola roxa, picles e
molho especial, o lanche tem um apelo de ser uma comida mais quente e homogênea,
mas o excesso de cebola e o picles não acompanham a proposta. Numa próxima, os
donos poderiam reformular o sanduba e usar legumes quentes e mais macios.
           Em relação aos preços, estão dentro de uma média justa para uma casa de lanches. O
tempo de preparo do pedido não ultrapassa os 20 minutos. O local é arejado, mas apesar
de o atendimento ser rápido, os funcionários poderiam ser mais atenciosos com os
clientes.

 
Serviço:
Rua Almirante Barroso, número 1891, na 31 de Março.
Bunny Supremo – R$14,90
Bunny Hard (costela) – R$19,90
Chá Mate – R$3,50
Chopp Caneco – R$6,90.

Por Franciele Ampolini

 

        Exposição retrata crise da democracia e ativismo social em Ponta Grossa
 

   

            Sob o título “O som das ruas: atualidade política e ativismo social”, a exposição fotográfica organizada pelo projeto de extensão Lente Quente objetiva recuperar, a partir de arquivos históricos, as nuances presentes nos movimentos de rua registrados a partir de 2014. A mostra, que foi lançada na segunda-feira (25/03), no Museu Campos Gerais, centro de Ponta Grossa, integra o “Ciclo Descomemorar Golpes” e ficará exposta no Grande Auditório do Campus Central da UEPG até a sexta-feira (29/03).
            Com um recorte da crise da democracia, a exposição destaca a história recente do País. Apenas 14 fotos, escolhidas de maneira cronológica, montam um quebra cabeça para interpretar fatos que começam com a (des)comemoração dos 50 anos do golpe militar, passam pela abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e chegam às manifestações de repúdio à morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco.
             A aglomeração de pessoas em uma praça de Ponta Grossa para assistir à transmissão de abertura do processo de impeachment em 2016 é relacionada à imagem do então deputado Jair Bolsonaro em visita à cidade no início de 2018. Os curadores apresentam cuidado ao montar a narrativa em que os fatos se completam.
             Ao caminhar pela exposição, também são encontrados registros de figuras importantes para a história do Brasil que passaram pelas lentes do grupo. Como o retrato do ex-combatente da ditadura, Aluízio Palmar e Amélia Teles, presa política da época. Mais de 50 anos depois de 1964, a exposição evidencia motoristas pedindo “intervenção militar” durante a greve dos caminhoneiros em 2018. A linha do tempo continua com uma foto de um dos últimos discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de ser preso, a primeira indígena a ser candidata a vice-presidente, Sônia Guajajara, e protestos contra Michel Temer e Jair Bolsonaro.
              O grupo Lente Quente consegue, assim, resumir acontecimentos complexos que mudaram a rota do País em um curto espaço de tempo e trazer questões acerca da jovem democracia no Brasil.

 
Serviço:
Exposição: O som das ruas, atualidade política e ativismo social
Local: Grande Auditório, Campus Central da UEPG
Horário de visitação: todo o dia
Curadoria: Julio César Prado, Saori Honorato e William Clarindo
Supervisão: Marcelo Bronosky, Manoel Moabis e Rafael Schoenherr

Por Thailan de Pauli Jaros

Nostalgia do movimento emo no domingo cultural no DCE UEPG

 

Músicas melancólicas e roupas de cores escuras marcaram a edição emo no domingo
cultural do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Ponta Grossa
(UEPG). No domingo, 24 de março, o tema do evento foi ‘make brazil emo again’, relembrando
os tempos da música emotional hardcore, o emo no Brasil, na década de 2000. Domingo
cultural é um evento proporcionado pelo DCE. Aos domingos, o espaço da entidade, em frente
ao campus central da UEPG, é aberto à comunidade como um ambiente compartilhado com
música e interação.
              Bandas como Simple Plan, Paramore, Fresno e Restart foram algumas que marcaram
os adolescentes na época com músicas tristes e de apelo emocional. No começo dos anos
2000, o som melódico e sensível do emo foi se destacando na cena musical brasileira. Até
então, a cultura emo no Brasil não era conhecida pela grande maioria da população, pois era
confundida com o estilo punk e rock.
             O domingo, 24/03, no DCE foi marcado pelo clima de nostalgia. Olhos pintados de
preto, calças rasgadas, franjas, adereços como cintos com argolas redondas, tênis all star e
roupas predominantemente escuras fizeram o domingo cultural voltar 10 anos, época em que
os adolescentes se reuniam para ouvir músicas melódicas. A playlist escolhida foi de acordo
com o tema do evento, no entanto, não eram músicas dançantes ou atuais, logo as pessoas
não permaneceram dentro do DCE, ficaram fora do prédio, nas muretas da UEPG.
             O evento teve exposição e venda de ilustrações de artistas locais como Lucas Khun,
Eme, Klaus Swiech e Vitória Nogueira. A entrada do domingo cultural é gratuita e o espaço
proporciona uma interatividade bastante significativa para quem procura descontrair no final de
domingo com música e instrumento democrático. Confira os novos eventos e horários na
página no facebook do DCE UEPG. O domingo cultural é realizado na Av. Bonifácio Vilela, 700, em frente ao campus central da UEPG.

Por Matheus Rolin

          Chi Kung oferta meditação consciente e de exercícios passivos em PG
 
             Ambiente silencioso, o som parte apenas da música de meditação e respirações profundas. Clima de energias sendo restauradas e conectadas. Assim é o trabalho do Mestre Bodhidarma Prem Nath, idealizador e professor do Projeto Yoga e Chi Kung Solidário, em Ponta Grossa. O Chi Kung é derivado de técnicas milenares, como o Tao Yin, e remonta a época da Dinastia Han (206 aC – 220 dC).
             O projeto foi idealizado para a inclusão da sociedade em práticas de Medicina Chinesa e para mostrar que é possível praticar exercícios de forma passiva e que busca restaurar além do físico. O maior destaque do espaço para a prática de Yoga e Chi Kung é o valor acessível de 20 reais mensais. As aulas acontecem uma vez na semana, na segunda-feira, das 19h30 às 20h30, e no sábado, das 14h às 15h. No entanto, as vagas se limitam a 20 participantes por aula.
              O Chi Kung busca o equilíbrio espiritual, físico e mental a partir da chamada “meditação
consciente”. A prática é um tipo de medicina chinesa que trata de doenças como endurecimento das artérias e articulações, além de beneficiar o metabolismo.
              A longo prazo o Chi Kung equilibra a respiração, ameniza dores crônicas, reduz o estresse, aumenta o nível de energia e disposição, equilibra as emoções, melhora o sono e favorece a digestão. Não há restrições na prática, apesar de ser necessário aulas adequadas para cada faixa etária. Porém, o Projeto busca respeitar os limites de cada corpo.
O ambiente fica na Rua Tiradentes, n° 1029, na parte superior do Espaço Racco.
 
Por Bruna Kosmenko
          Peça teatral estreia em março em PG destacando novos talentos


             A Escola de Artes Bianca Almeida tem diversas aulas, entre elas teatro. Sete alunos, de 10 a 16 anos, são coordenados pelo Professor Alfredo Prestes Netto, formado pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP) em Artes Cénicas. Os alunos ensaiam para a peça “Escolinha...” que estreia 11 de maio no Cine-Teatro Ópera em Ponta Grossa.
             A peça traz, logo no começo, a professora arrumando o material para trabalhar e entre eles uma arma de fogo. A professora afirma não ser desmiolada, mas prevenida, não é por ser uma escola particular que ela vai deixar os alunos virarem o colégio de ponta cabeça. A professora assegura gostar de todos alunos, menos de um em específico nomeado de “Queridinho Soquenão”, um aluno travesso.
             Por serem adolescentes de 10 a 16 anos, é difícil controlar a turma, algo que o professor Alfredo consegue, se entrega ao trabalho e está a todo tempo ajudando os alunos na desenvoltura das personagens, até a cena ficar perfeita. O destaque na peça é a personagem Patrícia Dólar (interpretado por Larissa), filha de pais ricos que viajam o mundo. Larissa entra na personagem e se mostra fiel ao que faz, desinibida e perfeccionista tenta sempre melhorar as falas e atuação.
             Durante o ensaio Alfredo muda as características das personagens, algumas positivas e outras não tanto. O exagero e as expressões fazem parte do teatro, mas não como o professor instiga os alunos a fazer. A nomeação das personagens também não parece adequada, pois já traz as características dos personagens, adiantando o que irá acontecer na peça.
             O que vai acontecer com a arma e o desfecho da trama será revelado no dia 11 de maio na apresentação no Cine-Teatro Ópera. É válida a participação de toda a comunidade para prestigiar um projeto feito sem nenhum apoio da Prefeitura de Ponta Grossa e que revela talentos jovens da cidade.

 
Por Milena Oliveira
        Jornal da Educativa da TVE aposta na interação para 2019
 
           Fora do ar durante o início de 2019 para a construção do novo cenário, o Jornal da
Educativa retornou ao ar com novidades. Neste ano, o telejornal possui uma tela de interação
com o público e será transmitido ao vivo.
           A interatividade no telejornal acontece através do WhatsApp da emissora, que
possibilita o contato direto do telespectador, assim como a participação ao vivo do público.
Na maioria das vezes, o telespectador envia comentários sobre as reportagens e conta algo
parecido que ocorreu no cotidiano. A interação oferece ao público uma sensação de fazer
parte do telejornal e, assim, contribuir de alguma forma na transmissão, aproximando a TV
do telespectador.
            O telejornal tem como característica principal o jornalismo local. As matérias são, em
geral, feitas no município, mas o telejornal realiza também coberturas de cidades dos Campos
Gerais. As matérias realizadas são de cunho social e apresentam linguagem de fácil
entendimento ao telespectador. O Jornal da Educativa possui em média de 30 minutos de
duração e as pautas são de saúde, educação, eventos da cidade, esporte e também matérias de
serviço.
            Com a tela de interação, o telejornal ficou mais moderno, principalmente pela mistura
de cores presentes no novo cenário. Nos programas anteriores, o âncora apenas introduzia as
matérias e fazia alguns comentários. Agora, pode-se notar maior dinamicidade no telejornal
por conta da participação do telespectador. A interação já está presente em outros diversos
programas da emissora, portanto, percebe-se a importância dessa também no telejornal.

 
Serviço: Jornal da Educativa
Horário: segunda à sexta-feira, às 19h30
Canais: 58.1 da TV aberta, canal 8 da NET e canal 358 da Vivo TV

 
Por Mariana Santos
         No mês da mulher, Marvel traz personagem Empoderada
 
           O mais recente lançamento cinematográfico da sequência de super heróis da marvel traz o empoderamento feminino. O filme Capitã Marvel conta a história da super-heroina mais forte de toda franquia, vista como o último recurso para a salvação do universo mostrado nas cenas pós créditos de Vingadores: guerra infinita.
           Com uma narrativa composta de reviravoltas, o longa-metragem se desenvolve em torno de uma dúvida da personagem em relação a própria origem. O clímax surge quando ela finalmente descobre quem é e qual o verdadeiro nome: Carol Danvers. Tudo isso se dá graças a uma antiga amizade com Maria Rambeau, colega de quando eram da força aérea americana,  demonstrando que a força do amor a ajudou a se reconhecer.
           Após descobrir verdadeira origem, o empoderamento da personagem fica mais evidente quando sozinha ela evita um ataque à terra, destacando um tom de autossuficiência e poder. Apesar disso, o filme foca na personagem e não no enredo, deixando aspectos importantes que existiam nos quadrinhos de lado, o que pode desapontar os fãs da franquia.
           Para quem gosta de filmes de super heróis/heroínas a produção é uma oportunidade de ação e drama. Para quem está familiarizado com as histórias em quadrinhos o filme pode decepcionar, já que falta profundidade e detalhes da história.
           Pode ser casual, mas na sessão do dia 23 de março as 20h o áudio do filme estava baixo, fazendo com que o som da sala do lado ficasse em destaque. Além disso, a euforia com a capitã era tanta que alguns espectadores permaneceram conversando após o início do filme.

 
SERVIÇO:
Filme: Capitã Marvel
Local: cinemas lumiere shopping total
Valor: 10 reais meia entrada
Duração: 128 minutos
 
Por Ane Rafaely Rebelato

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Produzido pela turma A -Jornalismo UEPG
 

<!doctype html>

 

*|MC:SUBJECT|*

 

 

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

 


Ativismo político também se faz com cílios postiços e peruca

Renato Valenga

Sobrancelha desenhada, maquiagem extravagante,  peruca, cílios postiços e roupa feminina. As drag queens se expressam artisticamente desde o século 19. Desde então a transformação do movimento é significativa na manifestação política que representa.
Mesmo que a arte drag não seja uma manifestação exclusiva do público LGBTQ+, ela acabou tomando espaço na luta política do movimento. O grupo utiliza a ironia para crítica a fixação social dos papéis de gênero.  O resultado é a desmistificação das características consideradas próprias ao homem e à mulher.
As apresentações se destacam pela montação e pela criação das personagens. As drag queens dançam, tocam instrumentos musicais, cantam e fazem monólogos, sendo o humor a tônica.
Destaque também para o lip-sync. Conhecido pelo mundo afora, esse tipo show performático das queens traz dublagens de músicas da cultura pop.
No Brasil, diversas drag queens ficaram conhecidas por suas performances. Mas as mais conhecidas, no entanto, são as que cantam, como Gloria Groove, Pabllo Vittar, Lia Clark e Aretuza.
Já em Ponta Grossa, as queens também se apresentam em casas noturnas. Outro espaço de expressão da arte drag são eventos públicos, que celebram o respeito à diversidade. É o caso do Dia Internacional de Combate à Homofobia, em maio.
Vale destacar ainda a Primeira Parada Cultural LGBTQ+ dos Campos Gerais. Comemorado no último final de semana, o evento contou a apresentação de drag queens da cidade.

 

Obra "Vidas Trans" traz experiências de pessoas da comunidade LGBTQ+
 

Verônica Scheifer

O livro Vidas Trans, lançado pela Editora Astral Cultural, mostra depoimentos dos quatro autores da obra e relatam a vida de como ser trans e travesti na sociedade. Amara Moira, uma das autoras, teve um dos seus livros, “E seu fosse puta?” discutido em uma mesa redonda no III Colóquio sobre Currículo Educacional e Diversidades, que aconteceu no dia 3 de novembro na Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Vivências relacionadas a se sentir em outro corpo, preconceitos sociais e da família, momentos de transição, entre outros, são relatados de maneira intensa nas páginas do livro.
            Amara, que é bissexual, feminista e travesti inicia a obra e conta sua realidade de maneira profunda e como tem enfrentado a vida. Além disso, a autora possui um texto envolvente, já que traz momentos íntimos de sua existência, para que o leitor se sinta literalmente em seu lugar.
            As quase 50 páginas do livro trazem relatos variados de pessoas que vivem em situações diferentes, mas que se unem por causas iguais. O livro também busca introduzir leitores a essa realidade pois muitas vezes não sabem o que é estar nesse mundo de preconceitos e situações de ódio do dia a dia das pessoas trans.
Os escritores mostram em seus relatos como suas vidas são cercadas de lutas e militâncias para sobreviver em uma sociedade ainda muito preconceituosa. Os relatos parecem como um documentário que apresenta histórias reais aos espectadores.

 

 

No dia 20 de novembro foi realizada a exposição Nós a Nós, no Centro de Cultura da cidade de Ponta Grossa. 

Ana Flávia Aranna

Na Semana da Consciência Negra, a Fundação Municipal de Cultura, juntamente com os professores do departamento de artes da Universidade Estadual de Ponta Grossa, organizaram uma exposição exaltando a luta do povo negro.

A exposição contou com obras literárias, fotografias e ilustrações, que enaltecem personagens negros e especialmente a força das mulheres negras, que enfrentam dificuldades ainda maiores, pois além de sofrerem com o preconceito de gênero, sofrem também com o racismo.  Todas as artes expostas no evento foram produzidas especialmente para essa data.

É necessário destacar a importância desse tipo de exposição, pois traz à tona causas e lutas que devem ser ouvidas. A exposição Nós a Nós apresenta as mulheres negras à cidade, as mulheres que fizeram história e que precisam ser lembradas e ter suas histórias contadas. 

 
 


O  livro “E se eu fosse puta” é de autoria da travesti e escritora Amara Moira

Millena Lopata 

 

O livro “Se eu fosse puta”, de Amara Moira, professora, puta e também escritora, conta as experiências da travesti com a prostituição e também o seu processo de transição. Amara esteve em Ponta Grossa em outubro deste ano para participar do III Colóquio sobre Currículo Educacional e Diversidades e  fez o lançamento da segunda edição de seu livro.
A obra é composta por 44 textos, entre eles crônicas e poemas. No decorrer da leitura, é possível observar o esforço da autora em entender a vida e todo o processo de mudança pelo qual passou, além dos preconceitos sofridos por ser uma travesti.
  Os capítulos vão se alternando entre ser puta e o desejo de escrever de Amara. O livro possui um tom de conversa informal, o que torna a leitura mais agradável e fluida. Entretanto, a leitura não se resume em suas experiências, pois como Amara é militante do movimento LGBT e feminista, ou seja, por meio do livro, ela também relata como a sociedade reage diante desse assunto, as amizades desfeitas e as mulheres que escolhem a profissão de puta.
 “E Se eu fosse puta” Foi um dos lançamentos mais importantes de 2016. É um livro sobre porquês. É um livro sobre decisões, sobre começos e fins e que nos leva a refletir os tabus que ainda precisam ser quebrados. Amara, recentemente se tornou doutora pela UNICAMP e é uma das poucas trans que conquistou o diploma de doutora no Brasil. 

 
Edição produzida pela turma A
 
*|MC:SUBJECT|*

Crítica de Ponta

Produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você.

Ventania traz para Ponta Grossa o espírito do movimento hippie

 

Renato Valenga

 

O movimento hippie fez parte das manifestações de contracultura da década de 1960, nos Estados Unidos. Apesar da repressão militar no Brasil, os hippies brasileiros também questionaram os padrões do capitalismo pós-moderno. Com o lema “paz e amor”, os adeptos criticaram os padrões consumistas da sociedade.

Wilson da SIlva, mais conhecido como Ventania, também aderiu à cultura hippie. E, até hoje, compõe músicas que representam o estilo de vida aqui no Brasil. Inspirado na trajetória de Raul Seixas, Ventania mistura elementos do rock a outros ritmos alternativos.

Versos da música Cogumelo Azul trazem características do comportamento hippie: "Minha vida é estrada, eu não ligo pra nada. Só quero cantar, flutuar no universo, ver o mundo de perto, ver a terra girar". O movimento ficou conhecido pela vida nômade e em comunhão com a natureza.

Com o “Ventania só para loucos”, o músico vem a Ponta Grossa acompanhado da Banda Hippie. O repertório relembra clássicos da trajetória do artista como “Vampiro Doidão”, “Símbolo da Paz” e “Só para Loucos”.

Ponta Grossa realiza primeiro open de coxinha

Ana Flávia Aranna

 

A coxinha é uma criação brasileira. Acredita-se que tenha surgido em São Paulo, embora a origem do quitute seja incerta. A versão mais aceita é que a iguaria tenha sido criada, no século XIX, na fazenda Morro Azul.
No local, a princesa Isabel e o conde d'Eu, mantinham um filho com deficiência mental. Ele se recusava a comer qualquer alimento que não fosse as coxas de frango. Nessa época,  as galinhas da realeza tinham acabado. Para resolver o problema de alimentação da criança, a cozinheira da família real criou o quitute.

Ao longo dos anos, os sabores foram variando, com recheio de frango, frango com catupiry, queijo, de pernil e costela. Adaptada a moda dos alimentos funcionais, há, atualmente, a versão vegana e sem glúten.

 

Primeiro Recital de Piano e lançamento de CD no dia 14 de novembro no Centro de Música de Ponta Grossa

Ingrid Petroski

 

As músicas de José Itiberê de Lima interpretadas por Gisele Rizental estiveram no Recital de Piano e lançamento de CD no dia 14 de novembro, no Centro de Música de Ponta Grossa. A pianista possui graduação em Curso Superior de instrumento - Piano pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (1995). Itiberê é patrono da Sociedade dos Amigos da Música de Paranaguá, a primeira sociedade de música do Paraná. O CD é resultado da pesquisa de Rizental sobre a família Itiberê. A musicista faz um trabalho importante em valorizar a música clássica com o recorte paranaense.
O CD possui 11 faixas entre 3 a 6 minutos cada. Neste volume ela adapta as obras de José Itiberê. oito das 11 canções que compõem o Cd são valsas, estilo musical tocado em casamentos e festas e que representa uma característica de Itibere, que dedicava suas composições para pessoas próximas. Então o álbum, instrumental no qual o piano é protagonista, tem um ritmo mais lento e um teor melancólico que deixa os ouvintes sonhando com os grandes bailes dos séculos passados. São canções capazes de mexer com nossos sentimentos sem pronunciar uma ṕalavra. Capazes de deixar os ouvintes reflexivos.
O ritmo erudito ainda tem muitos desafios no cenário musical para manter-se vivo, que atrai, em sua maioria, a elite.

 

Confira o programa Crítica de Ponta na TV:

Na sexta-feira, dia 16, aconteceu o Desafio de Cheerleading nos Jogos Interatleticas de Ponta Grossa. 

Pedro Andrade

O Desafio, reuniu 10 times de líderes de Torcida da cidade, entre eles as Arlequinas de Jornalismo UEPG que fizeram sua primeira apresentação oficial e as tricampeãs Asas Negras, que representam as Engenharias da Universidade Tecnologica Federal do Paraná (UTFPR).
 
As Owlleaders e as Garras de Aço, que representam os acadêmicos de Pedagogia e dos cursos de Bacharelado da UTFPR, apenas se apresentaram e não participaram das avaliaçōes da comissao julgadora.
 
O cheerleading, que têm elementos da ginástica, de acrobacia e de dança foi reconhecido em 2016, pelo Comite Olimpico Internacional e deu um passo na direçao de entrar nos Jogos Olimpicos. Em 2020, nas Olimpiadas de Toquio esportes como surfe, skate e escalada terão suas primeiras apariçoes nos Jogos Olimpicos. O alcance, audiência e popularidade entre o público jovem são fatores que influenciam a virar modalidades olímpicas. O cheer, como é chamado, embora ainda não faça parte, tem tudo para conseguir ser disputado daqui uns anos.
 
Em Ponta Grossa, a Liga de Cheerleading existe desde 2014, quando eram apenas quatro times na cidade. A popularizaçao aconteceu rápido e cada vez mais a competição se acirra.
 
Nesse ano, as Sharkleaders, da ODONTO desbacaram as sempre favoritas Asas Negras e ficaram em primeiro lugar. A The Flames, lideres de torcida que representam os academicos de administração, comércio exterior e ciências contábeis ficaram com o terceiro lugar. A Arlequinas, do Jornalismo em oitavo.

 

Edição produzida pela turma A