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Foto: Kimberlly Safraide

A recente polêmica da banda gaúcha Apanhador Só reacendeu o debate sobre o machismo no rock. O grupo decidiu encerrar atividades após ser acusado de se apropriar indevidamente de um lema feminista em letra de música.
Em Ponta Grossa, o espaço feminino na música é pequeno, mas vem crescendo, principalmente no rock e no rap. A música é considerada como um elemento unificador de vozes e um produto histórico. Além disso, é um meio para atingir as pessoas, que pode ser em forma de protesto ou de visibilidade para minorias. Confiram mais detalhes na reportagem de Kimberly Safraide, Ellen Almeida e Yuri Silva:

Foto: William Clarindo

 

“Coltrane”, de Paolo Parisi, foi o livro escolhido para o primeiro encontro sobre histórias em quadrinhos promovido pelo Clube de Humor e Quadrinhos Barão de Itararé e pela Biblioteca Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A reunião foi no dia 24 de agosto, no Campus Central.

Foto: Erica Fernanda

No domingo, 27 de agosto, aconteceu a Primeira Marcha da Visibilidade Lésbica na Estação Saudade em Ponta Grossa. A manifestação teve oficina de cartazes, sorteios e apresentações culturais. A concentração e oficina de cartazes começaram na Praça dos Polacos, partindo então para a Estação Saudade, com apresentações de bandas e do público.

Foto: Alexandre Douvan

O apresentador de rádio e TV, Ricardo Boechat, realizou palestra no dia 18, em Castro, sobre o cenário político e econômico e os impactos no agronegócio. A visita aconteceu na Agroleite, feira de agronegócio realizada entre os dias 15 e 19 de agosto. Para Boechat, a reforma política é uma reforma dos políticos, já que não condiz com os interesses do contribuinte.

O profissional trabalha em dois jornais do Grupo Bandeirantes de Comunicação. O apresentador acredita que as reformas não possuem apelo popular. “Temer fica, mas as reformas não serão aprovadas em suas plenitude”, afirma Boechat.

 

Confira outros conteúdos sobre reformas políticas:

www.periodico.jor.br/index.php/cidade-e-cidadania/atores-sociais/623-e-preciso-reinventar-a-forma-de-organizacao-politica-afirma-mazer
http://www.periodico.jor.br/index.php/todas-as-noticias/115-cidade-e-cidadania/621-manifestantes-em-ponta-grossa-pedem-fora-temer-em-dia-de-votacao-de-denuncias
http://www.periodico.jor.br/index.php/cidade-e-cidadania/atores-sociais/547-manifestantes-pedem-fora-temer-e-diretas-ja-em-pg

Entre os três anos da edição regional, 2017 teve o maior número de pessoas atendidas.

Gincanas e brincadeiras realizadas em Santo Antônio da Platina. Foto: João Guilherme Castro.

A Operação Rondon 2017 percorreu, entre os dias 23 de julho e 5 de agosto, dez cidades do norte pioneiro paranaense. Jacarezinho, Siqueira Campos, Cambará, Wenceslau Braz, Santo Antônio da Platina, Barra do Jacaré, Joaquim Távora, Conselheiro Mairinck, Carlópolis e Ribeirão Claro receberam o projeto, que promoveu uma troca de experiências entre estudantes, professores e comunidade. Estudantes de Jornalismo participaram do registro e da cobertura das atividades, e tiveram a oportunidade de conhecer a realidade dos municípios do interior do estado.


A Operação é coordenada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Outras 11 instituições também auxiliam o projeto. Neste ano, o Portal Periódico acompanhou as atividades de perto: as repórteres Scarlet Rodrigues e Kethlyn Lemes participaram das duas semanas de operação.


Intercâmbio de experiências
Nesta terceira edição regional, a operação atendeu aproximadamente 37 mil pessoas em 1,2 mil oficinas. Wellington Inácio da Silva, morador de Barra do Jacaré, diz que as atividades desenvolvidas pelos voluntários contribuem para a população. “Trazem conhecimento e informações para todas as idades. A comunidade pode aprender mais em diversas áreas, seja na educação, saúde ou outras”, diz.


Assim como para a comunidade, o Rondon pode ser uma experiência para os universitários que participam da operação. O rondonista Pedro Colito, estudante de Engenharia Ambiental da UTFPR/Londrina, afirma que o Rondon regional o permitiu conhecer realidades que estão ao lado dos acadêmicos diariamente, mas não são percebidas. “Com o Rondon regional, conseguimos ver os problemas do nosso lado, no nosso Estado, e sabemos que não precisamos ir longe para ver a quantidade de desigualdade que ainda temos".


Segundo Ana Veber, professora e coordenadora da Operação, o maior desafio da edição foi atender as demandas dos dez municípios. Ela destaca que, nesse sentido, a conquista de novas instituições apoiadoras foi fundamental. “A ideia é que os novos parceiros voltem para suas Universidades e possam organizar por si mesmos novas operações em suas regiões", explica a professora.

 

Estudantes e rondonistas constroem horta em escola de Cambará. Foto: João Guilherme Castro.

Repórteres-Rondonistas
“Quando escolhi participar do projeto, não tinha a noção que seria também uma experiência profissional. Fiquei responsável pela divulgação das atividades das duas semanas em Barra do Jacaré, uma cidade pequena que tem cerca de 3 mil habitantes. É uma realidade diferente da correria que vivemos em Ponta Grossa. Na minha perspectiva, o Rondon vai até as cidades para auxiliar e melhorar aquilo que já existe, criando multiplicadores de ideias. O ganho que tive como estudante de Jornalismo foi a possibilidade de conhecer uma região que desconhecia, uma realidade diferente da minha, e ainda ter contato com diferentes pessoas e histórias” – Kethlyn Lemes, repórter do Periódico.


“Consegui colocar em prática tudo o que aprendi na Universidade, e um pouco mais. Conheci coisas com as quais não tinha contato diário. São outras realidades, outra cultura.” – João Guilherme de Castro, repórter fotográfico do Periódico.


“Dez cidades, 15 dias e realidades tão próximas e tão distantes ao mesmo tempo. Com a equipe de comunicação da operação Rondon, conheci 240 rondonistas e diversas situações que fogem aos olhos de quem está dentro da universidade. A prática do Jornalismo nesses municípios possibilitou conhecer as demandas da região do Norte Pioneiro e perceber que existem diversas necessidades em lugares tão próximos no nosso estado.” – Scarlet Rodrigues, repórter do Periódico.


“Uma das coisas que mais contribuiram [para a experiência] foi o fato de conhecer tantas cidades num curto período de tempo. Também, a diversidade de fontes, que ajudou a desenvolver nossa capacidade de conseguir informações. O Rondon serviu como uma grande janela para o mundo, para entender realidades que não estão tão distantes de nós fisicamente.” – Gabriel Neto, repórter do Periódico.

 
O que é o Rondon?
A Operação Rondon é um projeto do Governo Federal, em parceria com estados, municípios e instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação. Os principais objetivos do Rondon é promover o desenvolvimento sustentável da região atendida e a promoção e o fortalecimento da cidadania, tanto da comunidade que recebe o projeto como dos acadêmicos que participam voluntariamente.


Segundo o portal oficial, até 2016 o projeto registrou mais de 119 mil rondonistas, que atuaram em 844 municípios, com o apoio de 291 instituições. Em 2017, a primeira ação do Rondon, batizada de Operação Zero, completa 50 anos.