“O ponta-grossense se viu ali: essa é a minha identidade. Esse livro sou eu”, relata Bowles

EntrevistaHein 29 10 2019

LIvro que retrata a linguagem coloquial de Ponta Grossa foi publicado pela primeira vez em 2009 | Foto: Emanuelle Soares

 

No escritório de sua editora, o escritor Hein Leonard Bowles conversa tranquilamente sobre Jacu Rabudo, obra de sua autoria em que retrata a linguagem coloquial em Ponta Grossa. Prestes a completar 10 anos da publicação no final deste ano, Bowles relata com ânimo o processo de produção da edição até chegar à quarta edição em 2015. Cheio de histórias e com 72 anos, o escritor nasceu na Holanda, mas desde os 9 anos mora em Ponta Grossa. Bowles possui um casal de filhos, duas netas e, no início deste ano, perdeu a esposa. Formado em Letras pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), onde também atuou como professor até a aposentadoria. Atualmente, Bowles trabalha exclusivamente com sua própria editora, atividade que afirma desempenhar com muita satisfação. Em quase uma hora de entrevista com o escritor, nota-se a importância das quatro edições para a história da cidade, embora ele deixe bem claro que não fará um segundo volume.

 

“NI OLVIDO, NI PERDÓN” do fotojornalista Tui Guedes será destaque do espaço cultural Centro Europeu nas próximas duas semanas. A abertura da exposição ocorre na noite de hoje (13) às 19h e permanece no local até o próximo dia 27. As 30 fotos que serão exibidas fazem parte do acervo dos útimos três anos de produção fotográfica de Guedes.

 

 

Com o tema ‘Memórias das vítimas e dos desaparecidos durante a ditadura militar argentina’, a exposição conta ainda com a apresentação de vídeos sobre o trabalho do fotojornalista e sobre a ditadura na Argentina. O evento é organizado pelos estudantes extensionistas do projeto Lente Quente.

 

 

O estudante de jornalismo William Clarindo avalia o envolvimento do projeto com o trabalho de um fotógrafo profissional. “ É interessante o projeto de fotografia começar a trabalhar com imagens que são de outros profissionais e desenvolver um pensamento crítico acerca delas”, conta.

 

 

SERVIÇO:

Exposição: 'Ni Olvido, Ni Perdón!', do fotógrafo Tui Guedes

Abertura: 13/09, quinta-feira, 19h

Onde: Centro Europeu (Rua Marechal Deodoro da Fonseca, esquina com Augusto Ribas)

Preço: Gratuito

Realização: Lente Quente/DeJor e Centro Europeu

Apoio: Mano a Mano Produções / Espacio para la Memoria La Perla

Representantes de sindicatos de Ponta Grossa comentam a necessidade de discutir a revisão da Reforma Trabalhista de 2016. A sugestão é discutir a reforma a partir das propostas dos candidatos voltadas aos trabalhadores e à legislação trabalhista.

O professor Vitório Sorotiuk esteve ontem (04) na UEPG para a palestra “Estudante que se manifestar será preso – memórias da repressão estudantil paranaense na ditadura militar”, em que lembrou suas atividades como presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Paraná (DCE-UFPR). Atualmente, Sorotiuk é professor no curso de Direito na Universidade do Tuiuti do Paraná e na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

 

 

Sorotiuk foi condenado em São Paulo e no Paraná pela sua participação nos congressos clandestinos da União Nacional dos Estudantes. "Eu estava com um mandado de prisão preventiva durante a eleição [para o DCE-UFPR], minha campanha toda foi na clandestinidade", recorda. Para Sorotiuk, os movimentos de maio de 68 vão além da política. "É um movimento cultural e comportamental também", conclui, ao lembrar nomes do movimento hoje reconhecidos por seus trabalhos artísticos, como Cristóvão Tezza.

 

 

O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa História, Intelectuais e Educação, em parceria com a Agência de Jornalismo da UEPG e o Programa de Pós-Graduação em Educação. A palestra teve como objetivo debater a repressão sofrida pelos estudantes durante o regime militar, em especial em maio de 1968, devido às frequentes perseguições dos militares ao movimento estudantil.

 

 

Conforme a coordenadora do evento Julieta Weber, o objetivo é discutir a repressão estudantil no Paraná. “Hoje, tanto na mídia, quanto nas ruas, ouve-se muito falar de ‘volta à ditadura’, é exatamente por isso que devemos falar sobre a repressão”, completa Weber.

 

 

Ouça abaixo o aúdio completo da entrevista:

 

Na quinta-feira (14) os trabalhadores retomaram as atividades após greve mesmo sem acordo com a Prefeitura. Na quarta-feira, frente à baixa adesão, os servidores tentaram fazer um novo acordo com o governo. “A nova proposta pede reajuste salarial a partir de julho e o não desconto dos dias paralisados, além da criação de um limite aos cargos comissionados na Prefeitura”, explica Nathasja Rotter. A proposta foi recusada pelo Prefeito.

Os servidores municipais de Ponta Grossa tentam dialogar, sem sucesso, com a administração da Prefeitura para negociar a reposição salarial da data base do reajuste salarial, que venceu no mês de Maio. Com a demora na negociação, os servidores decidiram paralisar os trabalhos na segunda-feira, 11/06.

A proposta inicial foi apresentada em 12 de Abril, na assembleia da categoria. “A primeira proposta dos servidores foi a reposição da inflação de 2,64% e um pedido de aumento salarial de 2,36%”, conta Nathasja Rotter, assessora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa. Cerca de um mês depois, o Prefeito respondeu que só daria a reposição integral da inflação em setembro ou um aumento de 5% no auxílio alimentação sobre o piso salarial dos servidores. “Os trabalhadores não aceitaram a proposta, por considerar injusta”, lembra a assessora de imprensa. A segunda assembleia da categoria, na quarta-feira, 6/06, aprovou greve a partir do dia 11. Dos trabalhadores consultados, cerca de 70% votaram pela aprovação da greve.

“O ataque aos direitos dos trabalhadores acontece em todas as áreas e está se agravando cada vez mais”, avalia a jornalista Luciane Justus, assessora do Sindicato dos Docentes da UEPG, destacando a importância de apoiar o movimento.

Uma nova assembléia acontece na terça-feira, 19/06, às 17:30 horas, em frente ao prédio da Prefeitura de PG.