A segunda oficina de leitura comunitária aconteceu na última segunda feira (30) na Biblioteca Pública Municipal Professor Bruno Enei  e apresentou a elaboração no Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) e a revisão do Plano Diretor (PD) do município.  A discussão reuniu grupos em dinâmicas exibindo mapas que representavam questões importantes da cidade, como o Transporte, Meio ambiente/Saneamento e Infraestrutura. Cada grupo apresentou sugestões sobre as temáticas.  No dia  13 de agosto acontece a  terceira audiência pública  do Plano Diretor no Centro de Cultura às 18h30, localizado  na rua Doutor Colares, 436 no centro. A discussão na audiência pública levará em consideração às análises realizadas durante as oficinas.O Plano Diretor é uma lei elaborada pela Prefeitura Municipal com a participação da Câmara Municipal e da sociedade civil que organiza o crescimento, funcionamento e planejamento territorial da cidade para os próximos dez anos.

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A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa revisa, com dois anos de atraso, o Plano Diretor Municipal, com previsão de concluir o documento até o início de 2019. A atual versão do Plano é de 2006 e já considera o Estatuto da Cidade (de 2001), que apresenta as diretrizes à legislação do desenvolvimento urbano.

 

 

Com revisão prevista a cada 10 anos, o Plano visa conter a expansão demográfica, responsável pela dispersão demográfica em Ponta Grossa. Por análise do crescimento radial entre os eixos comerciais que cortam a cidade, por oficinas e audiências abertas ao público, o plano deve mobilizar a população e otimizar a distribuição de recursos, conforme as necessidades de cada zona da cidade, como escolas, postos de saúde, transporte público e praças, além de limitar a quantidade de andares em prédios situados de zona residencial.

 

 

Rodrimar Paes, formando em Geografia e membro da Frente de Movimentos Sociais de Ponta Grossa, afirma que uma das diretrizes do Plano é o direito à moradia e, por isso, deve-se questionar a existência de lotes vazios na cidade. “Os lotes vazios decorrem da especulação imobiliária”, avalia. Paes exemplifica a situação das consequencias do Plano Diretor. “O loteamento Lagoa Dourada, na região do Alagados, foi construído em uma região onde há um lençol freático a 30 centímetros do solo e, ao fazer o alicerce da casa, já se encontra um banhado. Por isso é importante o Plano Diretor”, explica Rodrimar Paes.

 

 

Rosiane Henneberg, que trabalha na livraria da UEPG, mora nas proximidades da Rua Afonso Celso, no bairro 31 de Março, e avalia as consequencias da ausência de um Plano Diretor. “Na formação rochosa de Ponta Grossa passa vertente de água e, atrás do meu prédio, onde tem muita água, construíram um prédio, trazendo problemas ao condomínio”, diz.

 

 

O calendário do Plano Diretor traz quatro oficinas e cinco audiências abertas ao público. A próxima oficina ocorre nesta segunda-feira, 30/07, às 18h30min, na Biblioteca Pública Municipal de Ponta Grossa. Na terça, 31/07, a oficina acontece na Escola Otacila Hasselman de Oliveira, em Uvaranas. Confira agenda de eventos da revisão do Plano Diretor em PG.

 

 

calendário

Fonte: Plano Diretor Municipal de Ponta Grossa

 

 

Para atender a alta demanda da produção agropecuária na região, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa oferece materiais e serviços para auxiliar produtores.

Matheus Rolim

Foto: Matheus Rolim

 

O município de Ponta Grossa terá R$ 7 milhões a menos para novos investimentos em 2018. A informação consta na proposta de Lei Orçamentária Anual, apresentada pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa em audiência pública, no dia 27 de setembro. Previsto em R$ 838 milhões, o orçamento é 8% maior que o recurso de 2017. Por outro lado, o valor destinado a investimentos é de menos R$ 7 milhões quando comparado ao ano anterior.

 

Foto: Kimberlly Safraide

Nesta edição você confere um especial sobre a Lei Orçamentária para 2018 e a repercussão do assunto na Câmara dos Vereadores. As áreas da saúde e educação serão as maiores beneficiadas no próximo ano, com relação aos recursos. A reportagem traz um parâmetro dos problemas das Unidades Básicas de Saúde (UBS), como a falta de estrutura e medicamentos, além de mostrar as condições atuais das escolas municipais. 

 

A 8° edição do telejornal também apresenta uma reportagem sobre a criação do Comitê Pró-Escarpa, a questão da segurança nos bairros de periferia e ainda as ações do Outubro Rosa. Confira: