Meio ambiente

Atos estão marcados em todos os cinco estados do Brasil para esta sexta-feira (20), sendo que a cidade de Ponta Grossa também tem programação prevista

As atividades do movimento Fridays for Future -  Greve pelo Clima têm início nesta sexta-feira (20) e seguem até a próxima terça-feira (24), em Ponta Grossa. O protesto, que teve início em 2018 na Suécia e se espalhou pelo mundo, busca conscientizar a população sobre a crise climática.

Em oito meses quase 300 novos agrotóxicos foram liberados pelo presidente da república, grande parte proibidos em diversos países

Desde o início do mandato, em janeiro de 2019, o presidente da República, Jair Bolsonaro, liberou de cerca de 290 agrotóxicos, com princípios ativos classificados como tóxicos e extremamente tóxicos pela ANVISA, a maioria deles proibidos na União Europeia. Alguns desses princípios ativos são vendidos e usados nas plantações de Ponta Grossa. Em Ponta Grossa, um debate foi realizado pela campanha, no dia 15 de agosto, com a presença de professores, especialistas e agricultores, que debateram sobre o uso e os perigos dos agrotóxicos.

Em 3 anos, Ponta Grossa comercializou cerca de 4.423,1 toneladas de agrotóxicos. Foto: Kauana Neitzel

O Brasil é o país que mais consome agrotóxico do mundo. O Paraná é o terceiro maior consumidor de agrotóxicos do Brasil. De acordo com dados, disponíveis na internet, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), presentes no Plano de Vigilância e Atenção à Saúde de Populações Expostas aos Agrotóxicos do Estado do Paraná, a quantidade de agrotóxico comercializado nos anos de 2014 a 2017 em Ponta Grossa é cerca de 4.423,1 toneladas. No estado, aproximadamente 382.750 toneladas.

Professor de agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Carlos Hugo Rocha, afirma que a maioria dos alimentos produzidos em larga escala pelas grandes empresas do agronegócio são contaminados. “No Brasil, desenvolvemos uma agricultura fundamentada no eixo de fertilizantes e no uso desenfreado de agrotóxicos”, explica. De acordo com o professor a cada três alimentos dois têm contaminação total ou possui resíduos de produtos químicos. “O sistema que temos favorece isso, portanto o alimento que chega na mesa do brasileiro está contaminado”.

“Até a água que chega nas cidades está contaminada com agrotóxicos encontrados nas lavouras”, afirma Rocha. Uma investigação realizada pelo veículo Repórter Brasil, junto com a Public Eye e Agência Pública, com dados do Ministério da Saúde, mostra que a cada grande parte dos municípios brasileiros possuem um “coquetel” de agrotóxicos na água. Em Ponta Grossa foram detectados 27 tipos de agrotóxicos na água, entre 2014 e 2017, 11 deles associados a doenças crônicas, como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos. 

Os riscos do uso dos defensivos não é somente no consumo, mas em todo o processo de manuseamento e aplicação. “Os agrotóxicos têm a função primária de controlar as populações de plantas, animais e micro-organismos que irão diminuir a produção agrícola, contudo, essa toxidade não é totalmente seletiva, o que pode causar a morte em seres humanos”, explica o Professor Doutor Marcos Pileggi, do Departamento de Biologia Estrutural, Molecular e Genética da UEPG. 

Pileggi ressalta outro risco, a contaminação à longo prazo do ecossistema. “Boa parte dos agrotóxicos não atingem seus alvos e podem contaminar rios, lagos e lençóis freáticos”, analisa. “Agrotóxicos têm a função primária de controlar as populações que irão diminuir a produção agrícola, porém a toxicidade não é seletiva, podendo prejudicar seres humanos”.

Segundo o dossiê feito pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), disponível na internet, em 2015, existem confirmações que certas doenças são causadas pelos agrotóxicos, como por exemplo endometriose, má formação fetal, doença de Parkinson, distúrbios hormonais diversos (nas glândulas hipófise, tireoide, suprarrenais, mamas, ovários e testículos), entre outros. 

As campanhas voltadas contra o uso do agrotóxico apoiam e defendem a agroecologia, como um dos caminhos para o fim do uso dos agrotóxicos. Para Pileggi o agronegócio está totalmente dependente dos agrotóxicos mas é preciso buscar outros caminhos. “A busca de alternativas para diminuir os efeitos tóxicos destes produtos é uma tarefa essencial para a preservação da saúde de plantas e animais, incluindo os humanos”, afirma.

Visando combater o uso dos agrotóxicos organizações estão promovendo campanhas em nível nacional para conscientizar a população. A campanha Viva Sem Veneno, é um exemplo. Criada em novembro de 2017 promove conversas em todo o país sobre os perigos do uso dos defensivos agrícolas. Segundo a campanha, cada pessoa consome cerca de 7,3 litros de agrotóxico todo ano. 

Ficha Técnica:

Reportagem:
 Emanuelle Salatini
Supervisão: Angela Aguiar, Fernanda Cavassana, Rafael Kondlastsch, Ben-Hur Demeneck
Foto: Kauana Neitzel
Edição: Alunos do 2° ano de Jornalismo, Raylane Martins e Gabriella de Barros

Ausência do uso de equipamentos de segurança figura entre os problemas

Perigos e riscos de acidentes ocorrem por falta de treinamento e orientação | Foto: Cássio Murilo

Armazéns de grãos têm ganhado destaque entre os acidentes envolvendo o meio rural. Apesar de pouco divulgado, os números indicam a falta de atenção com relação à segurança dos trabalhadores. O Ministério da Previdência Social considera que o número de acidentes em armazéns de grãos como os silos não expressam a realidade. Isso devido ao fato de que muitos trabalhadores não fazem o registro. Além disso, o Ministério não possui dados específicos sobre acidentes em silos, os fatos são registrados na descrição “armazéns gerais”, que contemplam os silos.

A UTFPR e a UEPG promovem, nesta quinta-feira (13) e na próxima quarta-feira (19), o seminário "Conhecendo o Parque Nacional dos Campos Gerais". O evento debate as oportunidades geradas com a criação do Parque Nacional dos Campos Gerais. Com área de aproximadamente 21 mil hectares, o Parque abrange as de Carambeí, Castro e Ponta Grossa.
Evento debate oportunidades para o setor de turismo no Parque Nacional dos Campos Gerais
Ouça a reportagem de Ana Moraes
Ouça a reportagem da Maria Eduarda Eurich
buraco_02.jpg
buraco_16.jpg
buraco_10.jpg
buraco_06.jpg
buraco_08.jpg
buraco_11.jpg
buraco_19.jpg
buraco_04.jpg
parque_05.jpg
dicotomia_04.jpg
dicotomia_06.jpg
parque_04.jpg
dicotomia_05.jpg
umbrofilas_04.jpg
endemica_01.jpg
endemica_02.jpg
parque_11.jpg
Previous Next
Ficha Técnica
Reportagem:  Ana Moraes e Maria Eduarda Eurich
Fotos: Éder Carlos, Rafael Bahls, Rhamonn Cottar e Vitória Rosa
Edição: Luiz Zak
Supervisão: Professores Angela Aguiar, Fernanda Cavassana e Rafael Schoenherr
Técnico de edição: Reinaldo dos Santos
Monitores: Luiz Zak e Alexsander Marques

 

Com o tempo limite para o fechamento do aterro Botuquara se encerrando, a Prefeitura de Ponta Grossa discute a implementação de um novo empreendimento junto à empresa Zero Resíduos, em Teixeira Soares. Contudo, a população está descontente, principalmente pelo fato da origem do lixo ser de outra cidade. Liberada pelo prefeito da antiga administração de Teixeira Soares, Ivanor Luiz Muller (PSD), em 2013, é a atual administração que assume a responsabilidade. O aterro será construído em área vizinha à Colônia Guaraúna, nome do rio que passa pelo local, que fica na zona rural da cidade.

Trajeto de Ponta Grossa a Guaraúna, local da construção do aterro | Foto: Lorena Panassolo

 


O aterro Botuquara, em Ponta Grossa, era um antigo lixão e, hoje, é um exemplo de aterro “controlado”. “Hoje há captação de chorume e cobertura com solo. As novas células têm impermeabilização do substrato, que não havia no lixão original”, explica o geólogo e professor do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Mário Sérgio de Melo. No entanto, para o professor o Botuquara nunca será um aterro, pois “a escolha da área não seguiu os critérios necessários”, adverte.

 


Para a instalação de um aterro, existem normas a serem cumpridas. Segundo informações do site do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o aterro deve: “a) estar localizado fora da área de influência direta do manancial de abastecimento público; b) manter a área de disposição final a uma distância mínima de 200 m de rios, nascentes e demais corpos hídricos; em situações na qual forem previstas distâncias maiores, de acordo com o Código Florestal ou demais legislações aplicáveis no que diz respeito às áreas de preservação permanente - APP, estas deverão ser atendidas”.

 


No caso do aterro de Guaraúna, a população reclama pela proximidade com o rio e com muitas casas. “O local onde querem construir é ao lado do Rio Guaraúna, o qual deságua no Tibagi [cuja água que é abastece alguns municípios]”, destaca a moradora Alessandra Wosniask.

 


Além de enchentes, outro problema é em relação à fauna. “O local é cheio de vertentes, tem animais que vivem ali - capivara, lobo guará e até mesmo onça - e que certamente seriam afetados com a construção desse aterro”, alerta

 

 

Mesmo com reclamações dos moradores, não se sabe, ao certo, qual o local exato da construção do aterro, já que a área cedida à empresa é muito grande. O empreendimento é uma iniciativa particular, sem vínculo com a Prefeitura de Ponta Grossa.

 


Os efeitos do aterro Guaraúna sobre os poços artesianos, muito utilizados nas residências e em instituições, também geram preocupação nos moradores. Há o risco de contaminação das águas subterrâneas acontecer, principalmente, pela construção inadequada dos aterros, como ressalta Melo.

 


Embora ressalte que não conhecer a área destinada e o projeto específico do aterro, Melo adverte, em relação ao manancial da região, que “leis e normas técnicas definem a distância mínima em relação aos corpos d’água”. O professor ainda salienta que: “Como geólogo que sou, minha preocupação principal é com as águas subterrâneas e não as superficiais. Se contaminado o aquífero subterrâneo, ele não tem recuperação viável”.

 

 

LIXÃO X ATERRO
A diferença entre aterro e lixão passa pela compreensão das diferenças entre os tipos de rejeitos, como observa o geólogo Henrique Pontes, ressaltando que o lixo é aquilo que é descartado e não terá condições de reaproveitamento. “Boa parte dos resíduos sólidos é reciclável e boa parte é orgânica. Apenas uma porcentagem pequena pode ser considerado lixo [descartável 100%]”, esclare.
 O geólogo defende ser necessário “mudar o conceito do que é lixo”, uma vez que o que mais é gerado são os resíduos sólidos. “O descarte ideal é um aterro bem feito e seguindo as regras da legislação ambiental”, opina o geólogo Henrique Pontes.

 

Infográfico: Lorena Panassolo Fonte: Zero Resíduos

 

Com descarte a céu aberto, os lixões são os maiores poluidores do planeta. Essa áreas provocam a contaminação do ar, do solo e das águas, com substâncias tóxicas e cancerígenas. O prejuízo seria de R$ 3,6 bilhões, dinheiro usado para tratar de problemas ambientais, ainda segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

 


Contudo, 60% das cidades brasileiras ainda utilizam o lixão, totalizando aproximadamente 3 mil municípios. É o que apontam dados de 2015 da  Abrelpe. Já o gasto com a construção de aterros, que são projetos mais viáveis economicamente, gira em torno de R$ 1,2 milhões.

 


Atualmente, o mais viável é a instalação de aterros que, caso sejam bem feitos, podem ocorrer até mesmo dentro da cidade, sem que a população perceba. Economicamente falando o aterro é a melhor alternativa, gerando empregos e renda, como aponta a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Conselho de Municipal Meio Ambiente de Ponta Grossa, Caroline Schoenberger Ávila. Ela também afirma a viabilidade, na conjuntura atual, do aterro e do tratamento de resíduos. Como projeto futuro, Schoenberger sustenta a possibilidade de uma usina, “desde que ela seja economicamente viável, já que ambientalmente ela”. Para ela, é importante considerar o aspecto econômico, uma vez que é preciso “pensar na questão de sustentabilidade".

 


Existem também dois tipos de aterro: o controlado e o sanitário. O primeiro é uma espécie de lixão um pouco melhorado, onde existe uma cobertura do lixo com solo para evitar vetores. Neste caso, o confinamento ainda preserva o local de problemas de saúde pública e evita o fluxo de catadores de lixos.

 


Já o segundo item segue as leis e normas ambientais. É necessária, nesse caso, observar critérios rígidos, como o principal deles, que é a escolha do local. “Aterro controlado nãopossui todas as células impermeabilizadas, devidamente preparadas onde é lançado o lixo. Já o aterro sanitário o lixo vem até o local, descartado e é aterrado e compactado”, completa Schoenberger.

 


O geólogo Mário Melo questiona o processo de concessão de licenças pelo IAP, que deve cumprir  que prevê a legislação ambiental. Para o professor, o Instituto “não tem atendido essa premissa”. O resultado, alerta, seriam os inúmeros processos envolvendo dirigentes em crimes de “improbidade, corrupção, venda de licenças, o que deu razão ao conceito pejorativo de “moeda verde”, critica.

 


O termo, explica o geólogo, se refere à “venda de licenças para angariar verbas de campanha para políticos supostamente ambientalistas que são na verdade criminosos ambientais”.
Embora não haja a comprovação de irregularidades no projeto de construção do aterro de Guaraúna, a equipe de reportagem do Portal Periódico entrou em contato com a unidade local do IAP, mas somente a sede de Curitiba está autorizada a falar com a imprensa. O contato foi também realizado com a unidade da capital, mas até o fechamento desta reportagem, não houve resposta.

 


Foi realizado ainda o contato com a empresa Zero Resíduos, responsável pelo aterro em Teixeira Soares, mas não obtivemos respostas.
Vale lembrar que no primeiro semestre deste ano, o Superior Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional o item do Código Florestal que define “utilidade pública” e “interesse social” a gestão de resíduos sólidos. Isso impediria a construção de aterros sanitários em áreas de preservação permanente e em

 


Em entrevista ao jornal Diário dos Campos (https://www.diariodoscampos.com.br/noticia/moradores-da-colonia-guarauna-sao-contra-implantacao-de-aterro), o IAP alegou que a decisão do Supremo não afetaria a construção do aterro, já que a obra não se daria em área definida como APP. O Instituto também afirmou que o perfil de decisões para concessão de licenças já era de negá-las para APPs e para áreas de especial atenção, úmidas ou alagadas.

A Prefeitura tem o prazo de até dezembro de 2018 para que as atividades do Botuquara sejam encerradas e que seja implantado um novo modelo de descarte de resíduos conforme acordado com o Ministério Público. O aterro contratado deve ter condições de recebimento dos resíduos a partir de 1º de janeiro de 2019 e capacidade de abrigar, no mínimo, 90 mil toneladas ao ano. A contratação dos serviços será pelo prazo de 60 meses, ou seja, cinco anos.

O processo de licitação será realizado com base nas definições de audiência de conciliação realizada em novembro do ano passado, entre o município de Ponta Grossa, o Ministério Público Estadual (MPE) e o Poder Judiciário, através da 1ª Vara da Fazenda Pública.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a prefeitura está finalizando o processo para publicação de novo edital de licitação para contratação de aterro privado. O local será o destino final dos resíduos sólidos do município.

Segundo o professor do Departamento de Geografia da UEPG, Isonel Sandino Meneguzzo, o aterro do Botuquara, está localizado em área ambientalmente frágil. O pacote de rochas, no qual está alocado o aterro, é o Arenito Furnas, que se comporta como um aquífero já que ele é composto por boa quantidade de água e com ótima qualidade, explica o professor.

Um grande problema do aterro é que ele foi construído na década de 1970, época em que praticamente não havia instrumentos legais que visassem racionalizar o uso dos recursos naturais. “Portanto, temos uma grande encrenca, pois são mais de 45 anos de disposição inadequada de resíduos, inclusive hospitalares já que, no passado, era lá que eles também eram depositados”, alerta.

Outro sério problema é o lago de decantação de chorume, construído sobre o solo cuja formação sobre a qual está depositado é o Arenito Furnas. De acordo com o professor, não há nenhum tipo de impermeabilização.

Segundo a presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Caroline Schoenberger, a área onde o aterro do botuquara está localizado pertence ao Governo Federal. Como não é área de propriedade da prefeitura, explica Caroline, o município não consegue fazer o devido licenciamento ambiental da área para o aterro funcionar de maneira legal.

AterroBotuquara112 08 15

Para especialista, aterro Botuquara está vonsteuico em área ambientalmente frágil / Arquivo Portal CominitaCom

De acordo com a Lei Federal nº 12.305, de 02 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, para ter um aterro, é necessário ter o licenciamento ambiental feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que é o órgão estadual licenciador.

"A prefeitura tem operado com o aterro do Botuquara somente através de Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público (MP) porque não consegue o licenciamento. O que eles fazem é que, quando vence o prazo, há uma renovação, com algumas condicionantes”, afirma Schoenberger.

De acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura (http://www.pontagrossa.pr.gov.br/node/41218), serviço de coleta hoje é composto por uma frota de 22 veículos, sendo 20 caminhões compactadores, um caminhão poliguindaste e um veículo para coleta de resíduos de serviço de saúde. Desde o início de outubro, a cidade conta com uma frota inteiramente nova para prestação do serviço, manutenção que ocorre a cada cinco anos, conforme contrato entre a Prefeitura e a empresa concessionária responsável pela coleta de resíduos. O serviço de coleta de resíduos já atende hoje 100% do Município, destinando os resíduos não recicláveis para o Aterro Botuquara.

O serviço de coleta seletiva porta a porta também foi ampliado e hoje já chega a 80% da população. Entretanto, toda a cidade está contemplada com a coleta seletiva através dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), instalados em escolas municipais e Cmeis, supermercados e mercados em todos os bairros, além de pontos estratégicos no Centro da cidade. Todo o material reciclável é destinado às quatro associações de recicladores do Município, com a coleta de aproximadamente 750 toneladas por mês. As rotas e horários da coleta seletiva, bem como os locais dos PEVs, podem ser consultados pela população no site da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (http://smma.pontagrossa.pr.gov.br/).

O serviço coleta cerca de 290 toneladas de resíduo sólido por dia. Na coleta seletiva os materiais são divididos entre as quatro associações de recicladores, gerando renda para cerca de 100 famílias. Caroline destaca que, atualmente, a prefeitura está “fazendo um trabalho muito grande para o encerramento do aterro e para que o município consiga uma nova destinação ambientalmente adequada, que seja destinada para aterros sanitários”.

A presidente do Conselho afirma que, para isso, tem sido feito o esforço de obtenção de “um local onde o resíduo possa ser colocado dentro de células com mantas de impermeabilização, compactado aterrado e o chorume seja devidamente tratado”.