O Diretório Central dos Estudantes (DCE) é contrário à medida que deve ser implementada até o final de 2018

 

A partir de 2017 os alunos organizaram várias mobilizações para reivindicar melhorias na segurança da universidade. Foto: Danilo Schleder

Um módulo policial será instalado, até o final deste ano, no Campus Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A medida é da governadora do Estado do Paraná, Cida Borghetti (PP) que, no dia 3 de outubro, anunciou a intenção de implantar um posto da Polícia Militar (PM) à unidade da Instituição.

 

 

O posto teria função similar ao existente no Parque Ambiental, na região central da cidade. Dessa forma, assim como já acontece em áreas urbanas do município, ele teria o papel de policiar por meio de rádio-patrulha com viaturas, motocicletas e a pé. Ainda teria a possibilidade de atender as demandas emergenciais recebidas pelo telefone 190.

 

 

O vereador Geraldo Stocco (Rede), junto com o deputado federal Aliel Machado (PSB) e outros vereadores, solicitou a implementação do módulo da PM no Campus Uvaranas ao Governo do Estado. Segundo o vereador, a promessa da governadora Cida Borghetti (PP) é de que até o final deste ano o módulo esteja instalado na Universidade.

 

 

A construção da estrutura do posto militar seria custeada pela UEPG, segundo o Conselho Municipal de Segurança Pública, e haveria o deslocamento de profissionais do posto do Centro para o novo, em Uvaranas. O atendimento não seria restrito à Universidade, mas seria ampliado para cobrir a região.

 

 

“Mensalmente, a gente vê notícia de menina quase sendo abusada no Campus, roubos e furtos. A PM vai estar lá para proteger os estudantes e para coibir pessoas que andam lá para fazer o mal”, defende o vereador. Segundo a assessoria da UEPG, neste ano, houve cinco roubos, sete furtos de bens de terceiros, 18 furtos de bens materiais e três tentativas de furto na Universidade.

 

 

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEPG, atualmente gestado pela chapa “Língua Solta”, postou, na página do Facebook, uma nota contrária à implementação do posto da Polícia Militar no Campus. Após alguns dias, devido a conflitos entre os alunos da Universidade sobre o posicionamento do DCE e a forma como ele foi publicizado, a postagem foi excluída.

 

 

“A instalação do módulo da PM no Campus Uvaranas, enquanto medida de segurança, não foi discutida com o DCE”, afirma uma das coordenadoras gerais da atual gestão do Diretório, Clara do Prado, que não deixa de considerar que já há um diálogo estabelecido entre a representação estudantil e a Reitoria em outros aspectos.

 

                

 

O DCE “defende o amplo debate e implementação da Rota Segura, a promoção de espaços culturais, esportivos e educacionais no Campus Uvaranas e a desburocratização do uso dos espaços da Universidade” como alternativa para garantir a segurança no Campus.

 

 

O Rota Segura é o projeto que determina trajetos mais seguros e sinalizados para os alunos da universidade, considerando os lugares mais usados e onde acontecem mais assaltos.

 

 

“Nós [DCE] também entendemos que a instalação do módulo da PM diz respeito a negociações em espaços fora da Universidade, principalmente políticos. Por isso, a participação do Movimento Estudantil, sindicatos e comunidade externa é essencial para a construção da pauta”, pondera a estudante Clara.

 

 

A membra do DCE também explica o que foi considerado para a elaboração da nota. “Foi considerado o acúmulo desses debates [sobre segurança] e a conjuntura política em que nos vimos nesse período eleitoral”, esclarece.

 

 

A nota emitida pelo DCE pontua a questão “das identidades marginalizadas e que carregam estigma no contexto da militarização”, explica Prado. “Tememos que colegas e a comunidade externa de negros(as) sejam perseguidos, que mulheres sejam assediadas na abordagem, que convenções estudantis e diálogos sejam limitados ou vigiados”. O texto divulgado crítica, dessa forma, a abordagem policial.

 

 

O vereador Geraldo Stocco (Rede) não acredita que a PM agiria dessa forma. “A polícia não vai poder reprimir os estudantes por fazer manifestações, por expressarem os seus pensamentos, mas se algum estudante furtar alguma coisa e a polícia ver, obviamente esse estudante vai ser reprimido como qualquer outra pessoa”, argumenta.

 

 

Em nota, o DCE afirma que a publicação sobre a polícia no Campus “interferir no direito democrático” e “na liberdade dos corpos” provém de “pesquisas, depoimentos e das próprias vivências”. Contudo, o Diretório não generaliza a conduta abusiva à atuação de todos policiais.

 

 

“Àqueles(as) que dedicam suas vidas para o melhor da segurança pública da sociedade e têm abordagens responsáveis, nós reconhecemos e admiramos a dedicação”, destaca o texto publicado. “Aos que se constroem em relações de poder hierárquicas e utilizam o aparato institucional para menosprezar identidades, continuamos firmes para dialogar e discutir qualquer eventual postura violenta”, contrapõe.

 

 

A PM e as universidades paranaenses

 

No Paraná existem algumas universidades com policiamento, como é o caso da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), de Guarapuava. Com autorização da Reitoria, há um serviço de segurança armada terceirizada e patrulhamento da PM dentro do Campus Cedeteg (Centro Educacional de Desenvolvimento Tecnológico de Guarapuava). Além disso, também há um posto da PM (Força Verde) no local.

 

 

“Já fizemos alguns debates sobre isso”, comenta o presidente do DCE da Unicentro, Luiz Felipe de Lima. “Nós percebemos que há uma maior resistência desses estudantes em discutir o assunto. É uma característica bem política mesmo”, identifica o acadêmico ao considerar os cursos instalados no local que são de saúde, agrárias e ambientais, exatas e tecnologia, áreas que não têm debates frequentes sobre a questão.

 

 

“O Campus Santa Cruz, onde estão os cursos de humanas e sociais aplicadas, é quase totalmente contrário à presença da polícia dentro do Campus”, compara o estudante ao considerar que esses cursos têm o perfil de discutir mais essas questões.

 

 

“É um tema que tem gerado bastante discussão por aqui, principalmente a partir dos boatos que chegaram sobre a instalação de módulo policial dentro da UEPG. Rolou até uma nota de repúdio do curso de Agronomia daqui contra o posicionamento do DCE da UEPG”, conta o membro do Diretório de Guarapuava.

 

 

As discussões sobre segurança pública e desmilitarização estão presentes no movimento estudantil. Segundo uma das coordenadoras gerais do DCE da UEPG, Clara do Prado, a retomada, no Paraná, sobre o assunto aconteceu em 2015 com o “Massacre do 29 de abril”. Na ocasião, servidores públicos sofreram com ações violentas da Polícia Militar, que respondia em nome do Governo do Paraná, enquanto protestaram, em frente ao Centro Cívico em Curitiba, contra o Projeto de Lei que alterava a Previdência Social dos profissionais da educação.

 

 

Em 2016, após a ocupação da Reitoria da UEPG, a pauta de segurança novamente fez parte das discussões do movimento estudantil. A realização do Fórum UEPG+segura, em 2017, foi uma das consequências da reivindicação estudantil.

 

 

O evento reuniu acadêmicos, professores e técnicos, bem como representantes dos órgãos de segurança e do poder legislativo do município para discutir soluções e propostas para promover a segurança na universidade, principalmente no Campus Uvaranas.

 

 

No evento, a acadêmica de Ciências Biológicas, Iniwara Pereira, apresentou o projeto de criação de uma “Rota Segura” na Universidade, considerando os pontos mais percorridos pelos frequentadores do Campus e os lugares onde ocorrem mais assaltos. Houve a apresentação de duas opções de trajeto e, em ambas, há a sugestão de mais guaritas instaladas no campus, maior quantidade de vigilantes e manutenção e sinalização do trajeto.

 

A partir de 2017, quando o estudante Eric Navaro foi baleado no campus Uvaranas enquanto esperava o ônibus, várias mobilizações estudantis foram realizadas para reivindicar a segurança nas instalações da universidade.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento com normas para as instituições públicas e privadas de ensino elaborarem currículos escolares e propostas pedagógicas para o ensino infantil e ensino fundamental. A proposta foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação em dezembro de 2017, mas ainda não foi homologado para o ensino médio. A palestra abre o evento promovido pelo curso e será realizada no Auditório do Observatório Astronômico do campus de Uvaranas da UEPG.

 

 

Além de palestras, a IV Semana da Educação Física objetiva de criar integração entre os acadêmicos e profissionais da área, trocando experiências e conhecimentos. Os estudantes que participam do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) apontam fragilidades na formação e as dificuldades demonstradas são preenchidas durante a semana do evento. Oficinas com jogadas e movimentos de futsal, acrobacias, basquetebol 3x3, yoga, apresentação de banners e defesas do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) são outras atrações da Semana.

 

 

O coordenador da Semana, Gonçalo Cassins, trabalha desde 2001 como professor de Educação Física da UEPG e avalia as últimas edições do evento. “A avaliação é positiva, mesmo com as dificuldades pela falta de verba, mas fazemos trocas de gentilezas e convidamos alguns colegas da área que acabam vindo gratuitamente”, explica. Segundo o professor, uma das alternativas era cobrar os estudantes pelo evento e trazer profissionais de ponta, mas a ideia foi descartada. “Acreditamos que é possível fazer coisas boas sem sobretaxar os alunos”, finaliza.

 

 

Aline Melnynk é graduada em licenciatura e bacharel em Educação Física UEPG e destaca a importância da Semana aos acadêmicos. “As palestras e oficinas no evento contribuem para o aprofundamento em temas que não são tratados durante o curso, visando áreas diversificadas que são fundamentais para o mercado de trabalho”, afirma. Acadêmica do terceiro ano de licenciatura, Lorena Krevey participou de todas as edições do evento e destaca a importância da Semana. “Não vejo como não ser válido ao aluno, pois todo conhecimento é bem-vindo e as oficinas dão a oportunidade de crescer profissionalmente”, explica.

 

 

Um pré-evento acontece no sábado (1/12), um workshop de luta com a líder do ranking Peso Palha do Ultimate Fighting Championship (UFC), a paranaense Jéssica Bate-Estaca. O workshop tem o custo de 50 reais para ouvintes e 100 reais para participar na prática. A Semana da Educação Física acontece entre os dias 3 e 7 de dezembro e é aberta para acadêmicos da UEPG e outras instituições. As inscrições estão disponíveis na página do evento.

 

 

A diretoria recém eleita do Centro Acadêmico João do Rio (CAJOR) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) realiza a segunda edição do Concurso Sangue no Zóio. As categorias do concurso são melhor reportagem escrita, melhor produto em áudio, melhor produto em audiovisual, melhor foto jornalística e melhor produto especializado, na qual os três primeiros colocados em cada categoria serão premiados.

 

Todos os alunos do curso de Jornalismo da UEPG podem participar e inscrever no máximo três produções por categoria. As inscrições vão do dia 23 à 30 de Novembro, e podem ser realizadas através do formulário online, após o pagamento no valor de R$1,00 por produção inscrita para qualquer membro do CAJOR.

 

Amanda Gongra, coordenadora geral da gestão ‘HERZOG’, diz que o principal objetivo do concurso é incentivar os alunos. “A gestão valoriza o prêmio porque, como alunos de Jornalismo, sabemos o quanto ralamos para fazer as coisas, e a intenção é incentivar a galera a continuar fazendo, e bem feito”, relata. “É uma forma da gente dizer: sei que tá cansativo, mas a gente reconhece o esforço dos alunos e queremos recompensar isso”, completa.

 

Acadêmico do curso de Jornalismo da UEPG, Cássio Murilo, considera importante que as produções dos alunos sejam reconhecidas. “A importância do concurso é estimular e motivar a galera a produzir, e é uma forma de mostrar as produções dos alunos”, conta.

 

David Candido, aluno do primeiro ano, diz que se inscreveu na categoria de melhor foto jornalística depois de um ano de muita experiência através das aulas de foto e do grupo de extensão, Lente Quente. “Poder participar do Sangue no Zóio é uma forma de integração entre todos os acadêmicos do curso e uma forma de valorizar o trabalho interno”, explica.

 

A cerimônia de premiação acontece na última sexta-feira do ano letivo da UEPG em 2018, dia 7 de Dezembro, no Laboratório de Telejornalismo (Campus Central) às 14h, e durante a cerimônia também acontece uma comemoração pelo fim das aulas. O evento é aberto aos estudantes e professores que queiram prestigiar a premiação.

Ex-alunos, professores e atuais estudantes do curso de Administração da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participam do primeiro Fórum de Mobilidade Acadêmica, na sexta-feira, 30/11, às 18h30 na sala 17 do Bloco A do Campus Central. O evento é realizado pelo Programa de Internacionalização e Empreendedorismo (PRINTe) com duração de três horas.

 

Para a professora do curso de administração da UEPG, Carolina Scalise Taques Fonseca Schlumberger, a estimativa é que o fórum conte com cerca de 70 ouvintes e 8 palestrantes. Dentre eles um professor brasileiro que representa a Pace University de Nova Iorque, a diretora do escritório de relações internacionais e cinco ex-alunos do curso. A coordenadora diz que o projeto teve custo zero e precisou de dinheiro apenas para pagar o café.

 

Professora de Administração, Carolina Schlumberger é uma das organizadoras e explica a iniciativa: “o evento busca discutir as experiências de mobilidade acadêmica (intercâmbios) realizadas no Curso, o que já foi feito e o que se pretende fazer”.

 

Uma das preocupações da coordenadora é elaborar um plano para intercâmbios, com escala de saída para estudantes fazer as viagens, manter alunos no exterior, envolver outros departamentos no projeto e discutir o assunto na UEPG.

 

O professor do curso de Administração e coordenador do fórum, Eugênio da Silva Neto, diz o que espera do projeto. “Vai mostrar a importância da mobilidade acadêmica e docente, e desenvolver o processo de internacionalização da universidade”, informa. A estudante do primeiro ano de Administração, Mariele Negro, destaca a experiência na gestão do projeto. “É gratificante e enriquecedor, pois aprendi coisas que provavelmente levaria mais tempo para entrar em contato”, avalia.

Cerca de 800 acadêmicos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participam do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) no fim de semana. Em 2018, a prova avalia a qualidade do ensino dos cursos na área de Ciências Sociais Aplicadas. A acadêmica de Jornalismo Ana Luisa Vaghetti, está se preparando para realizar a prova. “As perguntas são mais analíticas, o aluno precisa se preocupar em refletir e não em decorar conceitos”, conta.

O ENADE é obrigatório para os acadêmicos dos últimos anos de cada curso. “Quem não realiza o exame, não pode se formar”, ressalta a coordenadora do curso de Jornalismo da UEPG, Hebe Gonçalves. Na tarde de domingo, 24 formandos em Jornalismo pela UEPG fazem a prova. No último ENADE, em 2015, o curso de Jornalismo obteve nota 4, mas possui uma média histórica de 5, segundo a coordenadora do curso. Os acadêmicos da universidade que participam do exame, neste ano, são os de Administração, Comércio Exterior, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Jornalismo, Serviço Social, Turismo, Direito e o curso EAD de Administração pública.

O exame é formado por 40 questões, sendo seis descritivas e, o restante, objetivas, além de 30 questões relacionadas a matriz curricular geral das Ciências Sociais e 10 focadas no conteúdo especifico de cada graduação. Além das questões, os participantes também respondem um questionário referente a infraestrutura do curso. “Após passar por toda a experiência da graduação, o estudante possui o conhecimento e um olhar critico sobre o curso”, explica Ana.

Os estudantes ingressantes nos cursos que realizam o ENADE neste ano são os próximos que participam do exame, quando estiverem no último ano, em 2021. O acadêmico Marcus Benedetti é um deles. “É importante focar na prova porque o resultado beneficia, ou não, o curso e a universidade”, avalia. Os portões para a realização da prova fecham às 13h de domingo (25/11) e exame acontece entre as 13h30min e 17h30min.