Projetos de extensão são o assunto principal da obra, que recupera a memória do curso

 

O curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em comemoração aos seus 35 anos, publica uma coletânea especial com artigos de professores e alunos. O livro “Extensão Universitária e Jornalismo” evidencia a importância dos projetos de extensão para a formação e a necessidade dos serviços à comunidade. O livro, que faz parte de uma série de homenagens, está finalizado.

Para o organizador Marcelo Engel Bronosky, compreender o entendimento da sociedade é um fator importante para a formação dos estudantes de jornalismo. Assim, a extensão constrói pontes entre a universidade e a comunidade de modo a contribuir com a interpretação de suas realidades. “Eu penso que a extensão é um dos pilares do curso desde meados dos anos 90, como referência de interesse”, afirma Bronosky.

De acordo com Sérgio Luiz Gadini, autor  de um dos textos da coletânea, a extensão universitária é essencial e prioridade do curso.  "É um compromisso da UEPG há mais de 25 anos”. Gadini afirma ainda que a UEPG se consolida no País pela formação profissional, pesquisa e extensão, conforme sua trajetória.

 

                                                                                        

 

O Cultura Plural é um dos trabalhos contemplados pela coletânea.  Conforme a Professora Karina Janz Woitowicz, idealizadora do projeto de extensão, a iniciativaprincipal é atuar de forma conjunta ao campo cultural de Ponta Grossa, contribuindo para o reconhecimento e a visibilidade de artistas, grupos e produtores culturais através das mais diversas formas de manifestação. 

O Cultura Plural, que em 2021 completa dez anos de atividade, engloba em suas pautas aspectos da cultura popular e produções regionais independentes, bem como temas das políticas e da economia da cultura, com o compromisso de se aproximar e atuar de forma conjunta em diferentes setores da sociedade. 

Segundo a professora, a extensão é uma das bases da formação profissional dos estudantes. “Ao longo da sua trajetória, o curso de Jornalismo foi ampliando sua atuação no âmbito da extensão, com o duplo propósito de viabilizar o aprimoramento da formação na área, por meio de experiências de produção jornalística em diferentes suportes e formatos, e promover uma maior inserção da universidade na comunidade local”, relata. Karina.

Ela também destaca que as ações extensionistas do curso de Jornalismo da UEPG oferecem apoio a grupos específicos do município como movimentos sociais, associações de bairros, ONGs, sindicatos, conselhos ligados às áreas da cultura, da infância e da juventude e da saúde, além de ações voltadas aos direitos de trabalhadores sem terra, pessoas idosas, trabalhadores da reciclagem, mulheres e comunidade LGBTQIA+. Desta maneira, o trabalho realizado pelos projetos de extensão se baseia na produção de conteúdo jornalístico sobre temas de relevância social e no apoio à mídia comunitária da cidade.

Ficha técnica

Reportagem: Redação

Edição e Revisão: Manuela Roque, Malu Bueno

Publicação:Germano Busato

Supervisão: Marcos Zibordi e Maurício Liesen

Entrada de novos acadêmicos foi adaptada por conta do isolamento social da pandemia

 

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) recebeu centenas de novos estudantes no último dia 14 de junho. É a primeira vez da Instituição em que os alunos ingressam de forma remota, já que todos os outros vestibulares selecionavam para o ensino presencial. 

Em função da pandemia, a universidade permanece com o ensino de forma remota desde 16 de março de 2020. A decisão foi tomada como medida preventiva contra o Covid-19, segundo as orientações da Secretaria de Saúde do Paraná.

Amanda do Prado Leal (20), caloura do curso de Ciências Contábeis, relata que sempre teve vontade de ingressar na faculdade e que isso a motivou a fazer o vestibular, além de que já possuía os equipamentos para acompanhar as aulas de casa, o que também foi algo positivo para tentar o ensino superior mesmo com as aulas online. A aluna destaca que pelo fato de estar grávida, o ensino remoto se torna uma alternativa melhor para ela e que mesmo com a gravidez, não se transformou em um obstáculo para que tentasse realizar uma graduação. “Fazer uma faculdade exige muito do seu tempo para fazer as atividades, trabalhos, estudar para as provas. Quando fui fazer o vestibular, eu já sabia que estava grávida, mas mesmo assim eu não pensei em desistir”, afirma.

Larissa Lillo Del Pozo Malinski (18), caloura do curso de Jornalismo, aponta como um desafio conseguir estudar para o vestibular durante a pandemia, o que exigiu ter muito foco e seguir uma rotina de estudos. A caloura conta que seu maior objetivo era ter uma graduação e que o ensino a distância não foi um empecilho para seguir esse sonho, mas que gostaria de ter ingressado no curso de maneira presencial. “A adaptação à vida com o EAD foi inevitável e mais segura, porém, com certeza preferiria as aulas presenciais pelo fato que, mesmo com o distanciamento, conhecer os alunos seria um refúgio para transformar a rotina monótona vivida há um ano”, destaca. 

Diego Ramon Barreto Constantin (20), calouro no curso de Engenharia Civil, também conta ter tido dificuldade em estudar para a prova na pandemia. Por conta do trabalho, o aluno achou difícil manter uma rotina de estudos e se sentia desmotivado por estudar sozinho. Outro ponto relatado por Diego é a necessidade que teve de comprar um notebook para poder acompanhar as aulas e baixar os programas referentes ao curso. Por morar em Carambeí (23 km de Ponta Grossa), o estudante considera o ensino remoto uma alternativa melhor para ele, já que com as aulas presenciais teria uma rotina mais apurada em relação ao deslocamento. “Por eu morar em outra cidade, o ensino remoto é mais vantajoso, olhando pela parte da logística, mas ainda assim, preferia o ensino presencial por uma qualidade de ensino melhor tendo o contato com os professores”, afirma. O aluno também aponta que a maior dificuldade de ingressar em uma faculdade de forma remota, é aprender a usar as ferramentas que o curso utiliza e criar uma programação para acompanhar as aulas e fazer as tarefas e trabalhos.

 

Vestibular de Primavera

Pela primeira vez, a UEPG realiza um Vestibular de Primavera, que acontece no dia 26 de setembro. Diferente das outras vezes, nesse ano o vestibular será realizado em apenas um dia, sendo a manhã e tarde de domingo. As inscrições para o vestibular de primavera começaram no dia 1° e encerram no dia 29 de julho, pelo site da universidade. O pagamento da taxa de inscrição, de R$157, pode ser realizado até o dia 30 de julho. Segundo a programação da Instituição, a divulgação do ensalamento ocorre em 26 de agosto e o gabarito da prova sai a partir das oito da noite do dia 26 de setembro. Os resultados para a primeira chamada acontecem no dia 26 de outubro. Os pedidos de isenção foram encerrados no dia 21 de junho. O conteúdo programado para a prova se encontra no site da UEPG. Mais informações:

<https://cps.uepg.br/inicio/index.php/vestibular/vestibular-primavera>

 

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(Foto: Divulgação UEPG)

 

Ficha Técnica

Repórter: Deborah Kuki

Publicação: Rafael Piotto

Supervisão: Jeferson Bertolini

Desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, o Brasil registra reformas e tentativas de corte de verba aos diversos serviços públicos do País, como a saúde e a educação. Uma das tentativas mais recentes é a aprovação da Emenda Constitucional 109/21, em 16 de março de 2021. A Emenda propõe, entre outras coisas, vedações e intervenções em leis orçamentárias diante de situações de gatilho, como o estado de calamidade pública nacional.

O advogado e assessor do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (SINDUEPG/ANDES-SN), Paulo Eduardo Rodrigues, avalia que a emenda significa um ataque ao serviço público no País. Para o advogado, o Brasil está na contramão dos outros países, pois enquanto órgãos gestores apontam para a necessidade de mais investimentos públicos durante a pandemia do coronavírus, o governo limita o orçamento com ações que tornam ainda pior a situação no Brasil. Segundo Paulo Rodrigues, a emenda (EC 109) facilita cortes na área pública: “fica mais fácil uma intervenção para restringir investimentos públicos”.

Apesar da aprovação da emenda, Rodrigues destaca as tentativas de sindicatos e órgãos de barrar os ataques, apoiados na Constituição. “Temos uma cláusula constitucional, mas a emenda valida o retrocesso”, diz. O assessor avalia situações atuais que ocorrem com as universidades federais do País, como o possível fechamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro em julho, por falta de investimentos financeiros. Segundo Paulo Rodrigues, acontecimentos como esse podem ser mais frequentes com os impactos da emenda.

A professora do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Maria Julieta Weber, avalia o histórico brasileiro de reformas prejudiciais aos servidores públicos e cita a Reforma Trabalhista, de 2017, e a Reforma da Previdência, de 2019, como exemplos. Segundo a professora, é preciso entender a importância do trabalho dos servidores para a sociedade, principalmente pelo caráter desigual que marca o Brasil. “Enfrentamos graves ataques como trabalhadores e vivenciamos o impacto social das reformas nos serviços públicos”, explica a professora. 

A acadêmica de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Tamires Limurci, demonstra preocupação diante dos cortes orçamentários que assombram as universidades estaduais e federais, citando a redução de bolsas de pesquisa e cortes que podem prejudicar a estrutura dos campus. “Pesquisa é o que leva o Brasil para frente, nos coloca em lugares internacionais e é, também, o motivo da existência de universidades públicas”, conclui.

 

Ficha técnica

Repórter: Maria Helena Denck Almeida

Supervisão: Sérgio Luiz Gadini

Publicação: Emanuelle Salatini

A previsão de ingresso de novos estudantes é 14 de junho de 2021. 

 

 

Ficha técnica

Repórter: Victoria Sellares 

Edição: Cassiana Tozati

Publicação: Jessica Allana 

Supervisão: Paula Melani Rocha

A pesquisa sobre a inflação da cesta básica de Ponta Grossa obteve uma variação mensal com aumento de 1,23% no mês de março. O novo boletim, realizado pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (NEREPP) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), analisa a primeira semana de março com a primeira semana de abril de 2021. Para compor a pesquisa foram feitas compras nos sistemas de entrega (deliverys) dos principais supermercados da Cidade. A verificação semanal do Índice da Cesta Básica compara as taxas mensais de produtos essenciais para a alimentação e higiene dos ponta-grossenses. Itens, que tiveram um aumento nos preços, por conta da pandemia do novo Coronavírus.

Há quase três décadas, o NEREPP-UEPG elabora pesquisas mensais sobre a cesta básica de acordo com a inflação anual. O consumo básico de alimentação, higiene e limpeza, de famílias composta por três membros em média, relaciona o preço de 33 produtos com o salário mínimo atual. Desde que começou a pandemia, o preço da cesta básica assusta o consumidor. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de alimentação e bebidas dos curitibanos correspondeu a 23,8% dos gastos, se comparado aos demais grupos de produtos e serviços.

                

Desde o começo da pandemia curitibanos gastam 23,8% da renda com alimentação e bebidas. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao comparar o boletim de março deste ano com o boletim de junho de 2020, a diferença do valor da cesta básica, para quem recebe um salário mínimo, chega a quase R$ 90,00. Enquanto 21 dos 33 produtos caíram em junho do ano passado, no último boletim do NEREPP-UEPG apenas nove tiveram uma queda no valor. Em comparação, o grupo “Carne” teve uma queda de preços em março, com 2,08%. Já o grupo “Hortifrutigranjeiros”, que em junho teve uma queda de 18,29%, agora em março aumentou para 2,18%.

O economista e coordenador da pesquisa sobre a cesta básica mensal na Cidade, Alexandre Lages, explica os principais motivos que alteraram o preço da cesta básica durante a pandemia. “Por ficarem mais em casa, as pessoas recorrem aos supermercados para a compra de alimentos e a demanda influencia na procura por produtos varejistas”, destaca Lages. Sobre o aumento no valor de alguns produtos, como o arroz e o óleo de soja, o economista revela que a procura externa, os problemas na produção e alta do dólar causaram a alteração da cesta básica. “Quanto mais a pandemia durar, mais o grupo de baixa renda crescerá”, conclui o pesquisador diante da futura situação econômica do país.

Elza Rebonatto, de 68 anos, recebe um auxílio doença, equivalente a um salário mínimo mensal. Enquanto não consegue a aposentadoria, Elza se mantém da forma que pode. A idosa reside com mais duas pessoas e afirma que muitas vezes não consegue nem comprar uma cesta básica. “Pego poucos produtos para não me assustar ao passar no caixa, com o salário que recebo não compro nem frutas e verduras”, revela Elza.