A cobertura vacinal caiu 23% nos últimos três anos. Em 2017, o número de imunizações representou 100% do público-alvo. Em 2018, houve uma diminuição para 84% e, neste ano, a cobertura foi de apenas 77%. A queda na taxa de vacinação alerta também para retorno de doenças já erradicadas.

FICHA TÉCNICA:

Produção: Hellen Scheidt e Arieta de Almeida
Supervisão: Professoras Angela Aguiar, Fernanda Cavassana e Paula Rocha
Técnico Multimídia: Jairo Souza

A UEPG Abraça é um atendimento psicossocial direcionado para acadêmicos e funcionários da Universidade. De novembro de 2018 a fevereiro deste ano, foram realizados 489 atendimentos. As consultas são individuais ou realizadas em grupo.

Os interessados devem se inscrever no ambulatório da UEPG, no Campus Central, ou na sede do Programa UEPG Abraça, localizada no prédio da Farmácia Escola, no Campus Uvaranas.

 

 

FICHA TÉCNICA:
Reportagem: Isabela Gobbo
Edição: Amanda Gongra
Supervisão: Professoras Angela Aguiar, Cibele Abdo, Fernanda Cavassana
Técnico Multimídia: Jairo Souza

Abolição do termo ‘violência obstétrica’ causa preocupação entre especialistas
Para Médicos, uso do termo prejudica profissionais. Pesquisadores da área reforçam a existência de violências durante o parto.

O veto do governo Jair Bolsonaro (PSL) de junho deste ano acabou com a obrigatoriedade do serviço odontológico nas unidades de terapia intensiva. A medida afetou também o atendimento domiciliar. Em abril passado, a aprovação do Projeto de Lei 34 havia garantido a presença de profissionais da área em hospitais públicos e privados. Em Ponta Grossa, dentistas e estudantes avaliam a importância do atendimento odontológico nos serviços de saúde pública de emergência.

No município, o Hemepar recebe em média 1.200 doadores por mês. Durante a doação, são retirados menos de 10% do sangue em circulação no corpo do doador, o que corresponde a 450ml, cada doação pode salvar até 4 vidas. Segundo dados do Hemepar, em 2018, o número de doadores aumentou em 50%.

A Pesquisa Nacional de Saúde mais recente, aponta que a faixa etária dos 60 a 64 anos compõe a maior parcela dos brasileiros com depressão. Porém a doença pode ser evitada através de uma vida ativa. Confira na reportagem as características da depressão em idosos.

Município presta assistência somente à captação de órgãos

A Santa Casa de Ponta Grossa faz a coleta de órgãos para doação. Foto: Arquivo.

 

Ponta Grossa se mantém a única cidade do Paraná, das cinco maiores do estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que não realiza nenhum tipo de transplante de órgãos, nos hospitais municipais e particulares. No Paraná, as únicas cidades habilitadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SESA) para realizarem algum tipo de transplante de órgãos são Apucarana, Curitiba, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Cascavel, Londrina e Maringá.


Em Ponta Grossa, foram registrados quatro casos do vírus Influenza
    Paraná já registra o dobro de casos de óbitos pelo vírus da gripe em comparação ao ano passado. Segundo Boletim publicado pela Secretaria Estadual de Saúde, somente nos primeiros cinco meses deste ano, foram registradas 51 mortes em todo Estado. O número é considerado o dobro dos casos registrados no mesmo período no ano passado, quando foram registradas 24 mortes.
    Em Ponta Grossa, os números também preocupam a saúde pública. Segundo a Prefeitura Municipal, na cidade já foram registrados quatro casos do vírus Influenza, em menos duas semanas. Dentre os infectados, estão uma criança de seis anos e uma mulher em gestação.
    A campanha da vacinação de Ponta Grossa seguiu, até o último dia 31, com trabalho nos postos de saúde, ônibus da vacina e no Parque Ambiental. Segundo a Fundação Municipal de Saúde (FMS), foram vacinadas cerca de 72 mil pessoas, sendo este número equivalente a 78% do público geral.  De acordo com a FMS, 20 mil pessoas não foram vacinadas. A presidente da FMS, Angela Pompeu, considera baixo o índice de imunização na cidade. “Estamos com baixa porcentagem de vacinação. As pessoas não estão se imunizando mesmo com os serviços trabalhando em horário estendido e com abertura de salas nos finais de semana”.
    O número de casos do vírus Influenza (H1N1) no Paraná foi de um total de 212 registros. Mesmo em meio a campanhas de vacinação, o Estado apresenta números maiores da doença. O médico do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) de Epidemiologia de Ponta Grossa, Rangel Olsen de Carvalho, relata que as mutações anuais que o vírus apresenta é um fator preocupante. “Os surtos de influenza estão relacionados a mutações anuais. Por isso, a necessidade de reformulações na vacina. Porém, quando tais mutações são mais profundas, podem fazer com que as vacinas não funcionem, motivo das pandemias devastadoras do passado”. Olsen aponta que o Influenza tem poder de transmissão alto. Em grupos com imunização menor, como idosos e crianças, a doença pode ser fatal. 
     Segundo a coordenadora do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), professora Jacy Aurelia Vieira de Souza, a chegada do inverno é um fator considerável no aumento dos casos do vírus. “Por ser provocada por um vírus de comportamento sazonal, há uma predileção maior por períodos mais frios do ano, com aumento do número de casos devido a maior circulação do microrganismo”. Souza ressalta que a diminuição da umidade do ar, ambientes com pouca circulação e queda bruscas de temperatura contribuem para a contaminação da doença. A coordenadora reforça que crianças e idosos são de maior preocupação no controle da doença, pois possuem maior risco de complicações por infecções secundárias.

Público-alvo engloba crianças, idosos, professores, gestantes e membros das Forças Armadas
O público-alvo da campanha de vacinação engloba crianças maiores de seis meses de vida e menores de seis anos; pessoas acima dos 60 anos de idade; trabalhadores da área da saúde; mulheres gestantes e no período pós-parto; membros ativos das forças armadas; policiais civis; policiais militares, bombeiros e professores da rede pública ou privada, com declaração da instituição de ensino, de modelo em formato PDF para preenchimento disponível no site da Fundação Municipal da Saúde. O Ministério da Saúde e a 3º Regional de Saúde ainda não sinalizaram sobre uma possível prorrogação da campanha, que vacinou num total de 72 mil pessoas em Ponta Grossa.
Ficha Técnica: 
Reportagem: Germano Busato 
Edição: Bruna Kosmenko
Supervisão: Angela Aguiar, Ben-Hur Demeneck, Fernanda Cavassana, Hebe Gonçalves e Renata Caleffi

Nem todas as Unidades Básicas de Saúde de Ponta Grossa contam com a vacinação contra a gripe. Em determinadas situações, os pacientes precisam se deslocar alguns quilômetros até chegar à Unidade mais próxima que disponibilize a vacina. A reportagem completa você confere no áudio a seguir

Brasil deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer de pele entre os anos de 2018 e 2019:

 

O Programa Brasil Sorridente é um programa de saúde bucal criado em 2004 pelo Governo Federal. Segundo dados da Sala de Apoio à Gestão Estratégica do Ministério da Saúde, de 2009 (maior número de pessoas atendidas) até 2017 (menor número de pessoas atendidas), houve uma diminuição de 56,67% nos atendimentos em Ponta Grossa. O número de pessoas beneficiadas, entre 2015 e 2017 permaneceu estável.

 


Se for contar pela população do município que consta no site para esses dados, de 334.535 habitantes, apenas 13% de pessoas são atendidas pelo "Brasil Sorridente" na cidade. Em 2009, 33% dos ponta-grossenses eram atendidos. Vale ressaltar que o dado está desatualizado, já que, desde 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população ponta-grossense aumentou em 11,69%.

 


Comparando com outras cidades de médio porte do Paraná, a abrangência é maior do que em Ponta Grossa. Maringá, em 2017, atendeu 27% da população. Cascavel, 17%, e Londrina, 19%. Nacionalmente, a média de cobertura foi de 37%.

 

Programa ‘Brasil Sorridente’


A iniciativa funciona através do Sistema Único de Saúde (SUS) e pode atender todos os brasileiros sem distinção de renda. As ações do programa têm como objetivo a promoção, prevenção e recuperação com implantação de equipes de saúde bucal na estratégia “Saúde da Família” e implantação de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias (LRPD).

 


Todas as ações estão dentro da Estratégia Saúde da Família (ESF) que, por sua vez, está dentro das Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). A ESF entende que essa é uma iniciativa primordial para o fortalecimento da atenção básica. Além do atendimento e prevenção de doenças, também realizam-se estudos sobre as características da população atendida por aquela equipe naquela região.

 


Em uma região geográfica, há a disponibilização de uma equipe multiprofissional para um grupo de famílias. Cada equipe deve ser formada por um médico, um enfermeiro, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde, cirurgião-dentista, auxiliar de consultório dentário ou técnico de higiene dental.

 


Segundo o Passo a Passo das Ações da Política Nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, os CEOs atendem a toda população oferecendo serviço de clínica e ambulatório especializado. Já os LRPD são responsáveis pelo desenvolvimento de próteses dentárias.

 


O repasse para esses sistemas ocorrem pelo Governo Federal conforme a classificação de cada Centro de Especialidades Odontológicas, CEO, (em tipo 1, 2 e 3) e quantidades de próteses realizadas no caso das Laboratórios Regionais de Prótese Dentária, LRPD.  Os tipos de CEO é a indicação que o município faz se o pleito é para o tipo 1 (destina três cadeiras), tipo 2 (com quatro a seis cadeiras) e tipo 3 (com sete ou mais cadeiras). Também há repasse municipal ou estadual para o programa. No caso de Ponta Grossa, o repasse é municipal e pelo Governo.

 

‘Brasil Sorridente’ em Ponta Grossa e região

 


Em Ponta Grossa, há tanto o Centro de Especialidades Odontológicas, quanto o Laboratório Regional de Próteses Dentárias. O CEO é localizado na Rua Engenheiro Schamber, 666, na região central da cidade, que funciona de segunda à sexta das 7h às 16h. CEO é classificado como tipo 3, contando com nove consultórios.

 


De acordo com o DataSUS, com dados de outubro deste ano, há 24 cirurgiões dentistas no CEO III nas especialidades de odontopediatria, endodontia, radiologia, periodontia, clínica geral, patologia bucal, próteses e odontologia para pacientes com deficiência.

 


Porém, a Secretaria Municipal de Saúde diz que, atualmente, há apenas 21 dentistas no CEO III e dois no Hospital Municipal Amadeu Puppi. A cidade não possui Unidades Móveis Odontológicas (UOM) que, atualmente, estão presentes em nove cidades paranaenses, nenhuma na região dos Campos Gerais.

 


Segundo o coordenador de odontologia da Secretaria Municipal de Saúde, Edson Alves, a diminuição de 57% da cobertura populacional do programa em Ponta Grossa, nos últimos anos, se dá por conta de falta de recursos humanos. Alves destaca não ter tido concurso público para cobrir a demanda de pessoal.

 


Além disso, o coordenador aponta que profissionais foram desligados, seja por aposentadoria ou afastamento voluntário. Alves enfatiza que Ponta Grossa conta com outros programas de atendimento odontológico. “Diferentemente de outras cidades, Ponta Grossa não conta apenas com o Projeto Brasil Sorridente, tendo assim 37 profissionais mantidos apenas com recursos municipais e sendo referência no atendimento odontológico da população”, pondera.
   

 

Em setembro deste ano, foi realizado um concurso público para novas contratações que estão em fase de homologação.

 


De 24 cidades que integram os Campos Gerais, apenas três, Arapoti, Castro e Ponta Grossa, possuem CEOs e LRPDs. Jaguariaíva possui apenas LRPD e Palmeira, apenas CEO. Todos são de gestão municipal.
As pessoas que residirem em cidades onde não há o atendimento têm que se deslocar para as cidades mais próximas contempladas pelo programa. Por exemplo, alguém que more em Tibagi tem que se deslocar até Castro ou Ponta Grossa. Isso implica em percursos de 62 quilômetros e 97 quilômetros, respectivamente, resultando em aproximadamente um hora de deslocamento entre cidades. Vale ressaltar que o Brasil Sorridente não é a única possibilidade de atendimento odontológico nas cidades.

 

Por: Fernanda Wolf


Atendimentos odontológicos na cidade, fora do Programa Brasil Sorridente

 


A Secretaria Municipal de Saúde afirma que a cobertura odontológica na cidade de Ponta Grossa contando com todas as iniciativas na cidade - tanto quanto o ‘Brasil Sorridente’ no CEO e nas Estratégias Saúde da Família das Unidades de Saúde, e também nas Unidades de Saúde com profissionais de carga horária de 4 horas - atende 53% da população. Segundo a SMS, são 37 profissionais com carga horária de 20 horas semanais (4 horas diárias) e 12 profissionais de carga horária de 40 horas semanais (8 horas diárias).

 


Recentemente em premiação do Conselho Regional de Odontologia do Paraná (CRO-PR), Prêmio Regional CRO-PR em Saúde Bucal, que reconhece cidades que mais investiram em saúde bucal no último ano, Ponta Grossa ficou em segundo lugar em cidade com mais de 300 habitantes, perdendo para Curitiba.

 


A paciente Debora Chacarski quando precisou de atendimento foi até a unidade de saúde no Parque Tarobá. Ela classifica o atendimento como “bom”. Quanto à questão de espera de atendimento, ela não reclama. “O trabalho não é tanto de espera em uma fila ou algo assim, é mais o esforço de acordar cedo e chegar antes do posto abrir”, conta.  Complementa dizendo que nesta unidade são entregues 5 senhas para o atendimento durante a manhã e 5 senhas para o atendimento no período da tarde.

 

Serviço: alternativas odontológicas gratuitas


As alternativas gratuitas de serviço são encontradas nas clínicas dos cursos de Odontologia das universidades da cidade onde os acadêmicos fazem atendimentos. O curso na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) oferece atendimento no Bloco M do Campus Uvaranas, atendendo crianças e adultos. Na faculdade Faculdades Integradas dos Campos Gerais (Cescage), o curso oferece atendimento na Unidade Olarias.